Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas

Probióticos são ferramentas eficazes para aumento de produção e melhoria da saúde das vacas leiteiras

O uso de probióticos a base de bactérias já é uma realidade há alguns anos na nutrição humana e na nutrição dos animais monogástricos, onde vemos efeitos positivos na melhoria de saúde intestinal, combatendo microrganismos patogênicos e desencadeando também uma resposta imune inespecífica, aumentando a imunidade.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A pecuária leiteira no Brasil tem avançado de nível nos últimos anos, observamos esse fenômeno em produção, genética, manejo, bem-estar e nutrição. Hoje vemos em nosso dia a dia do campo animais com genética leiteira especializada, técnicas de manejo e instalações que visam sempre o bem-estar dos animais e o desenvolvimento de inúmeros aditivos tecnológicos para a nutrição desses rebanhos.

O uso de probióticos a base de bactérias já é uma realidade há alguns anos na nutrição humana e na nutrição dos animais monogástricos, onde vemos efeitos positivos na melhoria de saúde intestinal, combatendo microrganismos patogênicos e desencadeando também uma resposta imune inespecífica, aumentando a imunidade.

Em ruminantes o uso de bactérias como Bacillus Subtilis, Bifidobacterium bifidum, Enterococcus faecium, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus buchneri, Lactobacillus casei, Lactobacillus lactis e a levedura Saccharomyces cerevisiae (que em sua forma viva tem ação de probiótico) ajudam na redução do oxigênio ruminal, melhorando assim o ambiente para a flora já existente e as bactérias inseridas e na digestibilidade dos nutrientes da dieta.

No estudo realizado a campo que será apresentado a seguir, utilizamos o blend de bactérias com a levedura na dieta de vacas holandesas de alta produção, a fim de avaliarmos os resultados produtivos, e de parâmetros de qualidade do leite.

No presente estudo foram utilizadas 80 vacas da raça holandesa, entre 80 e 100 dias em lactação de média, com 10 gramas vaca/dia do blend probiótico durante o período de 135 dias (15 dias de adaptação e 120 dias de avaliação). Foram avaliados o desempenho produtivo e parâmetros de qualidade do leite desse grupo, como a contagem de células somáticas, gordura e proteína, sendo metade usada como grupo controle, sem a adição do blend probiótico.

Ao utilizar o blend probiótico, notamos o aumento na produção de leite corrigido para 3.5% de gordura (Figura 1), esse aumento está associado a melhoria das condições de rúmen, redução da concentração de O2 ruminal, associados à presença da levedura Saccharomyces cerevisiae e à bactéria Bacillus Subtilis que é anaeróbica facultativa, consumindo o oxigênio e melhorando o ambiente para as demais bactérias que são responsáveis por metabolizar os nutrientes.

 

Figura1 – Produção de leite em litros, corrigida para 3.5% de gordura

O aumento no teor de gordura do leite (figura 2) também está associado à melhoria do ambiente ruminal causado pelo blend probiótico, e nos apontando a melhoria da degradação das fibras e a maior produção de acetato e a sua maior conversão em gordura no leite.

Figura 2 – Teor de gordura do leite

Outro parâmetro analisado foi a contagem de células somáticas (CCS) dos animais, elemento que tem sido o desafio dos produtores rurais e das indústrias do segmento lácteo nos últimos tempos. Como objetivo temos o valor inferior à 500.000 células/ml de leite, segundo a IN 76 de 2018 do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Pesquisas consideram que acima de 100.000 células somáticas por ml já há perda na produção de leite, tanto em primíparas quanto em multíparas. No presente experimento tivemos a redução de 33% da CCS no grupo que recebeu o probiótico (Figura 3). Efeito associado a ação colonizadora das bactérias no intestino, garantindo o equilíbrio da microbiota e gerando uma resposta imunológica nos animais.

Neste estudo, observamos o efeito benéfico do uso de probióticos na dieta de vacas em lactação com o aumento da produção de leite e, somente com esse resultado, o produto já teve ROI (retorno sobre o investimento) positivo, e em parâmetros de qualidade do leite na dosagem de 10 gramas vacas/dia o produto se mostrou eficiente na redução da CCS do rebanho estudado. Portanto, o estudo mostrou que a tecnologia é eficaz e pode ser uma grande aliada do produtor de leite.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: marketing@orionvet.com.br.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital de Bovinos, Grãos e Máquinas. Boa leitura!

 

Fonte: Por Geovane Pereira Zootecnista, mestre em Nutrição e Produção de Ruminantes, coordenador técnico comercial Ruminantes da Orion Nutrição Animal

Bovinos / Grãos / Máquinas

Nova tarifa da China sobre carne bovina atinge Brasil e outros fornecedores

Sobretaxa de 55% será aplicada a volumes importados fora da cota anual estabelecida pelo governo chinês a partir de quinta-feira (01°).

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

A decisão do governo chinês de impor uma tarifa extra sobre a carne bovina importada deve redesenhar o fluxo do comércio global do produto a partir de 2026. Anunciada nesta quarta-feira (31), a medida estabelece uma sobretaxa de 55% para volumes que ultrapassarem as cotas definidas para grandes fornecedores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos.

A política entra em vigor já nesta quinta-feira 01º de janeiro, com validade prevista de três anos. Segundo o Ministério do Comércio da China, o mecanismo faz parte de um conjunto de salvaguardas voltado à proteção da produção interna, que enfrenta dificuldades em um cenário de excesso de oferta no mercado doméstico.

Para o próximo ano, a cota total destinada aos países afetados será de 2,7 milhões de toneladas, volume próximo ao maior patamar já registrado pelo país, de 2,87 milhões de toneladas importadas em 2024. Apesar da previsão de ampliação gradual dessas cotas ao longo do período de vigência da medida, os limites iniciais ficaram abaixo do volume comprado nos primeiros 11 meses de 2025 de alguns dos principais exportadores, entre eles Brasil e Austrália.

Ao justificar a decisão, o governo chinês afirmou que o crescimento das importações teve impacto direto sobre a indústria local. A avaliação foi divulgada após uma investigação iniciada em dezembro de 2024, que concluiu que o aumento da carne bovina estrangeira no mercado interno causou prejuízos significativos ao setor produtivo nacional.

Analistas avaliam que a mudança deve provocar retração nas compras chinesas em 2026. Para Hongzhi Xu, analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants, a pecuária bovina da China enfrenta limitações estruturais e não consegue competir com grandes exportadores, como Brasil e Argentina. Segundo ele, esse desequilíbrio não pode ser corrigido no curto prazo, mesmo com avanços tecnológicos ou ajustes institucionais.

No Brasil, a sinalização oficial foi de tranquilidade. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o anúncio não representa motivo de grande preocupação. Em entrevista à TV Globo, ele destacou que o país avançou ao longo de 2025 na abertura e consolidação de novos mercados internacionais para a carne bovina, o que reduz a dependência do mercado chinês.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Brasil assume a liderança global na produção de carne bovina em 2025

Dados do USDA mostram que o país superou os Estados Unidos pela primeira vez na série histórica, com 12,35 milhões de toneladas produzidas.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

O Brasil assumiu em 2025 a liderança mundial na produção de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos pela primeira vez desde o início da série histórica divulgada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

De acordo com relatório publicado na última terça-feira (09), a produção brasileira alcançou 12,35 milhões de toneladas neste ano, enquanto os Estados Unidos registraram 11,81 milhões de toneladas. O documento não especifica até qual mês os dados foram consolidados.

Os números do USDA trazem dados comparativos desde 2021 e, até então, o Brasil nunca havia superado os norte-americanos em volume produzido. A virada em 2025 marca um novo patamar para a pecuária bovina brasileira.

Para 2026, porém, a projeção do órgão norte-americano indica equilíbrio entre os dois países. A estimativa aponta produção de 11,7 milhões de toneladas no Brasil e 11,71 milhões de toneladas nos Estados Unidos.

O volume atribuído ao Brasil pelo USDA fica acima da projeção oficial brasileira. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou produção de 11,38 milhões de toneladas, número que já representava crescimento em relação a 2024.

Além de liderar a produção em 2025, o Brasil mantém a posição de maior exportador mundial de carne bovina.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Vacinação contra brucelose entra na reta final em São Paulo e novo ciclo começa em janeiro

Campanha do segundo semestre termina dia 31, enquanto a imunização de bezerras de três a oito meses segue de 1º de janeiro a 30 de junho de 2026, com aplicação obrigatória por veterinário credenciado.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que a Campanha de vacinação contra a Brucelose no segundo semestre acaba nesta quarta-feira (31). A campanha subsequente referente ao primeiro semestre de 2026 tem início na quinta-feira, dia 1º de janeiro com prazo para imunização das bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade até 30 de junho.

Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.

A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível clicando aqui.

A declaração de vacinação deve ser feita pelo médico-veterinário responsável pela imunização, que, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à campanha, validará a imunização dos animais.

A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.

Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração.

O modelo alternativo de identificação – o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) – de vacinação contra a Brucelose trata-se de uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.

É estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação à fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.

Para o caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, deverá ser solicitada nova aplicação que deverá ser feita ao médico-veterinário responsável pela aplicação ou ainda, para a Defesa Agropecuária.

Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.

Fonte: Assessoria SAA-SP
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.