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Prêmio PorkExpo Latam de Startups reconhece empresas inovadoras na modernização das granjas brasileiras

Inscrições podem ser feitas pelo e-mail flavia@porkexpo.com.br. Será premiada a melhor startup e a divulgação da vencedora será feita nos três dias do evento.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A modernização verificada na suinocultura brasileira nos últimos anos resultou na grande expansão da produção e exportação, posicionando o Brasil entre os maiores do setor no mundo. Em 2023, as granjas devem entregar mais de 5,1 milhões de toneladas, avanço de 4% sobre o ano passado e cinco vezes mais do que o verificado há cinquenta anos. Além de serem responsáveis por um acréscimo de quase 16% nas vendas externas na comparação com o ano passado.

São unidades capazes de atingir uma performance que ultrapassa índices de mais de 35 leitões desmamados por matriz ao ano, com ambiente cada vez mais controlado em temperatura, umidade, pressão estática, nível dos gases internamente. O que requer uma gestão ajustada, com sistemas de controles acessados remotamente por equipes técnicas e administradores.

A eficiência produtiva na criação de suínos ainda passa por exigências sanitárias rigorosas, livrando o plantel de problemas zootécnicos verificados na União Europeia e Ásia. Manejo de material genético para o desenvolvimento de linhagens mais produtivas. Formulação de dietas específicas, que auxiliam em produção maior e melhor. Com nutrição automatizada. Investimento no conhecimento técnico e treinamento das equipes. Sem falar em infraestrutura, assoalhos removíveis para facilitar a higienização, sensores para avaliação da pressão sonora, alto nível de Bem-Estar Animal para matrizes, suínos e leitões. Tratamento de efluentes para produção de energia e fertilizantes biológicos. E tudo acompanhado por equipamentos integrados via softwares inteligentes. “Ainda há lacunas a serem preenchidas, que estão correlacionadas ao nível tecnológico da produção. Conforme formos evoluindo tecnicamente, produziremos mais, melhor e com segurança”, afirmou o diretor de Negócios da Zoetis,Renato Verdi, durante a última PorkExpo, realizada no ano passado, em Foz do Iguaçu(PR).

A postura tem motivado indústrias, granjas e cooperativas a buscarem soluções por meio de novas empresas, que criem soluções para melhorar os resultados no campo, nos frigoríficos e nas etapas finais da cadeia de comercialização da carne suína. E é para destacar esse trabalho intenso que motiva tantos empreendedores brasileiros que a PorkExpo Latam 2023 vai promover o Prêmio PorkExpo de Startups.

O emprego de novas tecnologias tem movimentado o mercado de empreendedores de diversas áreas, que investem em núcleos de pesquisa e investigação científica para oferecer novas ferramentas às granjas. São verdadeiras PorkTechs, onde diversos profissionais investigam novas soluções para aprimorar e agilizar as tomadas de decisão na suinocultura.

A Pork sempre foi palco das principais inovações tecnológicas da suinocultura, há mais de 21 anos. E por isso é um momento inigualável e completo. “Porque juntamos a inovação, sempre presente, com a rotina necessária e sábia dos bons criadores. Que fazem o importante no dia a dia, o arroz-com-feijão das granjas. E neste ano seremos ainda mais ousados, focando ainda mais na inovação”, ressalta Flávia Roppa, presidente da PorkExpo Latam 2023.

E são muitos exemplos. A evolução digital como evolução da automação. Sistemas de sensores capazes de monitorar parâmetros comportamentais dos animais para os diversos indicadores fisiológicos, como fome, doença, cio, etc. Tudo individualizado, o que possibilita aplicar um tratamento a um determinado animal no lugar de aplicar o mesmo tratamento a um grupo de animais ou ao rebanho todo. Monitor de tosse que consegue identificar uma doença respiratória antes do que normalmente um produtor a identificaria. Ferramentas para diminuir o excedente de nutrientes na nutrição para ajudar nas questões de custos e nas questões ambientais, principalmente nas emissões de CO2. E até soluções para produção de insetos, que servirão de fontes de proteína para ração.

Inscrições ao Prêmio PorkExpo Startups

A PorkExpo Latam 2023 abre as inscrições para o Prêmio PorkExpo Startups pelo e-mail flavia@porkexpo.com.br. Será premiada a melhor startup e a divulgação da vencedora será feita nos três dias do evento. Podem ser inscritos produtos, trabalhos e programas criados em todo o Brasil.

Evento

A PorkExpo Latam 2023 congrega o 11º Congresso Latino Americano de Suinocultura, o 1º Congresso Nacional Mulheres da Suinocultura e o 1° Pork Bucher’s Challenge de 07 a 09 de novembro, no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, em Foz do Iguaçu (PR).

Fonte: Com assessoria

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Embrapa aponta queda nos custos de suínos e estabilidade na produção de frangos

Indicadores reforçam cenário de ajuste nos custos, com destaque para variação nos preços da ração.

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Foto: Shutterstock

Os custos de produção de suínos voltaram a cair em março, mantendo a tendência observada desde janeiro, enquanto os custos do frango de corte ficaram praticamente estáveis. Os dados são da Embrapa Suínos e Aves, divulgados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte permaneceu em R$ 4,72, com índice de 365,38 pontos. No acumulado de 2026, há alta de 1,44%, enquanto nos últimos 12 meses o resultado é negativo em 2,95%. A ração, principal componente do custo (63,60%), teve leve alta de 0,37% em março, mas acumula queda de 8,72% em um ano.

Já em Santa Catarina, o custo do quilo do suíno vivo recuou de R$ 6,36 em fevereiro para R$ 6,30 em março, redução de 0,96%. O índice ICPSuíno caiu para 360,63 pontos. No ano, a retração acumulada é de 2,71%, enquanto em 12 meses chega a -1,76%. A ração, que representa 72,22% do custo total, diminuiu 0,55% no mês e acumula queda de 1,96% em 2026.

Paraná e Santa Catarina são utilizados como referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs), por concentrarem a maior produção nacional de frangos de corte e suínos, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas para estados como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Como suporte à gestão nas propriedades, a Embrapa oferece ferramentas gratuitas, como o aplicativo Custo Fácil, que permite gerar relatórios personalizados e separar despesas, além de uma planilha específica para granjas integradas disponível na plataforma da CIAS.

Fonte: Assessoria Embrapa Suínos e Aves
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Aurora Coop leva produtores e colaboradores à China em ação pelos 57 anos

Concurso cultural premia três histórias com viagem a Xangai e visita à primeira unidade internacional da cooperativa.

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O colaborador Paulo José Frantz, do Frigorífico Aurora Coop de Maravilha/SC, foi o destaque das unidades industriais

Ao completar 57 anos nesta quarta-feira (15), a Aurora Coop celebra sua trajetória ao lado de quem a constrói diariamente. A cooperativa promoveu o concurso cultural “Meu trabalho alimenta o mundo” e premiou três participantes com uma viagem à Xangai, na China, para conhecer a primeira unidade internacional da Aurora Coop.

A proposta convidou cooperados e colaboradores a refletir sobre o próprio papel dentro da cadeia produtiva e a responder como suas atividades contribuem para levar alimentos a mais de 80 países. O resultado foi expressivo: 707 histórias enviadas por colaboradores da Aurora Coop e outras 115 por empresários rurais de cooperativas filiadas dos segmentos de suinocultura e avicultura, que produzem para exportação.

Produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, foi escolhida entre os empresários rurais participantes

A seleção dos vencedores contemplou três categorias. Entre os empresários rurais, foi escolhida a produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, cooperativa filiada do Sistema Aurora Coop. Nas unidades industriais, o destaque ficou com o colaborador Paulo José Frantz, do Frigorífico Aurora Coop de Maravilha/SC. Entre as demais unidades, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC.

Como premiação, os três viajarão em maio para Xangai, onde permanecerão por sete dias. O roteiro inclui visita ao escritório da Aurora Coop na cidade, participação na SIAL Xangai 2026 — uma das maiores feiras de alimentos do mundo — e atividades culturais. A viagem ocorre em um momento simbólico para a cooperativa, que inaugurou a Aurora Coop Xangai, a primeira unidade internacional da cooperativa.

O coordenador de Marketing Internacional da Aurora Coop, Leandro Merlin, acompanhará o trio e destaca a proposta da experiência. “A campanha é uma celebração de quem faz a cooperativa acontecer todos os dias. Em Xangai, será possível compreender, de forma concreta, o alcance desse trabalho em um ambiente global, por meio de uma cultura totalmente diferente da nossa”, sublinha.

Entre as demais unidades da Aurora Coop, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC

Para o diretor internacional da Aurora Coop, Dilvo Casagranda, o concurso estimulou uma leitura mais ampla sobre o funcionamento da cooperativa. “Somos uma cadeia formada por muitos elos, e todos têm sua importância. O empresário rural, a indústria e as áreas agropecuárias, comerciais e corporativas atuam de forma integrada para atender às exigências do mercado internacional e entregar ao mundo alimentos de excelência. Queremos que os representantes de toda essa cadeia ampliem sua visão e levem esse aprendizado aos demais colegas”.

O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, destaca o significado da data e o reconhecimento às pessoas que sustentam a cooperativa. “Celebrar os 57 anos da Aurora Coop passa, necessariamente, por reconhecer quem está na base de tudo o que construímos até aqui. Este concurso nos permitiu conhecer histórias que mostram, com muita clareza, como o trabalho de cada pessoa se conecta a algo maior: garantir prosperidade para todos que fazem parte desse grande empreendimento cooperativo. Valorizar essas histórias é reconhecer que a nossa presença global nasce do esforço de mais de 150 mil famílias que fazem a nossa cooperativa avançar com consistência e responsabilidade”.

Fonte: Assessoria Aurora Coop
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Chuvas irregulares e temperaturas acima da média elevam risco para safrinha do milho em 2026, aponta StoneX

Fase de transição do El Niño-Oscilação Sul indica 60% de chance de neutralidade até junho e possibilidade de retorno do El Niño no segundo semestre, ampliando a variabilidade climática e a incerteza sobre o planejamento agrícola no Brasil e na América do Sul.

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Foto: Fernando Dias/Seapi

As previsões climáticas para os próximos meses indicam um período de transição do El Niño-Oscilação Sul (ENOS), com maior probabilidade de neutralidade ao longo do outono e do início do inverno e risco crescente de fortalecimento do El Niño no segundo semestre de 2026. O cenário, analisado na 35ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, lançado na última terça-feira (14), reforça a necessidade de cautela do agronegócio diante de chuvas mais irregulares, temperaturas acima da média em diversas regiões e impactos regionais desiguais sobre a produção. O relatório pode ser baixado gratuitamente clicando aqui.

Segundo os principais centros internacionais de monitoramento climático, a chance de neutralidade do ENOS é de cerca de 60% entre

Analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Jaramillo Giraldo: “Os próximos meses de transição devem ser marcados por um cenário climático instável” – Foto: Divulgação/StoneX

março e maio e de 70% entre abril e junho, com projeções semelhantes se estendendo até julho. A partir do segundo semestre, os modelos passam a indicar aquecimento do Pacífico Equatorial, com aumento da probabilidade de formação de um El Niño. “Os próximos meses de transição devem ser marcados por um cenário climático instável, em que o sinal do oceano aponta para neutralidade, enquanto o aquecimento global de fundo segue pressionando as temperaturas e aumentando a volatilidade regional”, afirma a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Giraldo, acrescentando: “Isso exige decisões mais cautelosas no campo, porque os padrões clássicos do ENOS já não explicam, sozinhos, o comportamento do clima.”

Clima entre abril e junho

As análises mais recentes da temperatura da superfície do mar indicam anomalias positivas em escala global para o trimestre abril–maio–junho, incluindo sinais de aquecimento no Pacífico Equatorial e no Atlântico Sul. Este último pode favorecer episódios pontuais de maior aporte de umidade para o Sul do Brasil, especialmente quando combinado à atuação de sistemas atmosféricos regionais.

Foto: Divulgação/Pixabay

Em termos de precipitação, abril apresenta sinais de chuvas abaixo da média em regiões do Sudeste Asiático, Indonésia e Sul da Austrália, enquanto partes do Equador, da Colômbia e do Norte da Argentina tendem a registrar volumes acima da média. Em maio, a tendência de chuvas mais elevadas pode alcançar áreas do Noroeste do Brasil, ao passo que América Central e Norte da América do Sul entram em um período mais seco.

Para junho, os modelos indicam neutralidade pluviométrica em grande parte da África e chuvas acima da média em áreas do Brasil e do extremo oeste da Colômbia. “O ponto-chave não é apenas quanto vai chover, mas quando e onde. A irregularidade espacial e temporal das precipitações permanece como o principal desafio para o agro no curto prazo”, destaca Carolina.

Impactos esperados para o agronegócio

Na América do Sul, o cenário de transição climática amplia as incertezas sobre a finalização da safrinha do milho. A possível intensificação da corrente de jato subtropical pode dificultar o avanço regular de frentes frias pelo interior do continente, reduzindo a umidade no Sudeste e no Centro-Oeste e antecipando o fim das chuvas em estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Esse movimento pode afetar a formação de biomassa e a produtividade em fases críticas do ciclo agrícola.

Apesar disso, a umidade observada em parte do Brasil nos meses anteriores é compatível com indícios de supersafra de grãos em

Foto: Gilson Abreu/AEN

2025/2026 e favorece a recuperação parcial de culturas como café e cana-de-açúcar, especialmente em regiões com melhor recomposição hídrica.

Em contrapartida, episódios recentes de excesso de chuva em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais mostraram que volumes elevados também podem impor restrições operacionais, atrasar colheitas e comprometer janelas ideais de plantio. “O agro está lidando com um clima mais errático. O mesmo sistema que traz benefício para uma região pode gerar perdas em outra. Por isso, o planejamento precisa considerar margem de segurança e gestão ativa de risco climático”, avalia a analista.

Segundo semestre no radar

Para o segundo semestre, o relatório da StoneX alerta para o risco adicional da sinergia entre um possível El Niño e o Dipolo Positivo do Índico (+IOD). Caso ambos se consolidem a partir de julho, o risco de seca severa tende a aumentar em regiões da Oceania e também no Norte e Nordeste do Brasil, o que pode afetar cadeias agrícolas estratégicas e elevar a volatilidade dos mercados. “Mesmo com a neutralidade no curto prazo, o segundo semestre merece acompanhamento constante. O clima está em transição, e as decisões tomadas agora precisam levar em conta esse grau elevado de incerteza”, salienta Carolina.

Fonte: Assessoria StoneX
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