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Probiótico Colostrum® BioSuis da BIOCAMP

Uma estratégia para reduzir o uso de antimicrobianos e aumentar a eficiência produtiva na suinocultura

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O pós-desmame é uma das fases mais críticas da cadeia de produção suinícola, visto que, nesse período, os leitões são submetidos ao estresse do desmame, à separação da porca, ao reagrupamento nas instalações da creche e às disputas entre os animais. Estes fatores somados à mudança da dieta causam danos severos à microbiota, resultando em descamação das vilosidades intestinais, hiperplasia das criptas e atrofia da mucosa. Com a mudança da morfologia intestinal, observa-se também uma redução da atividade das enzimas digestivas intestinais, prejudicando a absorção de nutrientes e retardando o crescimento dos leitões.

O uso de probióticos na creche é amplamente discutido pela comunidade científica por beneficiarem os suínos no que diz respeito ao desempenho zootécnico, digestibilidade dos nutrientes da ração e funções entéricas.

Em experimento realizado por Yang et al. (2019), leitões de creche que comeram ração com um probiótico obtiveram maiores resultados de ganho de peso diário e consumo diário de ração, além de redução da concentração fecal de Escherichia coli. Em estudo realizado na Universidade de São Paulo, no Departamento de Zootecnia (2019), com o probiótico Colostrum® BioSuis, os resultados obtidos utilizando 1.500 leitões na creche foram promissores, com um maior ganho de peso na fase, uma redução de 5,97% na conversão alimentar e uma redução de 18,75% na mortalidade no grupo de animais que receberam o probiótico. Na avaliação do escore de diarreia, os leitões que receberam o Colostrum® BioSuis sempre apresentaram um menor índice de diarreia em relação aos animais que não receberam a suplementação na dieta.

Suínos em fases de crescimento e terminação possuem um trato gastrointestinal maduro, um sistema imunológico eficiente e, consequentemente, uma melhor resistência a doenças. Porém, o uso indiscriminado de antibióticos terapêuticos e antimicrobianos melhoradores de desempenho vem contribuindo para uma redução da diversidade da população microbiana intestinal, acarretando em perdas da eficiência zootécnica e imunológica dos animais.

Em experimento com suínos de crescimento e terminação, os animais que foram suplementados com um probiótico obtiveram melhores resultados de ganho de peso diário e eficiência alimentar, sem afetar o consumo diário de ração. Observou-se ainda uma redução de bactérias patogênicas e citocinas pró-inflamatórias no trato gastrointestinal dos suínos que receberam o probiótico (Kwak et al., 2021).

Em 2015, um estudo conduzido com 60.793 animais em crescimento e terminação, divididos em 2 grupos: grupo controle, que recebeu ração sem o probiótico e, grupo tratamento, que recebeu a suplementação com o Colostrum® BioSuis. O grupo de animais que consumiu o Colostrum® BioSuis apresentou um maior ganho de peso diário, uma redução de 6% na conversão alimentar e uma redução de 18% na mortalidade acumulada em relação ao grupo controle.

Esses resultados sugerem que a administração do Colostrum® BioSuis na ração de suínos de creche, crescimento e terminação contribui para a colonização da mucosa intestinal, permitindo uma melhor absorção dos nutrientes, melhorando a eficiência produtiva dos animais e reduzindo as taxas de mortalidade na produção.

Por fim, os probióticos deixam de ser uma alternativa e passam a ser parte fundamental das estratégias nutricionais e sanitárias das granjas, contribuindo para a redução do uso de antimicrobianos e a construção de uma produção mais competitiva, sustentável e preparada para as exigências do mercado.

 

Autora: Heloisa Soczecki Leal
Médica Veterinária
Assistente técnico comercial
Biocamp Laboratórios Ltda

Fonte: Ass. de Imprensa Biocamp
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Empresas Criando o sucesso juntos

“Conexão Aviagen In Company” apoia Granja Econômica por meio do aprendizado compartilhado

Evento de três dias uniu visitas a campo, análise de dados reais e dinâmicas práticas para capacitar profissionais em recria e produção

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Divulgação / Fotos: Aviagen

A Aviagen® e a Granja Econômica se uniram recentemente para um programa de três dias do “Conexão Aviagen In Company”, projetado para ajudar o cliente a obter o máximo potencial genético das matrizes Ross® 308 AP. Por meio de visitas às instalações, análise de dados de produção e aprendizado prático, o programa conectou o conhecimento científico com as decisões diárias dos lotes.

O aprendizado na granja impulsiona a melhoria contínua

As visitas às instalações de recria e produção de matrizes da Granja Econômica proporcionaram aos participantes uma visão direta das operações rotineiras. Juntas, as equipes coletaram e analisaram dados dos lotes em tempo real.

Ao avaliar o desempenho, a saúde e o bem-estar das aves e discutir decisões rotineiras, ambas as equipes traduziram as observações de campo em ações que podem apoiar os futuros ciclos de produção da Granja Econômica.

Aprimorando o manejo dos machos

Além das avaliações em campo, sessões aprofundadas focaram nas características dos machos bem desenvolvidos e em estratégias que favorecem a fertilidade. Atividades interativas em grupo ajudaram os participantes a conectar a ciência à tomada de decisões diárias em suas próprias operações.

Mauro Piotto, supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, enfatizou a importância da avaliação criteriosa de machos: “O manejo dos machos exige atenção minuciosa tanto às suas características físicas quanto ao seu comportamento”, disse Piotto. “Os exercícios aprimoraram as habilidades de observação e destacaram os fatores que mais influenciam os resultados positivos no plantel de aves.”

O programa de três dias foi concluído com uma troca aberta de ideias e próximos passos para apoiar a Granja Econômica no fortalecimento de seu programa de manejo de matrizes, refletindo o compromisso da Aviagen com o lema “criando o sucesso juntos”.

Foco nas necessidades do cliente

Não existem duas operações avícolas exatamente iguais. É por isso que cada programa “Conexão Aviagen In-Company” é personalizado para as instalações, práticas de manejo e objetivos de produção de cada cliente.

“Ao combinar o potencial genético de nossas aves com o que aprendemos na prática, podemos identificar oportunidades práticas e trabalhar juntos em soluções que apoiem os objetivos de cada cliente”, disse Rodrigo Tedesco, gerente de Serviços Técnicos da Aviagen no Brasil. “Discussões abertas sobre as decisões de gestão e seu impacto nos resultados do lote ajudam a fortalecer a saúde e o bem-estar, a sustentabilidade e a produtividade das aves.”

Fonte: Assessoria
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Empresas Confiança e responsabilidade

Sicoob projeta liberação de R$ 70 bilhões em crédito rural para o Plano Safra 26/27

Balanço final do ciclo 25/26 mostra expansão de 7% sobre o ano anterior e perfil de atendimento concentrado em pequenos e médios produtores

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Divulgação / Fotos: Sicoob

Com o anúncio do novo Plano Safra pelo governo federal, o Sicoob projeta a liberação de R$ 70 bilhões em crédito rural para a Safra 26/27, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

O anúncio acompanha o balanço final da Safra 25/26, encerrada com R$ 59,5 bilhões em crédito rural liberado, crescimento de 6,88% sobre o ciclo anterior, em mais de 194,7 mil operações realizadas em todo o Brasil.

Perspectivas para a Safra 26/27

Para a agricultura familiar, o Sicoob vai oferecer R$ 11,5 bilhões via Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), volume 39% maior que o da safra anterior. Para os produtores de médio porte, serão R$ 15,8 bilhões via Pronamp (Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural), aumento de 48% em comparação ao anterior, reforçando o papel do Sicoob no fortalecimento da base da produção agrícola nacional.

Para os demais produtores, serão disponibilizados R$ 42,7 bilhões, que consolida a atuação da instituição também junto aos grandes produtores e às principais cadeias produtivas do agronegócio brasileiro.

Em relação às atividades produtivas, a expectativa é de que a agricultura concentre a maior parte do crédito projetado, em torno de R$ 27,8 bilhões (40%), seguida pela pecuária, com cerca de R$ 19,5 bilhões (28%), além de uma parcela sem direcionamento específico, estimada em R$ 22,7 bilhões (32%).

“Olhamos para o novo ciclo com confiança e responsabilidade. A demanda do produtor rural por crédito segue forte e o Sicoob está preparado para crescer junto com ele, ampliando o acesso ao crédito mesmo nos municípios onde o sistema bancário tradicional tem menor presença. Nosso compromisso é seguir como parceiro de longo prazo do agro brasileiro, safra após safra”, afirma Marcelo Carneiro, diretor de Desenvolvimento Comercial e de Negócios do Sicoob.

Balanço da Safra 25/26

O desempenho do ciclo encerrado confirma o perfil histórico da carteira da instituição: 63% das operações atenderam pequenos e médios produtores, com ticket médio de R$ 155,3 mil. Mesmo em um ciclo marcado por taxas de juros elevadas e maior seletividade no crédito, o modelo cooperativista do Sicoob manteve o ritmo de concessões e a capilaridade, reafirmando seu compromisso com a produção agrícola em todo o território nacional.

Na Safra 25/26, 28% das operações foram destinadas à pecuária, principalmente bovinocultura. Cerca de 40% foram direcionados à agricultura, com destaque para soja, café, cana-de-açúcar e milho, além de uma parcela sem direcionamento específico, com 32% das operações.

“O Sicoob tem uma característica que o diferencia: segue ao lado do produtor mesmo quando o cenário aperta. O produtor familiar e o médio produtor rural encontram no Sicoob condições e atendimento que permitem celeridade na contratação, e isso se reflete na continuidade das operações ao longo do ciclo”, comenta o executivo.

A trajetória de crescimento no crédito rural é anterior ao ciclo mais recente. Nas últimas 5 safras, o volume de financiamentos agropecuários cresceu 162%, expansão sustentada pelo aumento da rede de cooperativas, pela chegada a novos municípios e pelo aprofundamento do relacionamento com produtores de diferentes portes e regiões. Atualmente, o Sicoob conta com mais de 3.390 pontos de atendimento com crédito rural ativo e mais de 600 mil cooperados no segmento agro.

Fonte: Assessoria
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Quando o prejuízo começa no pulmão: os impactos silenciosos da pleuropneumonia suína

Comprometimento pulmonar afeta metabolismo, desempenho e eficiência alimentar, tornando o controle da doença um ponto crítico na suinocultura moderna.

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Foto: Divulgação/Ceva Saúde Animal

Em sistemas produtivos cada vez mais eficientes, nos quais pequenas variações de desempenho têm impacto direto no resultado econômico, a saúde respiratória dos suínos ocupa papel estratégico. Entre os desafios mais relevantes está a pleuropneumonia suína, causada pela bactéria Actinobacillus pleuropneumoniae (App), uma enfermidade que pode se manifestar de forma aguda, com sinais clínicos evidentes, mas que também pode provocar perdas silenciosas ao longo do ciclo produtivo.

O grande desafio da doença está justamente nessa dupla característica. Nos quadros agudos, a pleuropneumonia costuma chamar atenção rapidamente, com dificuldade respiratória, queda brusca de desempenho e, em situações mais severas, mortalidade. Já nas formas crônicas ou subclínicas, o impacto é menos evidente. O animal pode não apresentar sinais claros no manejo diário, mas o comprometimento pulmonar reduz sua capacidade de expressar desempenho, afetando ganho de peso, conversão alimentar e uniformidade do lote.

Do ponto de vista fisiopatológico, parte desse impacto está relacionada à ação das toxinas Apx, importantes fatores de virulência do App. Elas participam do dano ao tecido pulmonar, favorecendo inflamação, hemorragia e áreas de necrose. Com o pulmão lesionado, o organismo precisa direcionar energia para responder ao desafio sanitário e reparar tecidos, reduzindo a eficiência com que os nutrientes são convertidos em crescimento. Na prática, o prejuízo aparece não apenas nos animais clinicamente doentes, mas também em lotes que crescem abaixo do esperado.

Outro fator que amplia o desafio é a diversidade do agente. Existem diferentes sorotipos de Actinobacillus pleuropneumoniae, e mais de um pode circular simultaneamente em uma mesma granja. Isso significa que o cenário sanitário pode mudar ao longo do tempo, exigindo acompanhamento contínuo. Atribuir os problemas respiratórios sempre ao mesmo histórico, sem atualização diagnóstica, pode levar a decisões menos precisas e a estratégias de controle insuficientes.

A persistência do agente no plantel também merece atenção. Animais recuperados de quadros agudos ou portadores de formas crônicas podem contribuir para a manutenção da bactéria no sistema produtivo, favorecendo a recorrência do desafio respiratório. Por isso, lesões como pleurites e aderências pulmonares observadas no frigorífico são importantes indicadores de que a doença pode ter atuado ao longo do ciclo, mesmo quando os sinais clínicos não foram evidentes na granja.

Segundo Felipe Betiolo, médico-veterinário e gerente de marketing e produtos da Unidade de Suínos da Ceva Saúde Animal, a principal dificuldade está em dimensionar o impacto real da pleuropneumonia quando ela se manifesta de forma menos visível. “A doença não deve ser analisada apenas pelos quadros agudos. Muitas vezes, o maior prejuízo ocorre na forma crônica ou subclínica, quando há comprometimento contínuo do desempenho sem sinais claros no manejo diário”, destaca.

Esse impacto também chega ao abatedouro. Estudos indicam que, a cada 1% de elevação no nível de pleurite em um grupo de suínos, há uma redução média de 70 gramas no peso de carcaça por animal, resultante do menor ganho de peso diário e das perdas de toalete da carcaça. Além disso, uma prevalência de 10% de pleurite ao abate pode reduzir em 8,5% a velocidade da linha. (Tucker,2013)

O quadro se torna ainda mais desafiador quando há interação com outros agentes respiratórios. Coinfecções podem intensificar a resposta inflamatória, agravar lesões pulmonares e ampliar os efeitos sobre desempenho e uniformidade. Além disso, fatores de ambiência e manejo, como ventilação inadequada, alta densidade, oscilações térmicas e falhas no fluxo de produção, influenciam diretamente a expressão clínica da doença. Por isso, a pleuropneumonia deve ser compreendida dentro de um contexto mais amplo de equilíbrio sanitário e produtivo.

Diante desse cenário, o controle exige uma abordagem integrada, combinando biosseguridade, manejo, diagnóstico, monitoria e vacinação. A redução da pressão de infecção dentro da granja é fundamental para limitar a disseminação do agente e diminuir seus impactos ao longo do ciclo. A avaliação de indicadores produtivos, associada à observação clínica, à monitoria de lesões, ao abate e ao diagnóstico laboratorial, ajuda a identificar perdas que nem sempre aparecem de forma clara no campo.

A vacinação, nesse contexto, desempenha papel estratégico dentro dos programas sanitários, contribuindo para reduzir a intensidade do desafio, limitar a ocorrência de lesões associadas à doença e preservar o desempenho dos animais. Mais do que uma ação isolada, ela deve estar alinhada ao histórico sanitário da granja, ao fluxo de produção, à pressão de infecção e às demais medidas de controle.

“Quando bem posicionada dentro do programa sanitário, a vacinação ajuda a reduzir a intensidade do desafio e a ocorrência de lesões associadas à pleuropneumonia. Na prática, isso contribui para preservar o desempenho, melhorar a uniformidade dos lotes e dar mais previsibilidade aos resultados produtivos”, explica Betiolo.

Em granjas com histórico de desafios por Actinobacillus pleuropneumoniae, vacinas como Coglapix®, da Ceva Saúde Animal, podem integrar estratégias preventivas voltadas à redução do impacto da pleuropneumonia. A formulação reúne antígenos somáticos e toxóides ApxI, ApxII e ApxIII, associados à resposta imune contra componentes relevantes do agente. Sua adoção, no entanto, deve estar inserida em um programa sanitário estruturado, com manejo adequado, biosseguridade, ambiência e monitoramento contínuo.

Ao considerar a relação direta entre sanidade respiratória e desempenho, fica claro que o comprometimento pulmonar não é um problema isolado. O que começa no pulmão pode comprometer o ganho de peso, a eficiência alimentar, a uniformidade e a rentabilidade de todo o sistema — do campo ao abatedouro.

Mais do que reagir a surtos, o desafio da suinocultura moderna é identificar e controlar perdas que muitas vezes não são visíveis no dia a dia da granja. Nesse cenário, preservar a saúde pulmonar é uma decisão técnica diretamente ligada à eficiência produtiva e à sustentabilidade econômica da atividade.

Fonte: Assessoria Ceva Saúde Animal
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