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Primeira edição do Alimenta consolida união da cadeia da proteína animal e gera oportunidades de negócios

Evento reuniu líderes e especialistas em Curitiba (PR).

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Durante três dias de programação intensa, Curitiba (PR) se transformou no centro das discussões mais relevantes para o presente e o futuro da produção de proteína animal no Brasil. Realizado em meados junho, o Alimenta 2025 – Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal superou as expectativas ao reunir mais de 1,5 mil participantes, entre produtores, líderes de cooperativas, empresários, técnicos, autoridades, diretores e representantes de empresas que integram todos os elos da cadeia.

Em sua estreia, o evento confirmou sua proposta de ser um grande fórum multiproteína, dando voz a todas as cadeias – frango, suíno, bovino, peixes e ovos – e debatendo de forma integrada os principais desafios que impactam a produção, a indústria, os mercados e o consumo.

Painéis de alto nível em um cenário global conturbado

Em um contexto geopolítico complexo, com tensões comerciais, alta dos custos de produção, conflitos regionais, barreiras sanitárias e protecionismo crescente, o Alimenta 2025 trouxe para o centro do palco algumas das principais vozes que pensam o agro brasileiro e mundial.

Entre os destaques estiveram o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, que provocou o público com reflexões sobre o cenário macroeconômico global, o ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera Mano Filho, que abordou barreiras estruturais para tornar o Brasil cada vez mais protagonista no mercado internacional, e Ricardo Santin, presidente da ABPA, que defendeu a necessidade de o Brasil fortalecer a biosseguridade para enfrentar crises sanitárias como a influenza aviária.

Também participou Roberto Perosa, presidente da Abiec, destacando o potencial de expansão da carne bovina brasileira na Ásia, onde o consumo ainda é baixo frente ao tamanho do mercado. Perosa também detalhou o Plano Nacional de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos, que deverá avançar nos próximos anos com a meta de cobrir todo o território nacional, garantindo maior controle sanitário, rastreabilidade e credibilidade internacional.

Biosseguridade e sustentabilidade como temas centrais

A segurança sanitária foi um dos fios condutores de diversas discussões. Palestrantes como o professor Luiz Felipe Caron reuniram sanitaristas de renome para destrinchar estratégias de prevenção, monitoramento e resposta a surtos sanitários, destacando a importância de protocolos rigorosos para manter o status sanitário do Brasil em alto nível.

A avicultura também ganhou atenção especial, com apresentações como a do pesquisador Sebastião Borges, que mostrou novas tecnologias para reduzir o uso de insumos, como ração, água e energia, além de alternativas para o reaproveitamento da cama de aviário, reforçando a sustentabilidade da cadeia.

A sustentabilidade, aliás, foi tema transversal a quase todos os painéis, com ênfase em práticas produtivas mais eficientes, redução de emissões e soluções inovadoras para agregar valor aos produtos de origem animal.

União e articulação institucional

Para os organizadores, o Alimenta 2025 já nasce como um marco para o setor. Na avaliação de Roberto Kaefer, presidente do Alimenta e do Sindiavipar, entidade co-organizadora, o evento simboliza a força da união institucional que vem se consolidando no Paraná e no Brasil.

“Não é fácil encher um auditório na Federação (Fiep), e neste evento permaneceu super lotado, o que significa que o sucesso foi total, ainda mais por ser o primeiro. Podemos considerar esta iniciativa como um marco de inovação que ousou, mas que principalmente uniu a cadeia de produção. O pessoal entendeu, participaram conosco e entenderam o quanto é importante estarmos juntos, falando de uma única casa, em um único momento, com palestrantes do mais alto nível que conhecem do mercado”, destacou Kaefer.

Já Eliana Panti, organizadora do evento, enfatizou o desafio de realizar um evento desse porte e a importância de dar continuidade à proposta. “O Alimenta foi um encontro de união do setor de proteína animal do mais alto nível. Rápido, bem organizado e, assim que terminou, a gente já está com saudade. Mas nós temos um encontro já marcado em junho de 2027, na segunda edição, e sabemos do desafio de superar este primeiro evento. Mas vamos nos unir, inclusive com novos parceiros.”

Para Selmar Marquesin, diretor de O Presente Rural e um dos mentores da proposta, o Alimenta cumpre o papel de fomentar diálogos de alto nível e fortalecer a imagem do Paraná como um dos motores da produção de proteína animal no país. “A gente ouviu as pessoas elogiando as palestras, elogiando a qualidade dos palestrantes, isso nos mostra que estamos no caminho certo para produzir esse evento cada vez melhor. Aliás, somos o grande celeiro mundial pra isso. Todos juntos para fomentar toda a cadeia de proteína animal, gerar oportunidades de negócios, envolvendo ainda o campo político nos debates.”

Feira de negócios fortalece conexões

Além do congresso técnico, o Alimenta 2025 contou com uma feira de negócios reunindo grandes empresas de genética, nutrição, sanidade animal, equipamentos e tecnologias para granjas, cooperativas, frigoríficos e indústrias processadoras. A área de estandes foi um ponto de encontro para clientes, fornecedores e parceiros estratégicos, ampliando o networking e impulsionando acordos comerciais.

Empresas líderes em seus segmentos marcaram presença com espaços interativos, apresentando soluções e inovações para uma produção mais segura, eficiente e alinhada às novas demandas dos mercados consumidores.

Próximos passos

Encerrada a primeira edição, o Alimenta já tem sua segunda edição no radar, com previsão para 2027, mantendo a proposta de ser uma plataforma bianual de debates, atualização profissional e articulação de negócios. A expectativa é expandir ainda mais a participação e consolidar Curitiba e o Paraná como palco estratégico para encontros de alto nível voltados à proteína animal.

Assim, o Alimenta 2025 entra para o calendário como um evento que não apenas discutiu tendências, mas pavimentou pontes, aproximou segmentos e mostrou que o futuro da proteína animal no Brasil passa, necessariamente, pela soma de esforços, união institucional, sanidade sólida, inovação tecnológica e diálogo transparente com o mercado global.

Patrocínio e apoio

O Alimenta 2025 – Congresso e Feira Internacional da Proteína Animal, é realizado pela Hollus Comunicação e Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação). Tem como correalizadores o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) e o Jornal O Presente Rural. O evento tem o patrocínio da Copel (Companhia Paranaense de Energia), do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Apoiam o Alimenta 2025: Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Frimesa Cooperativa, Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Paraná) e Governo do Estado do Paraná.

Expositores

O evento conta com a Vaccinar como expositora platinum e com a participação de empresas expositoras como Agrifirm, Alivira, Aviagen, Biocamp, Boehringer Ingelheim, Biochem, Buchi Brasil, Cobb, De Heus, Feedis, Huvepharma, Mebrafe, Imeve, Oligo Basics, Ourofino, Prado, Poly Sell, Provita, Sanex, Sauvet, Suiaves, Zheng Chang do Brasil, Phibro, Natural BR Feed e O Presente Rural.

Além, teve o apoio institucional de importantes entidades do setor: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (Anfeas), Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores (Asumas), Asgav, Coopavel e Embrapa.

O acesso à versão digital do Bovinos, Grãos & Máquinas é gratuito. Para ler a versão completa on-line, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Preços do boi devem se manter firmes nos próximos meses

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a combinação de demanda externa forte e oferta ajustada sustenta o mercado, mas a gestão da cota chinesa será determinante para evitar oscilações.

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Fotos: Shutterstock

A combinação de demanda externa robusta e oferta ajustada deve manter os preços do boi sustentados nos próximos meses, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA. No entanto, a gestão da cota chinesa será crucial para evitar oscilações bruscas e impactos negativos sobre a demanda no segundo semestre.

O fluxo de exportações segue intenso, ainda mais forte que no ano passado, e pode receber impulso adicional com embarques para a China dentro da cota. A menos que a oferta de gado terminado aumente de forma significativa, cenário diferente do observado neste início de ano, os preços tendem a permanecer firmes, podendo até manter o movimento de alta mesmo durante o período de safra.

Ainda há dúvidas sobre a utilização da cota chinesa após a imposição das medidas de salvaguarda. A Abiec solicitou apoio do governo para coordenar o processo, enquanto permanece a incerteza sobre cargas que já estavam em trânsito e chegaram à China a partir de 1º de janeiro, estimadas em 350 mil toneladas, que podem ficar fora da cota. Uma coordenação inadequada pode gerar pressão altista temporária nos preços, seguida de possível queda nas cotações.

Em 2025, o Brasil exportou 1,1 milhão de toneladas de carne bovina para a China em agosto. Com uma maior corrida por embarques neste ano, esse volume pode ser alcançado mais cedo. Por outro lado, se houver moderação na oferta ao longo do ano, o impacto negativo sobre os preços tende a ser suavizado. De toda forma, a atenção permanece voltada à demanda externa no segundo semestre, caso a decisão chinesa sobre a cota não seja alterada.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Acrimat em Ação 2026 leva conhecimento técnico sobre bovinos ao interior do Mato Grosso

Segunda rota percorrerá oito polos produtivos, abordando gestão de pessoas e práticas para aumentar a eficiência das fazendas.

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Foto: Acrimat

Depois do sucesso da primeira etapa, o Acrimat em Ação 2026 segue fortalecendo a presença da entidade no interior do estado com o início da segunda rota, a partir do dia 19 de fevereiro. A expectativa é manter o alto nível de participação e engajamento dos produtores, consolidando o projeto como uma das maiores iniciativas itinerantes da pecuária mato-grossense.

Nesta nova etapa, o projeto percorrerá oito importantes polos produtivos: Paranatinga, Canarana, Ribeirão Cascalheira, Vila Rica, Água Boa, Nova Xavantina, Barra do Garças e Rondonópolis. Municípios estratégicos que representam a força e a diversidade da pecuária nas regiões médio-norte, nordeste e sudeste do estado.
A segunda rota chega embalada pelos números históricos da primeira etapa, que registrou recorde de público em todas as cidades visitadas. O resultado reforça a importância do contato direto com o produtor rural, levando informação técnica, debates relevantes e conteúdo voltado à realidade de quem está no campo.

Neste ano, a palestra será ministrada por Ricardo Arantes, que abordará o tema liderança e gestão de pessoas no agro. A proposta é provocar reflexões práticas sobre o papel do líder dentro da propriedade, a formação de equipes mais engajadas e a importância da gestão estratégica de pessoas para alcançar melhores resultados no campo. O conteúdo busca ir além da teoria, trazendo aplicações diretas para o dia a dia das fazendas e para a construção de negócios rurais mais eficientes e sustentáveis.

Em 2026, o Acrimat em Ação percorrerá 32 municípios, divididos em quatro rotas estratégicas, ampliando o alcance da entidade e garantindo que a informação chegue a todas as regiões do estado. A segunda rota reafirma esse compromisso: ouvir o produtor, levar conhecimento e fortalecer a representatividade da pecuária de Mato Grosso.

O presidente da Acrimat, Nando Conte, destacou que o crescimento da primeira rota reforça a credibilidade do projeto e aumenta a responsabilidade para as próximas etapas. “Tivemos um aumento de 20% no público e recorde de participação em todas as cidades da primeira rota. Isso mostra que o produtor quer estar próximo da entidade, quer informação e quer participar das discussões. Para a segunda rota, a nossa meta é a mesma: manter esse crescimento, bater novos recordes e fortalecer ainda mais a pecuária mato-grossense”, afirmou.

Nesta edição, o evento itinerante conta com a parceria de Senar, Imac, Fs Bioenergia, Grupo Canopus, Sicredi e Fortuna Nutrição Animal.

Fonte: Assessoria Acrimat
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Embrapa abre inscrições para a 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto

Iniciativa realizada no CTZL, em Brasília (DF), vai avaliar novilhas Gir Leiteiro, Guzerá, Sindi e cruzamentos ao longo de 12 meses.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Proprietários de novilhas das raças Gir Leiteiro, Guzerá e Sindi e cruzamentos têm nova oportunidade de atestarem o potencial genético de seus animais para a produção de leite a pasto com a chancela da Embrapa e da Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP). Realizada no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL) da Embrapa Cerrados, em Brasília (DF), a Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto chega à 12ª edição e busca promover o melhoramento genético das raças participantes, contribuindo para o incremento da produtividade e a sustentabilidade da pecuária leiteira no Brasil Central.

Coordenador da Prova pela Embrapa Cerrados, o pesquisador Carlos Frederico Martins explica que serão identificadas, dentro de um grupo de animais contemporâneos de cada raça, as novilhas que, em 305 dias de lactação em pasto rotacionado, se destacarem na produção de leite, na reprodução (intervalo entre o parto e a concepção), na idade ao parto (precocidade), na qualidade do leite, na persistência de lactação e na avaliação morfológica. As características têm diferentes pesos e compõem o Índice Fenotípico de Seleção, pelo qual os animais serão classificados ao final das avaliações.

São oferecidas 20 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 20 para novilhas da raça Guzerá, 20 para novilhas Sindi e 20 para cruzamentos. Cada criador proprietário poderá inscrever até três animais de cada raça. Para participar da Prova, as novilhas devem estar registradas na Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) nas categorias de Puro de Origem (PO) ou Puro por Avaliação (PA); também devem estar obrigatoriamente gestantes de sete meses, sendo o parto efetivado dentro do período de adaptação no CTZL.

A Prova terá a duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e 10 meses de avaliação. As novilhas deverão parir no período de 02 de dezembro a 15 de fevereiro de 2027, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela ABCZ. Assim, deverão ser inseminadas ou cobertas entre os dias 02 de março a 10 de abril. Os animais deverão dar entrada no CTZL (DF 180, Km 64 s/n, em Brasília) a partir do dia 03 de novembro e permanecer até janeiro de 2028. Os resultados da 12ª prova serão divulgados a partir de abril de 2028.

As inscrições dos animais poderão ser realizadas até o dia 30 de outubro na ACZP, pelo e-mail aczp.df@uol.com.br. Para uma novilha inscrita, será cobrado o valor de R$ 3 mil, divididos em cinco vezes mensais; para duas novilhas inscritas, R$ 2,4 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais; e para três novilhas inscritas, R$ 2 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais.

Acesse o regulamento e veja todos os detalhes sobre a Prova e as inscrições.

Para mais informações, entre em contato no CTZL, com Adriano de Mesquita, Carlos Frederico Martins e Fernando Peixoto (61-3506-4063; adriano.mesquita@embrapa.brcarlos.martins@embrapa.brfernando.peixoto@embrapa.br😉 ou na ACZP, com Marcelo Toledo (61-3386-0025; marcelo@geneticazebuina.com.br).

A 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras da Embrapa Cerrados tem o apoio da ABCZ, da Associação Brasileira de Criadores de Sindi, da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, da Emater-DF, da Federação de Agricultura do Distrito Federal, do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, da Empresa de Pesquisa de Minas Gerais, da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba, da Universidade de Brasília e da Alta Genetics.

Para informações sobre as edições anteriores da Prova, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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