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Notícias Safra 2020/2021

Preços elevados incentivam cultivo de milho safrinha no Brasil

Safra de inverno pode render aumento de 10% em relação ao ciclo anterior, levando produção total brasileira a recorde

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Arquivo/OP Rural

Apesar de o plantio da segunda safra brasileira de milho acontecer somente no começo do próximo ano, em contexto de preocupação com atrasos causados pela soja, os preços elevados do milho alimentam as perspectivas de um grande crescimento da área plantada, de 1,13 milhão de hectares, com a área nacional estimada pela StoneX em 14,6 milhões de hectares.

Segundo avaliação do grupo em sua primeira estimativa para o ciclo 2020/21 de inverno do cereal, a produção deve alcançar 82,34 milhões de toneladas, aumento de 10,75% frente ao registado na safra 2019/20.

Para a primeira safra de milho 2020/21, a StoneX trouxe um corte no número de produção, de 27,9 para 27,1 milhões de toneladas, mesmo com um aumento de 50 mil hectares na estimativa para a área plantada. “Esse recuo foi resultado da diminuição do potencial produtivo no estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que têm enfrentado condições mais secas durante do desenvolvimento do cereal”, explica a analista de inteligência de mercado do grupo, Ana Luiza.

A StoneX estima um aumento importante da produção total na safra 2020/21, para 111,1 milhões de toneladas, considerando o crescimento esperado na safrinha, além do número da Conab para a produção da terceira safra, em 1,64 milhão de toneladas.

“A safra de milho 2020/21 tem potencial de registrar crescimento considerável, alcançando mais um recorde, desde que a safrinha não registre maiores problemas”, avalia Ana Luiza.

Caso a produção projetada se confirme, o balanço de oferta e demanda teria espaço para ficar mais confortável, com estoques finais na casa de 15 milhões de toneladas.

“Ainda é cedo para afirmar, mas é fato de que o Brasil tem se consolidado como um grande exportador de milho e pode passar a embarcar volumes expressivos para a China (após uma possível atualização do protocolo de exportação do cereal brasileiro), nesse momento em que o país asiático está incrementando suas importações”, resume.

Fonte: Assessoria
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Notícias Sanidade

Agricultura presta esclarecimentos sobre surtos de gafanhotos no Rio Grande do Sul

Espécies encontradas na região Noroeste não são pragas de importância agrícola

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Divulgação

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) publicou nesta quarta-feira (02) nota técnica redigida pelo Comitê de Emergência Fitossanitária para Schistocerca cancellata que presta esclarecimentos sobre as ocorrências de gafanhotos no Rio Grande do Sul. O Comitê é composto por técnicos da secretaria, Ministério da Agricultura, Laboratório de Manejo Integrado de Pragas da Universidade Federal de Santa Maria, Embrapa Clima Temperado e Emater/RS-Ascar.

Conforme o documento, os surtos relatados nos municípios de Santo Augusto, São Valério do Sul e Bom Progresso estão sendo monitorados pelas equipes da Seapdr a fim de delimitar a área perifocal e abrangência das infestações. As espécies foram identificadas pela Dra. Kátia Matiotti, da PUCRS, como indivíduos adultos de Zoniopoda iheringi e ninfas de Chromacris speciosa, ambas da família Romaleidae, que não tem hábitos migratórios. Sua ocorrência é esperada, devido ao clima seco e à baixa precipitação acumulada nas últimas safras de verão.

Ambas as espécies estão sendo mantidas no Laboratório de Manejo Integrado de Pragas da UFSM, para estudos. As espécies não correspondem à Schistocerca cancellata, estando momentaneamente descartada a infestação por este gafanhoto migratório. Tratam-se de espécies endêmicas, de ocorrência natural e que normalmente não são pragas de importância agrícola.

Foi observado que a preferência de hospedagem das infestações está centrada nas áreas de mata nativa e vegetação espontânea. A prioridade dos levantamentos é constatar se há desequilíbrio nas populações naturais com possibilidade de danos às lavouras limítrofes aos focos.

A Seapdr e o grupo gestor estão atuando para a delimitação das ocorrências. Estão sendo preparadas alternativas de emprego de soluções frente às infestações, caso se configure risco de dano econômico à produção agropecuária.

A orientação do Comitê é para que produtores não tomem medidas preventivas frente às infestações, sob a possibilidade de aumentar o desequilíbrio entre os inimigos naturais dessas espécies e agravar os danos futuramente. Havendo constatação de surtos, deve ser realizada comunicação através da rede de vigilância, pelos canais:

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo Deral

Plantio de soja no PR vai a 99% com lavouras na pior condição em ao menos 5 anos

De acordo com o Deral, a semeadura avançou 2 pontos percentuais na semana e atingiu 99% da área esperada

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Divulgação/AENPr

O plantio de soja 2020/21 no Paraná avançou para a reta final dos trabalhos com as lavouras em condições piores do que as verificadas pelo menos nos últimos cinco anos, indicou na terça-feira (1°) o Departamento de Economia Rural (Deral).

Em informativo semanal, o órgão do governo paranaense apontou que 72% das lavouras de soja do Estado possuem condições boas, enquanto 4% foram avaliadas em situação ruim, mantendo os mesmos níveis vistos na semana passada.

Em igual período do ano anterior, porém, as lavouras em condição boa eram 81%, enquanto as que possuíam estado ruim atingiam 3%.

Antes disso, de acordo com os dados do Deral que remetem a 2015, as piores condições neste período do ano haviam sido vistas em 2017, quando 90% das lavouras estavam em condição boa e 10% em situação média.

Ainda segundo o departamento, 12% das lavouras estavam em fase de floração até segunda-feira, ante 22% no mesmo momento da safra passada, enquanto 82% se mantinham em desenvolvimento vegetativo, versus 72% em 2019/20.

O plantio da oleaginosa está praticamente concluído no Paraná –segundo maior produtor do Brasil, atrás somente de Mato Grosso. De acordo com o Deral, a semeadura avançou 2 pontos percentuais na semana e atingiu 99% da área esperada.

Na última semana, o departamento estimou a safra de soja 2020/21 do Estado em 20,47 milhões de toneladas, queda de 1% em relação à produção recorde de 2019/20.

O Paraná sofreu com a falta de chuvas nesta temporada, especialmente no início da safra. Nas últimas semanas, as precipitações contribuíram para o avanço do plantio, mas o Deral ainda via uma necessidade de melhor regularidade de chuvas para “garantir a safra”.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Datagro eleva estimativa de produção de soja 20/21 do Brasil para 134,98 mi t

Resultado também representa um avanço de cerca de 6% em relação às 127,45 milhões de toneladas colhidas em 2019/20

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Divulgação/AENPr

A produção de soja do Brasil deve atingir 134,98 milhões de toneladas na safra 2020/21, estimou a consultoria Datagro na terça-feira (1°), elevando sua projeção em 540 mil toneladas na esteira de um incremento em área de plantio.

Segundo a Datagro, o resultado também representa um avanço de cerca de 6% em relação às 127,45 milhões de toneladas colhidas em 2019/20.

A estimativa de área plantada foi atualizada para 38,79 milhões de hectares, sobre 38,68 milhões de hectares na última projeção e 3% acima da temporada passada, confirmando o 14º ano consecutivo de incremento.

“Os fatores de estímulo ao cultivo da soja dominaram a decisão dos produtores a novamente elevarem a área nesta safra, já que os preços médios estiveram acima do padrão, houve alta produtividade média, positiva lucratividade bruta da safra atual, oferta de crédito…”, afirmou a Datagro.

O clima, contudo, segue como fator de atenção, uma vez que a safra está agora em desenvolvimento, com a finalização do plantio na maioria das áreas.

“Já tivemos irregularidade na chegada das chuvas na região central, e clima seco dominante em outubro e novembro na região Sul”, disse o coordenador de Grãos da Datagro, Flávio Roberto de França Júnior.

A partir de agora, em função do resfriamento das águas do Atlântico Sul nas últimas semanas, a previsão é de que as chuvas se normalizem, o que estabilizaria as perdas no milho e recuperaria as condições da soja, acrescentou ele.

Milho

A produção potencial de milho foi revisada para baixo e passou para 114,04 milhões de toneladas, ante 114,48 milhões do último levantamento, mas ainda está cerca de 7% acima do ciclo de 2019/20.

Após episódios de seca em regiões produtoras, a Datagro passou a estimar a colheita de milho verão em 27,33 milhões de toneladas, cerca de 5% superior a 2019/20, mas abaixo da projeção anterior de 27,76 milhões de toneladas.

A área do cereal de primeira safra foi mantida em 4,43 milhões de hectares, alta de 2% ante a temporada passada.

Fonte: Reuters
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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