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Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista: mais que um prêmio, um legado no campo

Evento da Aurora Coop celebra histórias que inspiram e transformam o agro catarinense com cooperação, dedicação e amor à terra.

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O diretor presidente da Aurora Coop,Neivor Canton, subiu ao palco para um pronunciamento que traduziu com sensibilidade o espírito da premiação (Foto: Divulgação/Aurora Coop).

O relógio ainda marcava as primeiras horas da manhã quando produtores, técnicos, dirigentes e parceiros começaram a ocupar o salão nobre do Complexo de Eventos Tabajara, em Chapecó. O sábado (10) ficou marcado como um momento de reencontro, de celebração e, acima de tudo, de reconhecimento em mais uma edição do Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista 2025, promovido pela Cooperativa Aurora Alimentos, a Aurora Coop.

Entre trocas de abraços e olhares orgulhosos, um sentimento era comum a todos: o de pertencimento. A cada nome anunciado, uma trajetória de superação era aplaudida. A cada família homenageada, vinha à tona o verdadeiro significado do cooperativismo: caminhar juntos, lado a lado, rumo ao desenvolvimento coletivo.

O diretor presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, subiu ao palco para um pronunciamento que traduziu com sensibilidade o espírito da premiação. Ele fez questão de agradecer aos protagonistas da jornada cooperativista, os líderes rurais, dirigentes das cooperativas, os parceiros institucionais e, sobretudo, as famílias do campo. “Temos parceiros fortes para fazer o desenvolvimento acontecer. Educadores, monitores, técnicos de campo. Eles são como professores que levam conhecimento, prática, e ajudam a transformar a realidade das nossas propriedades rurais. São eles que garantem produtividade com responsabilidade e isso agrega valor às atividades que os empresários rurais desenvolvem todos os dias”, destacou Canton.

O evento reuniu lideranças das cooperativas filiadas ao sistema Aurora Coop, representantes do Sebrae, Senar, Sicoob MaxiCrédito, Sicredi, Fecoagro e do Movimento Catarinense pela Excelência (Excelência SC). Parceiros que, como reforçou o diretor, “soam bem aos ouvidos do campo” e estendem suas ações também às cidades, criam um ecossistema de desenvolvimento que ultrapassa fronteiras rurais.

Ao encerrar sua fala, Canton disse que o prêmio é apenas a ponta visível de um trabalho de base consistente, feito com planejamento, parcerias e, principalmente, com pessoas. Gente que não mede esforços para manter viva a essência do cooperativismo, que tem como centro a prosperidade compartilhada.

E foi assim, com emoção, histórias de vida e reconhecimento, que a edição 2025 do Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista se tornou mais que uma cerimônia: virou um marco. Um momento para agradecer, inspirar e, acima de tudo, continuar a construção do agro catarinense com união, respeito e fé no trabalho da terra.

Um legado de família cultivado com amor e cooperação

Dirigentes cooperativistas anunciaram os vencedores do Troféu Aury Luiz Bodanese 2025 (Foto: Divulgação/Aurora Coop).

Na comunidade de Camboin, interior de Videira, o produtor Clodomir Piasson, de 55 anos, guarda na memória cada canto da propriedade onde nasceu, e que até hoje chama de lar. São quase seis décadas de vivência no campo, construídas com esforço, resiliência e um profundo respeito pelos ensinamentos dos pais. “Somos seis irmãos, mas fui eu quem ficou. Moramos juntos por 25 anos, até meus pais falecerem. Depois, comprei a parte das minhas irmãs e continuei aqui. Essa terra faz parte de mim”, contou Clodomir, com emoção nos olhos e sorriso no rosto. A sucessão foi natural, guiada por afeto e responsabilidade.

Ao lado da esposa Serliane Darol, de 46 anos, e das filhas Beatriz (26), Emanueli (19) e Amanda (13), ele administra uma propriedade de 39,9 hectares, com suinocultura, produção de leite de vacas holandesas e um pequeno cultivo de soja. Os animais são cuidados com dedicação pela própria família, que toca a produção sem a contratação de mão de obra externa.

A filha Beatriz optou por seguir carreira fora do campo e estuda, já Emanueli, é símbolo vivo da continuidade desse legado, a jovem decidiu ficar na propriedade e ajudar os pais. “Ela quer isso para a vida e eu sempre digo que temos muito mais recursos para viver da agricultura, as formas de rentabilizar também mudaram. Agora o temos mais tecnologia, incentivos, assistência técnica, apoio da Aurora Coop e da Coopervil. Não estamos sozinhos”, destacou Clodomir.

Essa transformação se deu, também, por meio de capacitações. Clodomir participou de diversos cursos, como QT Rural, Bem-Estar Animal, Conversão Alimentar e nunca se esquece do momento chave: o curso De Olho na Qualidade, feito em 2008. “Foi ali que a minha visão mudou. Passei a enxergar a propriedade como empresa, foi uma virada de chave, lembro até hoje, vejo muita diferença do antes e depois”, lembrou.

Essa trajetória foi reconhecida com o 2º lugar no Troféu Aury Luiz Bodanese, entregue durante o Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista 2025. Clodomir subiu ao palco emocionado, acompanhado da família, grato por tudo o que construiu. “Eu confesso que não esperava. A gente faz por amor, esse prêmio mostra que estamos no caminho certo”.

Com orgulho, ele também lembrou da origem cooperativista que vem do pai, um dos primeiros associados da Coopervil, com matrícula número 40. “É uma história de gerações e eu quero seguir nesse caminho e passar o legado para as minhas filhas”.

Mais do que números e produtividade, o que define Clodomir é o sentimento de pertencimento. Sua história mostra que, quando há apoio, união e conhecimento, a agricultura familiar floresce e emociona.

Vencedores do Trófeu Aury Luiz Bodanese 2025 (Foto: Divulgação/Aurora Coop).

Raízes fortes, frutos duradouros: a força da família no campo

O encerramento do Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista 2025 foi carregado de emoção. O grande vencedor, Roque Eyng, produtor de suínos da comunidade de Linha Cotovelo, não pôde comparecer ao evento — mas seu nome ecoou no palco como exemplo de dedicação e continuidade familiar.

Para representar Roque, subiram ao palco seu filho Jair Eyng, de 35 anos, e o genro Márcio Zimmermann, de 29. “A gente já estava feliz só de estar entre os três melhores da cooperativa. Ganhar o prêmio foi uma surpresa enorme. É muito mais do que uma premiação, é o reconhecimento de um ano inteiro de trabalho. Mostra que a família está unida e que está dando bons frutos”, disse Márcio, emocionado.

A paixão pelas atividades vem de berço e a propriedade familiar é administrada em conjunto por Roque, Jair, Márcio e outros membros da família. Especializada na fase de terminação da suinocultura, aloja atualmente 1.060 animais, com expansão em andamento para mais 750 suínos. Também trabalham com gado de corte (recria e terminação) e produzem grãos como milho e soja. Ao todo, são 90 hectares de área operados por seis membros da família. “Hoje, a propriedade já é sucessão. Decidimos manter o legado do seu Roque, que sempre acreditou na união da família e no amor pela terra. Trabalhar com suínos e cereais se tornou uma paixão. E é isso que nos move”, afirmou Márcio.

A família também investe em constante aprimoramento técnico. Participaram do QT Rural, treinamentos sobre Sustentabilidade, Bem-Estar Animal, Cereais, Suinocultura e o Times de Excelência. “Estamos sempre em busca de conhecimento. Isso nos dá segurança e melhora nossos resultados”.

Ao encerrar sua fala com simplicidade e sabedoria, Márcio deixou um conselho: “A quem está começando, eu digo: nunca desista. Sempre evolua e busque fazer o seu melhor. Não é fácil, mas o agro tem espaço para quem acredita, trabalha e ama o que faz”.

Histórias como a de Clodomir e Roque representam muito mais que conquistas individuais. São retratos vivos de um campo que se renova, que educa e que cresce com as mãos e os corações de famílias inteiras. O Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista 2025 não apenas reconheceu esses esforços — ele os eternizou.

Fonte: Assessoria Aurora Coop

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Master Agroindustrial avança para o exterior com entrada em empresa chilena

Negócio envolve aquisição de ações e criação de sinergias produtivas e comerciais entre as companhias.

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Fotos: Divulgação

A Master Agroindustrial S.A., empresa brasileira do setor de carne suína, concluiu a aquisição de 38% das ações do Grupo Coexca S.A., do Chile. A operação envolve a compra de participações de diferentes sócios, entre eles o fundo de investimento dinamarquês Impact Fund Denmark (IFU).

Com o negócio, as duas companhias passam a estruturar uma parceria voltada à geração de sinergias nas áreas produtiva, industrial, comercial e de inovação. A transação marca a entrada mais forte da Master no mercado internacional, ampliando sua atuação para além do Brasil.

De acordo com o CEO da Master, Mario Faccin, a operação faz parte do processo de internacionalização da empresa, que já exporta para mais de 20 países. Ele afirma que a associação com a Coexca reforça a estratégia de expansão e integração industrial, além de contar com o apoio do Grupo Vall Companys.

A Master atua no mercado brasileiro de proteína suína com a marca Sulita. A empresa registra faturamento anual de US$ 250 milhões, conta com mais de 2.000 funcionários, 350 produtores integrados e produção superior a 100 mil toneladas de carne por ano. São 42 mil matrizes reprodutoras e cerca de 1,2 milhão de suínos produzidos anualmente, sendo 70% destinados ao processamento e 30% comercializados vivos. A companhia projeta dobrar o faturamento até 2030.

O CEO da Coexca S.A., Guillermo García, destacou que a entrada da Master na empresa abre uma nova etapa de crescimento, apoiada na experiência do grupo brasileiro e do Grupo Vall Companys.

Com sede na região do Maule, no Chile, a Coexca atua na produção e exportação de carne suína em modelo verticalizado. A empresa registra vendas de US$ 165 milhões, exporta para mais de 30 mercados e gera mais de 1.000 empregos. Possui 14 mil matrizes e abate mais de 470 mil suínos por ano, com volume superior a 56 mil toneladas de carne processada.

O responsável internacional do Grupo Vall Companys, Tomás Blasco, afirmou que a parceria deve reforçar a presença do grupo no mercado latino-americano. O conglomerado espanhol, com sede em Lleida, atua em cadeia produtiva integrada e registra faturamento superior a 4 bilhões de euros, com mais de 15 mil funcionários.

Fonte: Assessoria
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Genética Topigs Norsvin é destaque em premiação internacional de produtividade da Agriness

Companhia celebra pódio no ranking com propriedades parceiras que ultrapassam a marca de 280 quilos desmamados por fêmea ao ano

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Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA

A 18ª edição do prêmio Melhores da Suinocultura da Agriness, realizada a bordo de um cruzeiro que celebrou os 25 anos da organizadora, reconheceu mais uma vez os números de excelência do setor. O projeto de benchmarking, que analisou dados de 2.689 granjas e mais de 2,4 milhões de matrizes localizadas na América Latina, Europa e Ásia, consagrou a genética Topigs Norsvin como o grande destaque, com produtores parceiros no topo do ranking.

O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.

A avaliação principal do prêmio é baseada no índice de Desmamados por Fêmea ao Ano (DFA). Na categoria para granjas com mais de 3.000 matrizes, o primeiro lugar ficou com a Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA. O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.

Granja Canal, de Itá (SC), também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

O desempenho de alta performance se repetiu na categoria de 301 a 500 matrizes. A Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA) em 2025. Na mesma categoria, a Granja Canal, de Itá (SC), que opera com 70% de genética Topigs Norsvin em sua estrutura, também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA)

O diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, parabeniza a Agriness pelo marco de um quarto de século e pela realização de um evento tão grandioso para a suinocultura. “Os resultados dos nossos parceiros chancelam a eficiência do nosso programa de melhoramento no campo pois entregamos matrizes produtivas e animais robustos. Dessa forma, o produtor converte esse potencial genético em rentabilidade real na granja”, afirma Canedo.

Evolução e reconhecimento

O prêmio foi idealizado em 2006 com foco em promover uma competição saudável e incentivar a gestão eficiente. Atualmente, o levantamento avalia o desempenho de propriedades no Brasil, Argentina, Colômbia e China.

A parceria histórica entre a Topigs Norsvin e a Agriness rendeu uma homenagem especial durante a programação: a companhia recebeu um troféu de reconhecimento pelo fomento e apoio ao desenvolvimento do setor.

“Receber esse troféu tem um significado enorme para o nosso time. A nossa parceria com a Agriness e com os produtores foca em elevar a régua técnica do mercado com resultados reais e sustentáveis, e sermos a única casa de genética reconhecida com essa homenagem mostra que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Canedo.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Reunião Global da PIC reúne especialistas para discutir avanços técnicos na produção de suínos

Encontro internacional da PIC reúne especialistas da área técnica para debater sanidade, genética, biossegurança, inovação aplicada e eficiência produtiva na suinocultura.

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Foto: Divulgação/Agroceres PIC

A equipe da Agroceres PIC participou, nesta semana, da reunião global de Serviços Técnicos e Desenvolvimento de Produtos da PIC, realizada em Fort Worth, no Texas. O encontro reuniu mais de 250 profissionais de diferentes países. O objetivo foi discutir temas prioritários da suinocultura, como sanidade, genética, biossegurança, sustentabilidade e eficiência produtiva. A programação concentrou debates técnicos sobre os desafios da atividade e também promoveu a troca de experiências entre equipes que atuam diretamente na produção de suínos em diferentes regiões do mundo.

A programação incluiu temas como resistência à PRRS, pesquisa e desenvolvimento, fenotipagem digital, critérios de seleção genética, benchmarking global, robustez de matrizes, qualidade de carne, saúde e biossegurança. Também foram apresentadas iniciativas voltadas à sustentabilidade na produção. Esse conjunto de conteúdos reforçou o caráter técnico da reunião e destacou o valor da troca internacional de experiências para a atualização das equipes envolvidas com genética e produção suína.

Para Amanda Pimenta, gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC, o encontro é uma oportunidade de alinhar conhecimentos e compartilhar experiências entre equipes que atuam em contextos produtivos distintos. “A reunião reúne profissionais de diferentes regiões e áreas técnicas para discutir os temas mais relevantes da produção de suínos na atualidade”, comenta. “É um espaço importante para troca de experiências, apresentação de desafios, discussão de resultados e atualização conjunta sobre questões que vão de avanços mais amplos, como resistência a doenças, até aspectos técnicos do dia a dia das granjas”, afirma.

Segundo Amanda, ao reunir especialistas de Genética, Serviços Genéticos, Serviços Técnicos, Produção, Boas Práticas de Produção e Bem-estar Animal, o encontro amplia a circulação de conhecimento entre regiões e contribui para qualificar o debate técnico sobre temas que hoje estão na dianteira da evolução da suinocultura mundial.

Fonte: Assessoria Agroceres PIC
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