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Notícias Mercado

Preços do trigo caem em novembro com dólar e oferta no Brasil

Mercado brasileiro registrou retrações de preços neste mês de novembro

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro registrou retrações de preços neste mês de novembro. O movimento levou em conta a desvalorização do dólar em relação ao real e a proximidade da conclusão dos trabalhos no Brasil. A melhora na situação da safra argentina também traz algum alívio só mercado.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal, que a safra 2020 de trigo do Paraná é estimada 3,052 milhões de toneladas, 43% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019. Em outubro a safra foi indicada em 3,127 milhões de toneladas. A colheita já foi finalizada.

A área cultivada ficou em 1,122 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 9%. A produtividade média é estimada em 2.743 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

Rio Grande do Sul

A colheita do trigo atinge 98% da área no Rio Grande do Sul. O avanço semanal foi de 3 pontos percentuais. Em igual período do ano passado, os trabalhos chegavam a 98%. A média dos últimos cinco anos é de 96%.

O predomínio de tempo seco no Estado e as chuvas esparsas ocorridas em algumas regiões favoreceram a colheita. Até 26/11, foram 4.837 comunicados de ocorrência de Proagro.

Argentina

A colheita de trigo atinge 30,9% da área na Argentina. Segundo boletim semanal da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os trabalhos avançaram 11,1 pontos percentuais na semana e estão 0,2 ponto atrasados em relação ao ano passado. A Bolsa projeta a produção em 16,8 milhões de toneladas. Em números absolutos, foram recolhidas 2,889 milhões de toneladas ao longo de 1,923 milhão de hectares.

Na última semana, diminuiu o percentual de lavouras em déficit hídrico e em más condições. Conforme o documento, 27% das lavouras estão em situação de regular a ruim. Na semana passada, eram 43%. Em igual período do ano passado, 23% da área estava nessa situação. As lavouras com condição de excelente a boa passaram de 17% a 26%.

Nesta semana, 23% das lavouras estão em situação de déficit hídrico. Na semana passada, eram 39% e, no ano passado, 9%. A área fica em 6,5 milhões de hectares.

Safra global

A produção de trigo é estimada em 765 milhões de toneladas, contra 764 milhões em outubro. Para a temporada anterior, o Conselho Internacional de Grãos (CIG) manteve sua projeção em 763 milhões entre os relatórios de outubro e novembro.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Procura elevada, alta do dólar e problemas logísticos elevam preços domésticos da soja

Esse atraso se deve à baixa disponibilidade de caminhões, o que tem gerado filas de navios nos portos

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Danilo Estevão/Embrapa

Os preços da soja subiram no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionados pela valorização do dólar, pela firme demanda e pelo atraso nos embarques do grão. Esse atraso se deve à baixa disponibilidade de caminhões, o que tem gerado filas de navios nos portos.

Agentes consultados pelo Cepea indicam que o frete rodoviário saltou de R$ 110/tonelada no início de fevereiro para aproximadamente R$ 200/t na primeira semana de março. Com o atraso na colheita e na entrega da soja, o volume disponível no mercado spot segue baixo, elevando as cotações.

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá subiu 4,1% entre 26 de fevereiro e 5 de março, fechando a R$ 174,34/sc na sexta-feira (05). O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná registrou alta de 3,6% na mesma comparação, a R$ 166,40/sc de 60 kg no dia 5.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado Interno

Com dificuldades logísticas e preocupação com semeadura, preços do milho sobem no Brasil

Apesar da elevação dos preços, as negociações continuam em ritmo lento

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Divulgação

Os preços do milho continuam em alta no mercado brasileiro. O impulso vem da combinação da posição firme dos vendedores – diante das preocupações com o atraso da semeadura da segunda safra frente à temporada anterior – com as constantes elevações dos fretes, visto que há escassez de caminhões para o escoamento da safra verão e entregas do cereal. Apesar da elevação dos preços, as negociações continuam em ritmo lento.

As maiores dificuldades de abastecimento têm sido observadas nas regiões consumidoras de São Paulo, o que impulsiona as cotações. Em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa segue registrando recordes nominais consecutivos, fechando a R$ 89,07/saca de 60 kg na sexta-feira (05), alta de 4,28% frente ao fechamento de 26 de fevereiro – vale reforçar que esse valor está bem próximo do recorde real da série do Cepea, de R$ 89,9/sc, registrado em 30 de novembro de 2007.

Devido à dificuldade enfrentada pelos consumidores, alguns têm optado pelo grão que está mais próximo, levando-os a aceitar os patamares mais elevados.

Fonte: Cepea
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Notícias Agroengócio

Paraná apresenta sugestões para aprimorar Plano Safra 2021/22

Documento foi elaborado com a contribuição dos sindicatos, produtores rurais, cooperativas, assistência técnica e extensão rural

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Divulgação

A Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) e a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) encaminharam, na sexta-feira (05), à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, as propostas das entidades para o Plano Safra 2021/2022.

O documento foi elaborado com a contribuição dos sindicatos, produtores rurais, cooperativas, assistência técnica e extensão rural, e apresenta os pontos considerados prioritários em relação às linhas de custeio, investimento, comercialização e industrialização do crédito rural. Traz ainda sugestões de aprimoramento ligadas às políticas de gestão de riscos, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), Seguro Rural e Proagro. Além disso, são elencadas propostas para o apoio à agricultura familiar e medidas setoriais.

Exigibilidade bancária

O primeiro item que consta no documento trata da exigibilidade bancária, cujas demandas estão diretamente ligadas à disponibilidade de recursos obrigatórios para funding do crédito rural. As entidades do setor produtivo paranaense solicitam, por exemplo, manter em 27,5% o percentual da exigibilidade dos recursos obrigatórios, revogando o art. 5º da Resolução 4.829/20, que estabelece redução para 25%, a partir do período de cumprimento que se inicia em 1º de julho de 2021. Também, a manutenção em 59% o percentual de exigibilidades para a poupança rural, entre outros pleitos.

Recursos

Mais uma proposta importante refere-se ao montante que deverá ser disponibilizado pelo governo federal para o próximo ciclo. O Paraná está solicitando o total de R$ 277 bilhões para a safra 2021/2022, sendo R$ 209 bilhões para créditos de custeio e comercialização e R$ 68 bilhões para investimentos. No ano passado, o governo federal destinou R$ 236,6 bilhões para a safra 2020/2021. As entidades paranaenses reivindicam ainda o aumento no montante de recursos alocados para a equalização de taxas de juros no crédito rural, de R$ 11,3 bilhões para R$ 15 bilhões. Elas sugerem ainda a redução da taxa de juros do crédito rural em 1 ponto percentual para o Pronaf, Pronamp e demais produtores, além de não indexar a taxa de juros de nenhum programa de crédito rural.

Fonte: Ocepar
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CONBRASUL/ASGAV

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