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Notícias Alerta para o campo

Previsão de geada continua para regiões Sul e Sudeste nos próximos dias

Equipes da Conab estão em campo nos estados mais atingidos pela geada da semana passada e representantes do Mapa estão se reunindo com lideranças de cooperativas e bancos para levantar as demandas dos produtores atingidos

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A tendência de frio intenso em diversas regiões do país mantém a previsão de geadas em alguns estados na madrugada desta sexta-feira (30). A condição para geadas amplas é prevista para grande parte do centro-sul do país, e para geada intensa na Região Sul, sul de Mato Grosso do Sul, áreas de São Paulo e sul de Minas Gerais.

No sábado (31), ainda poderá ocorrer geada na divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – região de Itatiaia, além de toda a Região Sul e sudeste de São Paulo.

As informações são do Sistema Nacional de Meteorologia, que reúne dados do Instituto nacional de Meteorologia (Inmet), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Equipes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estão em campo nos estados mais atingidos pela geada da semana passada, em propriedades rurais onde há uma provável mudança nas expectativas de produção das culturas de café, cana-de-açúcar e grãos, em especial o milho e o trigo. Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estão se reunindo com lideranças de cooperativas e bancos para levantar as demandas dos produtores atingidos.

O diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Silvio Farnese, diz que o café foi a cultura mais afetada pela geada das últimas semanas, sobretudo em Minas Gerais, que é o maior estado produtor. No entanto, ele explica que atual safra de café (2021) já foi colhida e será suficiente para atender a demanda de consumo interno e os contratos no mercado externo.

“Estamos esperando um levantamento preciso sobre o que aconteceu com o café, o nível de comprometimento, dependendo da intensidade da geada que atingiu as lavouras. A recomendação dos técnicos agora é que os produtores que já foram atingidos não façam nada enquanto não souberem qual é a situação de cada planta”, diz.  A ministra Tereza Cristina esteve em Alfenas (MG) para se reunir com os produtores locais de café.

Em relação ao milho, Farnese diz que também não há cenário de falta de produto. Ele explica que a atual safra sofreu com a seca, pelo plantio tardio, e lembra que o governo já suspendeu a alíquota do imposto de importação aplicado às importações de milho até dezembro.

Monitoramento

A Conab passou a divulgar em seu site um trabalho extra de acompanhamento e análise específica dos impactos climáticos nas localidades atingidas pelo frio extremo. Os resultados iniciais do trabalho já podem ser acessados no link disponível no site da Conab, no documento intitulado Monitoramento de Geada.

A Companhia também monitora os impactos da geada na produtoras de hortaliças e frutas. Os resultados estão no Relatório de Monitoramento Semanal da Comercialização dos principais produtos nas Centrais de Abastecimento, divulgado semanalmente.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) desenvolveu a Plataforma de Monitoramento de possíveis Geadas no Brasil, que apresenta um mapa de possíveis ocorrências de geadas baseado nos dados registrados pelas Estações Meteorológicas Automática.

Geada

A geada é a formação de finas camadas de gelo sobre as superfícies expostas ao relento, e pode provocar prejuízos em diversos tipos de cultura. Temperaturas a 0ºC já são suficientes para formá-las.

Do ponto de vista agronômico, a geada é caracterizada por um fenômeno de frio intenso, com ou sem deposição de gelo sobre as plantas, mas que resulta no congelamento do conteúdo intracelular dos vegetais. Por isso, poucos dias depois da geada pode-se visualizar a morte das plantas ou de algumas de suas partes.

Frio

O SNM prevê dias consecutivos com temperaturas mínimas negativas nas áreas de maior altitude da Região Sul (entre -6°C e -8°C, podendo pontualmente atingir até -10°C) e temperaturas máximas abaixo de 12°C entre os dias 30 e 31/07 em várias cidades do interior da Região Sul.

Para o Sudeste, previsão de temperaturas mínimas entre -2°C e -4°C na Serra da Mantiqueira (divisa entre SP e MG, incluindo a região de Itatiaia no estado do Rio de Janeiro); também são previstas temperaturas negativas para o sul do Mato Grosso do Sul e parte do interior de São Paulo. Em relação às temperaturas máximas, as capitais onde os termômetros ficaram abaixo de 18°C para o dia 30/07 serão São Paulo e Rio de Janeiro.

Fonte: Mapa
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Notícias Suinocultura

Fluxo de negócios para suíno melhora e preços sobem no Brasil

Fluxo de negócios envolvendo animais para abate segue evoluindo bem no país, em meio a um quadro de oferta ajustada

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de suínos apresentou movimento consistente de alta nos preços nos últimos dias, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes vendidos no atacado

O analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, disse que o fluxo de negócios envolvendo animais para abate segue evoluindo bem no país, em meio a um quadro de oferta ajustada. “Os frigoríficos seguem em processo de ajuste de estoques, se recuperando das incertezas relacionadas à logística da última semana”, pontua.

A perspectiva é de maior acirramento nas negociações na segunda quinzena, período no qual o escoamento tende a ser mais tímido devido a menor capitalização das famílias. “Por outro lado, o estreito spread entre a carcaça suína e o frango congelado pode favorecer a reposição”, afirma.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil subiu 9,01% na semana, de R$ 5,90 para R$ 6,43. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado avançou 2,58%, de R$ 11,06 para R$ 11,34. A carcaça registrou um valor médio de R$ 10,16, elevação de 10,31% frente ao valor registrado na semana passada, de R$ 9,21.

As exportações de carne suína fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 96,74 milhões em setembro (7 dias úteis), com média diária de US$ 13,82 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 40,88 mil toneladas, com média diária de 5,84 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.366,30.

Em relação a setembro de 2020, houve alta de 64,85% no valor médio diário da exportação, ganho de 61,26% na quantidade média diária exportada e valorização de 2,23% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo avançou de R$ 115,00 para R$ 140,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo subiu de R$ 5,60 para R$ 5,70. No interior do estado a cotação mudou de R$ 5,95 para R$ 6,60.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração aumentou de R$ 5,85 para R$ 5,90. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 6,10 para R$ 6,70. No Paraná o quilo vivo mudou de R$ 5,75 para R$ 6,55 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo seguiu em R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande subiu de R$ 5,50 para R$ 6,10, enquanto na integração o preço passou de R$ 5,45 para R$ 5,70. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 6,40 para R$ 7,00. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno avançou de R$ 6,90 para R$ 7,50. No mercado independente mineiro, o preço avançou de R$ 6,90 para R$ 7,50. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis aumentou de R$ 5,30 para R$ 5,80. Já na integração do estado o quilo vivo prosseguiu em R$ 5,70.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Safra de inverno

Colheita do trigo é iniciada no Brasil e clima segue no centro das atenções

Clima segue no centro das atenções por aqui e na Argentina

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A colheita de trigo foi iniciada nesta semana no Brasil. O clima segue no centro das atenções por aqui e na Argentina.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020/21 atinge 2% da área estimada de 1,213 milhão de hectares. A área é 7% maior ante os 1,136 milhão de hectares cultivados na safra 2019/20.

Conforme o Deral, 56% das lavouras estão em boas condições, 32% em situação média e 12% ruins, sem alterações ante a semana passada. As lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (7%), floração (15%), frutificação (38%) e maturação (40%). Na semana passada, as lavouras estavam em desenvolvimento vegetativo (18%), floração (27%), frutificação (47%) e maturação (8%). No mesmo período do ano passado,11% da área já havia sido colhida.

A safra 2021 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,721 milhões de toneladas, 17% acima das 3,190 milhões de toneladas colhidas na temporada 2020. A produtividade média é estimada em 3.095 quilos por hectare, acima dos 2.824 quilos por hectare registrados na temporada 2020.

Rio Grande do Sul

Segundo a Emater/RS, as chuvas dos últimos dias favoreceram, em intensidades variadas, favoreceram a recuperação da umidade do solo e foram importantes para o desenvolvimento. Por outro lado, em algumas localidades, acompanhadas de granizo, causaram danos às lavouras. O desenvolvimento, em nível estadual, está atrasado na comparação com os últimos anos.

Argentina

A condição hídrica das lavouras de trigo da Argentina varia conforme a região do país. De um modo geral, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 30% das lavouras estão em situação de regular a seca, 67% estão em situação ótima ou adequada e 3% tem excesso de umidade. Na semana passada, eram os mesmos 30% em déficit hídrico e 2% com excesso. Em igual período do ano passado, 49% da área estava na situação de seca. A superfície totaliza 6,5 milhões de hectares. As lavouras se dividem entre excelentes ou boas (49%), normais (29%), regulares ou ruins (22%).

Fonte: Agência Safras
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Notícias Mercado interno

Mercado de milho mantém lentidão com algumas regiões tendo menor oferta

Tendência é por um abastecimento complicado durante o último trimestre

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O mercado brasileiro de milho, assim como no período anterior, teve uma semana de lentidão nos negócios. Em algumas regiões o mercado manteve pressão de oferta, pela entrada da safrinha, enquanto em outras a oferta já foi reduzida e as cotações avançaram um pouco, como foi o caso de São Paulo.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência é por um abastecimento complicado durante o último trimestre18. Isso deve manter sustentação aos preços. O país teve uma safrinha extremamente prejudicada por estiagens e geadas e passada a sazonalidade de pressão da colheita, a oferta deve ser reduzida e as cotações podem voltar a subir.

No balanço dos últimos sete dias, entre a quinta-feira (09 de setembro) e esta quinta-feira (16 de setembro), o milho em Campinas/CIF na venda subiu de R$ 95,00 para R$ 96,00 a saca, alta de 1,0%. Na região Mogiana paulista, o cereal se manteve estável em R$ 93,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço subiu de R$ 93,00 para R$ 96,00 a saca, alta de 3,2%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação permaneceu estável em R$ 84,00. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o valor se manteve na venda em R$ 98,00.

Em Uberlândia, Minas Gerais, a cotação recuou de R$ 96,00 para R$ 95,50 (-0,5%). E em Rio Verde, Goiás, o mercado caiu na venda de R$ 88,00 para R$ 84,00 a saca, baixa de 4,55%.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentam receita de US$ 246,32 milhões em setembro (7 dias úteis), com média diária de US$ 35,19 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,26 milhão de toneladas, com média de 179,95 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 195,50. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Em relação a setembro de 2020, houve baixa de 28,85% no valor médio diário da exportação, perda de 40,68% na quantidade média diária exportada e valorização de 19,95% no preço médio.

Segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), as exportações brasileiras de milho deverão ficar em 2,92 milhões de toneladas em setembro. Em setembro do ano passado, o Brasil exportou 5,76 milhões de toneladas. Em agosto, os embarques do cereal somaram 4,19 milhões de toneladas. As exportações do ano devem somar até 13,06 milhões de toneladas até o final deste mês.

Fonte: Agência Safras
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CONBRASUL/ASGAV

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