Peixes
Preços da tilápia apresentam leve alta em diferentes regiões do país
Cotações sobem de forma moderada na semana, com estabilidade no Norte do Paraná

Os preços da tilápia registraram variações discretas nas principais regiões produtoras do país entre os dias 23 e 27 de março de 2026, segundo levantamento do Cepea.
Na região dos Grandes Lagos, o quilo do peixe foi comercializado a R$ 10,00, com alta semanal de 1,11%. Em Morada Nova de Minas, o valor chegou a R$ 9,81, avanço de 0,37% no mesmo período.
No Norte do Paraná, a cotação permaneceu estável, em R$ 10,44/kg, sem variação em relação à semana anterior. Já no Oeste do Paraná, o preço foi de R$ 8,92/kg, com leve aumento de 0,27%.
No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o produto foi negociado a R$ 10,20/kg, registrando alta de 0,75% na semana.
Os dados fazem parte do monitoramento contínuo do Cepea, que acompanha o comportamento dos preços da tilápia em diferentes polos produtivos do Brasil.

Peixes
Prazo é reaberto para vagas não preenchidas na pesca da tainha em 2026
Inscrições seguem até 1º de abril após sobra de vagas na etapa inicial.

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) publicou a Portaria MPA nº 653, de 2026, que apresenta a relação final das embarcações credenciadas e não credenciadas para a obtenção da Autorização de Pesca Especial Temporária destinada à captura da tainha (Mugil liza) em 2026. A publicação também informa o número de vagas remanescentes.
A reabertura dessas vagas foi anunciada em razão do não preenchimento total das vagas inicialmente ofertadas. Ao todo, há três vagas disponíveis para a modalidade de emalhe anilhado (2.02.001 e 2.04.001), que não foram ocupadas na primeira etapa do processo.
As inscrições para as vagas remanescentes ocorrerão de 25 de março a 01º de abril, conforme o Edital de Seleção nº 15, de 26 de dezembro de 2025.
Com a divulgação da lista final de embarcações e a abertura das vagas remanescentes, o processo de autorização para a pesca da tainha em 2026 avança. O Ministério da Pesca e Aquicultura segue atento ao cumprimento dos prazos e procedimentos, a fim de garantir que todas as embarcações possam exercer suas atividades de forma regularizada.
Peixes
Vigilância Sanitária orienta sobre compra de pescado na Semana Santa
É preciso estar atento ao armazenamento e preparo dos produtos.

A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio (SES-RJ) orienta os consumidores sobre a qualidade do pescado neste período da Semana Santa. Dicas simples podem reduzir os riscos de intoxicação alimentar, neste momento em que o consumo de peixes e frutos do mar aumenta.
“Com atenção na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir um momento de celebração saudável”, destacou a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.
A nutricionista Jussara Salgado explica que há sinais claros de que o pescado está fresco. Por serem altamente perecíveis, peixes e frutos do mar podem se deteriorar rapidamente se não forem mantidos nas condições adequadas de conservação. “O peixe deve ter carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e brilhantes, além de guelras vermelhas e cheiro suave, característico.”
O consumidor deve evitar produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados. “O pescado precisa estar sobre uma camada de gelo, sem contato direto, e protegido por plástico adequado. Já os congelados devem estar bem armazenados, sem sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida”, explicou a nutricionista.
Caraterísticas do peixe próprio para o consumo:
- carne firme;
- escamas aderentes à pele;
- olhos brilhantes;
- guelras avermelhadas;
- cheiro suave.
Armazenamento

Foto: Embrapa Agroindústria de Alimentos
A recomendação é que o pescado seja armazenado o mais rápido possível após a compra. Em casa, deve ser limpo (com retirada de vísceras, escamas e resíduos), e guardado em recipiente fechado na geladeira.
O consumo do peixe cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o alimento cozido pode ser mantido por até três dias, desde que refrigerado adequadamente. “Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples, mas eficazes”, acrescentou Jussara Salgado.
Risco de intoxicação
A ingestão de pescado contaminado pode causar intoxicação alimentar com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e, em casos mais graves, levar à hospitalização. “O pescado é um alimento rico em proteínas e muito sensível. Quando não é manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias e a produção de toxinas prejudiciais à saúde”, alertou a superintendente Helen Keller.

Foto: Albari Rosa
Para evitar problemas, a orientação é planejar as compras, adquirir os produtos e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de servir. No caso de pratos frios, como saladas, a recomendação é mantê-los sob refrigeração até o consumo.
No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente, reduzindo o risco de contaminação.
A superintendente reforça que o consumidor é peça-chave na prevenção de riscos. Ao identificar irregularidades, como produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene, é importante acionar a vigilância sanitária do município.
Peixes
Planta medicinal aumenta crescimento e imunidade de tilápias
Estudo em tanques-rede mostra ganho de peso, melhor conversão alimentar e menos estresse nos peixes.

O uso de uma planta conhecida por suas propriedades medicinais pode representar um avanço importante para a aquicultura. Um estudo recente mostra que a suplementação alimentar com Artemisia annua melhora o crescimento, a saúde e a produtividade da tilápia-do-Nilo em sistemas de cultivo tropical em tanques-rede.
Os resultados indicam que a inclusão da planta na dieta dos peixes promove ganhos expressivos no desempenho produtivo, além de reforçar o sistema imunológico e reduzir o estresse — fatores decisivos para a sustentabilidade e a rentabilidade da piscicultura intensiva.
De acordo com a pesquisadora Michelly Soares, da Universidade Federal de São Carlos – UFFScar, os dados reforçam o potencial de soluções naturais na produção aquícola. “Observamos que a suplementação com Artemisia annua contribui para melhorar simultaneamente o crescimento, a eficiência alimentar e a saúde dos peixes, o que é fundamental em sistemas intensivos de produção”, afirma.
Ganhos produtivos e eficiência alimentar
No experimento, as tilápias alimentadas com dietas suplementadas apresentaram maior ganho de peso e melhor conversão alimentar em comparação aos animais que não receberam o aditivo. Isso significa que os peixes cresceram mais consumindo menos ração — um dos principais indicadores de eficiência na produção.
Esse desempenho está relacionado à ação de compostos bioativos presentes na planta, que favorecem a digestão e o aproveitamento de nutrientes. Além disso, os resultados sugerem melhorias na fisiologia intestinal dos peixes, o que contribui diretamente para o crescimento.
Para a pesquisadora Sonia Queiroz, da Embrapa Meio Ambiente, o impacto desse tipo de estratégia é significativo para o setor. “A adoção de aditivos naturais com múltiplas funções pode reduzir custos, melhorar o desempenho produtivo e, ao mesmo tempo, tornar o sistema mais sustentável”, destaca.
Mais saúde e resistência a doenças
Além do crescimento, o estudo aponta efeitos importantes na saúde dos peixes. A suplementação com Artemisia annua esteve associada à melhora de parâmetros imunológicos e à redução de indicadores de estresse fisiológico.
Em sistemas de cultivo em tanques-rede, onde os animais ficam mais expostos a variações ambientais e à presença de patógenos, o fortalecimento do sistema imune é essencial para evitar perdas produtivas.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Fernanda Sampaio, esse é um dos principais avanços trazidos pelo estudo. “A melhora da resposta imunológica e da condição fisiológica dos peixes contribui para aumentar a resistência a doenças e a estabilidade do sistema de produção”, explica.
Os benefícios observados também estão ligados à modulação da microbiota intestinal. A Artemisia annua possui compostos com ação antimicrobiana seletiva, capazes de inibir microrganismos patogênicos e favorecer bactérias benéficas.
Esse equilíbrio da microbiota melhora a absorção de nutrientes e contribui para o metabolismo dos peixes, refletindo diretamente no desempenho produtivo.
Além disso, a planta apresenta propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que ajudam a reduzir danos celulares e melhorar o estado geral dos animais.
Alternativa sustentável para a aquicultura
O estudo se destaca por ter sido realizado em condições de cultivo tropical em tanques-rede, sistema amplamente utilizado no Brasil. Nesse modelo, os desafios relacionados ao estresse ambiental e à sanidade dos peixes são maiores, o que aumenta a importância de estratégias nutricionais eficientes.
A utilização de plantas medicinais como aditivos naturais surge como alternativa ao uso de produtos sintéticos e antibióticos, alinhando a produção às demandas por sustentabilidade e segurança alimentar. “Estamos avançando na construção de uma aquicultura mais sustentável, baseada em soluções naturais e no melhor entendimento dos processos biológicos”, afirma Soares.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam a necessidade de ampliar os estudos para validar a tecnologia em diferentes condições de produção e em escala comercial. “Ainda é importante aprofundar o conhecimento sobre os mecanismos de ação e ajustar as doses e formas de aplicação para diferentes sistemas produtivos”, ressalta Queiroz.
Fernanda Sampaio acrescenta que o uso de bioinsumos na aquicultura deve crescer nos próximos anos. “Há uma tendência clara de substituição de insumos convencionais por alternativas mais sustentáveis e a Artemisia annua pode ter papel relevante nesse cenário”, afirma.
Os resultados indicam que a integração de compostos naturais à nutrição de peixes pode representar um novo caminho para a piscicultura, combinando ganhos de produtividade com menor impacto ambiental.
O estudo completo de Michelly Soares, da UFSCar, Anieli Maraschi, UFSCar, Carolina de Angelis, UFSCar, Sonia Queiroz, Claudio Jonsson, Embrapa meio Ambiente, Cristiane de Campos, Universidade estadual de Mato Grosso do Sul, Marisa Fernandes, UFSCar, Cléo Costa Leite UFSCar, Francisco Rantin, UFSCar e Fernanda Sampaio, Embrapa Meio Ambiente, está aqui



