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Presidente chinês sinaliza apoio para conclusão de processo antidumping sobre frango brasileiro

Tratativas entre brasileiros e chineses estão em fase final, mas ainda pendem alguns pontos de consenso

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O Ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou nesta segunda-feira (03) ao presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, que as tratativas para a conclusão das negociações entre Brasil e China deverão ser agilizadas, conforme manifestação do presidente chinês, Xi Jinping, ao presidente brasileiro, Michel Temer, durante encontro bilateral ocorrido na reunião do G20, em Buenos Aires (Argentina).

Atualmente, o Ministério do Comércio da China (MOFCOM), a ABPA e as empresas do setor estão em negociação para a constituição de um “Price Undertaking” (PU) – acordos de preços em conformidade e acordo com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).  As tratativas entre brasileiros e chineses estão em fase final, mas ainda pendem alguns pontos de consenso. 

“O presidente Xi Jinping manifestou ao presidente Temer que olhará com atenção e acompanhará de perto a conclusão desta tratativa.  O objetivo é consolidar um entendimento equilibrado no menor prazo possível, com total transparência e ganhos para ambos os lados.  É nisto que as partes envolvidas têm se engajado”, detalha Turra.

Contexto 

A China iniciou em 18 de agosto de 2017 uma investigação sobre práticas de dumping contra as exportações brasileiras de carne de frango.   A ABPA e seus associados defenderam ao MOFCOM a ausência de nexo causal entre as exportações brasileiras e qualquer eventual situação mercadológica local, apresentando contraprovas ao longo do processo.  

Mesmo diante dos dados apresentados pelos brasileiros, o ministério chinês impôs uma tarifa provisória de direito antidumping às importações de carne de frango do Brasil.

Apesar disto, os exportadores brasileiros decidiram avançar em um acordo proposto pela China que permitisse a manutenção da parceria, que hoje é uma das mais importantes no comércio internacional de proteína animal.    A construção do PU é uma das últimas etapas neste processo.

Mesmo com a aplicação de sobretaxa de dumping, a China mantém ritmo ascendente nas compras de carne de frango do Brasil.  O País asiático é o segundo entre os 160 mercados importadores do produto brasileiro.  Entre janeiro e outubro deste ano, foi destino de 10,9% do total exportado pelo país, num total de 364 mil toneladas, volume 9% superior ao realizado no mesmo período de 2017.   

Fonte: Assessoria ABPA

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Notícias Sanidade

ABPA e DIPOA promovem encontro sobre inspeção

Será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (DIPOA/MAPA) realizam ao longo desta semana um encontro conjunto para tratar sobre temas do sistema de inspeção do setor de proteína animal. A programação do evento, iniciada na segunda-feira (18), segue até sexta-feira (22), em São Paulo, SP.

Na ocasião, será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos. Além disso, também serão discutidas as ações e procedimentos de verificação oficial dos controles em estabelecimentos produtores de carne e suínos. Participam do encontro técnicos das agroindústrias produtoras e exportadoras e auditores fiscais do Ministério da Agricultura.

“Este é um trabalho que tem como princípio o fortalecimento do trabalho pela qualidade e a reconstrução da imagem do setor produtivo, seguindo todos os parâmetros legais em uma parceria do setor público e da iniciativa privada.  Esperamos realizar, em breve, novos eventos com o mesmo objetivo”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Leiteiro

Estoques reduzidos e menor produção elevam preço do UHT

Altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios

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O preço do leite UHT negociado no atacado do Estado de São Paulo subiu 0,24% entre as duas últimas semanas, fechando com média de R$ 2,4357/litro no período entre 11 e 15 de fevereiro. Conforme colaboradores do Cepea, as altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios.

Apesar da valorização, as negociações entre laticínios e atacados permaneceram baixas. Já o queijo muçarela se desvalorizou 0,83% na mesma comparação, fechando com média de R$ 17,2862/kg entre 11 e 15 de fevereiro. Quanto à liquidez no mercado deste derivado, permaneceu estável no período.

Fonte: Cepea
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Notícias No Paraná

Trigo pode ser boa alternativa ao produtor na 2ª safra

Como o clima está favorável, os preços e custos de produção irão balizar tomada de decisão dos agricultores

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Divulgação/SECS

Com o avanço da colheita dos grãos de verão no Paraná, triticultores do Estado já planejam a divisão das áreas de semeio na segunda safra. Como o clima está favorável ao desenvolvimento tanto do trigo quanto do milho, os preços e custos de produção é que irão balizar a tomada de decisão dos agricultores por um ou outro.

Segundo dados da equipe de custos agrícolas do Cepea, em Cascavel, PR, o custo operacional de produção do milho 2ª safra foi calculado em R$ 2.822,54/hectare, contra R$ 1.901,03/ha para o trigo. A produtividade média das últimas três safras foi de 93 sacas/ha para o milho e de 49 sc/ha para o trigo, de acordo com dados do Deral/Seab.

Considerando-se os valores médios de venda em janeiro/19, as receitas geradas seriam de R$ 2.724,08/ha para o milho e de R$ 2.343,38/ha para o trigo. Portanto, a receita obtida com a cultura do trigo foi suficiente para saldar os custos operacionais e gerar margem positiva ao produtor, de R$ 442,35/ha. Já a receita obtida com o milho 2ª safra não foi suficiente para cobrir o total de desembolsos, resultando em margem negativa ao produtor, de R$ 98,46/ha.

Fonte: Cepea
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