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Preços médios da carne bovina têm alta de 1,38% em abril

Dados da ABIEC revelam queda em volume e faturamento com as exportações do produto no mesmo período; expectativa é que resultados positivos voltem em maio

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As exportações de carne bovina tiveram recuo de 25,63% em abril, quando foram embarcadas 93 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC). As negociações geraram um faturamento de US$ 378 milhões, o que representa uma queda de 24,60% se comparado ao obtido em março. Os preços médios, no entanto, tiveram um incremento de 1,38% na mesma comparação.

Hong Kong, China e União Europeia foram os que mais importaram carne bovina do Brasil no período, com retração do volume e do faturamento gerados com a comercialização. Hong Kong, o que mais importou, em média 27 mil toneladas e US$ 99 milhões de receita gerada, teve um recuo de 2% na comparação com o mês anterior.

Por outro lado, Egito destaca-se entre os países para os quais o Brasil aumentou suas exportações em abril, com alta de 60% em faturamento e 54% no volume exportado. Palestina e Malásia também tiveram maior abertura para a carne bovina brasileira no mês passado, ambos com incremento de 7% na receita gerada com as negociações.

PosiçãoPaís/RegiãoFaturamento US$ (abril/2017)Volume toneladas (abril/2017)
1Hong Kong98.596.300,8426.653,32
2China52.255.428,6911.971,49
3UE37.606.194,095.978,65
4Rússia34.396.203,4110.284,57
5EUA31.576.770,755.000,59
6Egito23.222.032,686.817,37
7Irã17.970.118,184.653,15
8Arábia Saudita17.358.365,674.045,38
9Chile14.558.085,433.412,01
10Singapura5.731.565,851.389,35

 

“O resultado verificado em abril era esperado, já que a operação da Polícia Federal, deflagrada em 17 de março, gerou uma série de indefinições nos prazos de reabertura em alguns mercados. Diante disso, produtores agiram com mais cautela, comprando menos gado, suspendendo abates e embarcando quantidades menores de carne bovina”, explica Antônio Jorge Camardelli, presidente da ABIEC.  

Camardelli também ressalta que os preços praticados junto aos mercados importadores aumentaram 1,38% em média. “Muito se especulou que a carne bovina brasileira sofreria uma forte desvalorização com a repercussão da operação policial em frigoríficos, mas conseguimos fazer com que os preços fossem mantidos ou até mesmo subissem”, afirma o presidente da ABIEC.

Para Camardelli, os efeitos do episódio devem ser diluídos e, em maio, a expectativa é de que o desempenho com as exportações seja similar ao de março, quando foi registrado resultado recorde com alta de 22% em faturamento e de 20% em volume. 

Categorias 

Em abril, a carne in natura se manteve como categoria mais exportada, seguida por miúdos e industrializadas. Sua comercialização para outros países gerou um faturamento de US$ 293 milhões, com embarque de mais de 70 mil toneladas, uma queda 27% em faturamento e 29% em volume.

PosiçãoCategoriaFaturamento US$ (abril/2017)Volume – ton. (abril/2017)
1In Natura292.640.296,4070.207,30
2Miudos41.824.908,7114.739,73
3Industrializados36.792.782,356.101,93
4Tripas5.179.889,921.706,12
5Salgados1.914.018,56371,59

 

Fonte: ABIEC

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Queda da umidade do solo pode comprometer milho safrinha em várias regiões

Alta temperatura intensifica perda de água e amplia risco nas lavouras. Indicadores por satélite mostram cenário desigual entre estados, com atraso no ciclo e restrição hídrica em áreas-chave de produção.

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Foto: Shutterstock

A atuação de uma massa de ar quente no Sul do país deve intensificar a evapotranspiração e acelerar a perda de umidade do solo em regiões que já enfrentam restrição hídrica. O cenário amplia o risco de estresse nas lavouras, especialmente na segunda safra.

Foto: Paulo Kurtz

Levantamento da EarthDaily aponta divergência entre os principais modelos climáticos para os próximos dias. O modelo europeu ECMWF indica chuvas abaixo da média em grande parte do país, enquanto o modelo americano GFS projeta precipitações acima da média em áreas do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Matopiba.

Em Mato Grosso, o milho segunda safra ainda não apresenta risco imediato de quebra, apesar de o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) indicar desenvolvimento abaixo do esperado. Como grande parte das lavouras está em estágio inicial, o desempenho dependerá das condições climáticas nas próximas semanas.

No Mato Grosso do Sul, o ciclo já está em andamento, com avanço do NDVI e início da formação de biomassa. A umidade do solo, no entanto, permanece baixa e pode elevar o risco agronômico caso o quadro persista.

Em Goiás, o plantio foi impactado pelo excesso de umidade registrado em março, que atrasou a semeadura. O NDVI confirma início de ciclo mais

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

tardio.

No Oeste do Paraná, o desenvolvimento inicial é considerado positivo, mas a umidade do solo atingiu o menor nível dos últimos quatro anos. A continuidade da seca pode comprometer o potencial produtivo.

No Rio Grande do Sul, houve recuperação da umidade do solo, reduzindo o estresse hídrico e favorecendo o desenvolvimento das lavouras de soja.

Fonte: Assessoria EarthDaily
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Nova geração de cultivares sustenta crescimento da soja no Brasil

Com safra projetada em 177,8 milhões de toneladas, avanço da produção depende do melhoramento genético e de ajuste preciso de manejo para converter potencial em rendimento.

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Foto: Shutterstock

A evolução genética das cultivares de soja está diretamente associada ao aumento consistente de produtividade no Brasil nas últimas décadas. Na safra 2024/25, o país manteve a liderança global, com produção estimada em 155 milhões de toneladas. Para 2025/26, com cerca de 70% da área já colhida, a projeção é de novo recorde: 177,8 milhões de toneladas, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Foto: Divulgação

Esse desempenho está ligado à incorporação de biotecnologias e ao avanço das técnicas de melhoramento genético, que ampliaram o potencial produtivo e permitiram a expansão da soja para áreas antes consideradas marginais.

Na prática, as novas cultivares oferecem maior estabilidade produtiva diante de variáveis que pressionam o sistema, como irregularidade climática, aumento na incidência de pragas e doenças e maior complexidade no manejo de plantas daninhas. Além disso, há maior exigência do mercado em relação a padrões produtivos e práticas agrícolas, o que também influencia a escolha dos materiais.

Outro ponto relevante é o manejo ambiental. A seleção de cultivares mais adaptadas a diferentes condições de solo e clima contribui para maior eficiência no uso de insumos e melhor desempenho dos sistemas produtivos.

Apesar dos avanços, a adoção de novas cultivares envolve uma fase de adaptação até que o material atinja seu máximo desempenho em campo. Esse

Foto: Divulgação

processo exige ajustes em população de plantas, ambiente de cultivo e manejo, podendo demandar uma ou duas safras até a estabilização dos resultados.

No horizonte tecnológico, o melhoramento genético tende a avançar em características específicas, como maior resistência a nematoides, tolerância a estresses hídricos e ampliação das ferramentas de manejo químico, mantendo elevados tetos produtivos. Nesse contexto, a escolha adequada da cultivar, associada ao manejo técnico, segue como fator determinante para sustentar o crescimento da produção e a competitividade da soja brasileira.

Fonte: O Presente Rural
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Desperdício de alimentos pode custar US$ 540 bilhões ao mundo em 2026

No Brasil, perdas já equivalem a 32% da receita do varejo alimentício. Estudo indica que 61% das empresas não sabem onde desperdiçam, com carnes liderando as perdas e o transporte como o elo menos controlado da cadeia.

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Foto: Gustavo Porpino

O desperdício de alimentos já consome, em média, 32% da receita anual da cadeia de suprimentos do varejo alimentício no Brasil e pode custar US$ 540 bilhões ao sistema global em 2026. Os números fazem parte do relatório Tornando o invisível visível: liberando o valor oculto do desperdício de alimentos para impulsionar crescimento e rentabilidade, divulgado pela Avery Dennison.

O estudo ouviu 3,5 mil varejistas de alimentos e líderes da cadeia de suprimentos em diferentes países e aponta que, apesar do aumento da

Foto: Divulgação

conscientização sobre o tema, 61% das empresas ainda não têm visibilidade completa sobre onde ocorrem as perdas dentro de suas próprias operações. A dificuldade de identificar e atuar nos pontos críticos da cadeia limita a capacidade de reduzir o desperdício e evidencia a necessidade de soluções tecnológicas e maior integração entre os elos do sistema.

O levantamento detalha onde as perdas se concentram, sobretudo nas categorias perecíveis. Metade dos entrevistados aponta carnes como o segmento mais difícil de gerenciar em termos de desperdício; 45% citam frutas e verduras e 28%, produtos de panificação.

Principais problemas

O levantamento reforça que o problema não está concentrado apenas na ponta do varejo, mas distribuído ao longo de toda a operação logística e de abastecimento. Para 51% dos executivos ouvidos, excesso de inventário e falhas no controle de giro fazem com que alimentos ainda próprios para consumo sejam descartados antes de chegar ao consumidor.

Foto: Divulgação

O transporte aparece como um elo particularmente vulnerável. De acordo com o estudo, 56% das empresas admitem não ter clareza sobre quanto se perde durante o deslocamento entre centros de distribuição, lojas e pontos intermediários. A ausência de rastreabilidade detalhada dificulta identificar falhas relacionadas a tempo de trânsito, controle de temperatura e manuseio, fatores críticos especialmente para carnes, frutas, verduras e panificados.

Falta de clareza sobre  perdas

Segundo o especialista em marketing Flavio Marqués, a falta de visibilidade ao longo da cadeia de suprimentos, combinada à baixa adoção de tecnologias, tem provocado perdas relevantes que passam despercebidas pelas empresas e afetam diretamente as margens. “Para superar um desafio dessa dimensão, o primeiro passo é compreendê-lo. Hoje, 61% dos líderes do varejo sequer têm clareza sobre onde estão essas adversidades, o que impede qualquer ação efetiva”, afirma.

Ele ressalta que, com a aplicação de inovação adequada, é possível transformar desperdício em valor mensurável e reposicionar o tema

Foto: Divulgação

como uma questão central de negócios, e não apenas de sustentabilidade. “No Brasil, o custo do desperdício ao longo da cadeia de suprimentos equivale, em média, a 32% da receita total das empresas, o que revela uma margem concreta de recuperação de eficiência e geração de receita”, completa.

Como reduzir perdas

Diante desse cenário, o relatório aponta três frentes operacionais como determinantes para reduzir perdas: visibilidade de inventário em nível de item, previsão de demanda mais precisa e monitoramento da vida útil em tempo real. A combinação desses recursos permitiria identificar onde o desperdício ocorre, ajustar volumes de compra e distribuição e priorizar a venda de produtos mais próximos do vencimento.

Foto: Divulgação/Pexels

Mantidas as tendências atuais, a projeção é que o custo acumulado do desperdício de alimentos entre 2025 e 2030 alcance US$ 3,4 trilhões. O período coincide com o prazo do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12.3 da Organização das Nações Unidas, que estabelece a meta de reduzir pela metade o desperdício global de alimentos até 2030. Ainda assim, 27% dos líderes entrevistados afirmam não acreditar que conseguirão atingir esse objetivo dentro do prazo.

Carnes concentram as maiores perdas

As carnes aparecem como a categoria mais complexa de administrar quando o assunto é desperdício. No Brasil, 72% dos líderes da cadeia de suprimentos indicam esse segmento como o principal ponto crítico. Por se tratar de produtos de alto valor unitário no varejo, pequenas reduções nas perdas resultam em impacto financeiro imediato.

Projeções econômicas independentes apontam que o desperdício de carnes pode alcançar US$ 94 bilhões em perdas globais em 2026, o

Foto: Divulgação/Pexels

equivalente a quase um quinto do impacto econômico total estimado para o período. Na sequência aparecem frutas, verduras e hortaliças, com US$ 88 bilhões.

O cenário é agravado por fatores macroeconômicos e por mudanças no comportamento do consumidor. Para 74% dos entrevistados, a inflação dificultou a previsão de demanda por carnes. Outros 73% relatam aumento na procura por porções menores ou alternativas à proteína animal. O resultado prático é um redesenho do perfil de compra, com consumidores optando por volumes menores e proteínas mais acessíveis, movimento que pressiona a rentabilidade e eleva o risco de perdas no varejo. “Durante muito tempo, o desperdício de alimentos foi tratado quase exclusivamente como uma questão ambiental e social. Ele também envolve negócios e representa uma grande oportunidade, tanto globalmente como no Brasil. Os US$ 540 bilhões em valor perdido devem servir como um claro chamado à ação para que a cadeia de suprimentos do varejo alimentício reduza perdas e aumente a eficiência”, ressalta Marqués.

Para saber mais sobre as ações que podem ser adotadas por líderes da cadeia de suprimentos, varejo alimentício e indústria para enfrentar o desperdício de alimentos, baixe o relatório completo aqui.

Fonte: O Presente Rural com Avery Dennison
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