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Notícias Segundo Cepea

Preços no mercado independente de suínos seguem tendências opostas

Essas recentes reações nos preços têm recuperado o otimismo de alguns produtores

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Divulgação/Agência Brasil

As movimentações no mercado independente de suínos foram bastante distintas dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias – interrompendo, portanto, a longa sequência de uniformidade na tendência observada no setor.

Segundo colaboradores do Cepea, em algumas praças, como na SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) e em Arapoti (PR), agentes seguem relatando dificuldades em negociar novos lotes de animais devido ao recuo de compradores, contexto que resulta em quedas nos preços.

Já em outras regiões, principalmente nas de Minas Gerais, as vendas se aqueceram, o que vem elevando as cotações do suíno vivo. Além das praças mineiras, no Oeste Catarinense, a melhora nas vendas aos frigoríficos locais também impulsionou os valores.

Essas recentes reações nos preços têm recuperado o otimismo de alguns produtores, que, agora, voltam a aguardar maior liquidez nestas últimas semanas do ano, fundamentados também no típico aquecimento das vendas nesse período.

Fonte: Cepea
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Notícias

JBS troca experiências sobre melhores práticas de ESG no 1º Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento da Abras

Evento contou com a participação do CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, e do diretor de Sustentabilidade da Companhia, Márcio Nappo

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Foto: Divulgação

A JBS participou nesta quinta-feira (17.jun) do 1º Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, realizado pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados). O evento, comandado pela jornalista Rosana Jatobá, teve patrocínio da JBS e reuniu lideranças e autoridades para trocar experiências sobre os principais desafios da cadeia de abastecimento e as melhores práticas ESG.

O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, fez uma participação especial na abertura do painel Impacto Social e Ambiental. Em sua mensagem, falou diretamente com as lideranças sobre a urgência de se frear as mudanças climáticas. O executivo lembrou a importância do papel das empresas como agentes transformadores para combater o aquecimento global: “O setor privado tem papel crucial. Temos o poder de promover uma nova revolução verde e temos que ter clareza de que, se seguirmos produzindo como fazemos hoje, não há plano b. A solução está diante de nós, na natureza, na agropecuária. Temos que trabalhar juntos”.

Tomazoni destacou ainda o compromisso Net Zero 2040 da JBS, pelo qual a Companhia se comprometeu a zerar o balanço de suas emissões de gases causadores do efeito estufa até 2040 em toda a sua cadeia produtiva. “Sustentabilidade é o farol que nos guia. Não só porque é a coisa certa a ser feita, mas porque é a única opção”, afirmou.

Mais tarde, o diretor de Sustentabilidade da JBS, Márcio Nappo, foi um dos palestrantes do painel Cases de Sucesso da Cadeia de Abastecimento. Ele dividiu o debate com executivos de outras grandes empresas dos setores de supermercados e alimentos. Com uma dinâmica de apresentar desafios e soluções da agenda ESG que podem ser incorporados à cadeia produtiva, os painelistas discorreram sobre os principais temas pertinentes a seus setores.

Nappo destacou duas das principais ações que orientam a Companhia: a redução da intensidade das emissões de carbono e a rastreabilidade de toda a cadeia de fornecedores de bovinos. O executivo citou que a JBS, líder global no setor de proteínas e a segunda maior empresa de alimentos do mundo, trabalha desde 2009 com um sistema de monitoramento via satélite de seus fornecedores de bovinos no Bioma Amazônia e que todas as fazendas que fornecem para a Companhia precisam estar em conformidade com as leis ambientais, entre outros critérios socioambientais. Nappo citou ainda a dimensão desse monitoramento: “É uma área que corresponde a uma vez e meia a área da Alemanha na Amazônia”.

O executivo complementou citando a Plataforma Pecuária Transparente, ferramenta da JBS que usa tecnologia blockchain para estender o mesmo monitoramento para os fornecedores dos fornecedores da Companhia, ampliando a rastreabilidade da matéria-prima. Uma iniciativa que já está sendo implantada com sucesso e que nasceu com o objetivo de se tornar uma solução para todo o setor.

Além disso, Nappo ressaltou que o projeto também pretende ajudar os fazendeiros que apresentarem não conformidades. “Queremos ajudar a melhorar a gestão da fazenda. Por isso, criamos os Escritórios Verdes, que ajudam os produtores a fazer essa regularização”.

Para concluir o painel, cada participante listou quais são os principais desafios e soluções que encontram relacionados à agenda ESG em suas companhias. Nappo citou a importância do reflorestamento de áreas degradadas e reforçou o objetivo da JBS de se tornar Net Zero até 2040.

 

Fonte: Assessoria
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Notícias Paraná

Polícia Civil do Paraná e Adapar investigam adulteração em fertilizantes

É importante que produtor fique atento quanto ao material recebido na propriedade e caso conste alguma irregularidade, procure a Adapar

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Divulgação/Adapar

Nos últimos anos a agricultura brasileira teve um salto em produtividade. Esse resultado positivo deve-se a diversos fatores, como clima favorável para o desenvolvimento das culturas, utilização dos defensivos agrícolas para combate de pragas e doenças, melhoramento genético das plantas para alta produção e adequação do solo com utilização dos corretivos e fertilizantes. Com o uso dos fertilizantes foi possível tornar um solo pobre em nutrientes em um solo agricultável e produtivo por muito tempo. A matéria-prima deste insumo geralmente é importada de outros países e cotada em dólar e, por isso, apresenta significativo impacto no custo de produção do agricultor.

Devido a seu alto valor agregado, os fertilizantes frequentemente são objeto de adulteração em sua qualidade. No ano de 2016 a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR) atendeu casos de adulteração de fertilizantes que ocorreram nos municípios de Toledo e Cascavel, no Oeste do Paraná. Na oportunidade, os agricultores adquiriram um total de aproximadamente 200 toneladas de fertilizantes produzidos por empresa idônea no mercado e que foram comercializados por estabelecimentos comerciais devidamente registrados.

No entanto, ao iniciar a semeadura, os agricultores perceberam anormalidades nas características físicas do produto e comunicaram a Agência para averiguar possíveis irregularidades. Após amostragem oficial o resultado laboratorial acusou deficiência em todos os nutrientes garantidos nos produtos, constando que os lotes analisados não continham praticamente nenhum dos elementos na composição. Caso semelhante ocorreu em 2019 no Estado do Mato Grosso causando prejuízos milionários para diversos agricultores.

Investigação policial

A Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon, PR, iniciou investigação durante os meses de abril e maio de 2021 sobre a ocorrência de adulteração de fertilizantes que foram entregues na região oeste do Paraná. De acordo com o delegado da Polícia Civil, Rodrigo Baptista Santos, no dia 07 de maio foi verificado a chegada de dois caminhões carregados de adubos vindos do Porto de Paranaguá e entregues em empresas localizadas em Marechal Cândido Rondon e Mercedes que se apresentavam adulterados para fórmulas de péssima qualidade, sendo então realizada a abordagem.

Realizado o teste preliminar no material, foi constatado que era totalmente adulterado, não tendo a mínima qualidade e propriedades necessárias para fazer efeito no solo do agricultor. Sendo assim, o motorista do caminhão foi conduzido para a Delegacia. No momento da abordagem, o motorista, inclusive, quebrou o telefone celular buscando esconder provas.

Foram lavradas as apreensões de todos os materiais. A investigação agora vem se aprofundando a fim de identificar todos os envolvidos na ação criminosa, e tem apontado para diversas cargas dessa natureza já terem sido entregues na região. Até momento já foram identificadas seis cargas com valor aproximado de R$ 91 mil cada, gerando um prejuízo de mais de meio milhão de reais.

Fiscalização

A Adapar é a instituição oficial responsável pela Defesa Agropecuária do Estado do Paraná e entre as diversas atividades de rotina executadas pelos fiscais da Gerência de Sanidade Vegetal destaca-se a fiscalização de corretivos e fertilizantes tanto no comércio quanto em propriedades rurais.

De acordo com a coordenadora do Programa de Fiscalização de Fertilizantes da Adapar, engenheira agrônoma Caroline Garbuio, no presente caso, a fiscalização observou diversos itens nos fertilizantes suspeitos, tais como origem fiscal do produto, registro do estabelecimento produtor e do comerciante, especificações, lacres, características das embalagens e rótulos e tudo indicava inicialmente ser produto original. No entanto, após avaliações mais detalhadas, foram observadas diferenças nas características físicas entre os fertilizantes acondicionados em embalagens consideradas originais com as embalagens dos fertilizantes apresentando indícios de adulteração. “Desta forma, realizamos coletas oficiais, considerando 222 toneladas desses fertilizantes suspeitos e encaminhamos para análise em laboratório oficial do Estado para atestar a adulteração”, conta.

Segundo Caroline, muitas vezes a adulteração é realizada de forma tão perfeita que somente a análise laboratorial no fertilizante é que permite detectar esse tipo de irregularidade.

Danos a agricultura

A eficiência do fertilizante é medida pelo ganho de produção por unidade de nutriente aplicado de forma que a dose aplicada deve corresponder a necessidade da cultura, para promover retornos adequados sobre os investimentos. Para manter a fertilidade química a adubação precisa suprir a exigência da cultura, para compensar as quantidades de macro e micronutrientes exportados como produto colhido mais aquelas perdidas do solo por erosão, lixiviação e volatilização.

De acordo com a doutora Maria do Carmo Lana, professora de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), as práticas de calagem e adubação assumem grande relevância, sendo responsáveis por cerca de 50% dos ganhos de produtividade, de forma que necessitam ser aplicados para alcançar o melhor retorno econômico. “Considerando, por exemplo, o fósforo, que é um dos elementos mais limitantes nos solos brasileiros, para uma condição de nível médio de fertilidade do solo quanto a este nutriente, visando alcançar 5 t/ha de soja, um fertilizante que deveria conter 07-30-12 de N-P2O5-K2O e na realidade possui 01-04-05 de N-P2O5-K2O, corresponde a aplicação de apenas 12% da necessidade de recomendação de fósforo da cultura, refletindo em baixa eficiência do fertilizante aplicado e baixa produtividade alcançada. Portanto, a garantia do fertilizante quanto à concentração de nutrientes é uma das características preponderantes na qualidade do fertilizante”, informa.

Dicas importantes para evitar adquirir fertilizantes adulterados:

  • Sempre adquirir fertilizantes de empresas fabricantes registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de estabelecimentos comerciais registrados na Adapar. Nestes locais ocorrem fiscalizações rotineiras para verificação da conformidade dos produtos;
  • Sempre exija a nota fiscal de compra dos fertilizantes;
  • Contratar empresas de transportes idôneas, pois é grande o indício de adulterações dos fertilizantes durante o transporte;
  • Ao receber o fertilizante no comércio ou em propriedade rural verificar se os lacres da carga (lona/carroceria) conferem com o número identificado na nota fiscal. Conferir se os lacres das embalagens dos fertilizantes não foram violados (rompidos ou dilatados) e se as características das embalagens e rótulos conferem com as descrições da nota fiscal, como por exemplo: as garantias dos nutrientes, registros de estabelecimento, nº do lote, data de fabricação, especificações físicas;
  • Para verificar a conformidade do fertilizante, o próprio agricultor pode realizar coleta de amostras e encaminhar para análise em laboratório credenciado no Ministério da Agricultura. Neste caso, é importante que a amostragem ocorra considerando o mesmo lote do produto e a retirada da amostra abranja toda a extensão da embalagem, tendo em vista que é comum em fertilizantes adulterados a presença de fertilizante original apenas na parte superior da embalagem e o restante ser adulterado;
  • Se no momento da semeadura o agricultor observar problemas nas características do fertilizante, suspenda a utilização do fertilizante e entre imediatamente em contato com a empresa que comercializou este produto, bem como, com o representante da empresa fabricante, pois estes conhecem as características do produto e podem auxiliar inicialmente em suspeita de adulteração;
  • Permanecendo a dúvida, entre em contato com a Unidade da Adapar mais próxima.

Fonte: Adapar
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Notícias Produção

Lideranças do agro e produtores rurais levantam custos de produção em SC

Painéis virtuais tiveram por objetivo calcular os preços praticados nas culturas de soja, milho, trigo e arroz

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Divulgação

Três painéis de levantamento dos custos de produção do Projeto Campo Futuro foram realizados nesta semana, de forma virtual, em Santa Catarina. Desenvolvido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), a iniciativa contou com a parceria do Sistema FAESC/SENAR-SC e Sindicatos Rurais. A proposta é calcular os custos de produção nas propriedades e disponibilizar informações para os produtores sobre o mercado. Outros sete painéis estão programados para julho e agosto em seis municípios.

Os dois primeiros painéis da semana discutiram as culturas de soja, milho e trigo em Xanxerê (dia 15) e Campos Novos (dia 16). Na quinta-feira (17), o evento, realizado em Tubarão, focou no custo de produção de arroz. Os encontros contaram com a participação de lideranças, técnicos e produtores rurais dos municípios envolvidos.

Na abertura de cada encontro, o presidente da Faesc José Zeferino Pedrozo, o vice-presidente Enori Barbieri e os presidentes dos Sindicatos Rurais dos três municípios destacaram a importância da iniciativa para que os produtores minimizem riscos e assegurem rentabilidade, tendo como base um estudo local.

Pedrozo reforçou que o Campo Futuro traz informações valiosas sobre custos de produção. Reconheceu a importante parceria entre a CNA e o CEPEA que oferecem condições para que o setor conheça os dados e valorizou o papel dos técnicos que vão até os produtores fazer um trabalho de grande representatividade. “É uma iniciativa que permite a geração de informação para a administração de custos, riscos de preços e gerenciamento da produção. Com isso, o produtor tem subsídios para tomar as melhores decisões”, observou.

Campos Novos

O assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Fábio Carneiro, destacou que em Campos Novos, as lavouras no geral tiveram um bom resultado na safra 2020/2021. No milho 1ª safra, a expectativa era colher de 180 a 200 sacas por hectare, mas o resultado médio ficou em 110 sacas. Os danos da cigarrinha do milho e um período de estiagem no desenvolvimento vegetativo reduziu o potencial produtivo das lavouras”, explicou.

De acordo com a análise das culturas, os produtores do município devem aumentar a área plantada de milho 1ª safra na próxima safra. “A perspectiva é ter bom resultado, mas o controle da cigarrinha ainda preocupa e afeta na decisão de plantio”, ressaltou Carneiro.

O levantamento identificou ainda que os custos com insumos para a soja subiram quase 15% e que a praga tripes (Thysanoptera) tem sido registrada no campo com mais frequência pelos produtores da região. Já nas culturas de inverno, trigo e aveia apresentaram bons resultados e conseguiram pagar o custo total.

Xanxerê

Em Xanxerê, região mais afetada pela cigarrinha em 2021, a perspectiva é a redução em até 20% da área plantada do milho na próxima safra. “Os produtores apontaram que estão selecionando o material que será plantado na próxima safra, com foco em resistência à cigarrinha, deixando de lado a produtividade. Isso pode afetar de certa forma a produção para o próximo ano na região”, afirmou o coordenador do Campo Futuro, Thiago Rodrigues.

O painel mostrou também que o uso do seguro rural é pouco efetivo, uma parcela reduzida de produtores fez uso dessa ferramenta, apenas aqueles que possuíam parte da safra financiada por instituições que trabalham com crédito oficial. Tal situação, por exemplo, limita o produtor a utilizar os benefícios do Proagro, avalia Rodrigues.

Em relação aos custos, para soja o levantamento apontou que 57% do Custo Operacional Efetivo (COE) foram referentes ao desembolso com insumos, e desse desembolso, o gasto com fertilizante ocupou 38%. A produtividade média da soja foi de 58 sacas por hectare.

O milho fechou o COE com um desembolso maior com insumos, 62% desse custo e o destaque também foi o gasto com fertilizantes. A expectativa dos produtores no início da safra era colher acima de 200 sacas por hectare, mas o resultado obtido foi de 130.

“Nas outras culturas analisadas o destaque foi para o feijão. O levantamento apontou uma produtividade de 22 sacas por hectare, somada a um preço favorável, trouxe bons resultados financeiros para o produtor. Já para o trigo, apenas as despesas de desembolso foram cobertas, apesar de a produtividade ter sido boa, com 55 sacas por hectare”, ressaltou Rodrigues.

Confira a programação dos próximos painéis do Campo Futuro

A programação do Projeto Campo Futuro segue no dia 20 de julho com dois painéis em Seara: suinocultura (UT), das 9 às 13 horas e suinocultura (UPL), das 14 às 18 horas.  No dia 21, serão realizados eventos sobre avicultura (corte) em Chapecó, das 9 às 13 horas, e em Itaiópolis, das 14 às 18 horas.  Os painéis seguem no dia 2 de agosto, das 14 às 18 horas, em São Joaquim sobre fruticultura (maçã); no dia 3, das 14 às 18 horas, em Ituporanga sobre horticultura (cebola); e no dia 5, das 14 às 18 horas, sobre horticultura (alho).

Fonte: Assessoria
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CONBRASUL/ASGAV

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