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Procura por sêmen de Brahman cresce no Brasil e no exterior

É a segunda raça de corte nacional com maior volume de doses exportadas, principalmente para países da América Latina

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Divulgação/Carlos Lopes

O aquecimento do mercado de carnes tem refletido positivamente nas vendas de sêmen das raças de corte do Brasil. É o caso do Brahman que, em 2020, registrou crescimento de quase 40% na comercialização de sêmen em comparação a 2019. A coleta de doses também cresceu, com elevação de cerca de 8,5%, chegando a 152.541 doses coletadas, segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial.

De acordo com o presidente da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), Paulo Scatolin, esse cenário tem levado a uma procura maior por touros da raça para compor as baterias das centrais de inseminação. “Hoje, nossa genética atende tanto o mercado interno quanto o externo. Em 2021, nossa expectativa é de manter esse crescimento nas vendas de sêmen”, diz o presidente da ACBB.

O Brahman é a segunda raça de corte brasileira que mais exporta sêmen, atendendo mercados como Argentina, Bolívia, Equador, Guatemala, Panamá e Paraguai. Segundo o médico-veterinário e gerente de Corte Zebu da Alta, Rafael Oliveira, nesses países há uma demanda forte da genética Brahman para uso em cruzamento. “Isso tem permitido também que esses países melhorem seus rebanhos puros da raça. O criador brasileiro é muito competente e conseguiu fazer do Brahman selecionado aqui o melhor do mundo”, ressalta Oliveira.

Hoje, o Brahman é a raça zebuína de maior presença no mercado mundial, sendo criada em mais de 80 países, tanto por conta das características ligadas à qualidade da carne quanto por sua adaptabilidade. “Outro ponto a se destacar é a versatilidade da raça, pois apresenta elevado desempenho na raça pura e também no cruzamento. Quando utilizado em fêmeas meio-sangue, atinge o máximo em produtividade, produzindo animais de ciclo curto, com alto peso de carcaça”, diz Cassiano Pelle, gerente de Produto Corte Zebu da CRV Lagoa.

Seja no exterior ou no Brasil, o pecuarista tem procurado cada vez mais encurtar o ciclo de produção para tornar a pecuária um negócio rentável. Quem pretende trabalhar nessa linha precisa investir em animais de maior precocidade sexual, fertilidade, ganho de peso acelerado, alto peso final e acabamento de carcaça. “A precocidade sexual e de terminação são as duas características que se tornaram mais relevantes nos últimos anos, muito por conta da demanda por carne ‘tipo exportação’. E o Brahman vem contribuindo com o rápido ganho de peso e o alto peso final.”, esclarece a zootecnista e gerente de Produto Corte da Genex, Juliana Ferragute.

Outra característica muito valorizada na pecuária de corte é a habilidade materna, pois bezerros bem alimentados ganham mais peso durante os primeiros meses de vida e conseguem melhor desempenho no pós-desmame. “As fêmeas Brahman apresentam ótimos resultados em desempenho e habilidade materna, sendo essas grandes virtudes da raça. Isso contribui para imprimir nos produtos de seus cruzamentos maior produtividade e com muita qualidade de carcaça, por conta de características como musculatura bem distribuída e costelas profundas e bem arqueadas”, diz Arthur Henrique Vieira, coordenador de Produto e atendimento ao Cliente Corte da ABS.

Esse maior desempenho tem sido verificado tanto em confinamento quanto em semiconfinamento. “O pecuarista que usa a genética Brahman em rebanho comercial visa atender ao mercado de carne de qualidade, pois receberá melhores premiações dos frigoríficos pela entrega de carcaças bem acabadas e pesadas”, explica o diretor da central PremiumGen Fernando Pereira.

Há ainda grande demanda pela genética Brahman por parte da pecuária de elite. São criadores que buscam um tipo de sêmen diferenciado para o melhoramento genético de seus rebanhos puros, utilizando para isso as mais modernas biotecnologias de reprodução e acasalamentos dirigidos, seja com sêmen de touros nacionais ou importados dos Estados Unidos. “Vejo que a raça tem achado seu espaço no mercado e melhorado muito o desempenho dos animais, sendo colocado em destaque um biótipo atual, com foco em precocidade e muita musculatura, trazendo rentabilidade tanto para rebanhos comerciais quanto para os selecionadores”, assegura William Xavier, gerente Comercial da Accelerated Genetics do Brasil.

Hoje, a raça conta com dezenas de touros nas principais centrais de sêmen do Brasil, que são: Alta Genetics, ABS, AG Brasil, Accelerated Genetics do Brasil, Araucária Genética, CRV Lagoa, Genex, PremiumGen, Select Sires e Semex Brasil.

Fonte: Assessoria
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Notícias Leite

Produtores e técnicos de cooperativa participam de capacitação do Programa Balde Cheio

Nessa capacitação inicial foi realizada uma entrevista com os quatro produtores envolvidos que participaram juntamente com o técnico da cooperativa que vai fazer o acompanhamento

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Técnicos e produtores rurais vinculados à Cooperativa Mista de Pequenos Agricultores da Região Sul, (Coopar) participaram de capacitação do Programa Balde Cheio na última quinta-feira (29/07). A capacitação foi realizada de forma virtual e contou com a presença do instrutor do programa, Juliano Alarcon Fabrício, e com os coordenadores do Balde Cheio no Rio Grande do Sul (RS), a pesquisadora Renata Suñé, da Embrapa Pecuária Sul, e o analista Sergio Bender, da Embrapa Clima Temperado.

A Coopar, sediada em São Lourenço do Sul, é mais uma entidade a participar do Balde Cheio e terá o acompanhamento técnico de quatro produtores de leite da região. Para Estevão Kunde, diretor técnico da Coopar, o projeto chega em um momento em que a atividade cresce na região, mas que precisa de mais tecnologia e conhecimento para avançar. “O projeto propicia uma aproximação entre técnicos e produtores, com grandes possibilidades de desenvolvimento para ambos”. Já o analista da Embrapa, Sérgio Bender, ressaltou que o Balde Cheio ajuda a mudar a realidade de produtores familiares, sempre com a estreita participação dos próprios produtores e dos técnicos.

Nessa capacitação inicial foi realizada uma entrevista com os quatro produtores envolvidos que participaram juntamente com o técnico da cooperativa que vai fazer o acompanhamento. O instrutor do programa no RS, Juliano Fabrício, fez diferentes perguntas sobre a atividade nas propriedades, como o tamanho da área utilizada para a produção de leite, número de vacas em lactação, tipos de pastagens utilizadas no inverno e no verão, entre outras. Segundo o instrutor, um primeiro passo é o próprio produtor conhecer melhor a atividade e o meio é fazer o registro de todas as questões relacionadas à produção e comercialização. “É preciso ter dados econômicos, dados sobre a produção leiteira, da produtividade de cada vaca, dados climáticos e tudo mais que tem relação direta com a atividade”.

No Rio Grande do Sul o programa foi retomado há mais de dois anos e hoje já está presente em várias propriedades de diferentes regiões. De acordo com a pesquisadora Renata Suñé, cada uma das unidades atendidas tem suas metas e objetivos, que são detectadas e priorizadas entre os técnicos e os produtores. “Já temos observados ganhos em várias propriedades, sempre de acordo com os objetivos de cada produtor, seja o aumento da oferta de forragem, aumento da produtividade por vaca, a qualidade do leite, entre outras questões relacionadas à atividade”.

Balde Cheio

O Balde Cheio é uma metodologia de transferência de tecnologia que tem o objetivo de capacitar profissionais da assistência técnica, extensão rural e pecuaristas em técnicas, práticas e processos agrícolas, zootécnicos, gerenciais e ambientais. As tecnologias são adaptadas regionalmente em propriedades que se transformam em salas de aula. Sem apresentar um modelo pronto, o programa leva em conta as características de cada propriedade e o perfil de cada produtor.

A metodologia parte de um diagnóstico do estabelecimento rural e, a partir daí, com o acordo do técnico e do produtor, estabelece metas e um planejamento para alcançá-las. Estes ajustes ou mudanças vão desde a melhoria na produção de forragem para os animais até o controle zootécnico do rebanho e um melhor gerenciamento e organização da propriedade.

Fonte: Assessoria
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Notícias Suinocultura

Nova instrução normativa de bem-estar animal nas granjas brasileiras é tema de evento on-line promovido pela ASES e ABCS

O evento aconteceu na última quinta-feira (29), e contou com a participação dos associados da ASES, técnicos, profissionais da área de suinocultura e demais interessados.

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A nova instrução normativa (IN 113/2020) que visa as adequações de manejo e as instalações para o bem-estar animal nas granjas suinícolas brasileiras foi tema de um evento on-line promovido pela ASES, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), na última quinta-feira (29).

Sendo promovido por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) e tendo o apoio dos frigoríficos Cofril, Mosquini e Zuculoto, a abertura do encontro contou com as falas do presidente da ASES, Jayme Meroto, da diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, através de um vídeo enviado, e da coordenação do evento ficou por conta do diretor executivo da ASES, Nélio Hand.

Em seguida, o público participante, que foi composto por associados da ASES, técnicos, profissionais da área de suinocultura e demais interessados, pôde acompanhar a palestra do médico-veterinário e consultor de Mercado da ABCS, Iuri Machado, que, logo de início, destacou a importância de se promover o bem-estar animal (BEA).

Iuri também apresentou um histórico recente da situação do bem-estar animal no Brasil, explicou as exigências mínimas de manejo e instalação nas granjas – enfatizando os prazos para adequações, e fez um comparativo entre as exigências da normativa e as tendências de exigências do varejo. Além disso, o palestrante explanou sobre a portaria Nº 365/2021, que foi recentemente publicada, que regulamenta o manejo pré-abate e de abate.

O público pôde participar do evento por meio de perguntas que foram endereçadas e respondidas pelo palestrante. Nélio fez um balanço do evento e destacou a parceria com a ABCS que vem resultando em diversos eventos e treinamentos para os associados da ASES.

“Muito importantes essas parcerias entre a ABCS e a ASES para que possamos levar a informação precisa ao suinocultor capixaba. Esse, a propósito, tem sido um dos focos do trabalho da associação: levar informação, e orientação aos associados da ASES para que possam estar atentos e acompanhem a realidade e evolução da suinocultura em muitos aspectos, inclusive em relação ao bem-estar animal, que vem sendo alvo de amplas discussões nos últimos anos e que foi muito bem detalhado pelo palestrante Iuri Machado em nosso treinamento”, encerrou Nélio.

Fonte: Assessoria
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Notícias Cooperativismo

C.Vale e Cooatol oficializam processo de incorporação

Anuncio foi feito após aprovação em assembleia na manhã dessa sexta (30)

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Fotos: Divulgação

Em assembleia geral extraordinária realizada em conjunto na manhã dessa sexta(30), foi aprovado a incorporação da Cooatol a Cooperativa C. Vale.

Sede da Cooatol em Toledo-PR

O objetivo dessa união visa potencializar as atividades operacionais das 19 unidades de recebimento da Cooatol, garantindo maior escala na originação de grãos, oferta de insumos e bens de produção aos seus cooperados e clientes.

Outra vantagem para os associados da Cooatol é uma garantia de crescimento contínuo e sustentável, com garantia de assistência técnica, fomento e ampliação na matriz de negócios.

 

Veja na integra, o que diz o comunicado emitido pelas cooperativas:

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