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Preços médios de bovinos machos e fêmeas atingem diferença recorde

Cenário se deve à sustentação dos preços do animal macho e à queda nos valores da vaca.

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Arquivo/OP Rural

A diferença média entre os preços das arrobas dos animais machos e fêmeas prontos para abate, ambos comercializados no mercado paulista, está em patamar recorde, de acordo com a série histórica mensal do Cepea.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário se deve à sustentação dos preços do animal macho e à queda nos valores da vaca.

Na parcial deste ano (de dezembro/2021 a maio/2022), enquanto a arroba do boi gordo no mercado paulista apresenta ligeira desvalorização nominal de 0,55%, o preço da vaca registra queda de fortes 8,48%.

Pesquisadores do Cepea indicam que, no caso do boi, os valores são sustentados pela forte demanda internacional pela carne, sobretudo chinesa, e pela oferta enxuta.

Já no caso da vaca, a proteína da fêmea geralmente é destinada ao mercado brasileiro, que, vale lembrar, atravessa um período de demanda enfraquecida, tendo em vista o fragilizado poder de compra de grande parte da população.

Fonte: Cepea

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Conferência em Brasília discute como ciência e inovação podem acelerar metas da Agenda 2030 no Brasil

Encontro da rede ligada à pesquisa agropecuária reúne governo, setor produtivo e sociedade civil para debater educação, bioeconomia e uso de inteligência artificial no desenvolvimento sustentável.

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Imagem Ilustrativa - Foto: Divulgação

Brasília sediará, no dia 22 de abril, a Conferência Livre da Rede ODS da Embrapa, evento que reunirá especialistas, gestores públicos, representantes de ministérios e empresas públicas, organismos internacionais, do setor produtivo e movimentos sociais para discutir o papel da ciência, tecnologia e inovação na implementação da Agenda 2030 no Brasil.

A iniciativa integra as atividades comemorativas dos 53 anos da Embrapa e será realizada em formato semipresencial, na sede da instituição, com participação estimada de cerca de 100 pessoas. O encontro também se conecta à preparação da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), considerada estratégica para alinhar políticas públicas e desenvolvimento sustentável no país.

A proposta da conferência é fortalecer a articulação entre diferentes setores — governo, comunidade científica, setor produtivo e sociedade civil — em torno de soluções que integrem educação, inovação e desenvolvimento territorial.

Para Ana Maria Costa, pesquisadora da Assessoria de Relações Institucionais e Governamentais (ARIG) e à frente das ações de relacionamento institucional da Rede ODS Embrapa, o evento cumpre um papel estratégico de conexão entre atores e agendas: “a Conferência Livre amplia o diálogo entre diferentes setores e fortalece a articulação institucional necessária para transformar conhecimento em ação. É nesse espaço que construímos pontes entre ciência, políticas públicas e as demandas reais da sociedade”.

Entre os temas centrais estão ODS 4 (Educação de Qualidade) e ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), considerados pilares para ampliar a capacidade tecnológica e promover uma industrialização sustentável no Brasil.

De acordo com o documento que embasa a proposta, o país já possui uma base consolidada de industrialização de matriz biológica, como a cadeia sucroalcooleira, mas ainda enfrenta o desafio de ampliar sua complexidade tecnológica e promover maior inclusão produtiva. Nesse contexto, a pesquisa agropecuária e a integração com a educação técnica e profissional são apontadas como fundamentais para impulsionar a bioeconomia e o desenvolvimento regional.

Outro destaque do encontro será o debate sobre o uso da chamada Inteligência Artificial Regenerativa, aplicada ao manejo sustentável dos recursos naturais.

Para Betulia de Morais Souto, da Gerência-Adjunta de Inclusão Socioprodutiva e Digital da Diretoria de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia (DINT) e à frente das ações de engajamento interno da Rede ODS, a conferência também representa um movimento de mobilização institucional: “a Rede ODS é, antes de tudo, um espaço de engajamento. A conferência fortalece essa construção ao mobilizar pessoas, conectar iniciativas e ampliar a consciência sobre o papel de cada área e de cada membro da rede na agenda ODS”, explica.

Para ela, a tecnologia pode, por exemplo, apoiar práticas agrícolas mais eficientes, com redução de insumos químicos e aumento da captura de carbono, contribuindo para a sustentabilidade dos biomas brasileiros.

Segundo Marisa Prado, da Supervisão de Sustentabilidade Corporativa da Diretoria de Governança e Informação (DEGI) – área que ancora a Rede ODS Embrapa – e coordenadora do processo e  do Grupo de Trabalho, o evento se configura como um espaço estruturante da agenda de sustentabilidade.

A conferência contará com a participação de representantes dos poderes Legislativo e Executivo e de instituições estratégicas, como ministérios, bancos públicos e entidades de fomento à inovação. Também estão previstas contribuições de organizações da sociedade civil, movimentos sociais e entidades científicas, ampliando o diálogo entre diferentes perspectivas e saberes.

A programação inclui painéis de discussão, grupos de trabalho e uma plenária final para consolidação de propostas que poderão contribuir para políticas públicas e estratégias nacionais voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Para os organizadores, a realização do evento em Brasília reforça o papel da capital como centro de articulação política e institucional, favorecendo a construção de soluções integradas para os desafios da sustentabilidade. A expectativa da diretora de Governança e Informação, Selma Beltrão, é que encontro contribua para fortalecer políticas públicas, ampliar parcerias e acelerar a adoção de tecnologias voltadas à melhoria da qualidade de vida, especialmente em comunidades rurais e em situação de vulnerabilidade.

As inscrições poderão ser feitas neste link. O evento será híbrido e o público poderá participar das discussões.

Fonte: Assessoria de Comunicação (Ascom)
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Seminário da Mulher da C.Vale reúne mil participantes em Palotina

Capitão da reserva do Corpo de Bombeiros, Léo Farah, usou experiências em Mariana e Brumadinho para falar sobre disciplina, família e pequenas atitudes.

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Fotos: Divulgação

Cerca de mil mulheres participaram, na quinta-feira (09), do 26º Seminário da Mulher promovido pela C.Vale, na Asfuca, em Palotina (PR). A principal atração foi o consultor corporativo Léo Farah, capitão da reserva do Corpo de Bombeiros, que utilizou experiências em grandes operações de salvamento para tratar de disciplina, missão coletiva e rotina pessoal.

Ao relembrar atuações nas tragédias de Mariana (2015) e Brumadinho (2019), em Minas Gerais, o palestrante afirmou que grandes resgates salvam vidas, mas são os pequenos gestos que salvam almas. “Se você quer mudar o mundo, comece por arrumar a sua cama. São os cuidados com as pequenas atitudes que geram confiança”, exaltou.

Farah também ressaltou a prioridade do bem coletivo sobre preferências individuais. “Não se trata do que você quer, mas do que a missão ou a família precisam. As coisas mais importantes de nossas vidas são os nossos filhos”, evidenciou.

O vice-presidente da C.Vale, Ademar Pedron, informou que as mulheres representam 20% dos 30 mil associados da cooperativa e 42% dos 15 mil funcionários.

Além da palestra, o evento contou com apresentação da Orquestra Sinfônica de Palotina. O radialista Juca Bala conduziu momentos de descontração ao longo da programação.

Entre as participantes, a avaliação foi positiva. “Eu venho todo ano e adoro, mas igual a esse não teve. Saio muito feliz, a gente aprende muito. Foi uma noite muito linda e divertida”, destacou Dulce Schuchardt, de Maripá. “O seminário valoriza a mulher, sempre é muito bem organizado”, acrescentou Tânia Sponchiado, de Palotina.

A professora Gleice Romão Richter definiu o encontro como momento de crescimento pessoal e profissional e relatou que a palestra reforçou a importância de valorizar a família. E a nutricionista Fabrícia Aires Kufeld, participando pela primeira vez, classificou a experiência como maravilhosa e comentou, em tom descontraído: “Acho até que vou comprar um pedaço de terra”.

Fonte: Assessoria C.Vale
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Variantes silenciosas do Gumboro desafiam controle sanitário nas granjas

Pesquisador mostrou durante 26º SBSA que formas subclínicas do vírus se espalham sem sinais aparentes e exigem diagnóstico mais sensível, monitoramento constante e estratégias regionais de controle.

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Pesquisador Gonzalo Tomás: "Observamos diferentes variantes com características genéticas, antigenicidade e patogenia distintas, o que desafia as estratégias tradicionais de controle" - Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Os desafios sanitários e as novas estratégias de controle do vírus de Gumboro estiveram no centro das discussões que encerraram a programação científica do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), na quinta-feira (09), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó. Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), a palestra “Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle do vírus” foi conduzida pelo pesquisador Gonzalo Tomás, que destacou a complexidade crescente no enfrentamento da enfermidade.

Professor da Secção de Genética Evolutiva da Universidade da República (Uruguai), Gonzalo trouxe uma análise atualizada sobre os genótipos do vírus que circulam no Brasil e em diferentes regiões do mundo, ressaltando que a diversidade genética tem sido um dos principais entraves para o controle eficaz da doença.

Segundo ele, o vírus de Gumboro segue como um problema global e passa por uma mudança epidemiológica importante. “Observamos diferentes variantes com características genéticas, antigenicidade e patogenia distintas, o que desafia as estratégias tradicionais de controle”, explicou.

De acordo com o pesquisador, há uma redução nos casos clínicos evidentes, mas um aumento significativo das formas subclínicas da doença. “Muitas dessas variantes não causam infecção com sinais clínicos evidentes, mas continuam se replicando e causando prejuízos produtivos. Isso faz com que o problema passe despercebido, enquanto o vírus segue circulando”, alertou.

Gonzalo destacou que, diante desse cenário, os métodos convencionais têm se mostrado insuficientes para o controle de algumas variantes. “As evidências indicam que os esforços atuais não estão sendo suficientes para determinados genótipos, e precisamos entender melhor as razões para isso”, pontuou.

Como caminho para avançar no controle da doença, o pesquisador reforçou a necessidade de intensificar o monitoramento sanitário e aprimorar as ferramentas de diagnóstico. “É fundamental ampliar a coleta sistemática de amostras nas granjas, investir em técnicas mais sensíveis e rápidas de diagnóstico e avançar na caracterização genética dos vírus, inclusive em aves aparentemente saudáveis. Precisamos procurar ativamente, porque muitas vezes não sabemos que o vírus está presente”, destacou.

Ele também enfatizou a importância de desenvolver estratégias de controle mais adaptadas à realidade local. “Precisamos de ferramentas alinhadas às variantes que estão circulando em cada região. Esse é um passo essencial para aumentar a eficiência das medidas sanitárias e reduzir os impactos da doença na produção”, concluiu.

Influenza aviária

Na sequência, a auditora fiscal federal agropecuária, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Taís Barnasque, apresentou um panorama prático sobre o Plano de Contingência para Influenza aviária, com base em um caso real no Brasil.

A palestra demonstrou a importância de respostas rápidas, treinamento contínuo dos profissionais para o enfrentamento de emergências sanitárias, integração entre órgãos e execução rigorosa de medidas como vigilância epidemiológica, interdição de áreas, eliminação de focos e desinfecção, fundamentais para conter a disseminação da doença e restabelecer o status sanitário.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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