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Presidente do Codex Alimentarius garante segurança dos alimentos produzidos no Brasil

Para Guilheme Costa, alto grau de qualidade dos produtos agrícolas brasileiros é facilmente detectável em razão do nível de conformidade com as regras internacionais

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Divulgação/MAPA

Os alimentos produzidos no Brasil são controlados, testados e aprovados. Quando há resíduos, estão muito abaixo do que é permitido pelos códigos internacionais. A afirmação é do presidente do Codex Alimentarius, o brasileiro Guilherme Costa, em entrevista divulgada nesta terça-feira (13) pelo projeto Agrosaber.

Costa é veterinário e auditor fiscal federal agropecuário e trabalha como adido Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Bruxelas, na Bélgica.

O Brasil segue os padrões internacionais na produção de alimentos em relação ao código alimentar (Codex Alimentarius) da FAO/OMS?

Guilherme Costa – Sim. O Brasil é membro do Codex Alimentarius desde 1968. Tem trabalhado de forma robusta na elaboração de normas, códigos de práticas e diretrizes que garantam a inocuidade e as práticas leais de comércio dos alimentos, os dois pilares principais dessa Organização das Nações Unidas. Ademais, o país busca, cada vez mais, harmonizar a sua regulamentação nacional nessas áreas, com base nos padrões internacionais estabelecidos pelo Codex Alimentarius. O Brasil é um dos atores principais e mais ativos do Codex e de 2014 a 2017 ocupou uma das três vice- -presidências da organização. A partir de 2017, passou a ocupar, pela primeira vez, tanto para o país como para a América do Sul, a presidência, após processo eletivo, com reeleições em 2018 e 2019.

Quais são esses padrões?

Esses padrões são normas, códigos de práticas e diretrizes desenvolvidos pelo Codex Alimentarius. Para a efetiva aplicação desses padrões, eles devem ser incorporados, no todo, ou em parte, à legislação nacional do país membro. Os padrões do Codex podem ser de caráter geral ou específico. Os textos básicos do Codex se aplicam a todos os produtos e categorias de produtos. Esses textos normalmente estabelecem diretrizes horizontais para temas como práticas higiênicas com os alimentos, rotulagem, aditivos, inspeção e certificação, nutrição, resíduos de medicamentos veterinários e produtos fitossanitários (defensivos agrícolas). As normas do Codex para produtos referem-se a um produto específico, embora, atualmente, tais normas estabeleçam, cada vez mais, padrões para grupos de produtos, por exemplo, um padrão geral para sucos e néctares de frutas em vez de um para cada fruta.

Como o Codex avalia a qualidade dos produtos agrícola brasileiros?

O Codex Alimentarius não tem a função de avaliar a qualidade de produtos agrícolas de quaisquer dos seus países membros. Entretanto, é facilmente detectável o alto grau de qualidade dos produtos agrícolas brasileiros em razão do nível de conformidade com as regras internacionais, como aquelas do Codex Alimentarius. O Brasil tem uma larga experiência teórica e prática, equivalente aos países mais desenvolvidos do mundo, tanto no setor privado quanto no governamental, no exercício dos elementos básicos para a garantia da qualidade dos produtos agrícolas. Dentre outros elementos, podemos mencionar: controle de contaminantes em alimentos, utilização de aditivos, higiene dos alimentos, sistemas de inspeção e certificação, controle de exportações e importações, rotulagem, métodos de análises laboratoriais e amostragem, nutrição, controle de produtos fitossanitários, controle de medicamentos veterinários, etc.

Há excesso de resíduo de agrotóxico nos alimentos produzidos no Brasil?

Não. Isso é uma comunicação de risco sem qualquer fundamentação científica, de caráter alarmante, não profissional e prejudicial aos interesses do país e dos consumidores dos nossos produtos, seja no mercado interno ou externo. As recomendações de defensivos têm uma base científica construída com fatores de segurança rigorosos para avaliação dos riscos à saúde dos agricultores e dos consumidores. Nossos alimentos são controlados, testados e aprovados. Quando há resíduos, estão muito abaixo do que é permitido pelos códigos internacionais. Os alimentos produzidos no Brasil são exportados para 160 países, controlados e verificados tanto antes da sua saída do nosso país, quanto reinspecionado na entrada em outros países. Quando analisamos dados da FAO, por exemplo, identificamos um ranking sobre o uso de defensivos agrícolas por hectare cultivado (kg/ha). O Brasil está atrás de países como Holanda (9,38), Bélgica (6,89), Itália (6,66), Montenegro (6,43), Irlanda (5,78), Portugal (5,63), Suíça (5,07) e Eslovênia (4,86). Os números de utilização, no nosso país, são 4,31 kg/ha.

Fonte: MAPA
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Notícias Próxima terça-feira

XIX Congresso Nacional Abraves inicia dia 22

Evento proporcionará trocas de experiências e informações, envolvendo toda a cadeia produtiva da suinocultura

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Arquivo/OP Rural

Com o tema ‘O futuro mercado de suínos, fundamentado pelo conhecimento e pela ciência’, o XIX Congresso Nacional Abraves e I Congresso Internacional Abraves inicia na próxima terça-feira, dia 22, em Toledo, PR. Durante três dias o evento vai discutir importantes temas para a cadeira produtiva de suínos.

Toledo, localizada no oeste do Paraná, será palco do mais tradicional evento técnico e científico da suinocultura brasileira. O município ocupa lugar de destaque no agronegócio brasileiro, especialmente na área da suinocultura, tendo o maior plantel do país.

Programação

O Abraves reunirá em Toledo especialistas nacionais e internacionais que vem contribuindo para os padrões técnicos da atividade. Serão cinco painéis que irão discutir temas ligados ao desenvolvimento das Pessoas, Nutrição, Salmonella, Mercado e Sanidade.

O primeiro dia do evento (22) será destinado ao desenvolvimento das pessoas, com palestras e mesas redondas que terão como ponto principal aqueles que fazem a suinocultura avançar: as Pessoas. A abertura do Congresso está prevista para às 9h20, com a palestra do jornalista Clóvis de Barros Filho, que falará sobre ‘Comportamento, atitude, motivação e inteligência: qual o valor do profissional com essas atitudes?’.

Já no segundo dia (23), as atividades serão destinadas aos temas Sanidade e Nutrição, com palestrantes internacionais como Theo Niewold, Bélgica, que falará sobre ‘Promotores de crescimento (AGP): mecanismos de atuação e interação com microbiota’ e Paul Sundberg, EUA, que abordará ‘Doenças virais emergentes e os riscos sanitários para os mercados globais’.

O último dia (24) do XIX Congresso Nacional e I Congresso Internacional vai ter como pauta principal Salmonella e Mercado. Quatro importantes profissionais irão discutir os impactos da salmonela na cadeira produtiva de suínos, além da apresentação de dois trabalhos científicos. O médico veterinário e Mestre em Produção Animal, Fabrício Delgado, vai falar sobre o controle da salmonella – visão da indústria e a pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marisa Cardoso, abordará o tema na visão acadêmica.

As atividades no painel Mercado se encerram com o tema: ‘Dependência do mercado externo: vantagens e desvantagens para a suinocultura brasileira’, que será abordado por Jose Piva – PIC, (EUA), seguido de uma mesa redonda.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo consultoria

Plantio de soja do Brasil segue atrasado com clima adverso

Com o tempo adverso registrado nas principais áreas produtoras este ano, o ritmo também tem forte atraso ante a mesma época da safra anterior

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Cleverson Beje

O plantio de soja no Brasil havia avançado até a sexta-feira (11) para 9,5% da área estimada para a safra 2019/20, registrando atraso de cerca de três pontos percentuais ante a média histórica para o período, após um início mais lento dos trabalhos pelo clima seco, informou na sexta-feira a consultoria Arc Mercosul.

Com o tempo adverso registrado nas principais áreas produtoras este ano, o ritmo também tem forte atraso ante a mesma época da safra anterior, quando 21,1% da soja do maior exportador global estava plantada, informou a consultoria.

O plantio também está mais lento que o registrado em 11 de outubro de 2017, quando produtores haviam semeado 11,6% da safra. “A soja brasileira vai ‘bem’ sendo plantada até o fim de novembro, principalmente no centro do Brasil”, disse o diretor da Arc Mercosul, Matheus Pereira, ao comentar que o atraso não é um problema para safra da oleaginosa, mas pode ser um fator negativo para a segunda safra.

Até a semana passada, o Brasil havia semeado 4,4% da área, disse Pereira, acrescentando que o plantio só não evoluiu mais esta semana por “excessos de chuvas no Sul do Brasil e o atraso da chegada das mesmas para o centro do país”.

Segundo o especialista, o problema do atraso no plantio de soja “continua sendo o estreitamento da janela de plantio da safrinha 2019, principalmente para o milho”, semeado após a colheita da oleaginosa. “A cada dia que se perde de inatividade em campo durante outubro é um dia que se perde na janela do plantio do milho, lá em fevereiro/março de 2020.”

Quanto mais tarde se plantar a segunda safra, maior a chance de tempo adverso durante o período de desenvolvimento.

Para esta semana, a maioria das áreas deverá receber chuvas, especialmente o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O oeste do Paraná, Estado onde o plantio está atrasado, deverá receber mais de 90 mm, enquanto o noroeste, 64 mm. O Norte Pioneiro deverá ter meros 38 mm, segundo dados meteorológicos publicados no terminal Eikon, da Refinitiv.

Essa variação de volumes também é esperada para o Mato Grosso do Sul.

Já Goiás, Tocantins e nordeste de Mato Grosso terão menos chuvas, em volumes de até 5 mm ao longo da semana.

O norte e sul de Mato Grosso verão mais chuvas, de 20 mm a pouco mais de 40 mm, o longo da semana.

Com essas chuvas, as precipitações acumuladas no período deverão ficar acima do normal ao sul do país e abaixo da média na maior parte do Centro-Oeste.

Fonte: Reuters
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Notícias Segundo Abrafrigo

Rússia reabilita frigorífico de TO para exportação de carne bovina

Serviço sanitário russo publicou na quinta-feira (10) em seu site na internet a reabilitação da unidade

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A planta do frigorífico Cooperfrigu em Gurupi (TO) foi reabilitada pela Rússia para exportar carne bovina ao país, que havia embargado a proteína brasileira em 2017 por alegações de uso do aditivo ractopamina, informou nesta sexta-feira (14) a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

O serviço sanitário russo publicou na quinta-feira (10) em seu site na internet a reabilitação da unidade, que possui capacidade de abate de 820 animais por dia e exporta cerca de 30% de sua produção, segundo a Abrafrigo.

Antes maior importadora do produto brasileiro, a Rússia iniciou a retirada dos embargos em novembro do ano passado, mas até agora contemplou apenas cinco empresas de bovinos. As restrições aplicadas em 2017 também valem para a carne suína.

Fonte: Reuters
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