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Notícias Safra de inverno

Preços do trigo oscilam pouco no Brasil em julho com baixa liquidez

Mercado encerrou julho com poucas oscilações de preços, avaliando liquidez significativamente reduzida no âmbito doméstico

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de trigo encerrou o mês de julho com poucas oscilações de preços, avaliando principalmente uma liquidez significativamente reduzida no âmbito doméstico. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, com uma safra de 2018/19 bastante prejudicada pelas condições climáticas desfavoráveis, os volumes de trigo de boa qualidade ainda restantes para comercialização no país são muito escassos e, caso ainda ocorram negociações, são de lotes pequenos e com preços algumas vezes mais flexíveis, não servindo de referência ao mercado de maneira geral.

Desta forma, com a proximidade do final deste ano comercial, e entrada da nova temporada de 2019/20, os volumes de trigo internos são pequenos e dificultam a comercialização e consequentemente a resposta das cotações aos estímulos do mercado. “Dentro desta conjuntura, o mês de julho foi de indústrias bem abastecidas e buscando alongar seus estoques, evitando a necessidade de novas aquisições ainda em um período de baixa oferta, buscando voltar a negociar somente com o ingresso da nova safra nos próximos meses, com preços também mais atrativos aos compradores”, disse.

Por outro lado, os produtores focaram suas atenções ao longo deste mês no progresso dos trabalhos de plantio, que tiveram avanço representativo tanto nas principais regiões produtoras do Brasil como na Argentina, principal fornecedora do trigo ao país. As regiões chegaram ao final de julho com a semeadura encerrada no Brasil e faltando menos de 1% na Argentina para ser concluído.

“Agora os agentes voltam suas atenções principalmente para ao desenvolvimento das lavouras e as condições climáticas, avaliando que possíveis mudanças no quadro ideal podem afetar as cotações futuras, levando a oscilações nas estimativas de preços para o trigo de safra nova no país. Importante ressaltar que, apesar da maior produção na Argentina, quebras mais representativas deixam os compradores nacionais mais vulneráveis às oscilações cambiais. Estas, por sua vez, podem elevar as paridades de importação, elevando os custos de importar. Já dentro do cenário de safra cheia, os preços tendem a cair de maneira representativa no ingresso do produto no mercado, e gradualmente abrir espaços para recuperações, principalmente dependendo de uma demanda mais firme para recuperações”, projetou.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal, que a safra 2019 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 2,725 milhões de toneladas, 3% abaixo das 2,808 milhões de toneladas colhidas na temporada 2018.

No relatório anterior havia uma expectativa de crescimento de 15% frente à temporada anterior, mas as lavouras foram severamente afetadas pelo clima frio e a ocorrência de geadas no estado.

Segundo o Deral, a área cultivada deve cair 8%, ficando em 1,008 milhão de hectares, abaixo dos 1,102 milhão cultivados em 2018. A produtividade média é estimada em 2.702 quilos por hectare, 5% acima dos 2.567 quilos por hectare registrados na temporada 2018.

Rio Grande do Sul

O plantio de trigo no Rio Grande do Sul foi encerrado nesta semana. De modo geral, as lavouras se desenvolvem bem, apesar da heterogeneidade das chuvas e do frio nos últimos dois meses no estado. Quanto ao desenvolvimento das lavouras, não houve alteração ante a semana passada, mantendo 97% das lavouras divididas entre as fases de germinação e desenvolvimento vegetativo, enquanto os 3% restantes estão em fase de floração.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Safra de inverno

São Paulo espera colher safra recorde de 300 mil toneladas de trigo

Relato das cooperativas indicou expectativa de boa colheita se o clima colaborar nas próximas semanas

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Divulgação/AENPr

O setor triticultor paulista se reuniu na manhã de 05 de agosto para o segundo encontro da Câmara Setorial do Trigo no estado, que desta vez, por conta da pandemia da Covid-19, foi realizado remotamente.

“Mesmo online esse encontro é muito importante para dividirmos os desafios e as necessidades dos segmentos que atuam com o cereal no estado, entendendo como está o mercado e promovendo a união do setor como um todo”, destacou o presidente da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, Victor Oliveira.

As quatro maiores cooperativas do estado, Cooperativa Agro Industrial Holambra, Castrolanda, Capal e a Cooperativa Agrícola de Capão Bonito estiveram presentes na reunião e destacaram a boa evolução das lavouras, devido ao clima favorável e as chuvas dos últimos meses.

“De acordo com o levantamento feito por meio do reporte dos representantes das cooperativas temos potencial para um volume estimado de trigo em São Paulo acima da casa das 300 mil toneladas, se o clima permitir. Ainda existe uma pequena necessidade de chuva para o mês de agosto, e por outro lado, há preocupações com as chuvas previstas para setembro, período de ampla colheita do trigo e que pode prejudicar a qualidade e a produtividade do grão”, afirmou Oliveira.

Ainda de acordo com as cooperativas, devido ao início tardio do semeio da cultura no estado, a colheita será realizada entre os meses de setembro e outubro. “As lavouras estão indo muito bem e temos a expectativa de obter um trigo de boa qualidade. Claro que dependemos muito do fator clima, mas a tendência é que tenhamos uma safra muito boa este ano”, reforça o presidente da Câmara.

Em um cenário geral, o representante da Gavilon, Pedro Sampaio apresentou na reunião um panorama do grão no Brasil e no mundo, destacando o aumento da produção de trigo no Brasil, o que pode representar uma redução no volume a ser importado da Argentina e de outros países, como a Rússia, EUA ou Ucrânia.

Incremente de nova área de trigo em SP

A equipe da Biotrigo também participou do encontro online e apresentou um estudo que indica a possibilidade de crescimento da área de trigo no estado, visando atender quase que totalmente o volume de moagem dos moinhos paulistas.

“São Paulo é um case de sucesso em termos de ampliação de área e de melhora da qualidade do trigo no país. Acreditamos que há a possibilidade de aumentar a área de produção no estado e com isso oferecer trigo de qualidade aos moinhos e rentabilidade aos produtores paulistas”, ressaltou a supervisora de qualidade industrial da Biotrigo Genética, Kênia Meneguzzi.

Segundo os dados apresentados, o estado possui 20 moinhos em atividade, que consomem cerca de 12% da demanda por trigo no Brasil, o que significa algo em torno de 1,6 mi toneladas. São Paulo possui hoje uma área de produção de aproximadamente 85 mil ha, o que segundo a Biotrigo poderia ser ampliado de maneira significativa, explorando outras regiões que já foram triticultoras no passado, mas que hoje perderam atratividade para outras culturas.

“Esse é um estudo muito positivo, pois nos apresenta um potencial grande para o crescimento de área e produção, que seria facilmente absorvido pelos moinhos paulistas, além de oferecer uma oportunidade rentável aos produtores do estado. Nós como Câmara Setorial seguiremos apoiando este trabalho, visando ampliar a presença do trigo nos campos paulistas”, finalizou Oliveira.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Associação de Girolando encerra 1º semestre com aumento no número de Registro Genealógico e de associados

Número de Registros Genealógicos efetuados em rebanhos de todo o país foi de 46.790, entre janeiro a junho

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O primeiro semestre de 2020 foi de crescimento para a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. O número de Registros Genealógicos efetuados em rebanhos de todo o país foi de 46.790, entre janeiro a junho, um crescimento de 4,26% em comparação ao mesmo período de 2019 e de 21,21% em relação a 2018.

Separando esse volume por categoria, o desempenho foi o seguinte: 12.430 registros de CGD – GD (Genealogia Desconhecida); 16.538 registros de CGD/RGD – GC (Genealogia Conhecida); 17.822 registros de CGN/RGN  (Registros de Nascimento).

De acordo com o coordenador operacional do Serviço de Registro Genealógico da Raça Girolando (SRGRG), Edivaldo Ferreira Júnior, esse crescimento pode ser atribuído a fatores de mercado e ações de incentivo promovidas pela Girolando. “O momento que vivemos na cadeia produtiva do leite, com aumentos consecutivos no preço do leite pago ao produtor e as perspectivas de novos aumentos, está refletindo na procura pelo serviço de registro. Os preços dos animais também estão em elevação”, explica o coordenador do SRGRG.

Segundo ele, há uma grande procura por bovinos mais especializados para produção de leite. “Mesmo os produtores que ainda não são associados da Girolando estão buscando animais que tenham genealogia conhecida, o que aquece o mercado e gera demanda pelos serviços da Associação”, diz Edivaldo Júnior. Uma das ações desenvolvidas no primeiro semestre pela entidade foi a campanha de novos associados, que ofertou desconto, atraindo 150 novos criadores para os quadros associativos da Girolando, que hoje conta com quase 4 mil associados. Também foram concedidos descontos em determinadas categorias de registro, com descontos progressivos de acordo com o volume de exemplares registrados no rebanho, além de descontos em multas.

A expectativa da entidade é encerrar 2020 com um crescimento em torno de 7%, somando todas as categorias. No ano passado, o total de registros foi de 81.412. De acordo com o presidente da Girolando, Odilon de Rezende Barbosa Filho, a entidade vem investindo para oferecer aos associados ferramenta de seleção capazes de acelerar o melhoramento genético dos rebanhos. “O Brasil está bem próximo de atingir a autossuficiência na produção de leite. Isso só reforça o relevante papel do associado da Girolando dentro da cadeia produtiva do leite, principalmente se levarmos em conta que 80% do leite produzido no País vem de rebanhos Girolando”, assegura o presidente.

Fonte: Assessoria
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Notícias Estimativa

Abiove vê safra recorde de 130,5 mi t no Brasil em 2021

Brasil poderá aumentar a produção de soja em 5 milhões de toneladas no ano que vem

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O Brasil poderá aumentar a produção de soja em 5 milhões de toneladas no ano que vem, para um recorde de 130,5 milhões de toneladas, afirmou nesta quinta-feira (06) o economista-chefe da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Amaral.

Ao comentar as primeiras perspectivas para a safra do próximo ano, que será plantada a partir de setembro com produtores impulsionados por bons preços, Amaral afirmou que as exportações brasileiras da oleaginosa poderão atingir 80 milhões de toneladas em 2021, enquanto o esmagamento doméstico poderia atingir um novo recorde anual de 45 milhões de toneladas.

Durante seminário online promovido pela consultoria Datagro, ele revisou para cima em 500 mil toneladas a projeção da safra de soja do Brasil de 2020, para 125,5 milhões de toneladas.

Disse ainda que as exportações de soja em 2020 deverão atingir 80 milhões de toneladas, ante 79,5 milhões de toneladas da projeção realizada em julho.

Ele também elevou ligeiramente a previsão de processamento de soja no Brasil neste ano, para 44,6 milhões de toneladas, versus 44,5 milhões na projeção anterior.

Fonte: Reuters
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