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Suínos

Prejuízo na suinocultura mais que dobra e chega a R$ 94 por animal abatido

Aumento da oferta derrubou em 9% o preço do suíno vivo, enquanto o custo de produção permaneceu acima da cotação de mercado.

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O mercado de suínos manteve a trajetória de queda em maio, com aumento da oferta de animais pressionando as cotações. Mesmo com o desempenho positivo das exportações, os produtores enfrentaram margens negativas e a indústria que atua no mercado interno também registrou redução na rentabilidade.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o preço do suíno vivo caiu 9% na média dos estados da Região Sul e de Minas Gerais, índice ponderado pelos abates, com comportamento semelhante em São Paulo. A cotação média ficou em R$ 5,25 por quilo, enquanto o custo estimado de produção foi de R$ 6,03/kg.

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Com isso, o prejuízo por animal abatido aumentou de R$ 40 em abril para R$ 94 em maio, levando o spread da suinocultura para -15%.

Os dados do IBGE mostram que os abates de suínos cresceram 5,5% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar disso, como as carcaças ficaram 2,7% mais leves, a produção de carne avançou 2,6% no período.

Ainda segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, as exportações do primeiro trimestre cresceram 18%, reduzindo em 2,6% a disponibilidade de carne no mercado interno. No entanto, o aumento de 9% nos abates em março, mantido em patamar superior ao de 2025 também em abril, elevou a oferta doméstica e contribuiu para a queda dos preços do suíno vivo nos dois últimos meses.

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No mercado externo, os embarques seguiram acima dos registrados no ano passado, embora tenham recuado em relação a março. Em maio, o Brasil exportou 111 mil toneladas de carne suína, volume 4,9% superior ao de maio de 2025. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o crescimento foi de 12%.

No segmento exportador, o spread recuou para 38%, após o custo de produção avançar em ritmo ligeiramente superior ao reajuste de 0,3% no preço da carne exportada. Ainda assim, o indicador permaneceu acima da média dos últimos cinco anos, de 35%.

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o ajuste nos preços do suíno vivo em 2026 teve impacto mais significativo sobre os produtores, principalmente os independentes. Já a indústria voltada ao mercado interno também registrou margens menores do que as observadas em 2025, acompanhando a queda nos preços da carcaça.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA

Suínos

Mercado de suínos vive ciclo prolongado de desvalorização em 2026

Excesso de oferta e exportações insuficientes mantêm pressão sobre os preços do animal vivo.

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Os preços do suíno vivo posto na indústria seguiram em queda no mês de junho, marcando o sexto mês consecutivo de desvalorização.

Na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), as cotações atingiram o menor patamar desde julho de 2006, em termos reais, com valores deflacionados pelo IGP-DI de maio de 2026. A média do mês ficou em R$ 5,25 por quilo, recuo de 2,9% em relação a maio e queda de 41,2% na comparação com junho de 2025. Em julho de 2006, o preço registrado na região era de R$ 5,14 por quilo.

Foto: O Presente Rural

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o cenário atual mantém o movimento de baixa observado desde o início do ano. De acordo com agentes do setor consultados pelo centro de pesquisas, o plantel de matrizes vem crescendo há cerca de quatro anos, enquanto a demanda interna não acompanhou esse avanço.

Ainda conforme o Cepea, as exportações não têm sido suficientes para absorver o excedente de oferta, o que contribui para a continuidade da pressão sobre os preços no mercado de suíno vivo.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

SBSS debate uso de tecnologia na nutrição de suínos

Tema integra a programação científica do evento e trata de ferramentas digitais aplicadas à alimentação animal.

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O uso de tecnologias inteligentes para otimizar a nutrição animal e aumentar a eficiência produtiva estará em pauta no 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), a palestra “Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional” será ministrada pelo professor e pesquisador Bruno Silva, no dia 13 de agosto, às 8h30, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Palestra “Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional” será ministrada pelo professor e pesquisador Bruno Silva

Integrando a programação da manhã de encerramento do evento, a apresentação abordará como sensores, conectividade e ferramentas de monitoramento estão transformando a forma de alimentar os animais, permitindo decisões mais assertivas, redução de desperdícios e melhor aproveitamento dos nutrientes. O conceito de alimentação de precisão vem ganhando espaço na produção animal por possibilitar sistemas mais eficientes, sustentáveis e alinhados às necessidades individuais dos animais.

Bruno Silva é zootecnista formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), onde também concluiu o mestrado em Bioclimatologia Animal. Possui doutorado em Bioclimatologia e Nutrição de Suínos pela UFV e pelo Institut National de la Recherche Agronomique (INRAE), da França, além de pós-doutorado em Nutrição de Suínos pela mesma instituição.

Ao longo de sua trajetória, atuou como pesquisador em nutrição de suínos no Institute for Pig Genetics (IPG), na Holanda, e no TOPIGS Norsvin Research Center, além de ter exercido a função de gerente global de nutrição de suínos da TOPIGS Norsvin Internacional. Desde 2012, é professor e pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desenvolvendo estudos nas áreas de nutrição, produção e adaptação ambiental de suínos.

Também é coordenador do Núcleo de Estudos em Produção de Suínos (NEPSUI/UFMG), editor associado do periódico científico internacional Animal: An International Journal of Animal Bioscience, revisor de importantes revistas científicas internacionais e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Seus trabalhos envolvem parcerias com universidades, centros de pesquisa e multinacionais da América Latina, Europa e Ásia.

Foto: Andressa Kroth/UQ Eventos

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a tecnologia tem assumido papel cada vez mais relevante dentro da produção animal. “A suinocultura moderna exige decisões rápidas, precisas e baseadas em dados. A alimentação de precisão representa uma importante evolução nesse processo, permitindo maior eficiência produtiva, melhor aproveitamento dos recursos e mais sustentabilidade para a atividade”, afirma.

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, o tema demonstra como a inovação está transformando o setor. “Hoje temos ferramentas capazes de monitorar informações em tempo real e gerar dados que auxiliam diretamente na tomada de decisão. A alimentação de precisão conecta nutrição, tecnologia e gestão, tornando-se uma das principais tendências para o futuro da produção de suínos”, ressalta.

As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologia e negócios

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Programação geral

• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair

Terça-feira (11)

13h30 – Abertura da Programação Científica

Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim

14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann

14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa

15h25 às 15h55 – Mesa Redonda

16h00 às 16h30 – Coffee break

16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua

17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura:
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR

Quarta-feira (12)

Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila

08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira

09h20 as 09h50 – Mesa Redonda

09h50 às 10h20: Coffee Break

Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto

10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez

11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber

12h00 às 12h30 – Mesa Redonda

12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço

12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske

15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise

15h30 às 16h00: Coffee Break

16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae

16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima

17h35 às 18h00 – Mesa Redonda

18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)

20h00: Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (13)

08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva

09h10 às 09h30 – Perguntas

9h30 às 10h00 – Coffee Break

Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato

10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin

11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós

11h45 às 12h15 – Mesa Redonda

12h15 – Sorteio de brindes e encerramento

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Suínos

Suíno vivo encerra junho com preços mistos entre os estados

Indicador Cepea/Esalq mostra comportamento desigual nas cotações regionais, com variações positivas e negativas no período.

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O indicador do suíno vivo Cepea/Esalq registrou preços distintos entre os estados no dia 30 de junho de 2026. As cotações seguiram comportamento misto, com variações positivas e negativas no comparativo diário e mensal.

Em Minas Gerais (posto), o valor foi de R$ 5,87/kg, sem variação no dia e com alta de 4,45% no mês. No Paraná (a retirar), o preço ficou em R$ 4,63/kg, com queda de 1,07% no dia e recuo de 1,91% no mês.

No Rio Grande do Sul (a retirar), a cotação chegou a R$ 5,05/kg, com leve alta de 0,20% no dia, mas baixa de 1,37% no mês. Em Santa Catarina (a retirar), o indicador também marcou R$ 5,05/kg, com avanço de 0,40% no dia e alta de 3,27% no mês.

Em São Paulo (posto), o preço foi de R$ 5,28/kg, com recuo de 0,38% tanto no dia quanto no acumulado mensal.

Fonte: O Presente Rural
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