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Avicultura

Probiótico usado pós-eclosão melhora desempenho das aves

Administração no incubatório acelera o desenvolvimento do trato gastrointestinal das aves de um dia, favorecendo melhorias no desempenho produtivo e um melhor aproveitamento nutricional

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Artigo escrito por Equipe técnica da Vetanco

Antigamente, os pintainhos nascidos em condições naturais recebiam a microbiota proveniente dos adultos, principalmente de suas mães. A avicultura industrial alterou essa condição, impedindo que ocorra o contato do pintainho com a mãe, o que alterou o desenvolvimento natural da microbiota intestinal.

Atualmente, após a eclosão, os pintainhos entram em contato com o ambiente externo, e mesmo sem consumir água ou alimento, o número de genótipos bacterianos presentes no trato intestinal do neonato aumenta. Isso se atribui possivelmente ao processo de manuseio, contato com caixa de transporte, poeira e vacinação, contribuindo para evolução da microbiota neste período de vida. No momento em que os pintainhos são entregues na granja, eles já possuem uma microbiota pré-estruturada.

A estruturação da microbiota ocorre precocemente e as espécies predominantes no animal jovem tendem a estar presentes até o final do período de criação. A inoculação precoce de espécies bacterianas benéficas, como os Lactobacillus spp. e demais bactérias ácido lácticas, pode interferir positivamente neste processo, pois quando fornecidas e estabelecidas no intestino no início da vida das aves, tornam o microambiente intestinal mais resistente aos desafios por enteropatógenos, além de favorecer o sistema imune inato e melhorar o desempenho produtivo das aves.

Há um probiótico que contém 11 cepas definidas de bactérias ácido lácticas que estabelecem uma microbiota protetora no trato gastrointestinal das aves, e apresenta ação contra diversos enteropatógenos (Salmonella spp., E. coli e Clostridium perfringens). Sua administração no incubatório acelera o desenvolvimento do trato gastrointestinal das aves de um dia, favorecendo melhorias no desempenho produtivo e um melhor aproveitamento nutricional durante as demais fases de seu crescimento.

A quantidade de bactérias ácido láticas em UFC/g de cada espécie de Lactobacillus foi definida através de sua altíssima capacidade de multiplicação, produção de bacteriocinas (substâncias antimicrobianas naturais), AGV (acético, lático, propiônico, fórmico e butírico), peróxido de hidrogênio e oxido nítrico, que associados atuam diminuindo os desafios entéricos e favorecendo o desenvolvimento e a saúde intestinal das aves.

A campo

Em avaliação de campo em uma empresa produtora de frangos de corte, situada na região Centro-Oeste do Brasil, foi administrada uma dose (60g para 10.000 pintainhos), associado juntamente à vacina de Bronquite Infecciosa, e aplicado em forma de spray sobre os pintainhos. Para essa administração, foi utilizada uma máquina aplicadora de probiótico e vacina, respeitando todos os procedimentos de boas práticas de manipulação indicados pelos fabricantes de vacinas e do probiótico. Após receberem o probiótico com a vacina e o corante verde azulado, as aves ficaram na sala de espera com iluminação adequada para estimular a atividade de preening e ingestão do probiótico.

Resultados

Nesta avaliação, foram acompanhados os alojamentos de 13,2 milhões de pintainhos com o monitoramento dos pesos médios aos 7 dias de idade de todos os lotes alojados no período de uso do probiótico, e comparados com os pesos médios aos 7 dias de idade dos lotes alojados no período anterior, que não receberam o produto.

Experimentos demonstram os resultados e as médias de ganho de peso aos 7 dias de idade, nos períodos de alojamentos, antes e depois da administração. O início do fornecimento nos pintainhos no incubatório foi a partir da semana número 7 e foi realizada a média de peso de todos os lotes alojados nas semanas.

Com a continuidade do uso, os resultados se mantiveram em níveis acima das metas esperadas pela empresa. O desenvolvimento ideal do sistema digestório das aves é dependente de uma colonização precoce por uma população microbiana equilibrada. A administração de probióticos no incubatório acelera o desenvolvimento do trato gastrointestinal.

Uma das explicações que reforçam o impacto positivo do uso de probióticos pós-eclosão é apresentada nos dados de outro experimento, onde foi administrado o mesmo probiótico no incubatório, sendo possível comparar as diferenças nos cortes histológicos intestinais do íleo, em aves com três dias de idade, que receberam ou não um tratamento via spray. As imagens comprovam o melhor desenvolvimento da mucosa intestinal nas aves tratadas com o probiótico.

A aplicação em spray do FloraMax®B11 no incubatório é simples, prática e promove a rápida implantação de uma microbiota intestinal saudável, acelerando a maturação intestinal e suprimindo o desenvolvimento de enteropatógenos no TGI. Tais características do probiótico FloraMax®B11 aprimoram as condições sanitárias e maximizam a performance zootécnica das aves, resultando em melhores resultados econômicos para as agroindústrias. 

Mais informações você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura Mercado Internacional

China isenta de taxas 14 empresas do Brasil que exportam carne de frango

Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e o maior fornecedor estrangeiro para a China

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Arquivo/OP Rural

A China isentará 14 empresas brasileiras, incluindo a BRF e a JBS, das tarifas antidumping sobre as importações de produtos de frango, desde que as vendas sejam feitas acima de um preço mínimo não divulgado. As isenções seguem-se a meses de negociações entre produtores brasileiros de carne de frango e a China, enquanto o Brasil buscava resolver uma questão antidumping lançada em agosto de 2017. O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e o maior fornecedor estrangeiro para a China.

Uma determinação preliminar em junho do ano passado colocou impostos entre 18,8 e 38,4% sobre todas as importações chinesas de frangos de corte brasileiros. Sob uma decisão final emitida pelo Ministério do Comércio nesta sexta-feira (15), Pequim manterá tarifas entre 17,8 e 32,4% a partir de 17 de fevereiro por cinco anos.

No entanto, uma lista de empresas será excluída das tarifas como parte de um “compromisso de preço” acordado entre os dois lados, e divulgado pela Reuters no mês passado. O acordo estabeleceu preços mínimos para as vendas para a China, mas esses não foram publicadas nesta sexta. A decisão veio depois que os preços chineses da carne de frango atingiram níveis recordes de 11,2 iuanes (US$ 1,65) por kg no final do ano passado, devido ao aumento da oferta doméstica.

A China baniu as importações de aves reprodutoras de muitos fornecedores importantes por causa de surtos de gripe aviária, prejudicando a produção doméstica. O país é o segundo maior produtor e consumidor de frango do mundo. A demanda por carne de frango também parece ter aumentado após os surtos de peste suína africana.

Apesar dos resultados preliminares da investigação antidumping, as exportações brasileiras de frango para a China devem apresentar alta de cerca de 10% em 2018 em relação ao ano anterior. Mas a concorrência está aumentando, com a China no ano passado abrindo seu mercado para as importações da Rússia e suspendendo uma proibição de anos sobre a Tailândia. “Se o mercado cair e houver uma concorrência mais forte, alguns produtos de baixo preço não entrarão no mercado”, disse uma fonte do setor familiarizada com os preços acordados. A fonte recusou-se a ser identificada devido à sensibilidade do assunto.

O Brasil exporta principalmente pés, pernas e asas de frango para a China, produtos que estão com demanda em alta e escassos no mercado interno.

Fonte: Reuters
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Avicultura De 2018

Produção de ovos bate recorde no quarto trimestre

Quantidade registrada representa alta de 1% sobre o trimestre anterior e de 8,2% em relação ao quarto trimestre de 2017

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Arquivo/OP Rural

A produção de ovos de galinha atingiu 928,42 milhões de dúzias no quarto trimestre do 2018, a maior quantidade da série histórica, iniciada em 1987. A informação faz parte dos dados preliminares das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE.

A quantidade registrada representa alta de 1% sobre o trimestre anterior e de 8,2% em relação ao quarto trimestre de 2017. “Esse aumento tem sido verificado a cada trimestre”, observa o gerente da pesquisa, Bernardo Viscardi. Ele completa que por “ser uma proteína barata e de fácil consumo, a demanda é cada vez maior”.

Além disso, a pesquisa registrou o abate de 1,42 bilhão de cabeças de frango no quarto trimestre, com quedas de 0,7% em relação ao terceiro trimestre e de 0,9% na comparação com o mesmo período de 2017.

Também foram abatidos 8,09 milhões de bovinos e 11,10 milhões de suínos, uma queda de 2,3% e de 4%, respectivamente, na comparação com o terceiro trimestre de 2018. Em relação ao quarto trimestre de 2017, houve pequeno aumento, de 0,4% tanto para os bovinos quanto para os suínos.

Os resultados completos das Pesquisas Trimestrais da Pecuária serão divulgados em 14 de março e, além dos dados definitivos do trimestre, trarão o fechamento do ano e os resultados por unidade da federação.

Fonte: IBGE
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Avicultura Sanidade

Saiba as novas formas de controlar os cascudinhos em aviários

Em um aviário, o inseto costuma se localizar em áreas do pinteiro, ao redor de pilares e muretas e embaixo das linhas de comedouros

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Artigo escrito por Maurício Marchi, médico veterinário e coordenador Técnico da Theseo Saúde Animal

O cascudinho (Alphitobius diaperinus), originário do continente Africano, é um inseto da ordem dos coleópteros pertencente à família Tenebrionidae. É uma espécie cosmopolita, e no Brasil encontrou nos aviários de frango de corte, matrizes e perus um ambiente ideal para proliferação.

Seu ciclo de vida varia de 50 a 70 dias. Em países quentes, como o Brasil, o inseto encontra, no verão, condições ideais de multiplicação. Seu ciclo de vida contempla as etapas: ovo, larva, pupa e adulto. Fêmeas adultas de A. diaperinus depositam em média 2.000 ovos durante a vida. Os insetos adultos podem viver até 400 dias.

Em um aviário, o inseto costuma se localizar em áreas do pinteiro, ao redor de pilares e muretas e embaixo das linhas de comedouros.

Consequências

O cascudinho é uma das principais pragas da avicultura de corte. Os prejuízos estão associados ao consumo do inseto pela ave, reduzindo o desempenho zootécnico do lote. Além disso, os cascudinhos são vetores de agentes patogênicos como Escherichia coli e Salmonella sp., vírus (doença de Gumboro e Marek), fungos e protozoários. Altas infestações da praga podem levar à prejuízos ao cortinado, sistema elétrico e desestabilização do solo.

Controle

O método de controle mais utilizado é o uso de inseticidas químicos. Os inseticidas mais utilizados pertencem às classes dos piretróides e dos organofosforados.  Dentre os ativos pertencentes à classe dos piretróides, encontra-se a Cipermetrina, inclusa na maioria dos produtos inseticidas contra cascudinho. Na literatura são relatados vários casos de resistência à Cipermetrina, pois além de ser um dos ativos mais utilizados no combate à praga, é, muitas vezes, empregado de forma irresponsável por produtores e técnicos.

Segundo pesquisadores que avaliaram a resistência de Cipermetrina, Diclorvós e Triflumuron em diferentes populações de cascudinho, verificaram que a suscetibilidade à Cipermetrina variou aproximadamente 10 vezes entre as diferentes populações. A população de cascudinho mais sensível à Cipermetrina foi coletada em granja que não recebeu inseticidas com o ativo nos últimos dois anos. Já as populações mais resistentes são oriundas de aviários que receberam inseticidas com o ativo nos últimos anos.

Alguns autores relataram a baixa efetividade de produtos comerciais à base de Cipermetrina no controle do A. diaperinus. Uma alternativa para este cenário, é a utilização de produtos cuja base não seja Cipermetrina. Produtos à base de Deltametrina, por exemplo, entram como uma ótima opção no controle do cascudinho.

Como no Brasil, a produção de frangos de corte se dá basicamente sob cama de reuso, o controle do inseto torna-se mais difícil. O alto custo para o produtor inviabiliza a troca de cama a cada lote, fazendo com que a reutilizem por até oito lotes consecutivos. Algumas agroindústrias e cooperativas agroindustriais chegam a reutilizar a cama por até 12 ou 15 lotes, realizando retirada gradual da cama. Em contrapartida, os produtores de frango da Europa não reutilizam a cama, e nos Estados Unidos utilizam a cama por até 30 lotes consecutivos.

Uma alternativa ao controle de cascudinhos sob cama de reuso tem sido o enlonamento de cama, realizado durante o intervalo sanitário. O enlonamento de cama pode ser realizado de duas formas: enlonamento sem enleiramento e o enlonamento com enleiramento. Tais métodos, além de promoverem redução da carga bacteriana na cama e melhora no desempenho das aves, podem contribuir para o controle de Alphitobius diaperinus.

O método fermentativo consiste basicamente na produção de calor devido ao metabolismo microbiológico da cama, sendo realizado no intervalo entre lotes, variando de 5 a 17 dias.  O método fermentativo atinge, na maioria das vezes 60oC, havendo dificuldade em alcançar temperaturas uniformes no envelope. Tais métodos exigem adição prévia de água sobre a cama.

O método fermentativo por enlonamento de cama é um método de tratamento mais viável para auxiliar o controle de cascudinhos, tanto em aviários de piso de concreto quanto em aviários de chão batido. Dois a três dias após o início do enlonamento recomenda-se aplicar inseticidas líquidos nas bordas da lona, pois é nesta hora que o inseto procura sair de dentro do envelope, fugindo do calor e gases tóxicos.

Outra método empregado no tratamento de cama é o uso de cal virgem. A dosagem média varia ao redor de 0,5kg/m². A adição de cal sobre cama resulta em aumento na mortalidade de adultos e larvas de cascudinho.

Conclusão

O controle de cascudinhos é dificultado por inúmeros fatores: resistência aos inseticidas, tipo de piso do aviário, reuso da cama por vários lotes consecutivos sem tratamento adequado, alto custo para aquisição de cama nova todo lote ou implantação de técnicas de enlonamento utilizando lona apropriada, mão de obra cada vez mais limitada no campo, bem como características intrínsecas ao inseto, como o ciclo de vida e comportamento. O manejo de limpeza dos galpões e a aplicação de inseticidas antes da reintrodução de um novo lote não são suficientes para controlar de forma adequada toda a população de cascudinhos.

É impossível eliminar 100% dos cascudinhos em um aviário. O controle deve ser feito utilizando inseticidas de forma racional e consciente para minimizar os problemas de resistência. Faz-se necessário combinar o uso de inseticidas químicos com novas moléculas, diferentes da Cipermetrina, e técnicas de tratamento de cama de reuso, como o método fermentativo.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de janeiro/fevereiro de 2019.

Fonte: O Presente Rural
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