Avicultura
Primeiro robô de vacinação para avicultura de postura promete reduzir erros e custos operacionais
Até o momento, as vacinações têm sido realizadas manualmente, o que pode causar estresse e dor aos animais e representar certo risco de transmissão de patógenos ou quebra de agulhas no animal e posteriormente na carne.

Um dos equipamentos que garantiram a medalha de ouro na EuroTier 2024 foi o primeiro robô de vacinação totalmente automático para avicultura de postura, com potencial de substituir a vacinação manual com agulha, comum e propensa a erros. O processo promete menos estresse com maior qualidade de vacinação e melhor saúde animal, além de facilitar muito o trabalho do avicultor.
As poedeiras são vacinadas com agulhas com diversas vacinas durante a criação antes de serem transferidas para a granja de postura, o que significa que a vacinação é realizada por injeção intramuscular com agulhas hipodérmicas. Até o momento, as vacinações têm sido realizadas manualmente, o que pode causar estresse e dor aos animais e representar certo risco de transmissão de patógenos ou quebra de agulhas no animal e posteriormente na carne.
Como funciona

Foto: Shutterstock
A empresa que faturou o ouro foi a Agri Advanced Technologies. O sistema permite a injeção simultânea de até seis vacinas diferentes com precisão e velocidade. A tecnologia inovadora, que utiliza uma câmera NIR estereoscópica 3D e uma câmera colorida de imagem real em conjunto com algoritmos inteligentes, mede os animais que são manualmente enganchados em um dispositivo de classificação existente e passam na faixa submilimétrica e calcula a posição exata do alvo para vacinação em milissegundos.
Através do controle dinâmico de um braço robótico delta 2D com seis eixos, consegue-se a aplicação precisa das vacinas, com precisão de um centímetro quadrado. Isto não só leva a uma melhoria significativa na qualidade da vacinação, mas também reduz significativamente o estresse dos animais. Além disso, o sistema melhora a gestão empresarial e laboral, reduzindo as etapas de trabalho e mantendo consistentemente a qualidade das vacinações, o que pode contribuir para melhorar a saúde animal.

Foto: Gilson Abreu
“Depois de fazemos muitos treinamentos com as aves, resolvemos laçar esse produto que visa auxiliar os produtores a errar menos e melhorar a saúde das aves. A máquina tem potencial de vacinar 3,5 mil aves por hora, possui câmeras que tiram foto das aves e manda em imagem 3D e em segundos ela analisa onde colocar as agulhas na ave. Assim, podemos fazer injeções no peito com quatro agulhas. Aplicamos seis vacinas com quatro agulhas. O objetivo é reduzir os custos de mão de obra e ter mais sistemas automáticos nas instalações. Tornar isso mais rápido e ainda mais eficiente para o cliente, para os produtores, para obter os melhores resultados nas fazendas”, destaca Johannes Grafe, gerente de produto da empresa.
Redução de mão de obra
Ele destaca a redução no uso de mão de obra. “Temos que vacinar as aves várias vezes dentro da instalação. Isso significa que você tem muitos trabalhadores na instalação para vacinar todas as aves. Dependendo do tamanho da fazenda, você pode precisar de até 20 trabalhadores ou algo assim para vacinar as aves por dia. Para operar essa máquina e vacinar2,8 mil aves por hora, precisamos de cerca de 4 a 5 trabalhadores apenas para pendurar as aves, sem contato com as agulhas”, explica, destacando que a versão ainda é um protótipo, mas a comercialização começa no final deste ano.
Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na avicultura de corte e postura do Brasil acesse a versão digital de Avicultura Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.
Avicultura
São Paulo confirma caso de gripe aviária em ave silvestre
Diagnóstico foi feito em ave resgatada em área urbana de Guaíra. Defesa Agropecuária iniciou investigação epidemiológica e reforçou medidas sanitárias.

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de 2026. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após análise de amostras coletadas de uma irerê (Dendrocygna viduata), ave silvestre resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, no Departamento Regional de Barretos.
O material foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no dia 8 de julho. A IAAP é uma forma grave da gripe aviária, que pode provocar elevada mortalidade entre as aves.
Após a confirmação do diagnóstico, a Defesa Agropecuária adotou uma série de medidas sanitárias. O trânsito de animais no zoológico de Guaíra foi interditado, e teve início uma investigação epidemiológica para avaliar possíveis riscos de disseminação do vírus.
A vigilância também foi intensificada em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco. Segundo a Secretaria da Agricultura, duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves alojadas. Além do monitoramento, equipes técnicas prestaram orientações aos responsáveis pelas granjas.
As autoridades reforçam que o consumo de carne de aves e ovos não transmite a gripe aviária. A recomendação é que a população não manipule aves doentes ou encontradas mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária. Caso seja necessário o contato com esses animais, o procedimento deve ser realizado apenas com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso em conjunto com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta também monitora as pessoas envolvidas na ocorrência.
De acordo com a SES, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos até o momento. A secretaria destaca que a infecção em pessoas ocorre, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas.
Para orientar a resposta a esse tipo de ocorrência, o estado mantém um Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025 pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).


