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Processamento de soja cresce 5,8% e projeção para 2023 indica safra recorde

Crescimento foi puxado principalmente pelo incremento das exportações de farelo e óleo de soja, que registraram 15,8 milhões de toneladas (+9,5%) e 1,8 milhão de toneladas (+43,8%), respectivamente.

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Foto: Arquivo/OP Rural

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou as estatísticas mensais do complexo soja no Brasil até outubro de 2022 e divulgou a primeira projeção para a safra 2023.

Os dados de janeiro a outubro deste ano, verificados a partir da amostra representativa de cerca de 85% do esmagamento no país, indicam que o processamento de soja cresceu 5,8% em relação ao mesmo período de 2021, puxado principalmente pelo incremento das exportações de farelo e óleo de soja, que registraram 15,8 milhões de toneladas (+9,5%) e 1,8 milhão de toneladas (+43,8%), respectivamente. Diante destes volumes, a receita esperada com exportações de todo o complexo soja – grão, farelo e óleo – é de US$ 59,2 bilhões em 2022.

A estimativa da produção de soja e seus derivados também sofreu pequenos ajustes em relação à última atualização, sendo: soja em grão de 127 milhões de toneladas para 127,7 milhões; farelo de soja de 37,5 milhões de toneladas para 38 milhões; e óleo de soja de 9,9 milhões de toneladas para 10,05 milhões. O processamento de soja no ano também deve saltar de 49 milhões de toneladas para 49,7 milhões.

Safra 2023

A primeira projeção da Abiove para o próximo ciclo aponta para um recorde histórico na produção de soja, 153,5 milhões de toneladas. Isto se deve a uma maior produtividade – 3.700 quilos por hectare, contra 3.080 observados em 2022 – e um ligeiro aumento da área plantada – dos atuais 41,3 milhões de hectares para 43,1 milhões no próximo ano. Em 2023, o processamento do grão também deve ser o maior já registrado em toda a série histórica, 52,5 milhões de toneladas.

Outro crescimento substancial fica por conta das exportações de soja em grão, de 77,5 milhões de toneladas em 2022 para 93 milhões no ano que vem. Já os volumes de farelo e óleo destinados ao mercado internacional indicam uma pequena retração quando comparados aos números deste ano. Farelo de soja de 20,2 milhões de toneladas para 20 milhões e óleo de soja de 2,4 para 1,6 milhões de toneladas exportadas. Porém, a geração de divisas proveniente das exportações dos três produtos do complexo soja pode atingir a marca de US$ 65,8 bilhões em 2023.

Fonte: Ascom Abiove

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Senado amplia debate sobre nova Lei do Trabalho Rural e regras para voos na Amazônia

Comissão de Infraestrutura aprovou audiências públicas para discutir propostas que tratam das relações de trabalho no campo e da operação de empresas estrangeiras na aviação regional.

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Foto: Divulgação

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a realização de audiências públicas para discutir dois projetos que podem alterar as regras do trabalho rural e do transporte aéreo na Amazônia Legal. As datas dos debates ainda não foram definidas.

Um dos temas é o Projeto de Lei 4.812/2025, que propõe uma nova Lei do Trabalho Rural. A matéria estabelece normas específicas para as relações individuais e coletivas de trabalho nas atividades agropecuárias e cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural.

Foto: Freepik

O pedido para realização da audiência foi apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA). Segundo o parlamentar, o texto foi ampliado durante a tramitação na Comissão de Agricultura (CRA), passando a incluir medidas relacionadas à qualificação profissional, inovação tecnológica, saúde e segurança dos trabalhadores rurais e sustentabilidade da produção.

Na avaliação de Weverton, as mudanças ampliaram o alcance da proposta e justificam um debate mais aprofundado na Comissão de Infraestrutura antes da continuidade da tramitação.

Aviação na Amazônia

A comissão também promoverá uma audiência pública sobre o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei 4.715/2023, que autoriza, em determinadas situações, empresas estrangeiras a operar voos domésticos na Amazônia Legal.

O requerimento foi apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que argumenta haver preocupação do setor aéreo brasileiro com os possíveis efeitos da medida.

Segundo o senador, representantes das empresas nacionais afirmam que a abertura do mercado pode ampliar a concorrência com companhias internacionais de maior porte, além de provocar impactos sobre as relações de trabalho e a competitividade das empresas brasileiras, que estão sujeitas a custos tributários não aplicados às concorrentes estrangeiras.

Os dois projetos permanecem em análise no Senado e serão debatidos antes da votação na Comissão de Infraestrutura.

Fonte: O Presente Rural
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Ritmo da colheita influencia preços do milho no mercado interno

Compradores reforçam estoques, enquanto produtores paulistas seguem retraídos à espera do avanço da segunda safra para ampliar as negociações.

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Foto: Shutterstock

Os preços do milho seguem com comportamentos diferentes entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o centro de pesquisas, as cotações avançaram em algumas praças devido à retração de vendedores e ao ritmo ainda lento da colheita da segunda safra. Já nas regiões produtoras, os preços recuaram com o avanço dos trabalhos no campo.

O Cepea informa que parte dos compradores continua atenta às oportunidades de negociação, enquanto outros intensificaram as aquisições no início da semana passada, oferecendo preços firmes para manter os estoques abastecidos.

Apesar desse movimento, muitos consumidores aguardam o aumento da oferta de milho nas próximas semanas, com a expectativa de queda nas cotações no mercado interno. Do lado dos vendedores, produtores paulistas seguem retraídos e preferem esperar o avanço da colheita da segunda safra antes de negociar volumes maiores.

Fonte: O Presente Rural
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Projeto prevê porte de arma para auditores fiscais agropecuários e reconhece atividade como de risco

Proposta em análise na Câmara estabelece novos protocolos de segurança para fiscais federais e condiciona autorização ao cumprimento de requisitos legais.

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Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe reconhecer como atividade de risco o trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários e autorizar o porte de arma de fogo para esses servidores, tanto durante o expediente quanto fora do serviço.

O Projeto de Lei 1.248/2026 altera a Lei nº 10.883/2004, que trata da carreira dos auditores fiscais agropecuários, e o Estatuto do Desarmamento.

Foto: Divulgação/Anffa Sindical

Pela proposta, a autorização para o porte de arma ficará condicionada ao cumprimento dos requisitos técnicos e psicológicos previstos na legislação e em regulamentação específica.

O texto também determina que o Poder Executivo estabeleça protocolos de segurança para atividades de fiscalização consideradas de maior risco.

Autor da proposta, o deputado Capitão Alden (PL-BA) argumenta que a medida busca adequar a legislação às condições enfrentadas pelos auditores fiscais durante o exercício da função.

Segundo o parlamentar, esses profissionais atuam na fiscalização, inspeção e controle de produtos agropecuários, além de participar de ações de combate a ilícitos administrativos e econômicos.

Tramitação

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se aprovado nas comissões, o texto seguirá para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.

Fonte: O Presente Rural
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