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Preços do milho seguem em queda no mercado brasileiro

Levantamento do Cepea aponta pressão da demanda enfraquecida, boas perspectivas de produção e maior flexibilidade dos produtores nas negociações.

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Foto: Shutterstock

Levantamento do Cepea mostra que os preços do milho seguem em queda. No Brasil, pesquisadores explicam que a pressão vem da demanda enfraquecida, das boas perspectivas quanto à produção interna e da flexibilidade de produtores nas negociações.

No mercado externo, as previsões de ampla oferta mundial, sobretudo nos Estados Unidos, influenciaram as baixas. Conforme relatório divulgado na última semana pelo USDA, a safra mundial 2025/26 está estimada em 1,29 bilhão de toneladas, acima das 1,28 bilhão de toneladas indicadas em dezembro/25 e das 1,23 bilhão de toneladas registradas na temporada anterior, refletindo o avanço nas produções dos Estados Unidos e da China.

Já as estimativas nacionais, divulgadas pela Conab também na semana passada, apontam a temporada 2025/26 (considerando-se primeira, segunda e terceira safras) em 138,86 milhões de toneladas, volume 1,5% menor que na anterior, mas ainda considerado alto por agentes.

Fonte: Assessoria Cepea

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Porto de Santos bate recorde histórico e movimenta 186,4 milhões de toneladas em 2025

Resultado representa crescimento de 3,6% em relação a 2024, impulsionado principalmente pelas exportações, que somaram 137,4 milhões de toneladas, com destaque para soja, açúcar e milho.

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Foto: Divulgação/Porto de Santos

O Porto de Santos, em São Paulo, registrou em 2025 a maior movimentação de cargas de sua história: 186,4 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6% sobre o recorde anterior, estabelecido em 2024, de 179,8 milhões de toneladas. 

As operações de embarque para exportação totalizaram 137,4 milhões de toneladas no ano, um crescimento de 4,6%. Já os desembarques (importação) mantiveram-se estáveis, com um aumento de 1%, somando 49 milhões de toneladas.

Foto: Jonathan Campos

A participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira também cresceu. O complexo foi responsável, em 2025, por 29,6% de todas as transações comerciais do Brasil com o exterior, considerando o valor em US$ FOB. Em 2024, a participação foi de 29%.

“O ano de 2025 registrou recordes na movimentação de contêineres em todos os meses, e de carga geral na maioria dos meses. O resultado demonstra a resiliência do Porto de Santos e a assertividade dos investimentos em infraestrutura, além de atestar o crescimento do Brasil no comércio global”, disse o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini.

O país com o qual o porto mais fez transações de cargas em 2025 foi a China, registrando 29,6% de todo fluxo comercial.

Os produtos mais exportados, em toneladas, pelo porto em 2025 foram soja (44,9 milhões de toneladas); açúcar (24,1 milhões de toneladas); milho (15,2 milhões de toneladas); e celulose (9,8 milhões). Já as principais importações foram adubo (8,3 milhões de toneladas); óleo diesel e gasóleo (2,4 milhões de toneladas); enxofre (2,04 milhões de toneladas); e trigo (1,3 milhões).

O número de navios atracados em 2025 chegou a 5.708, 2,7% superior ao registrado em 2024.  “Os números do Porto de Santos mostram que o Brasil voltou a investir com planejamento, segurança jurídica e visão de longo prazo. Estamos falando de um porto que bate recordes, amplia sua capacidade e se prepara para receber investimentos estratégicos, como o Tecon Santos 10, que vai transformar a logística de contêineres no país”, comemorou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Fonte: Agência Brasil
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Rio Grande do Sul amplia prazo para plantio da soja até 15 de fevereiro

Decisão atende produtores afetados por chuvas e atraso no milho, mas sem alterar o calendário nacional definido pelo Ministério da Agricultura.

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Foto: Fernando Dias/Seapi

O Rio Grande do Sul decidiu estender, em caráter excepcional, o prazo para o plantio da soja até 15 de fevereiro. A medida foi comunicada na última quarta-feira (14) pelo Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDV/Seapi) ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e busca oferecer uma alternativa aos produtores impactados por condições climáticas adversas e pelo atraso no cultivo do milho no Estado.

Pelo calendário oficial do Mapa para a safra 2025/2026, a semeadura da soja está autorizada entre 1º de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. A ampliação do prazo no Rio Grande do Sul não altera essa regra nacional, mas permite exceções pontuais mediante autorização da Seapi.

Fotos: Shutterstock

Produtores que precisarem plantar fora do período oficial deverão formalizar o pedido por meio de um formulário on-line disponibilizado pela Secretaria da Agricultura. Segundo o governo estadual, a análise será feita caso a caso, levando em conta a situação específica de cada propriedade.

A decisão foi motivada, principalmente, pelos impactos do clima sobre o calendário agrícola. De acordo com o documento enviado ao Mapa, o excesso de chuvas registrado em dezembro de 2025 e janeiro de 2026 comprometeu o avanço do plantio do milho em diversas regiões, o que tende a atrasar a colheita da cultura e, por consequência, a implantação da soja em áreas de sucessão. “É uma alternativa relevante para o produtor que de fato precisa deste tempo a mais”, afirmou o secretário da Agricultura, Edivilson Brum, ao destacar que a medida busca dar previsibilidade e reduzir perdas em um cenário adverso.

O diretor do Departamento de Defesa Vegetal, Ricardo Felicetti, reforça que a prorrogação se aplica a situações específicas. “Esses casos justificam a prorrogação do prazo de semeadura em situações pontuais, especialmente nos cultivos de soja em sucessão ao milho, cultura estratégica para o Estado”, observa.

A soja é uma das principais bases da economia agrícola gaúcha, e atrasos no plantio podem ter reflexos diretos sobre produtividade, custos e renda do produtor. Ao mesmo tempo, o controle do calendário de semeadura é considerado uma ferramenta essencial no combate à ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da cultura.

Para esclarecer dúvidas e orientar os produtores sobre os procedimentos necessários, o DDV mantém canais de atendimento pelos telefones (51) 3288-6294 e (51) 3288-6289, além do e-mail defesavegetal@agricultura.rs.gov.br.

Fonte: Assessoria Seapi
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Anffa Sindical reforça papel estratégico na segurança dos alimentos e no comércio exterior

Entidade destaca avanços como concurso com cinco formações e novas frentes de enfrentamento a crimes transfronteiriços, no entanto alerta para riscos da regulamentação da Lei do Autocontrole e para o déficit de pessoal no Ministério da Agricultura e Pecuária.

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Foto: Divulgação/Anffa Sindical

A atuação dos auditores fiscais federais agropecuários esteve no centro de agendas estratégicas para a segurança dos alimentos, a defesa agropecuária e a credibilidade do Brasil no comércio internacional ao longo de 2025. Em balanço do ano, o presidente do ANFFA Sindical, Janus Pablo Macedo, avalia que o período combinou avanços importantes, como a retomada de pautas estruturantes e o fortalecimento de projetos operacionais, com desafios que exigem resposta do Estado para evitar perdas na fiscalização federal.

Entre os destaques de 2025, o ANFFA Sindical aponta a autorização de um novo concurso público com vagas para as cinco formações que compõem a carreira, medicina veterinária, agronomia, química, zootecnia e engenharia agronômica, após mais de uma década sem seleção ampla. Para o presidente, a recomposição do quadro é decisiva diante do volume de atribuições do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do impacto direto dessas atividades na vida do consumidor. “O principal desafio é mostrar para a sociedade que, com os auditores, nós temos um serviço de excelência, entregando um produto com garantia e qualidade”, afirmou Janus Pablo Macedo.

Foto: Divulgação/Mapa

A entidade também destaca o avanço de medidas voltadas à proteção de servidores, a partir do encaminhamento de uma portaria que trata do combate ao assédio e à violência direcionados a trabalhadores do Ministério da Agricultura e Pecuária, incluindo casos recentes relatados de ameaças e agressões. A pauta, segundo o ANFFA Sindical, integra o contexto de fortalecimento institucional necessário para garantir condições adequadas de trabalho em áreas sensíveis, como portos, aeroportos e fronteiras.

No campo operacional, 2025 marcou o início de uma atuação mais proativa no enfrentamento a crimes transfronteiriços ligados à linha agro, com foco em contrabando e descaminho de agrotóxicos e produtos veterinários irregulares, muitas vezes com moléculas proibidas no país e riscos sanitários. O ANFFA Sindical ressalta que o modelo vem se apoiando em inteligência e integração com forças policiais, ampliando a capacidade de prevenção e resposta. “Hoje, o crime organizado também atua com agrotóxico e produtos veterinários. Entra mais barato, clandestino, e com substâncias proibidas no nosso país”, disse Janus Pablo.

Ao mesmo tempo, a entidade reforça que a falta de pessoal e de estrutura segue como principal entrave para a fiscalização federal. O ANFFA Sindical estima cerca de 1.300 cargos vagos, com reposições ainda insuficientes para cobrir aposentadorias iminentes, inclusive de servidores em abono de permanência. A avaliação é que esse cenário pressiona o sistema e abre espaço para medidas que fragilizam a atuação do Estado. “Na hora que você coloca um ente privado, você tira a fiscalização federal, que tem estabilidade e representa o Estado. O privado está representando quem?”, questionou o presidente.

Para 2026, o ANFFA Sindical aponta como prioridade o reforço do quadro de auditores e a consolidação de uma agenda institucional que preserve atribuições públicas na fiscalização, com atenção especial à regulamentação do artigo 5º da Lei do Autocontrole, Lei 14.515. Segundo a entidade, a proposta, da forma como vem sendo tratada, pode transferir responsabilidades sensíveis para o setor privado, com efeitos de longo prazo sobre segurança dos alimentos, padrões de qualidade e manutenção de mercados externos. “Nós saímos de um sistema onde temos um auditor como protagonista e agora vamos ter um veterinário contratado. O impacto a longo prazo vai ser gigantesco”, afirmou Janus Pablo, ao citar medidas jurídicas já em andamento contra a regulamentação.

A agenda de 2026 também deverá incluir pautas de valorização e organização do trabalho, como melhorias de infraestrutura e equipamentos, frota, viaturas e insumos, além da efetiva implementação de identidade visual e uniformização, especialmente em missões e eventos internacionais, como forma de fortalecer a presença institucional do Estado. No campo sindical, o ANFFA Sindical prevê intensificar o diálogo para reabertura de negociações e defesa de um planejamento de política salarial no Executivo, alinhado a modelos já adotados por outros Poderes.

Fonte: Assessoria Anffa Sindical
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