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Processamento eficiente impulsiona presença do óleo de soja na indústria alimentícia

Refino garante padronização e desempenho técnico exigidos por fabricantes e serviços de alimentação coletiva.

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Foto: Aprosoja MT

Da prateleira do supermercado às cozinhas industriais, o óleo de soja se consolidou como o principal óleo vegetal consumido no Brasil. A liderança é resultado de um conjunto de fatores históricos, econômicos e industriais que conectam a expansão da soja no campo à eficiência do processamento e à padronização exigida pela indústria alimentícia.

A popularização do produto acompanha a própria expansão da soja no país, intensificada a partir das décadas de 1970 e 1980 com o avanço da produção no Cerrado. A industrialização do grão transformou a soja em base de uma cadeia produtiva ampla, que envolve alimentos, ração animal e derivados industriais.

Segundo o vice-presidente oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, o processamento do grão foi decisivo para viabilizar a agricultura em larga escala. “A industrialização agregou valor e estruturou uma cadeia completa. O farelo está praticamente em todas as rações animais, e cada subproduto encontra destino no mercado. Isso fortaleceu a produção e ampliou a presença da soja na alimentação dos brasileiros”, afirma.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Além do impacto econômico, o dirigente destaca o papel direto do grão na dieta nacional. “Grande parte das proteínas consumidas no país tem origem indireta na soja, presente na alimentação animal. Já o óleo se tornou uma opção dominante pela versatilidade e pelo sabor neutro, que se adapta a diferentes preparações culinárias.”

A consolidação do óleo de soja no consumo doméstico está ligada à disponibilidade de matéria-prima em grande escala e ao custo competitivo. O produto é resultado do processamento do grão, que origina diferentes tipos de óleo conforme o nível de tratamento industrial.

Na prática, o óleo bruto é a base inicial do processamento, com coloração mais intensa e presença de impurezas, sendo destinado principalmente à indústria para refino e transformação. O óleo refinado, submetido a etapas de purificação, branqueamento e desodorização, apresenta sabor neutro e estabilidade térmica, características que explicam sua predominância no consumo doméstico. Já os óleos mistos combinam diferentes matérias-primas e podem apresentar variações de sabor, desempenho e composição nutricional.

Para a chef e empreendedora Ariani Malouf, a neutralidade sensorial e o desempenho técnico explicam a preferência do setor alimentício. “O óleo de soja não interfere no sabor das preparações e mantém estabilidade mesmo em altas temperaturas. Isso garante padronização, qualidade e segurança, especialmente em produções em larga escala”, explica.

Ela ressalta que a disponibilidade nacional do produto também pesa na escolha. “O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de soja, então há oferta constante e custo competitivo. Para cozinhas profissionais e industriais, essa regularidade de abastecimento é fundamental.”

A liderança do óleo de soja também se sustenta em fatores logísticos e econômicos. A ampla produção agrícola, aliada à capacidade de processamento e distribuição, garante fornecimento contínuo para a indústria alimentícia, que demanda grandes volumes com padrão uniforme.

Além da versatilidade culinária, o produto apresenta rendimento elevado, facilidade de processamento e padronização, atributos valorizados por fabricantes de alimentos e serviços de alimentação coletiva.

Mesmo com a presença de alternativas como óleo de milho, girassol ou palma, o custo-benefício e a disponibilidade mantêm o óleo de soja como principal escolha no país. A competitividade do produto está diretamente ligada à força da produção agrícola nacional e à integração entre campo, indústria e mercado consumidor.

Para o setor produtivo, essa cadeia representa mais do que abastecimento alimentar. “O produtor rural tem papel central não apenas na produção de alimentos, mas na geração de riqueza e na segurança alimentar do país”, afirma Gilson Antunes de Melo.   Assim, da lavoura ao prato, o domínio do óleo de soja reflete a combinação entre escala produtiva, eficiência industrial e adaptação ao padrão de consumo brasileiro.

Fonte: Assessoria Aprosoja MT

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Frísia amplia faturamento e alcança R$ 5,99 bilhões em 2025

Com recordes na produção de leite e soja, crescimento na suinocultura e avanço em diferentes frentes do agro, a cooperativa consolida resultados históricos apresentados na Assembleia Geral em Carambeí (PR).

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Foto: Frísia/Divulgação

A Frísia Cooperativa Agroindustrial faturou R$ 5,99 bilhões em 2025, resultado superior ao registrado no ano anterior, quando a cooperativa somou R$ 5,79 bilhões.

O desempenho foi apresentado no último sábado (28), durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada no Auditório Leendert de Geus, na sede da cooperativa, em Carambeí (PR). “A Assembleia é um dos momentos mais importantes do ano para a cooperativa. É quando prestamos contas com transparência, apresentamos os resultados alcançados e, principalmente, ouvimos o cooperado. A Frísia é construída por pessoas, e cada decisão precisa refletir os interesses e as expectativas de quem faz parte dela. O crescimento que apresentamos hoje é resultado de planejamento, gestão responsável e da confiança dos nossos cooperados, que seguem investindo, produzindo com eficiência e acreditando no modelo cooperativista”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob.

O crescimento reflete o avanço nos segmentos de atuação da Frísia: agricultura, pecuária leiteira, suinocultura e florestal. Em 2025, a cooperativa contou com 1.090 cooperados e 1.373 colaboradores, distribuídos em 12 entrepostos no Paraná e dois no Tocantins.

Entre os principais indicadores do ano, a Frísia registrou o recebimento de 1 milhão de toneladas de grãos em seus armazéns, produziu 369,3 milhões de litros de leite, contabilizou 29,7 mil toneladas de suínos e 136 mil toneladas de madeira. A produção total de leite manteve uma curva de crescimento ao longo dos últimos anos, atingindo em 2025 o maior volume da série histórica da cooperativa.

Na agricultura, a safra de soja 2024/2025, por exemplo, foi marcada por condições climáticas favoráveis, eficiência operacional dos cooperados e elevado nível de manejo agronômico. O resultado foi uma produtividade média 14% superior ao ciclo anterior, a maior já registrada pela Frísia. No Tocantins, a produção de soja alcançou safra recorde em 2025, impulsionada pela ampliação da área cultivada e por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo.

Outra cultura que apresentou desempenho expressivo em qualidade e produtividade foi a cevada. O grão teve crescimento de 45% em relação ao ciclo anterior e rendimento 5,1% acima da média paranaense.

O setor de suínos também teve desempenho positivo. Em um cenário de fortalecimento da suinocultura paranaense, a Frísia ampliou investimentos e intensificou sua expansão, especialmente na produção de leitões. O modelo de integração, aliado à operação da Aurora Coop na Unidade Industrial de Castro (PR), garantiu previsibilidade de escoamento, segurança comercial aos criadores e bases sólidas para o crescimento das entregas previstas para 2026 e 2027.

O desempenho e as ações detalhadas realizadas pela cooperativa no ano passado constam no Relatório de Gestão 2025, que foi entregue aos cooperados na AGO.

Homenagem

Na Assembleia foram homenageados os cooperados João Dykstra, Cornélio Dykstra e Reinder Jacobi, pelos 50 anos como cooperados da Frísia; e Albert Kuipers e Reinder Kuipers, pelos 60 anos como cooperados da Frísia.

Conselho Fiscal 

Durante a AGO, também foi eleita a nova chapa do Conselho Fiscal para a gestão de 2026. Fazem parte do grupo Deborah de Geus, Gaspar João de Geus, Juan van der Vinne, Janus Katsman, Pieter Arthur Biersteker e Paulo Eduardo Piotrowski.

Fonte: Assessoria Frísia
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Pesquisa gaúcha avança em projeto internacional sobre resistência a carrapaticidas

Missão técnica na Austrália inclui intercâmbio com a Queensland Alliance for Agriculture and Food Innovation, visitas a propriedades e apresentação de resultados na Northern Beef Research Update Conference 2026.

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Pesquisador do IPVDF, Guilherme Klafke, com a doutora Hannah Siddle, coordenadora do projeto pela Universidade de Queensland - Foto: Divulgação/Seapi

O pesquisador do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF/Seapi), Guilherme Klafke, está em missão técnica na Austrália com o objetivo de fortalecer a cooperação científica internacional na área de resistência de carrapatos a carrapaticidas. A visita iniciou na última segunda-feira (02) e segue até 13 de março.

A missão integra ações de alinhamento de um projeto colaborativo entre o IPVDF e a University of Queensland (UQ), por meio da Queensland Alliance for Agriculture and Food Innovation (QAAFI), voltado à análise genômica de populações de carrapatos resistentes. “A iniciativa busca aprofundar o entendimento dos mecanismos envolvidos na resistência e aprimorar estratégias de diagnóstico e vigilância”, destaca Klafke.

Durante a missão, serão promovidas atividades de intercâmbio técnico-científico e troca de experiências entre as equipes brasileiras e australianas, com foco na integração de abordagens laboratoriais, ferramentas moleculares e estratégias de monitoramento em campo.

Segundo o pesquisador, a missão representa uma oportunidade estratégica de aproximação entre duas regiões com características produtivas semelhantes. “O Rio Grande do Sul e o estado de Queensland possuem sistemas de produção pecuária comparáveis e enfrentam desafios semelhantes relacionados ao carrapato bovino. A troca de experiências entre os grupos permite comparar cenários epidemiológicos, estratégias de manejo e abordagens diagnósticas, fortalecendo soluções baseadas em evidências para realidades produtivas muito parecidas”, afirma Klafke.

Programação

A programação inclui visita ao Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), uma das principais instituições de pesquisa da Austrália e pioneira no desenvolvimento dos primeiros testes diagnósticos de resistência a carrapaticidas na década de 1960. Esses protocolos, posteriormente aprimorados ao longo das décadas, continuam sendo referência internacional e base para os métodos utilizados atualmente no diagnóstico de resistência.

Além de conhecer as estruturas e rotinas de pesquisa australianas, o pesquisador do IPVDF apresentará aos grupos da UQ e do CSIRO a experiência do Rio Grande do Sul na área de diagnóstico e vigilância da resistência, destacando as metodologias desenvolvidas e aplicadas pelo laboratório, bem como as ações de monitoramento conduzidas junto ao setor produtivo.

Estão previstas também visitas a propriedades de gado de corte, com realização de coletas de carrapatos e execução de testes de resistência, possibilitando a integração entre a pesquisa laboratorial e a realidade produtiva.

A missão inclui ainda a participação e apresentação de trabalho científico na Northern Beef Research Update Conference (NBRUC 2026), em Brisbane, onde serão divulgados os avanços das pesquisas conduzidas no IPVDF voltadas ao diagnóstico rápido da resistência a carrapaticidas.

O projeto desenvolvido em parceria entre o IPVDF e a University of Queensland  (UQ) tem uma previsão de quatro anos de execução. Uma nova visita está programada para o ano de 2028.

De acordo com o pesquisador, a iniciativa reforça o compromisso da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do IPVDF com a inovação, a cooperação internacional e o desenvolvimento de estratégias sustentáveis para o controle de carrapatos, problema sanitário que impacta diretamente a produtividade e a competitividade da pecuária.

Fonte: Assessoria IPVDF/Seapi
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Área de trigo tropical cresce 80% no Brasil e chega a 360 mil hectares em 2025

Expansão ocorre no Cerrado e na Mata Atlântica, com avanço do cultivo em estados do Centro-Oeste e Sudeste.

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Foto: Fábio Carvalho

O cultivo de trigo em ambiente tropical tem avançado no Brasil e pode ser realizado tanto em sistema irrigado quanto em sequeiro. A escolha depende do nível de investimento e da organização do sistema produtivo, mas em ambos os casos o planejamento é decisivo para o resultado da lavoura.

Antes mesmo da implantação, é necessário definir fatores como tipo de solo, altitude, clima, época de semeadura, disponibilidade de insumos, estrutura de colheita, armazenagem e logística de comercialização. Também é fundamental considerar o calendário agrícola da propriedade, especialmente a rotação de culturas. A colheita da soja ou do milho precisa estar alinhada ao período ideal de semeadura do trigo, e áreas que receberam hortaliças podem aproveitar o residual de adubação.

Foto: Cleverson Beje

A área apta ao cultivo de trigo em ambiente tropical, especialmente nos biomas Cerrado e Mata Atlântica, vem crescendo nos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia e no Distrito Federal. Em 2018, o trigo tropical ocupava cerca de 200 mil hectares. Em 2025, essa área chegou a 360 mil hectares.

No sistema de sequeiro, a produtividade média é de 40 sacas por hectare, embora existam cultivares com potencial superior a 70 sacas por hectare. A semeadura ocorre, em geral, entre março e abril, aproveitando o final do período chuvoso no Cerrado. Apesar do menor custo de implantação e da oportunidade de cultivo em uma janela com menos alternativas agrícolas, o risco climático é elevado, especialmente em caso de estiagem durante o desenvolvimento e enchimento de grãos.

Em Minas Gerais, uma propriedade em Sacramento cultivou 1.100 hectares de trigo em 2025 no sistema de sequeiro. A interrupção das chuvas em abril resultou em produtividade média de 45 sacas por hectare. Já em área experimental, outra cultivar apresentou rendimento médio de 67 sacas por hectare. A escolha da variedade também influencia o manejo, já que algumas são mais suscetíveis a doenças como a brusone quando semeadas antes do período recomendado, enquanto outras permitem antecipar o plantio e aproveitar melhor as chuvas.

Fonte: O Presente Rural com Embrapa Trigo
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