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Prêmio Oceanus reconhece ações de desenvolvimento e sustentabilidade da pesca e maricultura
Entregue durante a ExpoMAR, a premiação reconhece empresas e instituições que promovem a sustentabilidade e o desenvolvimento da pesca e da maricultura.

O Prêmio Oceanus é uma iniciativa da ExpoMAR, que ouve especialistas do setor para reconhecer iniciativas de empresas e instituições que atuam na pesca e na maricultura. A ExpoMAR se propõe a ser o principal fórum de discussão de estratégias para o desenvolvimento da pesca e da maricultura sustentável. “Diante disso, achamos por bem reconhecer empresas e instituições que, com seu trabalho, contribuem para a sustentabilidade destes setores “, afirma a organizadora da ExpoMAR, Eliana Panty.
Realizada nos dias 29 e 30 de junho, em Itajaí (SC), a ExpoMAR reuniu as principais lideranças dos setores da pesca e da maricultura, pescadores artesanais, armadores, maricultores, indústrias de processamento de pescados, pesquisadores, estudantes e fornecedores da cadeia de suprimentos. “A ExpoMAR abriu espaço para que todos compartilhassem sua expertise e tecnologias, unidos por uma pesca e maricultura competitiva e sustentável, visando cumprir a crescente demanda por alimentos saudáveis no Brasil e no mundo”, completou Panty.
O prêmio, que reconheceu ações inovadoras e sustentáveis na pesca e na maricultura, teve seu nome inspirado na mitologia grega. Oceanus é o filho primogênito de Urano (céu) e Gaia (terra), portanto, o mais velho dos titãs. Para os gregos, Oceanus era o deus das águas correntes, do fluxo e do refluxo e a origem de todas as massas líquidas e fontes de água doce do mundo.
Categorias e premiados
Na categoria Inovação na indústria, a empresa Gomes da Costa foi premiada pela inovação de sua linha de filés de atum em embalagens de vidro, novidade que posiciona o produto no segmento premium. A ação da Gomes da Costa favorece o setor pois, além de agregar valor ao produto, também eleva a percepção do consumidor com relação à proteína.
Na categoria Ensino e Pesquisa na área da pesca, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) foi escolhida para receber o Prêmio Oceanus o prêmio por seu Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira de Santa Catarina (PMAP-SC), vinculado à Escola Politécnica da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A Univali apresentou um relatório sobre a pesca marinha e costeira de Santa Catarina. O documento resulta da coleta de dados, realizada ao longo de três anos, em todo o Litoral do Estado. O resultado também foi compartilhado durante a ExpoMAR, em Itajaí (SC)
Na categoria Ensino e Pesquisa na Maricultura, recebeu Prêmio Oceanus a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC ) por ser a criadora do primeiro curso de aquicultura do país. Além disso, a atuação da universidade federal tem sido determinante no desenvolvimento de tecnologias para a produção de ostras, mariscos, mexilhões e peixes marinhos.
Na categoria Gestão da Pesca, o Prêmio Oceanus foi concedido ao Complexo Lagunar Sul pelo trabalho do Fórum na elaboração participativa do diagnóstico e proposição de novas regras para o reordenamento da pesca no complexo lagunar sul. O Complexo Lagunar Sul Catarinense está localizado ao Sul do estado de Santa Catarina.
O trabalho com certificação de ostras pela empresa familiar foi um dos principais motivos que levou a Freguesia Oyster Bar a receber o Prêmio Oceanus na Categoria Inovação na Maricultura. As ostras da Freguesia Oyster Bar e Restaurante vêm de fazenda marinha com todo o processo de produção certificado. Além de valorizar a produção local, a certificação traz segurança aos consumidores e aos próprios empresários, além de estimular a melhoria na qualidade do produto.
A Camil Alimentos recebeu o Prêmio Oceanus na categoria Sustentabilidade na Indústria por buscar uma matriz energética totalmente limpa. A empresa investiu em uma nova usina de geração de energia térmica (vapor) e elétrica a partir da palha do arroz (biomassa), em unidade, localizada em Itaqui RS. Em paralelo, a nova subsidiária, a Camil Energia Renovável, comercializa o excedente de energia e cuidará de futuros projetos sustentáveis da empresa.
A Cordeiro Pescado recebeu o Prêmio Oceanus na categoria Pesca Industrial por possuir uma embarcação com todas as certificações exigidas para exportação. Trata-se do primeiro barco-fábrica construído totalmente no Brasil. Hoje o único do país que trabalha na captura do camarão-carabineiro em águas profundas. A embarcação tem todas as certificações de indústrias, manipula o pescado a bordo e traz para terra o produto já embalado e pronto para a exportação, uma revolução na frota industrial.
O Prêmio Oceanus será editado anualmente durante a ExpoMAR para reconhecer iniciativas voltadas para a pesca e maricultura.
Com mais de dois mil participantes, a primeira edição da ExpoMAR – Pesca, Maricultura e Logística, foi um sucesso acima da expectativa dos organizadores. O evento será realizado novamente em 2024, em Itajaí, em data a ser divulgada posteriormente.

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França
Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.
Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.
A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.
A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.
Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.
Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.
No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio
Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação
Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.
No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.
União Europeia
Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.
Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.
Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.
Salvaguardas
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.
Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação
Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”
Sobre o acordo
Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.
O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília
Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação
De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.
A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.
Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional
marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.












