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Primato abre Dia de Campo com foco em tecnologia da soja

Evento prossegue até esta terça-feira (17) em uma área localizada ao lado da sede administrativa da cooperativa, localizada na BR-467, saída em direção a Quatro Pontes, no Oeste do Paraná.

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Foto: Divulgação/Primato

Várias empresas parceiras, novas cultivares de soja, com plantio em duas épocas e previsão de público de 150 agricultores por dia. Esse é apenas um resumo do que a Primato Cooperativa Agroindustrial organizou para seu Dia de Campo, que começou na segunda-feira (16) e prossegue até esta terça-feira (17), numa área localizada ao lado da sede administrativa da cooperativa, localizada na BR-467, saída em direção a Quatro Pontes, no Oeste do Paraná.

“Aqui o produtor tem uma real ideia daquilo que está utilizando na lavoura dele. Aqui conduzimos a área como fosse a lavoura do produtor”, afirma o gerente agrícola da Primato Mauricio Patel.

Ainda segundo ele, o Dia de Campo é uma oportunidade de poder verificar na prática se aquilo que ele está utilizando é bom ou não. O foco na soja, explica Patel, se deve porque na região e área de milho é muito pequena. “A soja é o nosso ouro verde e aqui temos duas épocas de plantio e estão sendo apresentadas muitas variedades para a nossa região”.

Mauricio Patel reforça que no Dia de Campo estão empresas de fertilizantes, de defensivos, de nutrição vegetal, de biológicos. Patel destaca que são produtos de ponta, aquilo que há de mais novo e revolucionário no mercado. Um dos produtos destacados pelo gerente agrícola da Primato é a Soja Intacta Xtend, que traz novas tecnologias genéticas.

Ele salienta que o produtor rural adquire novo conhecimento em tecnologia, em biotecnologia e defensivo no Dia de Campo da Primato. Para o profissional, é uma oportunidade em que o produtor tem em verificar na prática se o utilizado na propriedade é bom ou não. “É uma oportunidade para maximizar os lucros que ele pode ter na propriedade”, afirma Patel.

Outra novidade é na área de genética. Atualmente, existem novas tecnologias que permitem o uso de alguns herbicidas e antes não poderiam ser utilizados. “Fora a isso, nós temos produtos não tão novos, mas que estão sendo adaptados para o manejo de outras pragas e doenças, como cigarrinha. Atualmente, existe a necessidade de rotacionar alguns produtos”, diz Mauricio Patel.

Avaliação

Quem participou do Dia de Campo foi a comunidade escolar do Colégio Agrícola de Toledo. Segundo o coordenador de campo do Colégio, professor José Augusto de Souza, os estudantes conseguem ter o contato com as tecnologias demonstradas a nível da safra 2023 e com uma prospecção para 2024. “Nós temos a total garantia daquilo que está sendo mostrado, porque o Dia de Campo da Primato é muito próximo da realidade do produtor. Não recebe adereços das empresas e para o Colégio é um parâmetro interessante, pois temos a noção do que pode ser usado ou revertido em produtividade para a lavoura”.

Souza salienta que o Colégio Agrícola de Toledo utiliza muitos produtos da Primato e a parceria se mantém por uma safra, justamente porque a possibilidade de produtos diferenciados, como semente, adubo, fertilizante foliar, resultado e teste. “Tudo nos trouxe uma garantia muito grande daquilo que a Primato oferta ao produtor agrícola pode ser oferecido para todos. O Colégio utiliza todo o pacote tecnológico oferecido pela Primato e tem garantia para qualquer produtor e inclusive para a comunidade escolar”.

Fonte: Ascom Primato

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Governo federal prepara decreto de salvaguardas para acordo Mercosul-UE

Texto será analisado pela Casa Civil e estabelece mecanismos para proteger produtores nacionais em caso de aumento das importações europeias.

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Foto: Divulgação

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou na quarta-feira (25) que o decreto sobre as salvaguardas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) será enviado para a Casa Civil, onde passará por análise jurídica antes da publicação. A salvaguardas são instrumentos de proteção a produtores nacionais. 

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

O texto prevê mecanismos para proteger produtos agrícolas, caso sejam sancionados por organismos europeus. Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.

O setor do agronegócio nacional quer que essas salvaguardas sejam assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes. “Sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta, para passar pelos ministérios, o decreto de salvaguardas”, declarou o vice-presidente.

A fala foi feita após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do projeto que ratifica o acordo entre o bloco europeu e o sul-americano, que vai criar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, com produção avaliada em US$ 22 trilhões e mercado consumidor de 720 milhões habitantes.

A Casa Civil poderá consultar outros ministérios, como a Fazenda, para depois enviar o decreto para assinatura do presidente da

Bandeira do Mercosul

República, antes que o Senado Federal aprove a ratificação do acordo. O texto da ratificação foi aprovado na quarta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Como funcionam as salvaguardas

Salvaguardas são mecanismos previstos em acordos comerciais que permitem a um país reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas negociadas. Caso fique comprovado dano grave à produção nacional, o governo pode:

  • Estabelecer cotas de importação;
  • Suspender a redução tarifária prevista no acordo;
  • Restabelecer o nível de imposto anterior à vigência do tratado.

O decreto deverá definir prazos, procedimentos de investigação e condições para aplicação das medidas.

Fonte: Agência Brasil
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Câmara autoriza uso de até R$ 500 milhões do FGO para crédito do Pronaf

Projeto visa ampliar garantias para agricultores familiares sem impactar as contas da União e segue para sanção presidencial.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei  2213/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto, de autoria do Senado, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Administrado pelo Banco do Brasil, o FGO facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos, diminuindo os riscos para os bancos.

De acordo com o projeto, até R$ 500 milhões do FGO poderão ser utilizados para garantir as operações do Pronaf, que oferece linhas de crédito com condições especiais a agricultores familiares. O texto aprovado altera a Lei 13.999/20, que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Um ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda definirá como esses recursos serão alocados, quais limites máximos de garantia poderão ser concedidos, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e de suas cooperativas.

O ato deve indicar ainda quais operações do Pronaf poderão receber cobertura do FGO. As instituições financeiras autorizadas a operar

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

crédito rural no Pronaf poderão solicitar essa garantia, respeitados os limites proporcionais de suas carteiras e o montante efetivamente aportado pela União e pelos demais cotistas.

O relator do projeto, deputado Rogério Correia (PT-MG), disse que a medida não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União. O deputado citou o Balanço Patrimonial Consolidado do próprio FGO, referente a dezembro de 2024, que mostra que o fundo detinha R$ 43 bilhões em ativos totais, o que demonstra, segundo Correia, que a eventual destinação de até R$ 500 milhões para operações do Pronaf representa uma fração modesta de sua capacidade financeira.

“A medida não afeta sua aptidão [do FGO] para dar cobertura às garantias relacionadas ao Pronampe, nem compromete a estabilidade do fundo. Diante desse cenário, conclui-se que o projeto não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União, uma vez que apenas autoriza a utilização de recursos já existentes no FGO”, afirmou

Fonte: Agência Brasil
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Argentina e Uruguai aprovam Acordo Mercosul-UE; Brasil ainda depende de aval do Senado

Após sessões extraordinárias em Montevidéu e Buenos Aires, países iniciam processo de integração comercial.

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Uruguai foi o primeiro país do bloco a aprovar o projeto de lei que ratifica o acordo comercial interino entre o Mercosul e a União Europeia - Foto: Vila Flores/Maria Laura

O Senado uruguaio aprovou nesta quinta-feira (26) o projeto de lei que ratifica o acordo comercial interino entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em 17 de janeiro em Assunção, Paraguai. A votação ocorreu em sessão extraordinária após o término do recesso, e o projeto agora seguirá para análise da Câmara dos Representantes do país.

Foto: Divulgação/Governo do Uruguai

O senador Daniel Caggiani apresentou o acordo ao plenário, acompanhado de manifestações de senadores como Pedro Bordaberry, Sebastián Da Silva e Eduardo Antonini. O projeto foi aprovado com 91 votos a favor em um total de 93.

Também na quinta-feira, o Senado argentino confirmou a aprovação do tratado, com 69 votos a favor e três contrários, antecipando a sessão para consolidar a posição do país como um dos primeiros integrantes do Mercosul a ratificar o acordo. “Escolhemos a abertura, a concorrência e a integração no mundo; isto significa mais investimento, mais crescimento e mais empregos”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, em sua conta no X.

Brasil 

No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo na quarta-feira (25), mas o aval do Senado ainda é necessário para concluir a

Foto: Divulgação

ratificação. O tratado, que enfrenta forte apoio da Alemanha e da Espanha, encontra resistência liderada pela França, que teme impactos sobre a produção agrícola local, especialmente carne bovina e açúcar.

O acordo, fruto de 25 anos de negociações, estabelece preferências tarifárias entre os países do Mercosul e a União Europeia, abrindo caminho para expansão de exportações e maior integração econômica da região.

Fonte: O Presente Rural
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