Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas

Prevenção e tratamento correto da mastite na lactação e secagem evita prejuízos na produção leiteira

Publicado em

em

O Simpósio do Leite de Erechim chegará a sua 12ª edição em 2015. O evento, que acontecerá entre os dias 23 e 24 de junho, abordará uma série de temas aos produtores, estudantes e pesquisadores do setor lácteo nacional. Uma das pautas serão as “Estratégias de Tratamento de Mastite na Lactação e Secagem”. Este assunto será abordado na primeira palestra do segundo dia de evento, pelo professor e doutor associado da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia e Universidade de São Paulo (USP), Marcos Veiga dos Santos.
De acordo com ele, o foco da palestra será apresentar as atuais ferramentas que o produtor tem a disposição para tratamento e prevenção de mastite no período seco, assim como o tratamento de casos de mastite clínica durante a lactação.
Segundo o professor, a  mastite é causada principalmente por bactérias, as quais podem ser de origem contagiosa (Staphapylococcys. aureus  Streptococcus. agalactiae, Mycoplasma, Corynebacterium spp) ou ambiental (Str. uberis, Str. dysgalactiae, Escherichia coli, Klebsiella spp).
Marcos explica que a mastite causa como principal prejuízo a redução da produção de leite, perdas de bonificação pela qualidade do leite, custo com o tratamento de casos clínicos, descarte ou morte da vaca e redução do rendimento industrial da fabricação de derivados lácteos.
O professor enfatiza ainda que a mastite clínica pode ser diagnosticada pelo uso da caneca de fundo preto, com a identificação de alterações visuais no leite ou no quarto mamário. “Já a forma subclínica da doença somente pode ser diagnosticada pelo uso de testes auxiliares, como o CMT e a contagem de células somáticas”, explica.
Há maneiras de se fazer o tratamento da doença e evitar com isso perdas na atividade. “Os protocolos mais simples para tratamento de mastite clínica durante a lactação são com o uso de antibióticos intramamários ou com o uso combinado de antibióticos intramamários, mais injetáveis”, aponta Marcos.
Prevenção
O produtor pode prevenir a mastite. De acordo com Marcos Veiga dos Santos, a mastite pode ser prevenida com a implantação de um programa de controle que visa reduzir as novas infecções e as infecções existentes. “As principais medidas de controle de mastite são a coleta de dados sobre mastite do rebanho (situação); definir metas para saúde do úbere (onde chegar?); manter ambiente limpo e confortável; rotina de ordenha; manutenção de equipamento de ordenha; tratamento de casos clínicos; medidas de biossegurança; monitoramento regular e revisão periódica do programa de controle”, explica o professor.
Marcos acrescenta que os antibióticos para tratamento de mastite podem apresentar um período de carência, que é descrito em bula e depende de cada medicamento e protocolo a ser utilizado. Ainda de acordo com o professor e palestrante, no momento da secagem ”é recomendo a realização do tratamento de vaca seca, cuja função é tratamento dos casos de mastite subclínica e prevenção de novos casos de mastite durante o período seco”.
O Simpósio do Leite
O Simpósio do leite, evento que acontecerá no dia 24 de junho, terá a presença de seis renomados palestrantes. A pauta do segundo dia de evento será aberta com o tema “estratégias de tratamento de mastite na lactação e secagem”, tendo como palestrante, Marcos da Veiga, doutor e professor.
A importância do volumoso na dieta das vacas leiteiras será tema ministrado pelo professor e doutor, João Ricardo Pereira. O doutor e professor Janio Santurio, vai abordar as micotoxinas e micotoxicoses em bovinos leiteiros.
A raça Girolando estará presente no evento e uma palestra sobre as vantagens zootécnicas e econômicas da raça será ministrada pelo presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Jônadan Hsuan Min Ma.
O produtor Nivaldo Michetti, vai mostrar as mudanças que acontecem na vida dos produtores de leite. Fechando o ciclo de palestras, o assunto será o planejamento na atividade leiteira, tema que será abordado pelo doutor e professor, Regis Ferreira.
Mais informações podem ser obtidas no site oficial, ou também pelos telefones (54) 9691-8408 e 9680-1635. 
Mostra de trabalhos Científicos
A quarta Mostra de Trabalhos Científicos é uma oportunidade para pesquisadores, professores e estudantes de mostrar seus trabalhos e pesquisas na área de produção leiteira, durante o Simpósio do leite de Erechim, em 2015. O evento, que acontecerá entre os dias 23 e 24 de junho, reservará um importante espaço para a Mostra de Trabalhos Científicos. Os trabalhos e pesquisas ficarão expostos em espaço dentro do Polo de Cultura, junto ao Parque da Accie, local do evento, e serão avaliados por um júri técnico. Os melhores trabalhos serão premiados, assim como já fora nos últimos anos.
As informações sobre regulamento e inscrições, podem ser acessadas pelo site oficial do evento, www.simposiodoleite.com.br. 
Inscrições abertas
Já estão abertas as inscrições para a 12ª edição do Simpósio do leite de Erechim, evento que acontecerá entre os dias 23 e 24 de junho deste ano, junto ao Parque da Accie. As inscrições estão abertas para os três eventos que farão parte da programação: Simpósio, 6º Fórum Nacional de Lácteos e também a 4ª Mostra de Trabalhos Científicos. 
Produtores, estudantes, técnicos, professores e pesquisadores, além do público interessado em participar da programação, podem acessar o site oficial do evento, www.simposiodoleite.com.br e fazer sua inscrição.
Mais informações podem ser obtidas no site oficial, ou também pelos telefones (54) 9691-8408 e 9680-1635. O Simpósio do Leite é organizado pela Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (Amevau).

Fonte: Ass. Impr. do Simp. do Leite

Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Brasil lança selo para fortalecer mercado de carne premium

Iniciativa incentiva o cruzamento entre vacas leiteiras e touros Angus, ampliando a oferta de carne de alto valor e criando nova fonte de renda para produtores de leite.

Publicado em

em

Foto: Edu Rocha

Uma iniciativa que integra ciência e setor produtivo para qualificar o mercado de carne premium no Brasil. Desenvolvido pela Associação Brasileira de Angus, o selo Beef on Dairy é o primeiro dessa categoria no País e contou com participação da Embrapa em sua construção técnico-científica. Essa estratégia estimula o cruzamento de vacas leiteiras das raças Holandesa e Jersey com touros Angus. O objetivo é gerar uma carne diferenciada, já muito apreciada em mercados internacionais.

Além de proporcionar carne de alta qualidade para o mercado de cortes nobres, o novo selo também tem como objetivo diversificar a renda dos produtores de leite, que ganham uma nova opção de comercialização dos animais.

O presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, destaca a importância dessa novidade para o mercado de carne. “É uma estratégia já consolidada em outros países e conseguimos trazê-la para o Brasil, que possui o maior rebanho comercial do mundo. Nosso projeto é o casamento perfeito entre as raças. O produtor vai se beneficiar e o consumidor terá carne diferenciada. Quem já provou sabe o resultado”, afirma.

Foto: Fernando Goss (bovinos Angus)

“O lançamento do selo Beef on Dairy foi possível porque há uma base científica robusta por trás dele, e essa é justamente a contribuição da Embrapa”, afirma o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul (RS), Fernando Cardoso. “Nós desenvolvemos os critérios técnicos e os índices genéticos que permitem identificar, com precisão, os touros Angus mais indicados para o cruzamento com vacas Holandesas e Jersey. É esse rigor científico que garante que o selo realmente represente animais superiores para a produção de carne de alta qualidade”, destaca.

 

Segundo Cardoso, o trabalho da Embrapa no Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) desempenhou papel estratégico para dar segurança ao setor na adoção da tecnologia. “O Beef on Dairy abre um caminho importante para agregação de valor a toda a cadeia, e nossa missão é assegurar que essas escolhas estejam amparadas pelo melhor conhecimento técnico disponível”, conclui.

Participação técnica da Embrapa

Foto: Renata Suñe (Holandesas)

A estratégia Beef on Dairy, já consolidada no cenário global, começa a ganhar força no Brasil ao incentivar o uso de touros de corte em vacas de leite. Como as raças leiteiras não são naturalmente especializadas em características de carcaça, o novo selo busca identificar os touros mais adequados para esse cruzamento. Para isso, foram criados dois selos distintos: um voltado ao Jersey, que demanda maior atenção ao tamanho dos bezerros no parto devido ao porte reduzido das vacas, e outro ao Holandês, que também exige características para evitar animais excessivamente grandes, já que a raça é naturalmente de grande porte.

 

A Embrapa participa diretamente da implementação do selo por meio do Promebo, o programa oficial de melhoramento genético da raça Angus no Brasil, gerenciado pela Associação Nacional de Criadores (ANC). Coube à instituição desenvolver e aplicar o índice técnico que orienta a seleção dos touros, identificando aqueles com melhor desempenho em crescimento, área de olho de lombo e conformação de carcaça – características essenciais para melhor rendimento frigorífico. O selo também atende a uma demanda das centrais de inseminação, já que grande parte do uso desses touros ocorre via sêmen, agregando valor ao material genético certificado.

Para Leandro Hackbart, conselheiro técnico da Angus e ANC, o selo nasce de uma demanda do próprio setor. “Nada mais fizemos do que criar parâmetros claros, garantindo transparência e segurança ao produtor de Holandês e Jersey na hora de adquirir genética Angus. Para o consumidor, isso significa confiança e qualidade alimentar”, reforçou.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sul
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Faturamento da pecuária de leite aumenta 4,9% em 2025

Embora o avanço não seja tão expressivo, o aumento contínuo reflete um ambiente de preços mais equilibrado ao produtor, melhora no custo de produção após anos de forte pressão e ajustes nos sistemas de manejo e nutrição.

Publicado em

em

O Valor Bruto da Produção (VBP) da pecuária de leite deve alcançar R$ 71,5 bilhões em 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento de aproximadamente 4,9% em relação aos R$ 68,1 bilhões registrados em 2024, o que demonstra recuperação gradual do setor.

Embora o avanço não seja tão expressivo, o aumento contínuo reflete um ambiente de preços mais equilibrado ao produtor, melhora no custo de produção após anos de forte pressão e ajustes nos sistemas de manejo e nutrição. A evolução nominal também ajuda a recompor margens que ficaram reduzidas em 2022 e 2023.

No ranking estadual, Minas Gerais segue como o maior produtor de leite do país, com VBP projetado de R$ 18,26 bilhões em 2025, acima dos R$ 17,83 bilhões registrados no ano anterior. O Paraná vem na segunda posição, com forte incremento para R$ 11,51 bilhões, impulsionado por sistemas intensivos, cooperativismo estruturado e maior eficiência produtiva. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás completam o grupo dos principais estados da atividade.

O histórico mostra uma curva de crescimento moderado, porém consistente: de R$ 53,7 bilhões em 2018 para mais de R$ 71 bilhões em 2025, uma alta sustentada por modernização, genética, mecanização e aumento da tecnificação das propriedades, especialmente entre cooperativas e bacias leiteiras consolidadas, mas é importante destacar que essa evolução ocorre em valores correntes, sem considerar a inflação acumulada no período, o que significa que parte do avanço reflete variações de preço, e não exclusivamente aumento de produção.

Com uma expansão de 4,9% e resultados mais equilibrados entre regiões, a cadeia do leite segue avançando em direção a maior estabilidade e competitividade, reforçando seu papel social e econômico no agronegócio brasileiro.

Anuário do Agronegócio figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Adapar endurece regras e restringe trânsito de bovinos e búfalos com brucelose e tuberculose no Paraná

Nova portaria proíbe a movimentação de animais vivos de propriedades com focos confirmados, permitindo apenas o envio para abate imediato até a conclusão total do saneamento sanitário.

Publicado em

em

Foto: SEAB

Para combater a brucelose e a tuberculose bovina, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicou uma nova portaria que discorre sobre a movimentação desses animais. O documento determina a restrição ao trânsito de bovinos e búfalos oriundos de propriedades que tenham casos confirmados no Estado. Essas são doenças infecciosas que afetam o gado e são um risco também à saúde pública.

Portaria n° 013/2026 estabelece que as propriedades classificadas dentro desses critérios não podem movimentar seus animais, exceto para abate imediato, até a conclusão total do saneamento. “Portanto, não é permitido vender, doar ou transferir animais vivos dessas propriedades mesmo com exames negativos”, explica a chefe da Divisão de Brucelose e Tuberculose da Adapar, Marta Freitas.

Foto: Pedro Guerreiro

Ela destaca que a conclusão do saneamento ocorre somente após o cumprimento integral dos trâmites sanitários, incluindo exames negativos de todos os animais elegíveis.

Segundo ela, essa restrição é necessária para evitar que produtores tenham seu rebanho contaminado pela aquisição de animais, quando os testes usuais não foram capazes de detectar a brucelose e a tuberculose.

“Um dos grandes desafios dessas doenças é que elas são muitas vezes silenciosas, ou seja, o animal pode estar infectado sem apresentar sinais visíveis. Nosso objetivo é reforçar a vigilância, prevenção e controle da brucelose e da tuberculose, protegendo a saúde pública e visando à erradicação dessas doenças”, afirma.

Marta observa que é importante considerar que, nos testes, existe a possibilidade de resultados falso-negativos, especialmente em fases iniciais da doença. Também podem ocorrer falhas na execução dos exames, influenciadas por fatores como manejo, contenção, estresse animal ou condições técnicas. “Diante desses riscos, a adoção de maior rigor no controle do trânsito de animais é uma medida preventiva e necessária para evitar a propagação silenciosa das doenças”, ressalta.

Além de manter ações de educação sanitária, com orientação a produtores rurais e profissionais que atuam no programa, a Adapar investirá na rastreabilidade dos animais, por meio da identificação individual. Esses critérios se afinam às normas instituídas em 2020 no Estado, por meio da Portaria n° 157 e, de lá para cá vêm evoluindo no combate a esses males.

Prevenção

Foto: Gisele Rosso

O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), mantém uma atuação contínua e estratégica no campo da sanidade e qualidade das práticas agropecuárias no Estado. Entre as diversas ações realizadas em 2025, destacou-se o trabalho de prevenção, controle e combate à brucelose e à tuberculose bovina.

Essas doenças têm grande relevância para as cadeias produtivas do Estado, especialmente para a pecuária leiteira, a segunda maior do País. A Adapar atuou de forma prioritária em relação a elas, reforçando o compromisso do Paraná com a segurança sanitária, a sustentabilidade e a competitividade do setor agropecuário. As ações de prevenção e controle das enfermidades são conduzidas pela Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Bovina (DIBT), vinculada ao Departamento de Saúde Animal (Desa).

O diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, Renato Rezende Young Blood, destaca a importância dessas iniciativas para evitar problemas sanitários e garantir a saúde dos rebanhos no Estado. “A Adapar vem fazendo um excelente trabalho focado em ações preventivas e de educação sanitária, em áreas prioritárias com maior risco ou maior incidência das doenças, conseguindo assim melhores resultados, trazendo segurança para o consumo dos alimentos e para a saúde da população”, pondera.

Segundo dados da DIBT, houve uma queda de 17% do número de ocorrência de focos de brucelose bovina no Paraná em 2025 na comparação a 2024. Em relação ao número de focos de tuberculose bovina, foi registrado aumento de 4,5%, indicando maior detecção da doença e planejamento de novas ações para controle.

O chefe do Desa, Rafael Gonçalves Dias, explica que a redução no número de focos representa um avanço importante para erradicar as doenças, mas as ações devem ser contínuas.

“Durante o ano de 2024 foi registrado um alto volume de focos, e, embora em 2025 as ações de vigilância, novas ferramentas para o diagnóstico, educação sanitária e fiscalização tenham contribuído para a diminuição dos casos, a brucelose e a tuberculose continuam ocorrendo em diversas regiões do Estado, o que exige atenção e trabalho contínuo em relação ao controle das duas doenças” afirma.

Fonte: AEN-PR
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.