Empresas
Primeiro mix de cultivares de trigo para consumo humano do Brasil chega ao agricultor em 2023
XBIO Fusão é uma combinação das melhores cultivares do portfólio da Biotrigo, resultando em um produto final com maior qualidade, segurança e estabilidade produtiva

Em meio a uma diversidade de opções de cultivares de trigo, para todas as demandas e diferentes nichos de mercado, o agricultor já deve ter se questionado: e se fossem combinadas diferentes cultivares em um só produto? É pensando nisso que a Biotrigo Genética lançou uma inédita linha de produtos no Brasil, o XBIO, que consiste em um mix de duas ou mais cultivares de trigo exclusivo para alimentação humana. A tecnologia, consolidada em diversos lugares do mundo, tem como objetivo buscar uma sinergia entre as melhores cultivares do portfólio da Biotrigo, através da combinação de ciclos, características agronômicas e de qualidade industrial e resultando em um produto final com maior qualidade, segurança e estabilidade produtiva. O anúncio foi realizado durante o Giro Técnico Digital Brasil, evento realizado nessa quarta-feira (29), pela Biotrigo.
O mix, que chega pela primeira vez para a produção de grãos, já era utilizado no setor de nutrição animal da Biotrigo. E o primeiro produto a ser lançado é o XBIO Fusão, que consiste em uma mistura de proporções idênticas de TBIO Audaz e TBIO Sagaz. Conforme o diretor e melhorista da Biotrigo, Ottoni Rosa Filho, o material será ofertado aos triticultores pela primeira vez em 2023. “O mix é uma tecnologia que conta com vários motivos para ser utilizada, desde a complementação em termos de qualidade, quanto em termos epidemiológicos”, revela. Em relação ao XBIO Fusão, Ottoni comenta que foi constatada uma forte sinergia e complementaridade na mistura das duas cultivares. “No campo, a performance dessa mistura é excelente quando comparada às duas cultivares avulsas. Ela é estável e isso é um ponto muito importante para todas as misturas que existem no mundo”, atesta.
Um dos componentes do XBIO Fusão, o Sagaz, possui uma elevada resistência ao oídio, uma das principais doenças que afetam a cultura, enquanto o TBIO Audaz possui maior suscetibilidade à enfermidade. Ao se misturar ambas as cultivares, foi possível constatar um avanço em resistência às doenças. “Quando colocamos os dois materiais juntos, na mistura, percebemos um comportamento de campo melhor se comparado com o Audaz plantado separamente”, conta Ottoni. Outro fator em que o XBIO Fusão se provou ser uma evolução é na qualidade industrial. Pelo mix possuir duas cultivares melhoradoras, a união proporcionou evoluções em panificação, tanto para salto de forno, quando para pestana. “Além disso, se atestou uma grande melhora na cor da farinha, que ficou mais branca e menos amarelada”, afirma o melhorista.
Para o gerente de qualidade do Moinho Anaconda, Fábio Guerreiro, foram observados consideráveis aperfeiçoamentos no mix após a realização de uma série de análises. “O que se destacou no pão foi um salto de forno diferenciado, junto com pestanas abertas em casca fina e com crocância na medida certa. Com isso, o pão francês ficou simétrico e bem-proporcionado”, aponta Guerreiro. Segundo Ottoni, a semente básica de TBIO Sagaz está em produção neste ano. Após a colheita, a cultivar será comercializada aos produtores de sementes. No final de 2022, será produzida a mistura entre Sagaz e Audaz para, em 2023, os produtores terem o primeiro acesso ao mix XBIO Fusão.
Produtividade unida à precocidade
Além do XBIO Fusão, a Biotrigo também lançou uma nova cultivar, o TBIO Calibre. Conforme o gerente regional Sul da Biotrigo, Tiago De Pauli, o material chega para atender as demandas do produtor, os requisitos dos moinhos e as exigências do mercado consumidor. “O Calibre possui elevado potencial de rendimento de grãos, com um arrojado tipo agronômico, e entrega uma produtividade inédita no ciclo de trigos superprecoces”, aponta De Pauli. Para efeitos de comparação, Tiago destaca que o TBIO Calibre conta com cerca de 14 dias a menos que TBIO Toruk e entrega rendimento de ciclos médios. “O Calibre possui ampla adaptação e é recomendado da Região Sul ao Cerrado (irrigado). A cultivar também apresenta um bom nível de resistência às doenças foliares e um excelente nível de resistência à germinação na espiga, bem como um elevado PH”, destaca. O TBIO Calibre estará disponível para a rede de multiplicação de sementes já em 2022. Para saber mais acesse o link: https://bit.ly/TBIO_Calibre.
Máximo rendimento para um trigo especial
A cultivar TBIO Blanc é o lançamento para os produtores que integram o Projeto Trigos Especiais. A cultivar representa um avanço em relação ao TBIO Noble, trigo branqueador já consolidado no mercado desde 2015. De acordo com o gerente comercial para a América Latina da Biotrigo, Fernando Michel Wagner, o melhoramento genético obteve importantes avanços em rendimento no Blanc. “Além disso, houve uma melhoria no manejo e segurança no campo, com maior nível de resistência à maior parte das doenças”, comenta. Com um ciclo médio tardio, a cultivar se diferencia pela possibilidade de plantio em um período mais cedo, dando estabilidade ao seu alto potencial produtivo. O TBIO Blanc estará disponível para multiplicação na próxima safra.
Giro Técnico Digital
Além dos lançamentos do XBIO Fusão e do TBIO Calibre e Blanc, o Giro Técnico Digital Brasil promoveu uma imersão em dez fazendas tritícolas do país, proporcionando maior compreensão sobre as demandas e realidades dos agricultores. Além disso, o evento contou com posicionamentos técnicos de diversas outras cultivares, que se somaram a reportagens exclusivas com produtores e um painel técnico sobre o tema ‘Como colher mais soja fortalecendo o sistema produtivo no inverno’. O Giro Técnico da Biotrigo contou com o patrocínio da Basf, Bayer, Ihara, Syngenta e Yara.

Empresas
Boehringer Ingelheim anuncia Filipe Fernando como novo diretor da unidade de Aves e Suínos
Executivo segue interinamente na liderança de Grandes Animais para garantir a continuidade dos negócios.

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia uma movimentação estratégica em sua estrutura diretiva no Brasil: Filipe Fernando assume a diretoria da unidade de negócios de Aves e Suínos. O executivo, que vinha liderando com sucesso a área de Grandes Animais, retorna à unidade onde construiu grande parte de sua sólida trajetória de oito anos na companhia, agora com a missão de acelerar o crescimento e a inovação em dois dos setores mais dinâmicos do agronegócio global.
Para garantir a total continuidade dos projetos em andamento, o atendimento aos clientes e a estabilidade do mercado de bovinos e equinos, Filipe Fernando continuará responsável interinamente pela diretoria de Grandes Animais neste período de transição. A companhia já iniciou um processo seletivo público para a sucessão da vaga de Grandes Animais, assegurando uma passagem planejada e estruturada nos próximos meses.
“Assumir a unidade de Aves e Suínos é um passo muito significativo dentro da Boehringer Ingelheim. O mercado de proteína animal vive um momento de forte evolução tecnológica e sanitária, e estou entusiasmado para liderar nosso time rumo a novos patamares de produtividade, biosseguridade e bem estar animal. Paralelamente, sigo totalmente focado e comprometido com a equipe e parceiros de ruminantes e equinos, liderando a transição de forma transparente e garantindo que nossas soluções e suporte de campo continuem com o mesmo padrão de excelência de sempre”, afirma Filipe Fernando.
Com formação em Medicina Veterinária (UEM), mestrado e doutorado em virologia (UNESP), MBA em marketing (USP) e especialização em imunologia e vacinas por Harvard, Filipe traz uma bagagem técnico-científica e de negócios robusta para consolidar a liderança da Boehringer Ingelheim nos setores de aves, suínos, bovinos e equinos.
Empresas Produção agropecuária
Sicoob reúne lideranças do cooperativismo para debater o futuro do agronegócio
17º Workshop Produtor Rural, promovido pelo Sicoob, reuniu especialistas e autoridades para discutir crédito rural, seguro, sustentabilidade e os desafios da Safra 2026/2027

O Sicoob reafirmou o compromisso de disponibilizar R$ 70 bilhões em crédito rural para a Safra 2026/2027 durante o 17º Workshop Produtor Rural, realizado nos dias 14 e 15 de julho, em Brasília. O encontro também celebrou os melhores resultados da história da instituição no agronegócio, com R$ 59,5 bilhões liberados em financiamentos ao produtor rural na safra 2025/2026 — maior volume já registrado pelo sistema — e uma carteira agro que alcançou R$ 95 bilhões.
O evento, que é um dos principais fóruns de discussão do cooperativismo financeiro voltado ao agronegócio, reuniu dirigentes de cooperativas, especialistas e representantes do governo federal. Ao longo de dois dias, os participantes debateram a evolução do seguro rural, os desafios regulatórios, a segurança jurídica, a sustentabilidade e as perspectivas do Plano Safra, além de compartilhar estratégias para ampliar a competitividade das cooperativas e fortalecer o atendimento aos produtores rurais.
“Esse encontro visa valorizar o produtor rural e celebrar nossos resultados. Mais do que reconhecer conquistas, este é um momento para fortalecer nossa atuação e reafirmar o compromisso permanente do Sicoob com o desenvolvimento do agronegócio”, destacou o presidente do Conselho de Administração do Centro Cooperativo Sicoob (CCS), Miguel Ferreira.
O executivo ressaltou ainda a dimensão da atuação do Sicoob no campo. Atualmente, a instituição reúne mais de 10 milhões de cooperados e, desses, mais de 600 mil são produtores rurais.
O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou a importância das políticas públicas para o financiamento da produção agropecuária e reconheceu o trabalho realizado pelas equipes técnicas responsáveis pela construção do Plano Safra. Segundo ele, preservar instrumentos públicos de apoio ao crédito rural é fundamental para garantir o desenvolvimento do setor.
O dirigente também fez uma reflexão sobre os desafios do cooperativismo diante do crescimento desse ecossistema. “O cooperativismo evoluiu, tornou-se mais sólido e profissional, e os números demonstram isso. Mas nosso diferencial é a nossa essência, de trabalhar com propósito, com o coração. Vamos fazer o melhor ano rural, com criatividade, focado nos resultados, mas sem esquecer nossa razão maior que é o cooperado”, disse. O dirigente ainda ressaltou que o tratamento tributário conferido às cooperativas pela Constituição Federal representa uma responsabilidade adicional para que o modelo continue gerando benefícios concretos aos cooperados e às comunidades.
Crescimento sustentável
O diretor de Desenvolvimento Comercial do Sicoob, Marcelo Carneiro, destacou que a carteira agro do Sicoob cresceu cerca de 70 vezes em 17 anos. O aumento da carteira agro, segundo ele, acompanha a evolução dos próprios cooperados. “A expansão do crédito e das soluções para o agronegócio somente é possível porque o sistema mantém o produtor rural no centro da estratégia de negócios. Quando o cooperado prospera, toda a comunidade cresce junto”.
Carneiro ressaltou que o próximo passo é ampliar a presença do Sicoob em toda a cadeia do agronegócio, oferecendo soluções cada vez mais completas para fortalecer a competitividade das cooperativas e dos cooperados.
Integração para fortalecer o crédito rural
Um dos destaques da programação foi o painel sobre o Plano Safra 2026/2027, que reuniu representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ministério da Fazenda, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e Banco Central.
O debate reforçou a importância da atuação integrada entre governo, instituições financeiras e cooperativas para garantir a continuidade das políticas públicas de financiamento, ampliar o acesso dos produtores ao crédito e assegurar a sustentabilidade do financiamento ao agronegócio.
Durante o encontro, representantes do governo destacaram o diálogo permanente com o cooperativismo na construção do Plano Safra e ressaltaram o papel das cooperativas financeiras na interiorização dos recursos e no fortalecimento da produção rural em todas as regiões do país.
Segurança jurídica, sustentabilidade e seguro rural
A programação também dedicou espaço aos temas considerados estratégicos para a expansão sustentável do crédito rural. Os participantes discutiram a evolução do mercado de seguro rural, os desafios regulatórios e a necessidade de modernização do ambiente de negócios para ampliar a proteção aos produtores e reduzir riscos das operações.A segurança jurídica e a sustentabilidade foram destacadas como pilares estratégicos para a expansão da carteira agro do Sicoob e para o cumprimento da meta de R$ 70 bilhões em crédito rural na Safra 2026/2027. Para Bruno Rodrigues, gerente Jurídico do Sicoob, a atuação integrada entre as áreas jurídica, comercial e de monitoramento fortalece a gestão de riscos, aumenta a eficiência operacional, amplia a capacidade de atendimento das cooperativas e contribui para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.
Parceria estratégica
Outro destaque do workshop foi o fortalecimento da parceria entre o Sicoob e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que completa 27 anos. O gerente de Fomento e Relacionamento com Instituições Financeiras do banco, Cláudio Rabelo, destacou que o cooperativismo financeiro se consolidou como parceiro estratégico do BNDES na democratização do acesso ao crédito rural e no desenvolvimento regional. Atualmente, as cooperativas respondem por 31% do volume financeiro e 72% do número de operações realizadas pela instituição em todo o país. “Foi a aproximação com o cooperativismo que fez com que a gente pudesse melhorar nossos serviços e produtos”.Na última safra, o sistema liberou R$ 4,7 bilhões em operações do BNDES Rural, crescimento de 33% em relação ao ciclo anterior. Ao todo, foram realizadas cerca de 33 mil operações, que somaram mais de R$ 10 bilhões em aprovações.
Empresas
Marcos Teo encerra ciclo profissional na Kemin após uma década de contribuições para a operação na América do Sul
Executivo liderou a área de monogástricos, acompanhou a expansão da operação regional e deixa o cargo após mais de dez anos na companhia.

Após uma trajetória marcada pelo desenvolvimento de equipes, fortalecimento dos negócios e atuação na Kemin na América do Sul, o diretor Comercial para a linha de Monogástricos, Marcos Teo, encerrou sua carreira executiva na companhia e iniciou seu processo de aposentadoria.
Com mais de uma década de atuação na Kemin, Teo deixa um legado de dedicação e de contribuição para o fortalecimento da operação. Durante sua atuação, a operação da América do Sul expandiu-se para mais de três vezes seu tamanho original. Paralelamente, a unidade de monogástricos, liderada por Teo, alcançou um crescimento de aproximadamente 2,5 vezes em faturamento, refletindo a expansão consistente da unidade.
Ao ingressar na empresa como gerente de Serviços Técnicos para Monogástricos na América do Sul, aceitou o desafio de retornar a uma posição de perfil técnico, mesmo após anos ocupando cargos executivos. Ao longo de sua trajetória, assumiu novas responsabilidades, tornando-se gerente Regional de Vendas em 2017, diretor Adjunto de Vendas em 2018 e, a partir de 2019, diretor Comercial da área.
Entre as principais iniciativas lideradas por Teo estão o fortalecimento técnico da equipe comercial, ampliando a capacidade consultiva junto aos clientes; a criação de novas frentes estratégicas de atuação, como o desenvolvimento do negócio de grãos; e a consolidação do relacionamento com importantes empresas do setor, contribuindo para a expansão do portfólio e para o fortalecimento da atuação da companhia.
“Tenho muito orgulho da trajetória construída ao longo desses anos na Kemin. Mais do que os resultados alcançados, levo comigo a satisfação de ter trabalhado ao lado de pessoas extraordinárias e de contribuir para o desenvolvimento de uma equipe preparada para os desafios do futuro. A empresa continuará sua história porque conta com profissionais altamente capacitados e comprometidos”, afirma Marcos Teo.
Para a Kemin, a trajetória do executivo representa um importante capítulo na consolidação da companhia na América do Sul.
“Marcos Teo deixa um legado que vai muito além dos resultados. Sua liderança foi determinante para o fortalecimento da operação na região, para o desenvolvimento de pessoas e para a construção de uma cultura voltada à inovação, proximidade com os clientes e crescimento sustentável. Agradecemos profundamente por sua dedicação ao longo dessa jornada e desejamos muito sucesso nesta nova etapa de sua vida”, destaca Rubens Castro, presidente da Kemin Agrifoods Latam.
A Kemin informa que o processo de sucessão para a posição está em andamento e que, em breve, anunciará o novo responsável pela liderança da área de Monogástricos na América do Sul.



