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Primeiros animais chegam a 17ª Fenasul e 44ª Expoleite
A partir desta terça-feira (16) o ingresso dos animais ocorre das 08 às 20 horas no Portão 8. A feira acontece entre quarta-feira (17) e domingo (21), com entrada gratuita, e contará com 1.237 animais inscritos.

Eram 06h15 e o sol ainda não tinha aparecido quando Paulo Ferrabolli, da Granja Ferrabolli, município de Anta Gorda, chegou ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), para participar da 17ª Fenasul e 44ª Expoleite na segunda-feira (15). Ele foi o primeiro e trouxe 14 exemplares da raça Holandesa (oito vacas e seis novilhas), entre eles as vacas Sali (de 10 anos) e Princesa (4 anos), que viajaram 04 horas e 15 minutos. A partir desta terça-feira (16) o ingresso dos animais ocorre das 08 às 20 horas no Portão 8. A feira acontece entre quarta-feira (17) e domingo (21), com entrada gratuita, e contará com 1.237 animais inscritos.
Haverá gado leiteiro das raças Holandesa (165), Jersey (187), Gir Leiteiro (37), Girolando (7); bubalinos (14); equinos das raças Mangalarga Paulista (60) e Percheron (3); coelhos (84); coelhos filhotes para venda (180); e na Feira de Terneiros participam 500 terneiros e vaquilhonas, todos gado de corte.
O comissário-geral da feira, que coordena a Exposição de Animais, e zootecnista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Pablo Charão, afirma que os promotores estão com boa expectativa, porque haverá duas exposições nacionais durante o evento: a Exposição do Gado Holandês e a do Gado Jersey. “O gado Jersey nunca veio com tantos exemplares assim (187), muitos de Santa Catarina. Estamos esperando um bom movimento de negócios e que o público venha conhecer o que há de melhor na genética dos animais”,menciona.
Charão acrescenta que ainda acontecerá o 9º Rodeio Fenasul; a Multifeira, da Prefeitura de Esteio, com apresentações artísticas, shows e feira de artesanato; e a participação da agricultura familiar com 32 expositores.
Entrada dos animais
O fiscal estadual agropecuário e médico veterinário da Seapi, Jonas Coruja Cardoso, que coordena a Defesa Sanitária da Fenasul, explica
que a equipe é composta por 10 médicos veterinários e técnicos agrícolas que recepcionam os animais. “Fazemos a avaliação clínica para ver se estão livres de doenças infecto-contagiosas e parasitárias. Até o momento já foram recebidos mais de 50 bovinos de leite, todos livres de brucelose e tuberculose, com a Guia de Trânsito Animal (GTA) em dia. Esperamos manter elevado o nível de sanidade animal, como é de costume”, frisa Cardoso.
Primeiros a chegar
Paulo Ferrabolli trabalha com a esposa e o filho na propriedade de 65 hectares, que possui 210 cabeças de gado leiteiro, entre vacas e novilhas, algumas já premiadas em exposições. Há dez anos, os animais são melhorados geneticamente. “A gente cuida muito da sanidade e da alimentação deles, com uma boa ração, silagem, casca de soja, caroço de algodão e feno”, explica.
Ele conta que Sali é uma vaca vitalícia (aquelas que ultrapassam a marca dos 100 mil litros produzidos ao longo da vida). “A nossa produção é de 3.400 litros de leite por dia”, diz o produtor, que participou pela primeira vez da Fenasul em 2015, mas já participa de outras feiras, como a Expointer, há mais tempo.
O segundo a chegar ao Parque, às 07 horas, foi Gelson Garzella, da Granja Garzella, de Catuípe, com 12 vacas também da raça Holandesa. Segundo ele, a propriedade, de 55 hectares, existe há nove anos, mas como Granja Garzella há dois anos. Possui 280 animais, sendo 120 vacas em lactação, e uma produção aproximada de 5.100 litros por dia. O foco da granja é produção e melhoramento genético. “Trabalhamos com qualidade e não com quantidade”, esclarece Garzella, ampliando: “Temos oito funcionários que fazem o trabalho das
três ordenhas do dia. E há vacas premiadas, como a Reservada Grande Campeã da Expointer de 2020. Os nomes dos animais variam. Temos a Keith, a Soberana, a Preta Gil, a Beleza, entre outras”.
Na sequência, às 07h30, foi a vez da Fazenda Santo Izidro, de Alegrete, de propriedade de Marcírio Alves, chegar ao Parque, depois de 10 horas de viagem. O gerente Sivonei Rodrigues e ajudantes (como seu filho Ryan, de 14 anos) trouxeram 15 vacas, sendo seis Holandesas e nove Jersey, entre elas a Grande Campeã da Expointer 2022, a holandesa Baronesa, de 4 anos. “A Fazenda tem 350 hectares e existe desde 2009. São 320 vacas em ordenha que produzem 5 mil litros de leite por dia”, destaca Rodrigues.
A Fenasul Expoleite é uma realização da Seapi, da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag) e da Prefeitura de Esteio.

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Sindiveg anuncia nova diretoria para o período 2026-2029
Nova gestão assume com foco em fortalecer a representatividade do setor e promover o uso responsável de defensivos.

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) anuncia a composição de sua nova diretoria para o período de 2026 a 2029. A nova gestão assume com o compromisso de fortalecer a representatividade institucional do setor, com base em dados estatísticos e respaldo científico, além de incentivar a adoção de boas práticas para o uso seguro e responsável de defensivos agrícolas.
O Conselho de Administração agora é presidido por Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa, tendo como vice-presidente Júlio Borges Garcia, da Ihara. Integram ainda Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química como 4ª conselheira. Como suplentes, participam Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo.
Além do Conselho, eles compõem a Diretoria Executiva da entidade junto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agricolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.
O Conselho Fiscal é formado por Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, com suplência de Sergio Watanabe, da Ihara e Carlos Henrique Zago, da Adama.
Como delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Sindiveg conta com João Sereno Lammel, da Ihara, como titular, e Imero Padula, da Oxiquimica, como suplente.
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Promoção da Lar encerra com entrega de carro híbrido no Oeste do Paraná
Grande prêmio saiu para cliente da região de origem da cooperativa, reforçando engajamento local.

A Lar Cooperativa realizou na manhã de quinta-feira (02), a entrega oficial do grande prêmio da campanha “Pra Ganhar Compre Lar”: um Toyota Corolla Cross Híbrido 25/26, 0km. O sortudo foi Marcelo Willian Gessinger, cliente do Lar Supermercados de São Miguel do Iguaçu (PR).
“Sempre compro no Lar Supermercados e participo das campanhas, mas quando eu recebi a notícia, na hora eu não acreditei e sinceramente demorei para acreditar mesmo depois da confirmação. O importante é não desistir dos sonhos e continuar participando das promoções porque uma hora acontece e felizmente agora foi a minha vez”, contou o cliente contemplado, Marcelo Willian Gessinger.
O sorteio foi realizado no dia 21 de março de 2026 através da Loteria Federal. A entrega do prêmio marcou o encerramento da campanha nacional de vendas “Pra Ganhar Compre Lar”, uma das maiores e mais relevantes ações promocionais da história da cooperativa.
“Estamos muito felizes com este momento, que encerra com chave de ouro uma campanha vitoriosa em nível nacional. Alcançamos a marca de aproximadamente 100 mil participantes cadastrados e cerca de 1 milhão de números da sorte gerados a partir da compra dos produtos Lar. Esse resultado expressivo demonstra o alcance e a força da nossa cooperativa em todo o país. É uma conquista que só é possível graças à qualidade, variedade e praticidade do nosso mix, aliadas à confiança dos clientes que prestigiam a nossa marca”, destacou o superintendente de Suprimentos e Alimentos da Lar, Jair Meyer.
Vigente entre outubro de 2025 e março de 2026, a campanha contemplou 51 famílias em 11 estados brasileiros. Além do automóvel entregue nesta quinta-feira (02), foram distribuídos 50 prêmios de R$ 10 mil cada. O Paraná consolidou-se como o estado com maior engajamento, somando 17 ganhadores. Na sequência, Paraíba e Santa Catarina aparecem com destaque, registrando sete contemplados cada.
“Esta foi uma campanha em nível nacional, mas com o grande prêmio saindo aqui para a região de origem da Lar, o que é muito simbólico. Ações como essa têm o objetivo de impulsionar a marca por todo o Brasil e os números comprovam o sucesso. Queremos fidelizar cada vez mais o nosso cliente, contribuindo diretamente com a estratégia comercial da cooperativa” afirmou o diretor 1° vice-presidente da Lar, Diogo Sezar de Mattia.
Embora a campanha nacional tenha chegado ao fim com a entrega do grande prêmio, a Rede Lar Supermercados e Postos segue movimentando suas lojas com novas oportunidades para os clientes.
Já está em vigor a promoção “Clube Lar + Sorte no seu Placar”, exclusiva para membros do Clube Lar+. A ação vai sortear 33 kits compostos por uma Smart TV LG 75” 4K, Home Sound Bar JBL e um vale-compras de R$ 2 mil.
Para participar, basta o cliente estar cadastrado no Clube Lar+ e adquirir R$ 10,00 em produtos das marcas parceiras para gerar um número da sorte, com o diferencial do “Gol Triplo”, que triplica as chances para pagamentos via PIX. Os sorteios ocorrem entre maio e julho, garantindo que o cliente Lar continue sendo prestigiado o ano todo.
Colunistas
Conflito no Oriente Médio já encarece produção e ameaça exportações do agro brasileiro
Alta de mais de 30% na ureia pressiona custos em plena formação da safra 2026/27, enquanto tensão no Estreito de Ormuz eleva frete, risco logístico e ameaça embarques de proteína animal. Dependência de fertilizantes expõe produtores, sobretudo em Mato Grosso.

Quem acha que a guerra no Oriente Médio é um problema distante está olhando errado. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel já começou a bater na porta do agronegócio brasileiro e o impacto tende a ser forte, principalmente em Mato Grosso. Não é uma possibilidade. É uma realidade em curso.

Foto: Shutterstock
O primeiro sinal veio pelos fertilizantes. A alta de mais de 30% no preço da ureia no mercado internacional não é um detalhe técnico, é um alerta direto para o produtor. Isso acontece exatamente no momento em que o Brasil começa a formar a safra 2026/27.
Mato Grosso, que lidera a produção nacional, entra nesse ciclo com baixa contratação de insumos. Ou seja: o produtor está exposto, comprando mais caro e assumindo risco maior. No milho, por exemplo, esse aumento já pode consumir parte relevante da margem.
Na soja, o problema é outro e ainda mais grave: dependência externa. O Brasil importa grande parte dos fertilizantes fosfatados de regiões que estão diretamente impactadas pelo conflito. Isso significa risco real de falta, atraso e encarecimento. Traduzindo: o custo sobe antes mesmo de plantar.
Mas o efeito não para no campo. Ele avança para a indústria e chega ao consumidor.
Com o diesel mais caro, o frete já disparou. Embalagens, que dependem do petróleo, também estão subindo. E isso pressiona toda a cadeia de alimentos.
Como empresário do setor de proteína animal posso afirmar com clareza: o problema não é só o custo, mas também logística e mercado.
O Estreito de Ormuz virou um gargalo mundial. Navios parados, frete mais caro, seguro elevado e até cobrança de “taxa de guerra”. Isso encarece o produto brasileiro e coloca em risco contratos importantes. Estamos falando de mercados estratégicos. O Brasil é líder na exportação de carne halal. Trata-se de um tipo de abate específico para o mercado muçulmano, atendendo preceitos da lei islâmica.

Foto: Divulgação
Na agroindústria avícola, setor onde atuo, observamos um cenário de atenção e desafios logísticos devido ao acirramento de conflitos no Oriente Médio. Nosso país embarca por mês cerca de 100 mil toneladas de frango halal para esta região – principalmente para os Emirados Árabes Unidos, Oman e Iêmen.
Parte dessas exportações está ameaçada por instabilidade que foge completamente do nosso controle. O risco é claro: perder competitividade, reduzir volume e, em alguns casos, até segurar produção por falta de segurança logística.
No fim da cadeia, quem paga a conta é o consumidor. Frango, ovos, carne suína, todos esses produtos tendem a subir de preço, não por aumento de demanda, mas por pressão de custo. É inflação importada, causada por uma guerra que não é nossa, mas que já impacta diretamente o nosso dia a dia.
O que essa crise escancara é algo que o setor produtivo já sabe há muito tempo: o Brasil ainda depende demais de insumos externos e de rotas logísticas vulneráveis. Temos produção, temos tecnologia, temos escala. Mas seguimos expostos.
Para continuarmos sendo protagonistas no agro global, precisamos avançar em autonomia, principalmente de fertilizantes e fortalecer nossa logística, diminuindo nossas vulnerabilidades. E neste cenário Mato Grosso está no centro do debate. O que acontece aqui impacta o Brasil inteiro.
A guerra pode estar longe no mapa. Mas, na prática, ela já chegou ao campo, à indústria e ao prato do brasileiro e ignorar isso agora é um erro que vai custar caro lá na frente.



