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Pró-milho/RS apresenta ações em andamento e colhe sugestões para o próximo ano

O comitê gestor é composto por representantes de entidades envolvidas na cadeia produtiva de milho, desde os produtores de grãos até a indústria de proteína animal, um dos maiores consumidores.

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Arquivo / OP Rural

O comitê gestor do Pró-milho/RS se reuniu nesta terça-feira (5) para debater as ações em andamento dentro do programa e para colher sugestões de ação para o próximo ano. O comitê gestor é composto por representantes de entidades envolvidas na cadeia produtiva de milho, desde os produtores de grãos até a indústria de proteína animal, um dos maiores consumidores.

“O êxito na construção do Pró-milho se deve à parceria com entidades que compõem o conselho gestor. Precisamos criar mecanismos de fomento para aumentar a capacidade de produção e estocagem de milho grão”, disse o chefe de gabinete da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), Erli Teixeira.

O coordenador do Pró-milho/RS, Valdomiro Haas, listou as ações que estão em andamento, atualmente, sob coordenação da Secretaria e da Emater/RS-Ascar, como os eventos técnicos para difusão de informações, realizados de forma virtual durante a pandemia, e que poderão ser organizados regionalmente, em formato presencial, no próximo ano. “Também estão sendo instaladas 24 unidades de referência tecnológica, ajudando a mostrar manejos que representem ganhos de produtividade”, contou.

Para o fim desta safra, está previsto um levantamento, com 50 amostras, para avaliações sobre perdas na colheita e orientações técnicas para regulagem das máquinas colheitadeiras. Outro ponto de atenção do programa será com relação à cigarrinha do milho, levando orientações de manejo a fim de evitar a sua ocorrência nas lavouras do Estado. “Com os escritórios municipais da Emater, temos a capacidade de atender 21 mil produtores”, projetou. As ações estão em andamento desde junho deste ano, e vão vigorar até julho de 2022.

Sugestões ao Pró-milho/RS
Para os integrantes do comitê gestor, a irrigação continua sendo o principal gargalo no estímulo à produção de milho no Rio Grande do Sul. Com o encerramento do programa Mais Água, Mais Renda, as secretarias estaduais de Agricultura, Meio Ambiente, Fazenda e Obras estão trabalhando conjuntamente em um decreto que institua um novo programa estadual de fomento à irrigação.

“Para as cooperativas, os principais fatores de preocupação são a irrigação – acesso a linhas de crédito e agilidade no licenciamento ambiental – e o custo maior de produção com a elevação de preços dos insumos, máquinas e combustível”, enumerou Tarcísio Minetto, economista da Fecoagro-RS. Apreensão compartilhada pelo presidente da Apromilho/RS, Ricardo Meneghetti: “Sem dúvidas, precisamos de novas soluções para o fomento da irrigação no Rio Grande do Sul”.

Representando o Sindicato das Indústrias de Produtos Suinos no Estado do Rio Grande do Sul (Sips), o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, destacou o período desfavorável pelo qual a cultura do milho passou no Rio Grande do Sul nos últimos anos, com a ocorrência de duas estiagens e a pandemia. “Tínhamos perspectivas negativas para esta safra devido a esse histórico, mas se deu o inverso”, disse, se referindo à projeção da Emater/RS-Ascar de um aumento de quase 7% em área cultivada para esta safra.

Kerber também pontuou que a necessidade de importação de 2,3 milhões de toneladas de milho de outros estados e países em 2020 fez com que R$ 3,3 bilhões escoassem para fora do Rio Grande do Sul, sendo R$ 800 milhões só em logística e ICMS. “Agora, com a perspectiva de importações maiores devido aos problemas climáticos no Brasil Central e no Paraná, precisamos coordenar a aquisição da produção de grãos dentro do nosso Estado. A previsão é de uma demanda de 6,44 milhões de toneladas de milho para produção de proteína animal”, finalizou. Para esta safra, a Emater/RS-Ascar projeta uma produção total de 6,11 milhões de toneladas do grão.

Também participaram da reunião o presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos; o diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri; e representantes da Fetag e da Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul (Acergs).

Fonte: Assessoria
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Notícias Olhar atento no campo

Dicas para fazer o planejamento da safra e melhorar a produtividade

O ato de se planejar pode ser uma eficiente ferramenta no agronegócio para o ano que inicia. Responsável por uma fatia média de 20% do PIB, o agro deverá impulsionar a economia brasileira mais uma vez em 2022.

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Arquivo OP Rural

Como tradição em todo começo de ano, o planejamento das metas, sejam elas pessoais ou de negócios, é sempre a melhor forma de se dar o primeiro passo para concretizar algo. Pouca gente sabe, mas até a alface e outros tipos de cultivos que parecem simples hortaliças precisam de um planejamento, atributo essencial para que o produtor esteja atento aos fatores que podem impactar diretamente nos ganhos produtivos.

Nesta etapa, analisar questões básicas que envolvem os custos de produção, bem como o momento do mercado e as condições climáticas, são estratégias que ajudam a avaliar os caminhos para melhorar a rentabilidade do plantio e estar atento aos riscos.

Segundo Diego Guterres, especialista líder de cultivo da Yara Brasil, adotar cautela para o plantio de grandes culturas pode contribuir para a previsibilidade dos custos de produção, por exemplo. Outras quatro dicas elencadas pelo Guterres são:

  • Acompanhar o patamar de preço dos grãos e insumos avaliando a relação de troca em paralelo à análise de preços históricos (em reais e em dólares);
  • Ter um olhar racional e estratégico sobre os custos de produção, já que atualmente estão em alta, direcionando recursos ao que é essencial para garantir produtividade (analisar custos totais e custo por unidade, por exemplo, R$/ha e R$/sc);
  • Antecipar compras e recebimentos de alguns insumos, como fertilizantes e defensivos sempre que possível;
  • Adotar critério técnico na adubação, especialmente para quem pensa em reduzi-la buscando mitigar os custos, pois medidas erradas podem reduzir a produtividade.

Conhecer bem o solo e escolher o cultivo que melhor se adapta às condições climáticas da região é o segredo de Bruno Dittrich, especialista líder de cultivo da Yara Brasil para frutas e hortaliças. Outras dicas do especialista são:

  • Escolher materiais genéticos adequados, preferindo opções com a melhor aceitação comercial, que produza bons frutos, folhas ou tubérculos;
  • Avaliação do solo. Através da análise de solo, é possível conhecer as principais deficiências e atuar nas correções que podem ser feitas através de práticas como calagem, gessagem e uso de fertilizantes;
  • Uso racional de fertilizantes, especialmente em condições de baixa fertilidade do solo;
  • Agir preventivamente para facilitar o controle de pragas e doenças da região.

 Perspectivas para 2022

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a previsão de crescimento para o agronegócio em 2022 está em torno de 3 a 5%, com a safra de grãos estimada em 289 milhões de toneladas, um aumento de 14% em relação a 2021.

Responsável por uma fatia média de 20% do PIB, o agronegócio deverá impulsionar a economia brasileira mais uma vez em 2022. Com planejamento e olhar atento às tendências que considerem também a sustentabilidade do negócio, a previsão é que o setor permaneça forte e com grandes resultados produtivos

Fonte: Assessoria
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Notícias Fonte de proteína e nutrientes

Por que o ovo é tão benéfico para as pessoas? 

Além das tradicionais vitaminas A, B e E, outros nutrientes como colina, zinco, luteína, albumina, biotina e selênio estão presentes no ovo.

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Divulgação/ASGAV

O ovo, um dos alimentos mais consumidos no mundo, tem seus motivos para sempre estar à mesa das pessoas. Além do valor acessível, ele é considerado como uma das principais fontes de proteína e de diversos outros nutrientes que auxiliam no bom funcionamento do organismo e na prevenção de doenças.

De acordo com a nutricionista e coordenadora técnica da Quimtia Brasil, Daniely Salvador, além das tradicionais vitaminas A, B e E, outros nutrientes como colina, zinco, luteína, albumina, biotina e selênio estão presentes no ovo.

“Dentre os benefícios podemos destacar que o consumo de ovo com frequência ajuda a melhorar fatores como memória, auxilia no combate a diversas doenças, reduz o risco de degeneração macular, ajuda na recuperação de várias células do organismo e previne a queda de cabelo”, comenta.

A qualidade deve ser ponto de atenção

No entanto, para obter todos estes benefícios, existe a necessidade de cuidar, também, da qualidade da produção de ovo. Segundo a especialista, a atenção para com a qualidade do alimento começa bem antes, ainda durante a criação das galinhas poedeiras [as que põe ovos].

“Assim como toda a criação animal moderna, é necessário seguir manejos sanitários rigorosos e uma dieta nutricional adequada, evitando assim possíveis perdas que possam comprometer a produção”, alerta.

Daniely acrescenta ainda, que para preservar e assegurar a qualidade do ovo, outra alternativa é conservá-lo em temperatura uniforme, sem variação, de preferência em refrigerador. A explicação disso é que “ao sofrer alteração de temperatura, o alimento pode perder boa parte de suas propriedades, consequentemente, a qualidade”, finaliza.

Fonte: Assessoria
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Notícias Em nota

Abramilho critica proposta de taxação das exportações de milho

Na avaliação da entidade, trata-se de uma medida equivocada e temerária para o país.

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Claudio Neves

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) lamenta a falta de conhecimento da autora do Projeto de Lei 2814/21, que tramita na Câmara dos Deputados e estabelece imposto de 15% sobre a exportação de milho até 31 de dezembro de 2022. A verdade é que o produtor de milho não escolhe fazer a exportação. Ele simplesmente vende o milho para quem queira comprar, seja ele mercado interno ou externo, haja vista que vivemos em uma economia de livre mercado.

O milho é uma commodity no mercado internacional. O produtor precisa vender, muitas vezes, através de contratos antecipados tanto com a indústria nacional quanto internacional. Não faltou nem tem faltado milho no Brasil. Temos superávit, tanto que nossa produção está em torno de 100 milhões de toneladas e o consumo próximo de 70 milhões de toneladas. Sempre há um excedente que deve ser exportado e, muitas vezes, medidas como essa só tendem a prejudicar o setor e a desestimular o mercado e o produtor a plantar, tirando a competitividade do nosso produto.

Em situações similares, outros países, na vã ilusão de beneficiar o mercado interno, cometeram semelhante equívoco, que, em absolutamente nada, favoreceram a economia nacional ou o abastecimento interno. Foi o que ocorreu com a Argentina. Não podemos permitir que nosso país cometa semelhantes erros reiteradamente praticados.

Essa medida é temerária e equivocada. O mercado internacional não aceita a exportação de tributos, o que significa que este custo será repassado ao produtor. Salientamos neste ponto que, embora a inflação de alimentos tenha aumentado, a inflação dos insumos pagos pelos produtores já alcança os 50%, na variação anual. Isso demonstra o desconhecimento ou falta de sensibilidade da autora ao propor essa taxa.

O Brasil é um player importante no mercado internacional para exportação de alimentos. Dentre os principais produtos estão a soja, o milho, as carnes, seja bovino, suíno ou aves. A partir da produção agropecuária, o país tem alcançado receitas suficientes para enfrentar as crises econômicas mundiais mais graves.

Tributar o setor em qualquer uma dessas cadeias significa retirar artificialmente sua competitividade, prejudicando o Brasil perante seus concorrentes. Não se pode ser leniente com a história de sucesso da maior produção agropecuária tropical do planeta. Portanto, em vez de tributar as exportações dos alimentos, os deputados deveriam estar buscando soluções para baixar o custo de produção e melhorar a logística. Porque se existe um problema real para o milho no Brasil é a falta de uma logística adequada para o fluxo interno de milho e para garantir as exportações nos portos brasileiros.

Fonte: Assessoria
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