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Preços do suíno recuam no Brasil, com enfraquecimento na demanda
Ambiente de negócios entre atacado e varejo evoluiu de maneira lenta ao longo da semana

O ambiente de negócios entre atacado e varejo evoluiu de maneira lenta ao longo da semana, dominado por um tom de cautela, o que acabou contribuindo para uma queda nos preços do suíno, tanto para o quilo vivo quanto nos cortes vendidos no atacado.
De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a carne de frango também apresenta queda de preços neste momento, o que pode impactar a demanda pelos cortes suínos, caso ocorra um aprofundamento mais severo da crise de coronavírus.
Maia afirma que a possibilidade de maior pressão sobre as cotações nos próximos dias preocupa os granjeiros, uma vez que o custo de produção permanece em patamar elevado. “Com uma demanda mais retraída, o fluxo de exportações será fundamental para o ajuste da disponibilidade doméstica no decorrer das próximas semanas”, alerta.
Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil passou de R$ 5,15 para R$ 5, baixa de 2,98%. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado retrocedeu 0,24% de R$ 9,09 para R$ 9,06. A carcaça registrou um valor médio de R$ 8,33, recuo de 1,47% ante os R$ 8,46 praticados na semana anterior.
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 118,9 milhões em março (15 dias úteis), com média diária de US$ 7,9 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 47,4 mil toneladas, com média diária de 3,2 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.508.
Em relação a fevereiro, houve perda de 0,5% na receita média diária, queda de 2,2% no volume diário e avanço de 1,8% no preço. Na comparação com março de 2019, houve aumento de 55,6% no valor médio diário exportado, ganho de 26,6% na quantidade média diária e elevação de 22,9% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo caiu de R$ 111 para R$ 107. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo baixou de R$ 4,25 para R$ 4,20. No interior do estado a cotação recuou de R$ 5,50 para R$ 5,30.
Em Santa Catarina o preço do quilo na integração retrocedeu de R$ 4,30 para R$ 4,25. No interior catarinense, a cotação caiu de R$ 5,60 para R$ 5,40. No Paraná o quilo vivo seguiu em R$ 5,30 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo continuou em R$ 4,60.
No Mato Grosso do Sul a cotação na integração seguiu em R$ 4,30, enquanto em Campo Grande o preço baixou de R$ 4,75 para R$ 4,70. Em Goiânia, o preço caiu de R$ 5,75 para R$ 5,20. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno teve queda de R$ 5,90 para R$ 5,40. No mercado independente mineiro, o preço também recuou de R$ 5,90 para R$ 5,40. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis cedeu de R$ 4,55 para R$ 4,45. Já na integração do estado a cotação continuou em R$ 4,15.

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Missão técnica aos EUA busca tecnologias para impulsionar inovação no agro paranaense
Grupo percorrerá centros de pesquisa, empresas e propriedades rurais com foco em inteligência artificial, agricultura de precisão e automação.

A segunda delegação do Sistema Faep, formada presidentes e diretores de sindicatos rurais, representantes de órgãos do setor e técnicos da entidade, está nos Estados Unidos, desde o dia 21 de julho, para conhecer o uso de Inteligência Artificial (IA) e outras tecnologias aplicadas a agropecuária. Formado por 40 integrantes, o grupo desembarcou em São Francisco, no Estado da Califórnia, e passará, até 31 de julho, pelo Nebraska, Iowa, Illinois e Missouri. Essa viagem técnica é a segunda de cinco que acontecem ao longo do ano, todas aos EUA, com o mesmo propósito. O primeiro grupo esteve no país norte-americano em maio, enquanto os próximos três realizarão as viagens em agosto, setembro e outubro.
“Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões. É um ponto de partida para fomentar a inovação tecnológica no agro paranaense”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
O itinerário contempla visitas a universidades, agtechs (startups e empresas focadas em inovação para o agronegócio) e fazendas, onde será possível observar a tecnologia sendo colocada em prática.
Na Califórnia, haverá apresentação do ecossistema do Vale do Silício, incluindo uma visão geral das principais empresas e tendências tecnológicas que impactam os negócios e a sociedade. Depois, acontecem visitas a empresas que empregam recursos como IA, visão computacional e análise de dados para mapear o solo, identificar problemas de sanidade em plantas e realizar operações de forma automatizada.
Já no Nebraska, o grupo visitará a Valley Irrigation, líder global em sistemas de irrigação mecanizada com pivôs de alta eficiência e monitoramento remoto. Também está prevista agenda no Lincoln Agricultural Research & Development Center (Centro de Desenvolvimento e Pesquisa em Agricultura de Lincoln, em tradução livre), onde será possível conhecer o uso de IA e visão computacional para o monitoramento comportamental de gado em confinamento.
O roteiro inclui também ida à Universidade de Iowa, referência em pesquisa agropecuária, e à John Deere, para demonstração de tecnologias embarcadas (sistemas computacionais integrados a máquina ou veículo), automação, telemetria (coleta automatizada de dados de sensores ou equipamentos remotos) e IA em máquinas agrícolas.
Em Illinois, a parada será no Ashlyn Farm Bureau, entidade que representa produtores rurais, defendendo políticas públicas alinhadas aos interesses do setor.
A visita técnica se encerra em Missouri, onde acontece visita à Bayer, multinacional dos setores de saúde e agroquímica. Lá, a delegação do Sistema Faep vai entender o uso de IA no avanço de pesquisas voltadas ao controle de pragas e doenças em lavouras.
Histórico
As viagens técnicas internacionais já fazem parte do trabalho do Sistema Faep de fomentar o conhecimento no meio rural e promover a qualificação das lideranças, agricultores e pecuaristas paranaenses. No histórico, a entidade já promoveu viagem aos Estados Unidos, Canadá, Argentina, Alemanha, Itália, Áustria e Israel.
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Mapa abre credenciamento de laboratórios para reforçar análises na defesa agropecuária
Editais contemplam áreas de alimentos, produtos de origem animal e vegetal, qualidade do leite, vinhos, bebidas e resíduos em alimentos.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou os Editais SDA/Mapa nº 16/2026 e nº 17/2026, que abrem o processo de credenciamento de laboratórios para atuação em diferentes áreas analíticas da defesa agropecuária. A iniciativa busca ampliar a rede de laboratórios habilitados a realizar análises que dão suporte às ações de inspeção, fiscalização e controle sanitário.
O Edital SDA/Mapa nº 16/2026 contempla o credenciamento de laboratórios para as áreas de Físico-Química de Produtos de Origem Animal, Físico-Química de Produtos de Origem Vegetal, Microbiologia de Alimentos e Água, Resíduos e Contaminantes em Alimentos, Físico-Química de Alimentos para Animais e Físico-Química de Vinhos, Bebidas e Fermentados Acéticos.

Foto: Pixabay
Já o Edital SDA/Mapa nº 17/2026 é voltado exclusivamente ao credenciamento de laboratórios especializados em análises de Qualidade do Leite.
O processo de credenciamento seguirá as normas previstas na Lei nº 14.515/2022, na Lei nº 8.171/1991, no Decreto nº 5.741/2006, na Portaria Mapa nº 747/2024 e na legislação complementar aplicável.
Os editais estabelecem os critérios de participação, a documentação exigida, o cronograma, os prazos para inscrição e envio dos documentos, além das orientações para apresentação das propostas e dos canais disponíveis para esclarecimento de dúvidas.
O Mapa orienta que as instituições interessadas consultem integralmente o edital correspondente antes de iniciar o processo de inscrição, a fim de verificar todos os requisitos para o credenciamento.
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Plantas de cobertura fortalecem resiliência das lavouras às mudanças climáticas
Pesquisas mostram que prática melhora a fertilidade do solo, sequestra carbono, reduz emissões e amplia a retenção de água.







Os pesquisadores destacam que os benefícios ambientais e produtivos dependem da adoção completa do Sistema Plantio Direto, baseado em três princípios: ausência de revolvimento do solo, cobertura permanente e rotação de culturas.
Além da apresentação de Arminda Carvalho, outros pesquisadores da Embrapa Cerrados participaram da programação técnica do evento. Ieda Mendes abordou estudos sobre enzimas do solo e regeneração biológica, enquanto Lourival Vilela apresentou pesquisas relacionadas à integração entre solo, plantas e animais no Sistema Plantio Direto nos trópicos.