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Avicultura

Probióticos têm interação com o ambiente do aviário

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Um dos maiores desafios dentro da sanidade é atuar no ambiente onde estão os animais. A produção industrial pressupõe a criação das aves sobre condições de adensamento e isso por si só aumenta significativamente o risco de disseminação de doenças. A cama onde vivem os animais é o principal ponto de contato das aves com o ambiente externo e a transmissão horizontal é um importante componente de dificuldade no controle das enfermidades. Observações práticas demonstram que as doenças tem capacidade de se difundir rapidamente de ave a ave e de lote a lote através da cama. 
Grande parte do investimento no sentido de controlar doenças é realizado com foco nos animais seja por intervenções terapêuticas (medicações) ou por medidas de profilaxia (vacinação). O uso destas ferramentas é imprescindível para garantir a produtividade e saúde das aves, porém cada vez mais a indústria avícola vem demonstrando interesse em desenvolver formas de reduzir também a contaminação ambiental, de modo a garantir a produção segura dos animais.
Estudos científicos demonstram que a cama dos aviários é um complexo ecossistema onde encontramos grande quantidade de bactérias, vírus e protozoários. Normalmente a composição de microorganismos presentes na cama dos aviários acompanha a microbiota presente no intestino das aves sendo a maioria dos microrganismos apatogênicos.
Dois grupos de bactérias são encontrados na cama. O primeiro é composto por bactérias que não representam risco tanto a saúde das aves quanto dos humanos, mas afetam as condições ambientais da cama. Eles participam do processo de decomposição do ácido úrico presente nas excretas das aves resultando em produção de amônia. O segundo grupo é representado por bactérias patogênicas e podem representar risco potencial também para os humanos.
Influência
Muitos fatores podem influenciar a viabilidade e a reprodução das bactérias na cama. Entre estes fatores estão o pH, atividade da água, temperatura, umidade e concentração da amônia. Estes fatores podem ser modificados por diferentes métodos de manejo e tratamento da cama. A cama reutilizada é uma complexa mistura de substrato, excreta de aves, ração não digerida, penas e pode conter mais que 1.0 x 109 bactérias aeróbicas/g, predominantemente bactérias gram-positivas.
No sistema moderno e intensivo de produção avícola, múltiplos lotes são criados utilizando a mesma cama seqüencialmente. Neste sistema de produção em escala, as aves recém nascidas são alojadas nas granjas tendo contato direto com a cama já no primeiro dia de vida. Dessa forma, a microbiota ambiental irá se transferir para as aves recém-nascidas de forma bastante precoce visto elas não terem a sua flora microbiana estabelecida. Dessa forma, a fermentação através do enlonamento, amontoamento ou mesmo a adição de cal no intervalo dos lotes tem sido utilizados para controlar a qualidade microbiológica da cama a fim de reduzir esta transmissão de doenças.
*Colaboração: Eduardo Muniz gerente técnico Brasil da Zoetis
Leia a reportagem completa na edição impressa de O Presente ou na edição online:

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura Importante ter cautela

Excesso de produção de ovos pode limitar ganho em 2019

Apesar dos indicadores macroeconômicos indicarem melhora, risco do excesso de produção pode limitar ganhos

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Arquivo/OP Rural

Cautela deve ser a palavra para o mercado de ovos em 2019, de acordo com informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Isso porque, apesar dos indicadores macroeconômicos indicarem melhora para a economia brasileira e, consequentemente, aumento da demanda doméstica por produtos alimentícios, o risco do excesso de produção da proteína pode limitar os ganhos na atividade.

Em 2018, avicultores aumentaram o plantel, impulsionando a oferta de ovos, reflexo das condições de mercado favoráveis em 2017 (frente a 2016). Porém, a demanda não acompanhou a alta na produção, pressionando as cotações dos ovos comerciais no ano passado.

De acordo com a pesquisa Produção de Ovos de Galinha, do IBGE, de 1997 a 2017, a produção da avicultura de postura cresceu 3,8% a.a. Segundo estimativas do Cepea, se esse ritmo se mantiver em 2019, a demanda tende a não absorver o maior volume produzido. Mesmo considerando com a expectativa de crescimento para a economia brasileira em 2019, de 2,55%, segundo o Boletim Focus de 28 de dezembro/18, o aumento estimado para o consumo doméstico fica aquém daquele esperado para a produção. Nesse contexto, o Brasil precisaria ampliar as vendas ao mercado externo para impedir que novamente as cotações fossem pressionadas no País.

Quando há muito excedente interno, as exportações podem ajudar a diminuir a disponibilidade do produto. Porém, como tradicionalmente o volume exportado de ovos pelo Brasil corresponde a uma pequena parcela da quantidade produzida, dependendo do excesso de oferta, as vendas ao mercado externo podem não ser suficientes, não trazendo grandes reflexos nos preços, como aconteceu em 2018.

Insumos

Para 2019, a produção dos principais insumos utilizados na cadeia deve se elevar. De acordo com relatório da Conab, divulgado em 11 de dezembro/18, o Brasil deve aumentar a produção de milho e farelo de soja em 12,8% e 4,09%, respectivamente, frente à safra anterior. A maior produção pode aliviar os custos de produção dos avicultores em 2019, porém, isso vai depender das exportações e, portanto, da disponibilidade dos grãos no mercado doméstico.

Fonte: Cepea
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Avicultura Avicultura de Corte

Após ano difícil, avicultura sinaliza recuperação para 2019

Agentes aguardam uma recuperação do setor, fundamentados nas possíveis menor pressão vinda dos principais insumos da atividade

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Arquivo/OP Rural

Após um ano de grandes desafios para a avicultura de corte, as perspectivas para 2019 são positivas, de acordo com informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Agentes aguardam uma recuperação do setor, fundamentados nas possíveis menor pressão vinda dos principais insumos da atividade, como o milho e o farelo de soja, e intensificação do escoamento da carne de frango aos mercados doméstico e externo.

No caso dos insumos, a Conab estima alta de 12,8% na produção de milho da safra 2018/19 frente à safra anterior, segundo o relatório divulgado em dezembro. Quanto ao farelo de soja, a expectativa é de que a produção avance 4,09% no mesmo comparativo.  Esse cenário, por sua vez, poderia pressionar os valores desses insumos e, consequentemente, reduzir os custos de produção do avicultor.

Vale ressaltar, contudo, que a disponibilidade doméstica do milho e do farelo de soja vai depender da atratividade das exportações. Com isso, produtores devem ficar atentos à relação comercial entre a China e os Estados Unidos, que tem influenciado significativamente o mercado de grãos brasileiro.

Além de os custos de produção sinalizarem uma melhora para este ano, o setor aguarda um aquecimento da demanda. No Brasil, o consumo de proteínas, incluindo a de frango, deve ser incrementado pela conjuntura macroeconômica. Segundo expectativa do Banco Central, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2,55% em 2019 (Boletim Focus de 28 de dezembro), o que tende a aumentar o poder aquisitivo dos brasileiros, favorecendo o consumo de produtos com maior valor agregado, como é o caso das carnes. A demanda pela proteína de frango deve, ainda, ser favorecida pelo fato de essa carne ser tradicionalmente mais barata que as principais substitutas.

Quanto às vendas ao mercado internacional, projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que o Brasil deve exportar 3,8 milhões de toneladas de carne de frango em 2019, alta de 2,4% frente ao volume de 2018. O mercado global de carnes deve se intensificar com o crescimento econômico esperado para países em desenvolvimento. Essas nações demandantes devem registrar aumento na produção doméstica, mas de forma insuficiente para atender ao consumo interno.

Nesse contexto, neste ano, o Brasil deve ampliar as suas vendas para países que por enquanto não figuram entre os principais importadores nacionais, como é o caso do Chile. Além disso, desde que questões políticas não interfiram na relação comercial entre o Brasil e países árabes, a expectativa é de que as vendas à Arábia Saudita se recuperem neste ano após a retração em 2018, uma vez que os frigoríficos brasileiros vêm se adequando às novas exigências para o abate halal.

No geral, o setor exportador brasileiro deve se atentar às questões comerciais com a China e União Europeia. Em 2018, o governo chinês impôs tarifas antidumping à carne de frango brasileira e a União Europeia descredenciou frigoríficos habilitados a exportar ao bloco. Mesmo com as sobretaxas, o Brasil ampliou o volume vendido à China.

Quanto à produção brasileira de frango, projeções do USDA mostram que deve atingir 13,8 milhões de toneladas em 2019, avanço de 1,8% frente ao volume de 2018.

Fonte: Cepea
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Avicultura Perspectivas

Especialistas apresentam perspectivas da avicultura e agricultura nas Américas em 2030

Pelas previsões feitas, a América do Sul continuará com o protagonismo na produção de grãos, com países como Paraguai, Colômbia e Venezuela como possíveis players

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Arquivo/OP Rural

Segundo estimativas da ONU – Organização das Nações Unidas -, em 2030 a população mundial deve chegar a 8,6 bilhões de pessoas, com os maiores crescimentos projetados para regiões com aumento de renda limitado, para as quais será preciso fornecer alimento a um custo acessível. Nesse cenário, a carne de frango desponta como a proteína com maior potencial de crescimento para atender a demanda de aumento populacional.

“A visão de longo prazo para a avicultura é muito positiva, uma vez que a atividade lidera o crescimento da produção e do consumo globalmente. A carne de frango é a proteína que mais cresce na maioria das regiões do mundo, e a América Latina será a maior produtora global”, acredita o estrategista global do Rabobank em proteína animal, Justin Sherrard, em palestra proferida a 150 profissionais de avicultura da América Latina que participaram do Aviagen Business Conference, em Portugal, para tratar das perspectivas do setor para 2030.

“A população cresce e a demanda por carne de frango aumenta. É a proteína certa, com maior versatilidade e não tenho dúvidas de que será a principal proteína do mundo. Produzimos em menos tempo em comparação com outras espécies, usando menos ração, menos pegada de carbono e menos uso de recursos”, assinala o professor emérito da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos, Sarge Bilgili.

“As mais de 2 bilhões de pessoas adicionais que o mundo terá em 2050 representam uma oportunidade brilhante para a avicultura. Mesmo com uma diminuição no consumo de carne, especialmente entre os jovens na Europa, e algumas mudanças nos hábitos de consumo, a carne de frango deve continuar crescendo, especialmente na medida em que a indústria seja capaz de trabalhar aspectos como conveniência de preparação, saúde e sustentabilidade, e alcançar novos canais de consumo e distribuição criados pela revolução tecnológica. Carne de frango é um substantivo. É necessário trabalhar na busca de adjetivos, como saudável, sustentável, prático, saboroso, conveniente, etc.”, ressalta o professor emérito do Imperial College London, David Hughes, especialista em Marketing de Alimentos.

Como será a produção de grãos em 2030?

Para atender ao crescimento da avicultura, a produção de grãos, especialmente na América do Sul, precisa aumentar em quantidade e produtividade. Para o diretor da Agroconsult, André Pessôa, o fato de os três principais fornecedores globais de grãos – Brasil, EUA e Argentina – estarem em dificuldades torna mais árdua a tarefa de analisar cenários de curto prazo, porém pelas previsões feitas pela empresa para o futuro, a América do Sul continuará com o protagonismo na produção de grãos, com países como Paraguai, Colômbia e Venezuela como possíveis players. “Em 2030, o Brasil deve produzir 183,2 milhões de toneladas de soja, os EUA, 156,7 milhões de toneladas e a Argentina, 76 milhões de toneladas. Brasil e EUA devem ter significativos ganhos de produtividade na soja e a Argentina em menor escala graças à busca pelo uso mais eficiente do que se tem, maquinários com tecnologia embarcada, mais atenção ao solo, capacitação de equipes, ou seja, ajustes finos nos aspectos básicos, além do próximo salto que deve ser dado com as inovações tecnológicas”, acredita Pessôa.

Para se ter uma ideia de comparação, na safra 17/18 de soja, os EUA produziram 119,5 milhões de toneladas; o Brasil, 119 milhões de toneladas e a Argentina, 36 milhões de toneladas.

Já no milho, segundo o diretor da Agroconsult, para a safra de 2029-2030, a expectativa é de uma produção de 437,5 milhões de toneladas dos EUA, 303,2 milhões de toneladas da China e 163,8 milhões de toneladas do Brasil. A título de comparação, a produção de milho nos EUA na safra 17/18 é de 371 milhões de toneladas; na China, 216 milhões de toneladas e no Brasil, 82 milhões de toneladas. Segundo Pessôa, alguns fatores devem impulsionar o mercado do milho, como a implementação parcial da política de etanol na China e a autossuficiência do país de 96% da produção, a manutenção da política de etanol nos EUA e o contínuo crescimento da produtividade do milho safrinha no Brasil.

O consultor americano Paul Aho, porém, faz um alerta: “A possibilidade de seca a cada ano na safra norte-americana é um fator que torna vulnerável sua produção, cuja ocorrência ou não interfere diretamente no cenário global de produção de grãos”.

Outras notícias você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Nucleovet 2

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