Suínos Intervalo de 14 anos
Presidente da Acsurs testemunha evolução dos equipamentos para a suinocultura na EuroTier
Sistema permite que a matriz se movimente melhor dentro do box onde ela pare e cria os leitões até o desmame.

A EuroTier 2024, realizada em Hanôver, na Alemanha, proporcionou um olhar aprofundado sobre os avanços da suinocultura mundial. Para Valdecir Folador, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS) e diretor de Relações de Mercado da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), a experiência foi ainda mais marcante. Ele retornou ao evento depois de 14 anos e pôde comparar o cenário atual com o que observou em sua primeira visita, em 2010.

Presidente da Acsurs e diretor de Relações de Mercado da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Valdecir Folador: ““Havia tecnologias de alimentação líquida e seca já em 2010, mas agora elas foram aperfeiçoadas” – Foto: Divulgação
“Estive na EuroTier pela primeira vez em 2010 e, sem dúvida, foi uma experiência muito importante. Naquela época, já era possível ver tendências em equipamentos e tecnologias para a suinocultura mundial. Agora, em 2024, tive a oportunidade de retornar e conferir como essas tecnologias evoluíram”, relata Folador.
O grande destaque para o presidente da ACSURS foi a evolução dos equipamentos voltados para alimentação automática e bem-estar animal, que se tornaram mais sofisticados e eficientes. “Havia tecnologias de alimentação líquida e seca já em 2010, mas agora elas foram aperfeiçoadas. O que se viu na feira foi um avanço significativo nesses equipamentos, além de uma forte tendência para sistemas de alojamento de matrizes que oferecem mais liberdade para os animais”, comenta.
Segundo Folador, os equipamentos apresentados na EuroTier 2024 são voltados para um sistema onde as fêmeas reprodutoras têm mais espaço para se movimentar, proporcionando maior conforto durante a gestação e lactação. “O sistema permite que a matriz se movimente melhor dentro do box onde ela pare e cria os leitões até o desmame. Esse conceito busca oferecer um ambiente mais confortável para os animais, e isso tem sido cada vez mais implementado”, explica.
Folador reforça que o bem-estar animal não se limita à estrutura física das granjas. O conceito engloba fatores como qualidade nutricional, ambiência e manejo adequado. “O bem-estar animal envolve muito mais do que o espaço em que os suínos são alojados. Ele inclui ambientes bem controlados, para que os animais tenham conforto térmico no inverno e no verão, nutrição adequada e água de qualidade”, detalha.
Adequação do setor
“O que ficou bem claro é que nos últimos 14 anos, as tecnologias foram sendo aperfeiçoadas para se adequar às necessidades do setor. Sempre há algo novo para melhorar, e as feiras internacionais, como a EuroTier, são fundamentais para mostrar essas tendências. A tecnologia está disponível para todas as situações dentro das granjas, desde alimentação e alojamento até ambiência e conforto térmico”, conclui Folador.
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Suínos
Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.
O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.
Resiliência
Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.
A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.
Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Suínos
Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026
Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.
No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.
De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.
Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.
No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.
Suínos
Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro
Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.






