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Prêmio Queijos do Paraná quebra recorde e reforça destaque nacional
Em sua segunda edição, iniciativa registrou 515 derivados lácteos de 76 municípios do Paraná. Avaliação e premiação ocorrem em 29 e 30 de maio.

A segunda edição do Prêmio Queijos do Paraná já começou quebrando o recorde de participações. Foram inscritos 515 produtos, de 76 municípios paranaenses, superando os números da edição de estreia, que teve 290 queijos avaliados. Além disso, 42 produtos foram inscritos para o Concurso Excelência em Muçarela – Edição Pizza, que também faz parte da iniciativa. O julgamento e a premiação serão realizados em 29 e 30 de maio, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. O evento contará com uma programação aberta ao público, incluindo minicursos e palestras.
Realizado por um comitê-gestor formado pelo Sistema Faep, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Sebrae-PR, Sistema Fecomércio-PR e Sindileite-PR, o Prêmio Queijos do Paraná conta com 21 categorias, de acordo com o tipo de queijo e de leite utilizado (de vaca, cabra, ovelha ou búfala), além de criações especiais. Esta edição também traz o Concurso Excelência em Muçarela – Edição Pizza, voltado a eleger o melhor queijo para esta aplicação gastronômica.

Presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O Paraná produz queijos de excelência, muitos dos quais já foram premiados até internacionalmente” – Fotos: Divulgação/Sistema Faep
A proposta é dar visibilidade aos queijos produzidos no Paraná, colocando-os em posição de destaque. Ao criar essa vitrine, a iniciativa valoriza os derivados lácteos e impulsiona uma importante atividade da economia paranaense. O Paraná é o segundo maior produtor de leite do Brasil, com produção diária média de 12 milhões de litros.
Além da força econômica da atividade, o leite tem um papel econômico e social importante, uma vez que sua produção está presente nos 399 municípios do Estado. “O Paraná produz queijos de excelência, muitos dos quais já foram premiados até internacionalmente. Apesar disso, parte do mercado consumidor ainda não conhece o que produzimos. Com o Prêmio Queijos do Paraná, criamos um espaço de destaque para que nossos produtos sejam reconhecidos cada vez mais”, destaca o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
A categoria com mais concorrentes é a “Especialidades queijeiras e criações”, que teve 114 inscritos. Outros 76 produtos vão participar na categoria voltada a queijos do tipo colonial, minas padrão, meia cura e similares, e 71 na categoria destinadas a produtos como queijo prato, gouda e appenzeller. Os demais 254 participantes se dividem entre outras 15 categorias. Três categorias não tiveram inscrições. No total, 107 queijeiros ou laticínios registraram produtos para participar do prêmio.

Próximos passos do concurso
A partir de agora, as inscrições serão analisadas pela equipe técnica do prêmio, com o objetivo de verificar se obedecem às especificações do regulamento, como a obrigatoriedade de a queijaria estar regularizada. Após essa avaliação, os produtos serão efetivamente habilitados a participar do concurso.
Posteriormente, os queijos serão avaliados por um corpo de jurados formados em cursos ofertados pelo Prêmio Queijos do Paraná. Os participantes serão julgados a partir de critérios técnicos e sensoriais, conforme as especificações do regulamento.
Os derivados que obtiverem pontuação superior a 18 (em um total possível de 20), receberão medalha de ouro. Os que fizerem entre 16 e 18 pontos, ganham medalha de prata. Por fim, os que tiverem entre 14 e 16 pontos levam o bronze. Serão premiadas até 30 medalhas de bronze, até 20 medalhas de prata e até 15 medalhas de ouro.
Além disso, os medalhistas de ouro participam de uma nova avaliação. Os dez melhores receberão medalha super ouro. Os jurados vão escolher, ainda, o melhor queijo desta edição.

Concurso Excelência em Muçarela
Novidade nesta edição, o Concurso Excelência em Muçarela – Edição Pizza será realizado no dia 29 de maio. O objetivo da iniciativa é eleger e premiar as melhores muçarelas de pizza, a partir de características como derretimento, elasticidade e fatiabilidade. Os produtos também serão julgados a partir de critérios sensoriais.
Para realizar a avaliação no Concurso Excelência em Muçarela, na primeira quinzena de abril, um grupo formado por agentes de mercado, pesquisadores e profissionais da área alimentícia participou da formação para atuar como jurados. A formação de três dias aconteceu na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), instituição parceira da iniciativa.
Programação conta com minicursos e palestras
Além da avaliação e premiação, o evento vai contar com uma ampla programação, voltada a especialistas e ao público em geral. Serão nove minicursos (cinco no dia 29 e quatro no dia 30 de maio), voltados a pratos que têm queijos como ingrediente principal.
Também haverá oito palestras e quatro painéis sobre temas variados, que contemplam desde aspectos técnicos do setor lácteo até inovações queijeiras, passando por empreendedorismo e estratégias de divulgação. As inscrições serão abertas ainda em maio. Para conferir a programação completa, clique aqui.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



