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Presidente da ABCZ faz balanço do início da ExpoZebu 80 anos
Depois de receber e homenagear com todas as honras os criadores profissionais, autoridades e representantes dos pioneiros que contribuíram com a magnífica trajetória da ABCZ, que se confunde com o desenvolvimento da pecuária brasileira, a ABCZ segue com uma intensa programação para a 80ª ExpoZebu.
Luiz Cláudio Paranhos, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), organizadora da exposição, em um dos poucos momentos em que a programação do evento o permitiu sentar em sua sala no Parque Fernando Costa, avaliou os primeiros dias, a vinda da presidenta Dilma Rousseff, acompanhada de diversos ministros e autoridades, da reunião dos produtores com o pré-candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves, bem como da vinda programada ainda para esta semana de outro pré-candidato, o ex-governador Eduardo Campos. Tudo isto sem perder de vista a intensa programação técnica e a adesão popular à 80ª edição da ExpoZebu.
Pergunta: Com dois movimentados dias de evento, como você definira o andamento da ExpoZebu 80 anos?
LCP: A ExpoZebu 80 anos é uma grande homenagem aos nossos pioneiros e a todos aqueles que contribuíram com a pecuária brasileira, uma festa carinhosa, na qual pudemos receber com todo o respeito e conforto os criadores e famílias para homenageá-los. E tivemos dois momentos marcantes com essas pessoas. O primeiro, um coquetel de boas vindas, no qual as pessoas puderam conversar, encontrar amigos no coração da ABCZ, que é a pista de julgamento. E no dia seguinte, a pista estava formatada com uma outra configuração para poderem ouvir as propostas dos governantes para o setor. Tivemos a oportunidade de ouvir a mensagem da senhora presidenta da república, Dilma Rousseff, do governador Alberto Pinto Coelho e do ministro Neri Geller, além do companheiro Paulo Piau, prefeito de Uberaba. Eles também foram homenageados, juntamente com o ministro Aldo Rebelo e o deputado Ronaldo Caiado.
Pergunta: A ExpoZebu recebeu, nos dias 02 e 03, dois dos principais pré-candidatos à Presidência da República, Aécio Neves e Dilma Rousseff, e ainda receberá no próximo dia 08 Eduardo Campos. Defina como a ABCZ vê a importância de seu principal evento tendo em vista a relevância política atingida nesta edição.
LCP: Acho que o setor está cada vez mais sendo descoberto pela sociedade do País, que começa a cobrar da classe política atenção à pecuária. É um setor que emprega pessoas, que gera renda, que inova, alimenta a população e é referência mundial, é líder de exportações. E precisa ser respeitado por tudo isso que gera de bom pro país. Parece-me que, às vezes, a sociedade urbana vê a pecuária como uma coisa ruim. Muito pelo contrário. É o que garante boa parte da estabilidade econômica do País.
O Brasil precisa conhecer melhor o potencial da pecuária. A vinda destas lideranças, e de muitas outras que não foram citadas, mostra a força dos produtores. Acho que isso fortalece muito o setor junto ao governo, ficou muito clara a preocupação de eles virem falar com a gente. E nossa função, que foi exercida, é levar para eles os posicionamentos dos produtores. Por isto reunimos antes os nossos conselheiros de todos os estados do Brasil, para alinhar os pontos a serem cobrados e também as soluções nas quais acreditamos.
E é importante ressaltar que a presidenta Dilma Rousseff utilizou o palanque da ExpoZebu para anunciar uma série de medidas interessantes ao setor. E que ficamos muito honrados e agradecidos à senhora presidenta pela visita, pela consideração e pelas ações que ela anunciou.
Pergunta: Entrando neste assunto, realmente foram diversos anúncios ao setor feitos por Dilma Rousseff, entre eles o destravamento do CAR, confecção do Plano Agrícola 2014/2015 e a assinatura do decreto da lei 4.761. Foram realmente bons anúncios para o setor?
LCP: Sem dúvidas, foram bons anúncios. Mas vamos acompanhar de perto para que não pare por aí e para que as medidas anunciadas sejam postas em prática. Sobre o destravamento de toda a engrenagem do Código Florestal, que é o CAR. A presidente foi clara, e o ministro Neri Geller também, no empenho para fazer funcionar um Código que foi amplamente debatido por toda a sociedade em várias audiências no País inteiro. E entre os grandes homenageados da festa estavam os dois principais personagens do Código, que são o prefeito de Uberaba, Paulo Piau, e o ministro Aldo Rebelo, os dois relatores.
A assinatura do projeto de lei que regulamenta o registro genealógico também foi outra importante medida para aperfeiçoar todo o sistema de melhoramento genético da pecuária nacional, valorizando os animais qualificados, certificados e com alto potencial. As linhas de crédito que ela anunciou sinalizam que o governo começa a respeitar mais o setor e a ver que para cada real investido, muitos outros benefícios poderão vir, pois não adianta ter o recurso com difícil acesso.
Pergunta: Para finalizar, faça um balanço deste início de exposição. Quem esteve no Parque Fernando Costa pôde perceber uma grande movimentação de visitantes, principalmente famílias.
LCP: A feira nesses dois dias voltou a ter um caráter de muita movimentação popular. Ela voltou a ter várias atrações para as famílias e a população passou a interagir muito bem com isso.
Não é necessário trazer mega atrações quando você pode ter ações culturais bem pensadas, fazer interagir muito melhor a sociedade com o setor. As pessoas vêm ver os animais, escutar um bom jazz, vão à praça de alimentação e passam um bom momento aqui. Apesar de a ExpoZebu ter um caráter técnico excepcional e ter um posicionamento político importantíssimo, continua a ser uma atração popular, que abraça a população de Uberaba e região com vários eventos culturais, um programa de família, para todos, para mostrar a importância da pecuária brasileira. Uma pecuária moderna, competitiva e sustentável. Por isto estamos promovendo também a ExpoZebu Dinâmica, que é uma forma de mostrar, na prática, as principais tecnologias que impulsionam a produtividade e a competitividade de nossa pecuária.
A ExpoZebu 80 anos segue com sua programação até o próximo dia 10
Fonte: Ass. Imprensa da ExpoZebu

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Instituto de Pesca aposta no futuro sustentável da tilapicultura brasileira com menos antibióticos e mais prevenção
Doenças causadas por bactérias como a Francisella orientalis e vírus Megalocytivirus pagrus1 (subtipo ISKNV) estão entre os maiores desafios, provocando taxas de mortalidade e perdas significativas para os produtores.

O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tem desenvolvido soluções para transformar a sanidade na piscicultura brasileira, com o fortalecimento da prevenção de doenças e redução do uso de antibióticos. As ações fazem parte do Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sanidade em Piscicultura (CCD Sanidade), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
De acordo com o anuário da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), a tilápia (Oreochromis niloticus) é hoje uma das espécies mais cultivadas no mundo e lidera a produção brasileira, representando mais de 68% dos peixes de cultivo. No Estado de São Paulo, a produção ultrapassou 88 mil toneladas em 2025.
No entanto, o crescimento acelerado do setor traz desafios sanitários constantes. Doenças causadas por bactérias como a Francisella orientalis e vírus Megalocytivirus pagrus1 (subtipo ISKNV) estão entre os maiores desafios, provocando taxas de mortalidade e perdas significativas para os produtores.
Tradicionalmente, o controle dessas doenças depende do uso de antibióticos e manejo sanitário adequados. Mas o uso frequente desses medicamentos tem se restringido devido ao surgimento de resistência a antibióticos: quando bactérias desenvolvem mecanismos para sobreviver a medicamentos que antes eram eficazes. Isso compromete a eficácia de tratamentos e representa um dos principais desafios globais em saúde única, que conecta a saúde humana, animal e ambiental.
Para enfrentar este cenário, o projeto CCD Sanidade atua em três abordagens preventivas: desenvolvimento de vacinas, diagnóstico rápido e seleção genética de peixes mais resistentes.
Entre as estratégias em desenvolvimento estão vacinas inativadas e vacinas de DNA, que estimulam o sistema imunológico dos peixes a reconhecer e combater as doenças. Essas tecnologias podem ser aplicadas por injeção ou pela alimentação, ampliando seu potencial de aplicação.
Outra frente importante é a seleção genética de peixes com maior capacidade natural de sobreviver a infecções. Paralelamente, o projeto também investe no desenvolvimento de kits de diagnóstico rápido, capazes de detectar precocemente a presença de F. orientalis e ISKNV em campo.
Para o pesquisador do IP Leonardo Tachibana, a solução não está em tratar mais, mas em prevenir melhor. “Precisamos reduzir a dependência de antibióticos e oferecer alternativas sustentáveis ao produtor”, afirma.
As ações do CCD Sanidade não beneficiam apenas os produtores. Ao integrar diagnóstico, tratamento e melhoramento genético, o projeto contribui para uma piscicultura mais sustentável e segura fortalecendo a conexão entre ciência, mercado e o produtor.
SOBRE O CCD
O Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sanidade em Piscicultura (CCD Sanidade) tem como instituição Sede o Instituto de Pesca e como parceiros a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA-USP), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), Instituto Biológico (IB-APTA), Instituto Butantan e a empresa Loccus Ltda. O projeto colaborativo é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e orientado a desenvolver soluções para problemas específicos de interesse social ou econômico do Estado de São Paulo.
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São Paulo anuncia R$ 1,2 bilhão para o agro durante abertura da Feicorte 2026
Governo também já emitiu mais de 6,3 mil títulos rurais e reforça ações voltadas à competitividade da pecuária paulista.

A abertura oficial da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte 2026), realizada na terça-feira (23), em Presidente Prudente (SP), foi marcada pelo anúncio de novos investimentos voltados ao desenvolvimento rural paulista. Durante a cerimônia, o governador Tarcísio de Freitas também realizou a entrega simbólica de títulos de propriedade rural, em uma ação voltada à regularização fundiária no Estado.
Segundo o governo paulista, a atual gestão já emitiu mais de 6,3 mil títulos rurais, abrangendo cerca de 270 mil hectares regularizados. No Pontal do Paranapanema, uma das principais regiões contempladas pelo programa, foram entregues 4.347 títulos, volume que corresponde a aproximadamente 75% da área passível de regularização na região.

Homenagem ao ex-secretário de Agricultura de São Paulo, Guilherme Piai, responsável pela ida da Feicorte a Presidente Prudente – Foto: Divulgação/Agência Result
Além do governador Tarcísio de Freitas, participaram da solenidade o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, o senador Flávio Bolsonaro, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado, além de deputados federais, estaduais e prefeitos da região.
Durante o evento, o governo paulista anunciou a disponibilização de R$ 1,2 bilhão em linhas de crédito voltadas ao setor agropecuário. Ao apresentar as medidas, o secretário destacou os indicadores da pecuária de corte paulista e defendeu a ampliação dos investimentos em tecnologia e intensificação produtiva. “Queremos mais confinamento, mais tecnologia, mais produção sustentável e maior inserção internacional”, afirmou.
Ao comentar o retorno da Feicorte ao interior do Estado, Tarcísio de Freitas associou a retomada do evento ao potencial de crescimento da região do Pontal do Paranapanema e às ações de regularização fundiária conduzidas pelo governo. “A Feicorte precisava voltar para o interior, onde o agro acontece de verdade. O Pontal do Paranapanema será uma nova fronteira de desenvolvimento, marcada pela prosperidade e pela segurança jurídica. O produtor precisa de estabilidade e previsibilidade nas políticas públicas e é isso que estamos garantindo em São Paulo”, declarou.
Infraestrutura e conexão com a sociedade
A cerimônia de abertura também foi marcada pelo anúncio da doação definitiva do Recinto de

Foto: Divulgação/Agência Result
Exposições Jacob Tosello ao município de Presidente Prudente. O espaço, que sedia a Feicorte, passará a integrar oficialmente o patrimônio da prefeitura após a formalização da escritura.
Durante o evento, o prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã) informou que a administração municipal já prepara um projeto de modernização da estrutura. Segundo ele, a previsão é investir cerca de R$ 4 milhões na reforma do recinto. “A partir do momento em que a escritura estiver registrada, a Prefeitura de Presidente Prudente publicará o edital para a reforma do recinto de exposições. Será uma obra estimada em cerca de R$ 4 milhões, que vai modernizar o espaço e fortalecer ainda mais a realização de eventos como este”, afirmou.
Para a organização, a presença da Feicorte em Presidente Prudente está diretamente ligada à integração entre os diferentes segmentos da cadeia pecuária e a comunidade local. Segundo a CEO da Verum e organizadora da feira, Carla Tuccilio, o evento ampliou seu papel ao longo dos anos e passou a atuar como uma vitrine da produção pecuária brasileira. “A Feicorte já não é mais apenas um evento: ela se tornou um movimento da cadeia produtiva da carne. Conseguimos abordar desde a genética até a carne brasileira de qualidade e o grande objetivo é divulgar esse setor para que todos entendam como funciona nosso sistema produtivo”, destacou.

Carla Tuccilio, CEO da Verum e organizadora da Feicorte 2026: “A Feicorte já não é mais apenas um evento: ela se tornou um movimento da cadeia produtiva da carne” – Foto: Divulgação/Agência Result
Durante seu discurso, Carla também homenageou o ex-secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, apontado por ela como um dos responsáveis por viabilizar a realização da Feicorte em Presidente Prudente.
A solenidade foi encerrada com a doação de uma camisa da seleção brasileira autografada pelo governador Tarcísio de Freitas para o Leilão Pecuária Solidária, programado para sexta-feira (26), às 19h. Os recursos arrecadados serão destinados ao Núcleo Ttere, entidade de Presidente Prudente que atua na qualificação profissional e na inclusão social de pessoas em situação de vulnerabilidade.
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Nova rota pelo Pacífico pode reduzir custos e aproximar agro brasileiro dos mercados asiáticos
Programa lançado pelo governo federal prevê integração com a Bolívia, fortalecimento da infraestrutura e criação de corredores logísticos para escoar grãos e carnes com mais competitividade.

Uma nova estratégia para encurtar distâncias e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro começou a sair do papel na terça-feira (23). O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, iniciativa que busca criar alternativas para o escoamento da produção nacional por meio de corredores que atravessam a Bolívia e chegam aos portos do Oceano Pacífico.

Foto: Percio Campos/Mapa
A medida tem como objetivo reduzir custos logísticos, fortalecer a inserção internacional do agro brasileiro e ampliar o acesso aos mercados da Ásia e dos países banhados pelo Pacífico.
Durante a cerimônia de assinatura da portaria, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou a importância da iniciativa para aproximar a produção brasileira de mercados considerados estratégicos. “Quando a gente fala do agro, a gente precisa reconhecer o papel de protagonismo do estado de Mato Grosso, que é responsável por cerca de 35% disso tudo que nós falamos aqui. Que bom saber que um ato singelo, simples, que coroou um conjunto de esforços, é tão importante no sentido de reduzir distâncias, reduzir custos e viabilizar o acesso a esse mercado tão promissor”, enfatizou.
Alternativa às rotas tradicionais
A proposta cria uma alternativa aos atuais corredores de exportação utilizados pelo país. Na prática, produtos como grãos, carnes e outros itens agropecuários poderão seguir por rotas terrestres até a Bolívia e, de lá, alcançar os portos do Pacífico, encurtando o trajeto até os principais compradores asiáticos.
Além da redução dos custos de transporte, o programa prevê estímulo à agregação de valor da produção, desenvolvimento regional e atração de investimentos em

Ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que a nova rota pelo Pacífico pode reduzir custos e ampliar a competitividade do agro brasileiro – Foto: Percio Campos/Mapa
infraestrutura e comércio exterior.
Segundo o coordenador-geral de Cooperativismo, Associativismo Rural e Agregação de Valor do Mapa, Nelson Andrade, a iniciativa está estruturada em quatro pilares. “Os eixos envolvem apoio à infraestrutura e logística, facilitação regulatória e do comércio internacional, cooperação técnica e sanitária e promoção comercial com atração de investimentos”, explicou.
Mato Grosso no centro da estratégia
Por fazer fronteira com a Bolívia e concentrar a maior produção agropecuária do Centro-Oeste, Mato Grosso desponta como um dos principais beneficiados pela nova rota.
A expectativa é que a integração de trechos rodoviários, como a MT-199, fortaleça o oeste mato-grossense como porta de acesso ao Pacífico, ampliando a competitividade da produção regional.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, acredita que a iniciativa poderá impulsionar o desenvolvimento econômico da região. “Essa integração vai encurtar caminhos e desenvolver uma região que possui terras fantásticas e uma agricultura forte. Esse corredor que agora se abre para o oeste de Mato Grosso certamente vai melhorar a competitividade e trazer benefícios em todos os sentidos”, afirmou.

Foto: Percio Campos/Mapa
Projeto começou a ser articulado em 2024
De acordo com o ex-secretário-executivo do Mapa, Irajá Lacerda, o programa é resultado de um trabalho iniciado em 2024 e construído em conjunto com diferentes órgãos e setores. “Hoje é a consolidação de muitos anos de trabalho. Foram três anos e três meses dialogando com todos os ministérios e com todos os setores para mostrar que a fronteira oeste de Mato Grosso e a fronteira entre Brasil e Bolívia precisavam ser vistas como uma zona de integração”, disse.
O presidente do Comitê de Integração Brasil-Bolívia em Mato Grosso, Pedro Panoff de Lacerda, classificou a iniciativa como uma antiga demanda regional. “Essa rota mais próxima é um sonho para o estado de Mato Grosso”, destacou.
Próximos passos
O programa prevê a realização de estudos técnicos, recomendações estratégicas, monitoramento das ações e articulação entre diferentes instituições. A execução também poderá contar com parcerias público-privadas nacionais e internacionais.
A regulamentação ficará a cargo da Secretaria-Executiva do Mapa, responsável pela criação de um Comitê Gestor para acompanhar a implementação das ações.
Com a iniciativa, o governo busca diversificar os corredores logísticos do país e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro em um mercado cada vez mais disputado.
