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Notícias Segundo ABPA

Processadoras de carne do Brasil querem manter produção e segurança alimentar

Turra afirmou que os governos ainda estão aprendendo a lidar com a crise sanitária

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O Brasil continuará desempenhando um papel-chave para garantir a segurança alimentar diante dos isolamentos (“lockdowns”) generalizados que visam conter a propagação do novo coronavírus, disse na quinta-feira (26) um executivo do setor.

Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), afirmou que os governos ainda estão aprendendo a lidar com a crise sanitária, e que adaptações aos “lockdowns” relacionados ao coronavírus são inevitáveis.

A ABPA, que possui entre os membros empresas como BRF e JBS, apoia que sejam limitadas as restrições à circulação de produtos e pessoas, uma vez que elas geram potenciais disrupções à cadeia de oferta, disse ele. “Nossas empresas estão andando bem, quase que normalmente”, afirmou Turra via telefone. O grupo de companhias associadas agiu para convencer governadores a aliviar as medidas de quarentena, que a ABPA considera “excessivas”. “A indústria de alimentos não pode parar”, disse Turra.

Ele citou restrições em Santa Catarina, grande produtora e exportadora de carnes suína e de aves, que foram removidas, mas assustaram a cadeia de oferta de alimentos local.

Mais recentemente, disse Turra, caminhoneiros envolvidos no transporte de insumos relataram problemas para encontrar locais para refeições. Para lidar com isso, os membros da ABPA começaram a fornecer o alimento. Segundo ele, os motoristas chegaram a encontrar pessoas que ofereciam refeições no meio do caminho, o que Turra classificou como “ato de solidariedade”.

Nas fábricas em si, a ABPA disse que seus membros estão tomando precauções para proteger os trabalhadores. Isso inclui medir a temperatura dos funcionários e garantir que todos recebam um uniforme limpo diariamente —o que se tornou uma dificuldade após o fechamento de lavanderias em algumas cidades.

Turra afirmou ainda que a ABPA mantém suas estimativas de produção e exportação, e que a perspectiva de mais contratações existe por causa da forte demanda da Ásia, onde doenças animais alavancam as importações de alimentos. Mesmo assim, há obstáculos em meio à demanda firme por exportações. “Está faltando contêiner”, afirmou Turra.

Fonte: Reuters
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Notícias Crédito Rural

Ministra da Agricultura espera estabilidade nos recursos do Plano Safra 2020/21

Tereza Cristina ainda disse que espera que questões relacionadas aos juros estejam solucionadas nas próximas semanas, para que o plano possa ser divulgado no dia 15 de junho

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A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou na terça-feira (02) que, até o momento, em uma perspectiva conservadora, o Plano Safra 2020/21 deve manter o volume de crédito rural que foi disponibilizado na temporada passada.

“Estamos trabalhando ainda com o mesmo valor do ano passado, mas estamos brigando pelo spread com os bancos… Spreads de 5% a 7%, que são muito altos”, disse a ministra durante participação em webinar do Centro de Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGVAgro).

Ela não especificou o que quis dizer sobre a briga pelo “spread”, indicando apenas que busca redução das taxas de juros no novo plano. Segundo ela, os juros se tornam cada vez mais custosos para os produtores a cada redução na taxa básica de juros do país, atualmente em mínima histórica de 3% ao ano. No Plano Safra atual, anunciado no ano passado, pequenos produtores (Pronaf), que normalmente têm juros subsidiados pelo Tesouro, tiveram taxas de 3% a 4,6% ao ano.

Tereza Cristina ainda disse que espera que questões relacionadas aos juros estejam solucionadas nas próximas semanas, para que o plano possa ser divulgado no dia 15 de junho. Segundo dados do ministério, o último Plano Agrícola e Pecuário, que se encerra neste mês, foi orçado em 225,59 bilhões de reais para apoiar pequenos, médios e grandes produtores.

Do total, 222,74 bilhões foram destinados para crédito de custeio, comercialização, industrialização e investimentos; 1 bilhão de reais para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e 1,85 bilhão de reais para apoio à comercialização.

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Durante a webinar, a ministra voltou a comentar sobre como a agropecuária do Brasil deveria cuidar melhor de sua imagem no exterior, desgastada por notícias de aumento nas queimadas na Amazônia e agora arranhada pelo fato de o país ser o segundo país com mais casos de coronavírus.

“A imagem do Brasil lá fora é muito ruim hoje, nós sabemos e não adianta tampar o sol com a peneira. Esse é o grande desafio que nós temos agora, é da comunicação. Nós já vínhamos enfrentando um problema assim, depois das queimadas da Amazônia veio uma arrefecida, e agora volta de novo com o Covid-19”, disse ela.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Vietnã habilita 4 plantas de aves e 1 de suínos para exportação de carne do Brasil

Vietnã importou 12,1 mil toneladas de carne de frango brasileiro no primeiro quadrimestre; Em suínos, foram 5,9 mil toneladas

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Quatro unidades frigoríficas de aves e uma de suínos foram habilitadas na terça-feira (02) para exportar carnes do Brasil ao Vietnã, disse o Ministério da Agricultura à Reuters. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, comentou em webinar na terça-feira que o país asiático havia ampliado as habilitações para carnes do Brasil, mas sem informar o número de plantas com precisão. “Isso mostra que o mundo olha o Brasil como grande fornecedor de alimentos”, disse.

O Vietnã importou 12,1 mil toneladas de carne de frango brasileiro no primeiro quadrimestre deste ano, 73% a mais em relação ao mesmo período de 2019, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em suínos, o país importou 5,9 mil toneladas de janeiro a abril, avanço de 68% no comparativo anual e, segundo a ABPA, é o oitavo maior comprador da proteína do Brasil.

No ano passado, as aquisições do Vietnã já haviam crescido 42% em frango e 86,2% em carne suína, em relação a 2018.

Fonte: Reuters
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Notícias Pecuária Leiteira

Produção leiteira: período seco é a oportunidade para melhorar

Esta fase é importante, pois é nela que ocorre a regeneração das células da glândula mamária

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A qualidade da próxima lactação de uma vaca tem início no período seco, que é ideal que se inicie pelo menos 60 dias antes do parto. Esta fase é importante, pois é nela que ocorre a regeneração das células da glândula mamária, garantindo não só uma melhor produção, como também um colostro de melhor qualidade para a bezerra que está a caminho. O médico veterinário, Alisson Chiréa, destaca que períodos secos muito longos ,maiores que 70 dias, tendem a aumentar a incidência de problemas metabólicos no pós-parto; “e períodos de secagem menores que 45 dias normalmente fazem com que a vaca produza menos leite na lactação subsequente – desta forma não sendo indicados”, explica o profissional.

A médica veterinária e supervisora do Fomento Leite da Copagril, Caroline Hoscheid Werle, reforça que nesta fase a vaca é submetida a uma série de alterações de metabolismo, que normalmente são consequências do desbalanço energético. No final do período seco ocorre grande aumento do crescimento fetal, comprime os órgãos ligados aos processos de digestão e compromete o espaço físico e ingestão de matéria seca. Este fato, associado com a grande variação hormonal no período pré-parto, ou seja, aumento nas concentrações sanguíneas de estrógeno e corticoides e uma queda nas concentrações de progesterona, reduz o consumo de matéria seca em até 30%.

“Este aumento no número de desordens metabólicas e digestivas acarreta uma série de problemas como, menor pico de lactação, consequentemente menor produção durante a lactação, perda de condição corporal, desempenho reprodutivo prejudicado e maior taxa de descarte no rebanho”, descreve Caroline.

E ainda, conforme Chiréa, muitos produtores com o intuito de diminuir a produção de leite no final da lactação, submetem as vacas, em especial as mais produtoras, a períodos de restrição alimentar e, eventualmente, hídrica que pode durar de 1 a 4 semanas antes de realizar o procedimento de secagem. “Este manejo é conhecido como secagem gradual. Obviamente, restringir água ou alimentos no período pré-secagem causa um grande estresse no animal e, portanto, este tipo de manejo não é recomendado por inúmeros motivos de ordem fisiológica”, alerta.

Secagem

Alguns pontos como conforto, balanço nutricional e manejo adequado da vaca, principalmente nos 60 dias que antecedem o parto, são importantes para garantir o sucesso tanto na fase inicial da vida da bezerra, como da lactação da vaca.  “Em geral, o processo de secagem deve ser efetuado de forma rápida, associado à utilização de antibióticos intramamários específicos para vacas secas em conformidade com a duração do período seco de forma a evitar resíduos de antibióticos após o parto. O antibiótico utilizado também deve ser adequado para tratar os principais tipos de infecções que ocorrem no rebanho – isso é importante pois cada grupo tende a ter uma característica quanto aos patógenos mais comuns em vacas contaminadas”, comenta Chiréa.

Quando falamos de conforto da vaca pré-parto devemos levar em consideração as instalações com número elevado de animais por metro quadrado, condição de temperatura, acesso a água e alimentos, ventilação, entre outros.

A condição corporal das vacas também é fundamental durante o período seco e os animais geralmente são classificados de 1 (vacas extremamente magras) a 5 (vacas extremamente gordas). Sabe-se que animais mais gordos diminuem sua ingestão de matéria seca muito antes em relação ao parto que animais com condição corporal mais ideal. “Estas mesmas vacas mais gordas têm claramente mais problemas metabólicos no pós-parto e sua fertilidade, em termos de taxa de concepção, é muito pior, principalmente para vacas que perdem mais peso nas primeiras semanas após o parto” explica o médico veterinário Chiréa.

Estratégias

Caroline explica que existem diversas estratégias para reduzir o estresse pré-parto. Dentre elas destacam-se a formação de lotes, o monitoramento do escore de condição corporal (ECC) e adoção de dietas aniônicas.

Formação de lotes

Formação de lotes de vacas em final de gestão, que estejam entre 60 a 30 dias antes do parto. Dos 30 dias ao parto, o produtor deve transferi-las para um piquete maternidade que permita uma maior observação.

Vacas no início do período seco podem ser alimentadas com pastagem de boa qualidade, feno de boa qualidade, silagem ou combinações destes.

Neste piquete, o produtor deve estar atento aos sinais de proximidade do parto, que são:

  • 2 a 3 semanas pré-parto, ocorre aumento do úbere. Em vacas de primeira parição, isto pode acontecer um pouco mais cedo.
  • 2 a 3 dias antes do parto os tetos se enchem e perdem a rugosidade. Ocorre relaxamento dos ligamentos e músculos da pelve e da cauda.
  • Mais próximo ao parto, ocorre liberação de muco viscoso pela vagina. A vulva fica edemaciada. Ocorre produção e liberação de colostro.

Monitoramento de Escore de Condição Corporal (ECC)

Numa escala de 1 a 5 pontos, idealmente as vacas deveriam parir com um ECC de 3,50 a 3,75. Embora pequenos ajustes possam ser feitos, o ECC deve ser mantido durante o período seco. Vacas que parem com um ECC superior a 3,75 apresentam maior propensão a cetose, febre do leite e deslocamento do abomaso e, de maneira geral, apresentam menor apetite.

Adoção de dietas aniônicas para vacas no pré-parto

Muito utilizadas por diversos produtores, as dietas pré-parto ou aniônicas têm o objetivo de tornar negativo o balanço catiônico aniônico da dieta (DCAD), através da inclusão de sais aniônicos.

Dietas que possuem altas concentrações de sódio e potássio resultam em alcalose metabólica, diferente do que se busca em uma dieta aniônica. Uma leve acidose metabólica dias antes do parto é desejada devido à ativação do paratormônio, que promove a absorção de cálcio quando o nível se encontra abaixo do necessário na circulação sanguínea. A redução dos níveis de cálcio no sangue acarreta no surgimento de hipocalcemias clínica ou subclínica.

Um ponto importante neste período é o baixo consumo de matéria seca pelos animais. Desta forma, é importante garantir o consumo do núcleo aniônico ou concentrado para que a dieta seja eficiente.

Saúde

Durante a “pausa” entre lactações, a glândula mamária passa por um processo bastante ativo, a nível celular e endócrino, de involução e posterior renovação de tecido glandular para a próxima lactação. Vacas com maiores produções de leite no momento da secagem são mais propensas a se contaminarem com microrganismos causadores de mastite. “Maiores produções de leite no momento da secagem induzem mais edema, dor e casos de vazamento de leite, que podem afetar mais de 40% das vacas sob certas condições de manejo, atrasando a formação do tampão de queratina no canal do teto, o que representa uma importante via de contaminação do úbere”, exemplifica Chiréa.

Atualmente no Brasil, também existem estratégias e apresentações farmacológicas que podem diminuir problemas relacionados ao vazamento e mesmo ao excesso de edema do úbere pós-secagem. Como é o caso de selantes de teto e facilitador de secagem a base de cabergolina que diminui as concentrações de prolactina e ajuda com os problemas de vazamento de leite pós-secagem e diminui a chance de contaminação por bactérias e outros patógenos invasores.

Uma série de ferramentas e técnicas estão atualmente disponíveis aos produtores e veterinários para melhorar a condição da vaca durante a secagem e período seco.

Fonte: Assessoria Copagril
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