Peixes Parceria de sucesso
Primato e Família Becker fortalecem cadeia produtiva com acordo na piscicultura
Granja que é campeã nacional há nove anos – sendo sete vezes em primeiro lugar e duas vezes em segundo lugar como granja com mais de 3 mil matrizes, possui atualmente 5.300 matrizes, com produtividade de 36,7 leitões por matriz por ano.

Em um encontro realizado na última segunda-feira (13), a Primato Cooperativa Agroindustrial celebrou a formalização de uma nova parceria com a família Becker, de Quatro Pontes (PR). Com quase 50 anos de experiência na suinocultura, o casal Inez e Milton Becker, casados desde 1977, proprietários da premiada Granja Becker passam a fornecer tilápias, junto com a família, para a marca premium da Primato. A granja, que é campeã nacional há nove anos – sendo sete vezes em primeiro lugar e duas vezes em segundo lugar como granja com mais de 3 mil matrizes, possui atualmente 5.300 matrizes, com produtividade de 36,7 leitões por matriz por ano.z
Durante o jantar realizado para selar o acordo, Anderson Léo Sabadin, presidente da Primato, detalhou os termos da colaboração: “Iniciamos uma parceria com a piscicultura do Sr. Milton Becker, sua esposa Dona Inez e sua família, incluindo seu filho Michel, a nora Bruna, seu genro Rômulo, esposo da Cristiane. A cooperativa fornecerá a ração e faremos a aquisição das tilápias para o nosso frigorífico”, explica Sabadin, destacando o compromisso da Primato com a produção sustentável e o fortalecimento da cadeia produtiva local.
Becker, que tem uma longa história com a Primato, compartilha sua satisfação com a nova fase, especialmente no setor da piscicultura. “Tenho uma admiração grande pela Primato, e não é de hoje. Fomos parceiros anos atrás por meio de uma fábrica de ração, e a parceria foi tão boa que, na época, a Primato, dentro da Frimesa, estava em último lugar. Quando passou a usar a nossa ração, ocupou o primeiro lugar em desempenho”, recorda o produtor.

Ele destaca ainda o momento atual da sua produção: “Hoje, temos a engorda e um projeto de alevinos, que é da minha esposa, junto com minha nora Claudia e meu filho Marcelo. Além disso, estou desenvolvendo um projeto de juvenis. No momento, o contrato é para a área de engorda, mas temos planos de, futuramente, fazer negócio nos alevinos e nos juvenis”, complementa.
A parceria com a Primato traz ainda mais segurança ao trabalho da família Becker. Milton salienta o impacto positivo do apoio da cooperativa: “Estou muito feliz porque percebemos, inclusive, nesse encontro, que a Primato é praticamente uma família. Não apenas dos familiares presentes, mas também dos colaboradores como um todo. Isso demonstra a importância tanto da cooperativa quanto do espírito familiar. Estávamos um pouco perdidos no mercado livre e nos sentíamos inseguros pelo volume de peixe que temos. Agora, com a Primato, ficamos muito mais seguros” afirma.
O plano para o futuro é promissor. De acordo com Sabadin, existe um projeto para a construção de uma nova fábrica de ração dedicada a piscicultura e o frigorífico próprio, o que representa uma perspectiva ainda mais próspera para a união com o produtor quatropontense. “Com a terceirização do frigorífico por enquanto, mas com o projeto de construção de um próprio, podemos ver um futuro cada vez melhor”, afirma Becker, demonstrando confiança no crescimento contínuo da colaboração. “A nossa parceria com certeza vai crescer e isso ficou explícito com a relação, com a assinatura do contrato, com a confraternização familiar. Essa cooperação será a longo prazo. Vamos crescer juntos nessa atividade”, projeta Milton.
Anderson Sabadin também evidencia sua satisfação com o acordo: “É um grande produtor, uma grande parceria. O Milton é uma referência para nós. Seja com sua família ou em sua produtividade na suinocultura. Agora, com muita honra, ele se une a nós na piscicultura. Estamos muito felizes”, conclui o presidente da Primato.

Peixes
Tilápia apresenta variações positivas e mantém estabilidade nas principais regiões produtoras
Cotações mostram reajustes moderados, com Norte do Paraná registrando o maior valor médio por quilo no período analisado.

Os preços da tilápia registraram leve variação positiva em diferentes regiões produtoras do país na semana de 09 a 13 de fevereiro, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Nos Grandes Lagos e em Morada Nova de Minas, o quilo do pescado foi comercializado a R$ 9,62, com altas semanais de 0,63% e 0,43%, respectivamente. No Norte do Paraná, o valor médio chegou a R$ 10,24/kg, com variação de 0,10% no período.
No Oeste do Paraná, a tilápia foi negociada a R$ 8,74/kg, registrando aumento de 0,15%. Já na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o preço médio ficou em R$ 9,82/kg, com alta de 0,31% na comparação semanal.
Peixes
Aditivos nutricionais ganham espaço e reduzem dependência de antibióticos na aquicultura
Estudos ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo destacam soluções que melhoram imunidade e equilíbrio intestinal dos peixes cultivados.

A adoção de aditivos funcionais na nutrição de organismos aquáticos tem avançado no Brasil como alternativa para tornar os sistemas de produção aquícola mais sustentáveis, eficientes e seguros. Entre os principais produtos utilizados estão probióticos, prebióticos, simbióticos, pós-bióticos e fitobióticos, que possuem funções distintas no fortalecimento da saúde e no desempenho produtivo dos peixes.
Pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Pesca (IP-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, indicam que os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal, fortalecimento do sistema imunológico, melhora do desempenho zootécnico e redução da incidência de doenças, diminuindo também a necessidade do uso de antibióticos nos cultivos.
Os prebióticos, por sua vez, são compostos não digeríveis que servem de alimento para microrganismos benéficos presentes no intestino dos peixes, estimulando sua multiplicação e atividade. Quando utilizados em conjunto, probióticos e prebióticos formam os simbióticos, que ampliam os efeitos positivos sobre a saúde e o desenvolvimento dos animais cultivados.
Já os pós-bióticos são formados por substâncias produzidas pelos probióticos, sem a presença de microrganismos vivos, auxiliando no fortalecimento da imunidade dos peixes. Os fitobióticos, de origem vegetal, incluem extratos e óleos essenciais que favorecem a digestão, ajudam a equilibrar a microbiota intestinal e reforçam o sistema imunológico dos organismos aquáticos.
As pesquisas conduzidas pelo Instituto de Pesca ao longo de mais de uma década avaliam o impacto desses aditivos no crescimento, na saúde e na imunidade de espécies cultivadas no país, com destaque para a tilápia-do-nilo, principal espécie da aquicultura brasileira. Os estudos buscam aprimorar o desempenho produtivo e reduzir impactos ambientais nos sistemas de criação.
O avanço tecnológico e a adoção de soluções nutricionais vêm ganhando espaço na aquicultura nacional, acompanhando a demanda por sistemas produtivos mais eficientes e alinhados às exigências sanitárias e ambientais.
Segundo o pesquisador e diretor da unidade de Aquicultura do Instituto de Pesca, Leonardo Tachibana, o desenvolvimento de soluções que melhorem o desempenho produtivo e a saúde dos peixes, sem causar impactos negativos ao meio ambiente, é um dos principais desafios e objetivos das pesquisas voltadas ao setor.
Peixes
Piscicultura ganha protagonismo no Show Rural Coopavel com inovação e integração
Espaço dedicado à atividade apresenta tecnologias, fortalece o modelo integrado da Coopavel e projeta avanços em automação, produção de juvenis e exportação de peixes.

A 38ª edição do Show Rural Coopavel dedica um espaço especial à piscicultura, evidenciando o crescimento e as inovações desse segmento para a produção de proteínas. Em uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados, após o mirante do evento, produtores integrados da Coopavel, bem como interessados no setor, podem explorar o modelo de integração do Frigorífico de Peixes da cooperativa, o Fripeixe.
O local serve como vitrine para uma vasta gama de equipamentos à piscicultura moderna, incluindo aeradores, silos para ração e alimentadores automáticos, todos projetados para otimizar a criação. Além disso, soluções tecnológicas como geradores de energia são apresentadas, sublinhando sua importância para a segurança e estabilidade da produção aquícola. Um tanque escavado em escala reduzida oferece demonstrações práticas, atraindo visitantes que buscam conhecimento e também um registro visual do evento.

Foto: Divulgação/Show Rural
O médico-veterinário Paulo César Dias Alves, gerente do Fripeixe, destaca a presença de empresas parceiras que mostram os benefícios de vacinas e probióticos, tecnologias que contribuem diretamente para a sanidade, o desempenho zootécnico e a sustentabilidade da atividade.
Coopavel inova na produção de juvenis
A Coopavel dá um passo significativo na cadeia da piscicultura ao iniciar a produção de seus próprios juvenis. “Atualmente, produzimos os próprios juvenis, com dois integrados dedicados a essa etapa. Compramos o alevino com cerca de meio grama e eles permanecem nessas unidades até atingir de 20 a 40 gramas, momento em que são transferidos para outros integrados para a fase de engorda e abate”, explica Paulo.
Essa estratégia não apenas reduz os custos de produção, mas também garante um peixe com maior qualidade para os produtores da fase final. “Entregamos um peixe mais uniforme e saudável, minimizando problemas até o abate”, complementa Alves. Para apoiar essa nova fase, a equipe de campo do Fripeixe conta com um supervisor de integração e três técnicos, um deles exclusivamente dedicado ao acompanhamento da produção de juvenis, desde o recebimento do alevino até a despesca e transporte.
Automação e Exportação
Com pouco mais de um ano em operação, o Frigorífico de Peixes Coopavel já demonstra um grande potencial. Atualmente, a unidade está instalando novos equipamentos para automatizar e otimizar seus processos, visando a aumentar a capacidade de abate. O próximo grande objetivo é a obtenção da liberação do SIF (Serviço de Inspeção Federal). “Atualmente, operamos sob o SISBI, que nos permite comercializar em todo o território nacional. Com a chancela do SIF, poderemos buscar a exportação, abrindo novas fronteiras para nossos produtos”, revela Paulo.
Com essa expansão planejada, a Coopavel está ativamente buscando mais produtores interessados em integrar o sistema e abrir novas áreas para a piscicultura. “Queremos que nossos cooperados compreendam que a proteína do peixe também é rentável”, pontua o supervisor da área de Fomento da Coopavel, Rodrigo Alcadio Bernardini. A área de piscicultura no Show Rural Coopavel reforça o compromisso da cooperativa em oferecer oportunidades de negócio, tecnologia e conhecimento, consolidando o agronegócio paranaense como um polo de inovação e desenvolvimento sustentável.



