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Notícias Safra de inverno

Preços do trigo sobem no Brasil mesmo com avanço da colheita

Mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com o registro de alta nas cotações do grão no país

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Divulgação/AENPr

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com o registro de alta nas cotações do grão no país. O movimento, mesmo com o avanço da colheita, leva em conta o clima desfavorável na Argentina, que rebaixou a safra do país, a força do dólar no mercado internacional, que encarece as importações e a possibilidade de chuvas no Paraná e no Rio Grande do Sul, que pode comprometer a qualidade do grão durante a ceifa.

Além disso, outros importantes exportadores mundiais de trigo veem suas safras ameaçadas pela baixa umidade. Isso impulsionou os preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago, referência no mercado internacional, aos maiores níveis em quase seis anos.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020 de trigo no Paraná atinge 79% da área. Os trabalhos avançaram 6 pontos percentuais na semana e estão adiantados na comparação com os 76% em igual período do ano passado. Conforme o Deral, a situação das lavouras é melhor na comparação com a semana passada e com o mesmo momento da última safra.

Rio Grande do Sul

A colheita do trigo atinge 18% da área no Rio Grande do Sul. O avanço semanal foi de 16 pontos percentuais. Em igual período do ano passado, os trabalhos chegavam a 13%. A média dos últimos cinco anos é de 16%. Até o momento, 35% das lavouras estão em maturação, 43% em enchimento de grãos e 4% em floração. O desenvolvimento está em linha com a média dos últimos cinco anos.

Na maioria das regiões do estado, a semana foi caracterizada pela presença de dias com tempo firme, boa radiação solar e temperaturas características de primavera, com amplitudes térmicas diárias significativas que favoreceram o avanço dos trabalhos e o desenvolvimento do trigo.

Argentina

A colheita de trigo atinge 1,3% da área na Argentina. Segundo boletim semanal da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, cresceu, na última semana, o percentual de lavouras em déficit hídrico e em más condições.

Conforme o documento, 52% das lavouras estão em situação de regular a ruim. Na semana passada, eram 47%. Em igual período do ano passado, 30% da área estava nessa situação. As lavouras com condição de excelente a boa passaram de 13 para 9%. Nesta semana, 54% das lavouras estão em situação de déficit hídrico. Na semana passada, eram 47% e, no ano passado, 51%. A projeção de área fica em 6,5 milhões de hectares.

Indústria contra transgênicos

Nesta semana, a Associação Nacional da Indústria do Trigo (Abitrigo) e a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) se manifestaram contra a liberação comercial do trigo geneticamente modificado na Argentina. Conforme as entidades, a nova tecnologia favorece apenas um maior rendimento no campo, não representa melhorias na qualidade e ainda gera temores nos consumidores.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Preços do boi disparam com oferta bastante restrita

Os preços do boi gordo subiram com força na segunda semana do ano, diante de um quadro de oferta ainda muito restrita

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi gordo subiram com força na segunda semana do ano, diante de um quadro de oferta ainda muito restrita. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os negócios aconteceram de forma mais fluída, apesar de outra rodada de reajuste nos preços nas principais praças de produção e comercialização do país, pois houve maior disposição dos pecuaristas em ofertar nos novos patamares. No interior de São Paulo, a arroba do boi chegou a encostar na faixa de R$ 300,00.

Porém, a alta dos preços resultou em alguma melhora das escalas de abate, que agora estão posicionadas em média entre três e quatro dias úteis. O volume ofertado nesta semana era oferta residual de confinamentos, uma vez que os animais de pasto seguem distantes do peso ideal para abate. “Esta é uma consequência da estiagem prolongada que castigou o Centro-Sul do país durante o segundo semestre, prejudicando o desenvolvimento das pastagens, o que vai atrasar a entrada de animais de safra no mercado”, assinalou Iglesias.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, a grande justificativa para a consistente alta dos preços no decorrer da primeira quinzena de janeiro está no desabastecimento das redes varejistas, que também retornam das festas necessitando de estoques. “Já para o restante do mês, o cenário é mais complicado, avaliando a descapitalização do consumidor médio. Os preços da carne bovina tornaram-se proibitivos e o consumidor busca alternativas mais acessíveis, principalmente a carne de frango”, disse Iglesias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 14 de janeiro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 290,00 a arroba, contra R$ 277,00 a arroba em 07 de janeiro (subindo 4,7%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 280,00 a arroba, contra R$ 270,00 a arroba (3,7%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 285,00 a arroba, ante R$ 272,00 a arroba, subindo 4,78%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 277,00 a arroba, ante R$ 267,00 a arroba (3,75%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 275,00 a arroba, contra R$ 260,00 a arroba (4,84%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Mercado brasileiro de trigo tem pouca liquidez entre menor oferta e queda do dólar

Após um volume considerável de vendas de trigo no mercado brasileiro, os produtores estão retraídos atentos às safras de verão

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Divulgação/AENPr

Após um volume considerável de vendas de trigo no mercado brasileiro, os produtores estão retraídos atentos às safras de verão. As vendas visavam justamente abrir espaço nos armazéns para as culturas que devem começar a ser colhidas nas próximas semanas. Os preços registram alta nesta semana, mesmo com a retração do dólar, devido à menor oferta.

As recentes quedas do dólar em relação ao real indicam uma redução dos custos de importação do trigo. O momento ainda é de baixa liquidez no mercado brasileiro, mas a indústria já retomou as atividades e deve voltar às compras em algumas semanas. A busca, no entanto, será pelo produto importado, uma vez que a safra brasileira já foi praticamente toda comercializada. Segundo analistas de SAFRAS & Mercado, após a greve de 20 dias no país vizinho, a tendência é que as compras em janeiro sejam significativamente maiores do que em dezembro e do que no mesmo mês do ano passado.

Argentina

Levantamento semanal divulgado pelo Ministério da Agroindústria da Argentina indicou que a colheita de trigo da safra 2020/21 do país somava 99% até o dia 14 de janeiro, da área total prevista de 6,650 milhões de hectares. De acordo com o Ministério, na semana anterior a colheita estava em 97%. No mesmo período do ano passado, a ceifa atingia 97% dos 6,95 milhões de hectares cultivados na temporada 2019/20.

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires disse que a colheita já está finalizada. O rendimento de 2,82 toneladas por hectare é o segundo menor nos últimos dez anos. A produção é estimada em 17 milhões de toneladas, tanto pela Bolsa de Buenos Aires quanto pela Bolsa de Rosário.

USDA

A safra mundial de trigo em 2020/21 é estimada em 772,64 milhões de toneladas, contra 773,66 milhões de toneladas em dezembro. Para 2019/20, o número ficou em 763,91 milhões de toneladas. Os estoques finais globais em 2020/21 foram estimados em 313,19 milhões de toneladas, abaixo das 316,5 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 315,3 milhões de toneladas. Para 2019/20, as reservas finais são previstas em 300,09 milhões de toneladas.

A produção do cereal nos Estados Unidos em 2020/21 é estimada em 1,826 bilhão de bushels, mesmo volume de dezembro. Para a safra 2019/20, a produção estadunidense ficou em 1,932 bilhão de bushels. Os estoques finais do país em 2020/21 foram projetados em 836 milhões de bushels, contra 862 milhões em dezembro e 1,028 bilhão de bushels em 2019/20. O mercado esperava 856 milhões de bushels.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Custo de produção preocupa e preços do frango caem no Brasil

O mercado do frango vivo apresentou queda dos preços em alguns estados nesta semana

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Arquivo/OP Rural

O mercado do frango vivo apresentou queda dos preços em alguns estados nesta semana. O cenário permanece muito preocupante, considerando o encarecimento dos custos de nutrição animal. O recente comportamento do preço do milho pressiona as margens da atividade de maneira enfática. A avaliação é do analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

O mercado atacadista registrou queda nas cotações no decorrer da semana, consequência do excedente de oferta. “Para a carne de frango, a grande vantagem comparativa está no preço mais baixo em relação as proteínas concorrentes. A carne bovina está em patamar proibitivo. Em um cenário de descapitalização do consumidor médio, opta-se por proteínas que causem um menor impacto na renda média”, diz o analista.

China

Após a fraca performance do ano passado, os preços do frango na China se recuperaram levemente no final de 2020, refletindo o movimento sazonal e a substituição pela carne suína. Segundo relatório mensal do banco holandês, Rabobank, relativo a alimentos e agronegócio no país asiático, o preço de aves vivas ficou, em média, em 8 yuans por quilo no início de janeiro, alta de 4% mês a mês e 28% ano a ano.

Por outro lado, a demanda no resto do primeiro trimestre deve ser pressionada pelas medidas de quarentena implementadas em função da pandemia de covid-19, com escolas fechando mais cedo. “Esperamos que a demanda melhore na entrada do segundo trimestre, com a projeção de que negócios e a vida voltemao normal”, diz o documento assinado pela analista de proteína animal do banco, Chenjun Pan.

A distribuição de margens ao longo da cadeia produtiva deve continuar favorecendo o abate e o processamento em 2021, com o preços do frango vivo sofrendo pressão baixista em 2021 devido aos altos estoques de criadouros e à expectativa de continuidade do crescimento da produção de frangos.

As importações de aves atingiram máximas recorde em 2020, com 1,4 milhão de toneladas nos primeiros onze meses do ano. Os Estados Unidos registraram o maior crescimento, passando de zero a 25% das compras chinesas em 2020. Neste começo de 2021, as importações devem desacelerar, mas continuam num patamar de máximas históricas.

Fonte: Agência SAFRAS
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CONBRASUL/ASGAV

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