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Primeira reunião ordinária da Câmara de Gestão de Risco Agropecuário reúne mais de 60 entidades
Na oportunidade foi discutida a criação de grupos temáticos para discussões de temas como mudanças climáticas, seguros e PSR, inovação e sistema de dados.

Criada em maio, a Câmara Temática de Gestão de Risco Agropecuário do Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA) realizou na última terça-feira (11) a primeira reunião ordinária para discutir temas essenciais à gestão de riscos na agricultura brasileira. O encontro reuniu mais de 60 entidades do setor.
Durante a reunião conduzida pelo presidente Vitor Ozaki, o coordenador-geral de Apoio as Câmaras, Leandro Lima, realizou uma apresentação institucional sobre as Câmaras Setoriais e Temáticas, destacando a reclassificação de produtos quanto ao ramo na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), e as propostas para o Plano Safra 2024/25. “Esta reunião representa um marco na nossa abordagem coletiva para enfrentar os desafios do setor agropecuário. A diversidade de temas abordados e a participação ativa de tantas entidades demonstram nosso compromisso em buscar soluções inovadoras e eficazes para a gestão de riscos”, destaca o diretor de Gestão de Risco do Mapa e secretário da Câmara, Jônatas Pulquerio.
Na oportunidade também foi discutida a criação de grupos temáticos para discussões de temas como:
Mudanças climáticas
Necessidade de mapear, prevenir e atuar diante das mudanças climáticas. Foi debatida também a proposta de criar um Fundo de Catástrofe para auxiliar na mitigação dos efeitos adversos.
Seguros e PSR
Melhorias no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a transição do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para o PSR são temas cruciais. Foram discutidas propostas como o Projeto de Lei 4720/16, que visa alocar orçamento do Ministério da Fazenda e transferir despesas para as obrigatoriedades do governo, além de tornar os seguros mais atrativos nas operações de crédito.
Inovação
Foram exploradas novas formas de mitigação de riscos e melhorias existentes, como a modernização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), desenvolvimento de novos seguros, aprimoramento de processos e produtos, e a incorporação de práticas Ambientais, Sociais e de Governança (ASG).
Sistema de dados
A criação de um sistema de dados para compartilhamento de informações de plantio, colheita e outras atividades agrícolas foi destacada como fundamental para a gestão de riscos e a tomada de decisões mais informadas. Risco Regulatório ou Jurídico Questões regulatórias e jurídicas também foram tratadas, incluindo a preocupação com embargos posteriores e a criação de restrições após a liberação de crédito, enfatizando a necessidade de segurança jurídica no setor.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental. Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pelas regionais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais. Em Toledo, a condução está sob responsabilidade do engenheiro agrônomo Samuel Mokfa.
Segundo a coordenação, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma Bertonha.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, diz Bertonha.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
A abertura será transmitida de forma remota para permitir a participação de equipes de outras regiões do estado.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





