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Presença crescente de startups no agronegócio atrai jovens para o setor
YAMI dedica espaço para apresentação de soluções tecnológicas aos participantes do evento

Uma revolução tecnológica já pode ser constatada no agronegócio brasileiro. A mudança de cultura dos principais personagens do setor, como agricultores e pecuaristas, que a cada dia se mostram abertos às novidades e facilidades oferecidas pelas tecnologias, abriu espaço para a chegada das startups ao campo.
Atualmente, estima-se que o Brasil possui mais de 800 pequenas empresas dedicadas a oferecer soluções em tecnologia e financeiras ao agro. De acordo com dados de universidades, centros de pesquisa e do Ministério da Agricultura, cerca de 70% delas está no Sudeste do país. A maioria se dedica à tecnologia da informação, sistemas de gestão de fazendas, plataformas de marketplace e vendas, biotecnologia, alimentos e fertilizantes, focando em levar ao campo ferramentas que auxiliem na resolução dos gargalos do setor.
A chegada desse modelo de empresa ao agro incentiva a inovação, por meio de plataformas e softwares, que levem ao agricultor a oportunidade de gerenciar seu negócio com mais eficiência e com garantia de melhores resultados. “Esse movimento também atrai para o setor novos profissionais, como os jovens, que visualizam nas startups uma oportunidade de aplicar no campo as tecnologias desenvolvidas nas universidades”, afirma Renata Camargo, Show Manager do YAMI – Youth Agribusiness Movement International, primeiro congresso para jovens do agronegócio que será realizado em São Paulo, nos dias 08 e 09 de outubro.
“O agronegócio, por si só, é uma atividade que se baseia em intuição e experiência, dois fatores que normalmente estão muito ligados à idade e é uma questão que, muitas vezes, barra a entrada de jovens ao negócio”, destaca o CEO da Aegro, Pedro Dusso. A empresa, que oferece um software de gestão agrícola para uma administração mais eficaz do negócio será uma das startups participantes do YAMI, que, em sua primeira edição, terá um espaço dedicado à apresentação das soluções tecnológicas desenvolvidas para o agronegócio. “Nesse local os participantes do evento poderão conhecer um pouco mais sobre as empresas e as soluções que oferecem para o setor”, ressalta a Show Manager.
Para o CEO da Aegro, um evento como o YAMI é uma oportunidade para os jovens interagirem com a tecnologia e sua aplicação no campo. “Pretendemos durante o evento oferecer a essa nova geração argumentos para ingressarem no setor e também para a aplicação dessas inovações nas fazendas, com exemplos reais e de sucesso”, acrescenta.
Contato com novos profissionais
A chegada da tecnologia ao setor atraiu os olhares de muitos jovens que estão saindo de cursos como Economia e Administração, pois acabam visualizando nas startups uma opção para ingressar no mercado de trabalho.
O contato com esses novos profissionais é um ponto de destaque para a Agrosmart, empresa de agricultura digital que também estará no evento. “O YAMI é muito importante para que os jovens possam não só buscar oportunidades, mas entender a nova dinâmica do mercado, o papel das novas tecnologias, habilidades e as competências exigidas”, salienta o Head de Marketing da empresa, Caio Bacci. A empresa, que foi criada por filhos e netos de produtores rurais, destaca o conhecimento dos desafios enfrentados pelo homem do campo e visualiza no YAMI uma oportunidade de se aproximar dos jovens talentos. “O mercado atual é muito dinâmico e exige cada vez mais dos ingressantes o desenvolvimento de novas habilidades e competências. Esperamos trazer ao público o contato com a nossa tecnologia, além de tirar dúvidas e conversar diretamente com seus representantes”, reforça.
Tecnologia no interior
Para o CEO da @Tech, Tiago Albertini, o movimento das startups traz para o debate conceitos de inovação e empreendedorismo, num status diferente das expectativas em nível nacional. “Em um momento em que se fala muito de problemas na economia, com as startups só falamos de progresso. Estamos desenvolvendo um novo ramo que tem evoluído, principalmente no interior de São Paulo, onde temos a possibilidade de criar o novo com qualidade de vida e, ao mesmo tempo, próximos aos grandes centros”, enfatiza.
“Em um raio de 150 quilômetros de Piracicaba, onde estamos, temos as principais universidades do país. Isso é importante porque atraímos para esse polo pessoas mais qualificadas. Temos a possibilidade de criar uma concentração de startups com engajamento e a formação de novos postos, um empreendedorismo sem precedentes”, finaliza o CEO da empresa de soluções tecnológicas para agropecuária de precisão.

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Moatrigo 2026 reúne 450 participantes e aprofunda debate sobre desafios da cadeia do trigo
Workshop destacou tendências globais, retração produtiva no Brasil e impactos diretos para a indústria moageira.

O Moatrigo 2026 reuniu cerca de 450 participantes da cadeia moageira em um encontro dedicado a debates estratégicos, análises de mercado e conteúdo técnico. O workshop foi realizado na segunda-feira (13), pelo Sinditrigo-PR, em Curitiba, e reforçou a posição do evento entre os principais fóruns do setor do trigo no Brasil, com aumento de participação e densidade técnica a cada edição.
Na avaliação dos especialistas que compartilharam suas análises no Moatrigo, há consenso sobre o momento desafiador vivido pelos moinhos, com um cenário internacional atual de oferta elevada, redução expressiva da área plantada no Brasil e desafios de qualidade na safra argentina. No curto prazo, os contratos futuros já indicam alta, sustentados por uma safra mundial menor, pela redução histórica da área plantada nos Estados Unidos e pelo aquecimento dos preços na Argentina.
No Brasil, o quadro é mais sensível. A temporada 25/26 deve fechar com cerca de 7,1 milhões de toneladas importadas, e a estimativa é que a nova safra 2026/27 deve produzir apenas 6,5 milhões, volume muito inferior ao potencial já demonstrado pelo país. O Paraná, perdendo área para milho safrinha e cevada, também deve precisar importar em 2026/27, algo em torno de 1,8 milhão de toneladas. No ciclo 2026/27, a projeção da necessidade nacional de importação pode chegar a 8,2 milhões de toneladas.
A Argentina permanece como principal origem, mas sua safra, embora volumosa, apresentou proteína média de 11,2% e glúten úmido de 20,9%, exigindo complementar blends com trigos de outras origens, mais caros. Como país estruturalmente importador, o Brasil não forma preço e convive com custos elevados mesmo quando há oferta global confortável. Os debatedores destacaram ainda uma projeção de dois anos pela frente de aumento estrutural de custos, agravado pelo risco climático, pela baixa atratividade ao produtor e pela limitação de investimentos.
Espaço necessário para debate e atualização
“A cada edição, percebemos o quanto o Moatrigo se fortalece como um espaço necessário. O que torna o evento especial é a combinação entre público técnico, discussões estratégicas e a troca qualificada de experiências. Reunir quase 450 profissionais neste ano confirma que o setor está empenhado em buscar caminhos consistentes, atualizados e colaborativos para enfrentar um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR.
O encontro também evidenciou a importância do networking qualificado, um dos pontos mais valorizados pelos participantes. Profissionais de diferentes regiões aproveitaram o ambiente para trocar percepções, aprofundar relações institucionais e ampliar conexões que fortalecem toda a cadeia. “No Moatrigo, essas interações não acontecem à margem da programação: elas fazem parte do valor do evento e contribuem diretamente para a construção de soluções e parcerias em um momento em que a indústria demanda cooperação e leitura conjunta de cenário”, ressaltou Paloma, que já confirmou a realização da edição 2027 do evento, provavelmente em março do ano que vem.
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Rio Grande do Sul inicia censo para mapear agroindústrias familiares
Levantamento deve alcançar mais de 4 mil empreendimentos e orientar políticas públicas.

O governo do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (14), a aplicação do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), com o objetivo de mapear a realidade de mais de 4 mil agroindústrias familiares no Estado. A primeira entrevista foi realizada em Estância Velha, na agroindústria Sabores do Rancho Laticínio Artesanal.

Secretário Gustavo Paim realizou a aplicação do primeiro censo na Agroindústria Sabores do Rancho em Estância Velha
Batizado de Censo das Agroindústrias Familiares, o levantamento vai reunir informações sobre gestão, sucessão familiar, qualidade de vida, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos rurais.
A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A proposta é gerar uma base de dados que auxilie na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o diagnóstico permitirá identificar demandas específicas dos produtores. A partir dessas informações, o governo pretende direcionar ações com maior precisão, focadas na qualificação da produção e no desenvolvimento das agroindústrias familiares.
O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que o levantamento também deve aprimorar o atendimento técnico no campo. Com dados mais detalhados, a expectativa é ampliar a atuação da assistência técnica e identificar novas oportunidades para os produtores.
A primeira entrevista foi realizada com a produtora Rafaela Jacobs, proprietária da Sabores do Rancho, agroindústria que produz queijos coloniais, iogurtes e sorvetes artesanais. Ela ressaltou que iniciativas como o censo contribuem para dar visibilidade ao setor e incentivar a permanência das famílias no meio rural.
O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) reúne empreendimentos que podem participar de feiras promovidas pelo governo estadual. Em 2025, o programa atingiu a marca de 2 mil agroindústrias certificadas, consolidando sua atuação no fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.
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Fenagra 2026 aposta em tecnologia, sustentabilidade e novos mercados
Programação inclui congressos com foco em inovação, descarbonização e biocombustíveis.





Em sua 19ª edição, o evento contará com 250 expositores, entre empresas nacionais e internacionais, ocupando dois pavilhões e uma área de 26 mil metros quadrados. A expectativa é receber cerca de 14 mil visitantes e congressistas, com participação de representantes de países da América do Sul, Europa, Ásia, Estados Unidos, Rússia, Austrália e Arábia Saudita.
Nos dias 13 e 14 de maio, ocorre o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela UBRABIO. O encontro reúne representantes do governo, indústria e academia para discutir o avanço dos biocombustíveis, a substituição de combustíveis fósseis e os impactos da legislação no setor.