Peixes
Preços da tilápia apresentam estabilidade em importantes polos produtores
Cenário atual reflete um mercado equilibrado, com demanda ajustada à oferta e poucas oscilações nos preços.

Os preços da tilápia se mantiveram relativamente estáveis nas principais regiões produtoras do país na parcial de junho, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (06) pelo Indicador de Preços da Tilápia da Peixe BR/Cepea.
No Oeste do Paraná, principal polo produtor nacional, o quilo do peixe está cotado a R$ 7,41. Já no Norte do estado, a tilápia apresentou o maior valor entre as regiões monitoradas, alcançando R$ 8,59/kg. Em Morada Nova de Minas (MG), o preço médio é de R$ 8,46/kg, enquanto na região dos Grandes Lagos, que abrange parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a cotação ficou em R$ 8,11/kg. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a tilápia está sendo negociada a R$ 8,31/kg.
O cenário atual reflete um mercado equilibrado, com demanda ajustada à oferta e poucas oscilações nos preços. Estabilidade pode se manter no curto prazo, a depender das condições climáticas e da movimentação do consumo nos próximos meses.

Peixes
Mercado restrito e desafios industriais impactam desempenho dos peixes nativos
Consumo concentrado em três regiões e necessidade de mais tecnologia influenciam resultado do setor em 2025.

Peixes
Piscicultura paranaense cresce acima da média nacional e reforça posição estratégica
Enquanto o Brasil atinge 4,4% de crescimento, Estado chega a 9,1%, concentra 27% da produção e lidera as exportações de tilápia.

O Paraná alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no , lançado nesta semana.
São Paulo aparece na segunda posição no ranking nacional de produção de peixes de cultivo, com 93.700 toneladas, volume 0,54% maior do que o de 2024. Minas Gerais (77.500 t) está logo atrás de São Paulo, seguido por Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t), que ganhou uma posição e fecha a lista dos cinco primeiros do ranking.
Pela primeira vez o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de toneladas produzidas (1.011.540 t). O resultado do cultivo de pescados cresceu 4,41% no Brasil, se comparado ao volume produzido em 2024. Nos últimos 10 anos, a atividade brasileira cresceu 58,6%.

Foto: Jonathan Campos/AEN
A tilápia é o grande motor da atividade no Paraná e no Brasil. O Estado lidera a produção com 273.100 toneladas. Completando a lista dos cinco maiores produtores nacionais da espécie, aparecem na sequência São Paulo (88.500 t), Minas Gerais (73.500 t), Santa Catarina (52.700 t) e Mato Grosso do Sul (38.700 t). Em todo o Brasil foram 707.495 toneladas, maior resultado da série histórica da última década.
Os principais produtores, em volume, são Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon. Já as maiores quantidades de tanques ficam, nessa ordem, em Itambaracá (1.564), Alvorada do Sul (994), Nova Prata do Iguaçu (757), Três Barras do Paraná (654) e Boa Esperança do Iguaçu (408).
De acordo com o Anuário, o Paraná atrai cada vez mais e melhores investimentos para o setor. A crescente participação de grandes cooperativas dá novas proporções à atividade. Em relação ao sistema de negócio, a integração se destaca, atraindo mais produtores do que o modelo independente, que mantém uma ligação direta com pequenos frigoríficos. Essa modalidade vem diminuindo ao longo do tempo.
“Além de todos os fatores favoráveis ao crescimento forte e constante da atividade, também é preciso manter a atração de investimentos em inovação, certificação e abertura de novos mercados internacionais”, aponta a publicação.
Exportações

As exportações da piscicultura brasileira registraram crescimento de 2% em valor em 2025, chegando a U$S 60 milhões. Já em volume, houve queda de 1%, passando de 13.792 t em 2024 para 13.684 t em 2025. A tilápia representou 94% das exportações, seguida do tambaqui e curimatás.
O Paraná manteve a posição de maior exportador brasileiro de tilápia em 2025, sendo responsável por 50% do total exportado pelo Brasil, com US$ 28 milhões. Na segunda posição, aparece São Paulo, totalizando US$ 16 milhões, que representam 29%, seguido por Mato Grosso do Sul, com US$ 10,7 milhões (19% do total).
Apesar do tarifaço, o Estados Unidos se mantiveram como o principal destino (87%) das exportações brasileiras da piscicultura em 2025, totalizando US$ 52 milhões. Outros principais destinos foram Canadá (4%), Peru (4%), China (2%) e Vietnã (1%). Destaca-se ainda a entrada de 21 novos destinos, dentre os quais está o México, que é o segundo maior importador de tilápia no continente americano após os Estados Unidos.
Peixes
Tilápia responde por 70% da produção aquícola e soma 707 mil toneladas
Dados do Anuário Peixe BR 2026 mostram avanço da espécie mesmo diante de desafios na cadeia.

A produção brasileira de tilápia alcançou 707.495 toneladas em 2025, alta de 6,83% em relação ao ano anterior. O volume corresponde a aproximadamente 70% de todo o peixe de cultivo produzido no país. Os números constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026.
Mesmo com desafios enfrentados pela cadeia produtiva ao longo do ano, o desempenho manteve a tilápia como principal espécie da piscicultura nacional. Desde o primeiro levantamento realizado pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a produção da espécie cresceu 148,2%. Em 2015, o volume registrado foi de 285 mil toneladas.

A expansão está relacionada ao aumento da demanda nos mercados interno e externo, ao avanço do melhoramento genético e à evolução dos processos industriais, que ampliaram a oferta de cortes e garantiram maior escala e padronização do produto.
O Paraná lidera a produção nacional, com 273.100 toneladas em 2025, crescimento de 8,9% na comparação anual. Na sequência aparecem São Paulo, com 88.500 toneladas; Minas Gerais, com 73.500 toneladas; Santa Catarina, com 52.700 toneladas; e Mato Grosso do Sul, com 38.700 toneladas.
De acordo com dados do Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026, a tilapicultura mantém trajetória de expansão e segue como base do crescimento da piscicultura brasileira.




