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Preços da soja sobem e comercialização ganha ritmo no Brasil

Os preços da soja subiram e a movimentação melhorou nesta semana no mercado brasileiro

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Os preços da soja subiram e a movimentação melhorou nesta semana no mercado brasileiro. A recuperação dos contratos futuros em Chicago, o dólar valorizado frente ao real e os prêmios firmes trouxeram os vendedores de volta ao mercado. As vendas envolveram a safra atual e a nova.

No mercado físico, a saca de 60 quilos subiu de R$ 171,00 para R$ 173,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), a cotação avançou de R$ 171,50 para R$ 172,00 a saca. O preço aumentou também em Rondonópolis (MT), passando de R$ 169,00 para 173,50.

No FOB, os patamares também subiram, refletindo o aumento da demanda chinesa. Os compradores se deslocaram do mercado americano, ainda em função dos problemas logísticos causados pelo furacão Ida, para o Brasil. Em Paranaguá, a saca subiu R$ 176,00 para R$ 177,00. Os prêmios seguem firmes tanto para embarque nesse como no próximo ano.

Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em novembro acumularam valorização de 0,74% na semana, encerrando a quinta a US$ 12,96 por bushel. Sinais de demanda ainda sustentam as cotações. Mas o mercado perde força com a proximidade da colheita de uma safra cheia nos Estados Unidos.

O dólar comercial seguiu firme durante toda a semana, em torno de R$ 5,27. Na manhã da sexta, a moeda subia mais de 1%, batendo em 1,4%, após o anúncio de aumento no IOF por parte do governo federal.

USDA

O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,374 bilhões de bushels em 2021/22, o equivalente a 119,04 milhões de toneladas. O mercado esperava safra de 4,363 bilhões ou 118,74 milhões. Em agosto, a indicação era de 4,339 bilhões de bushels ou 118,08 milhões de toneladas.

A produtividade foi elevada de 50 bushels por acre para 50,6 bushels, enquanto o mercado estimava 50,3 bushels por acre.

Os estoques finais estão projetados em 185 milhões de bushels ou 5,03 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 178 milhões ou 4,84 milhões de toneladas. No mês passado, os estoques finais estavam estimados em 155 milhões de bushels ou 4,22 milhões de toneladas.

O USDA indicou esmagamento em 2,180 bilhões de bushels e exportação de 2,090 bilhões. Em agosto, os números eram de 2,205 bilhões e 2,055 bilhões, respectivamente.

Em relação à temporada 2020/21, o USDA elevou a previsão para os estoques de passagem de 160 milhões de bushels para 175 milhões – de 4,54 milhões para 4,76 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 166 milhões de bushels ou 4,52 milhões de toneladas.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2021/22 de 384,42 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 98,89 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 96,9 milhões de toneladas. Em agosto, o USDA indicou produção de 383,63 milhões e estoques de 96,15 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 119,04 milhões de toneladas, contra 118,08 milhões do relatório anterior. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 144 milhões de toneladas. A safra da Argentina está estimada em 52 milhões de toneladas. As importações chinesas deverão ficar em 101 milhões de toneladas.

Para a temporada 2020/21, a estimativa para a safra mundial ficou em 363,27 milhões de toneladas. Os estoques de passagem estão projetados em 95,08 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de 92,5 milhões de toneladas.

A produção do Brasil foi mantida em 137 milhões. Já a safra argentina ficou em 46 milhões de toneladas. A previsão para as importações chinesas foi elevada de 97 milhões para 99 milhões de toneladas.

Fonte: Agência Safras
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Notícias 23 a 25 de agosto

Novas cultivares e produtos serão lançados durante Show Rural de Inverno

Em sua terceira edição, o Show Rural Coopavel de Inverno se transforma na maior vitrine brasileira para variedades de sementes e produtos destinados às culturas para os meses frios do ano.

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Vinte e nove das 40 cultivares que serão apresentadas serão de trigo - Foto: Arquivo/Jaelson Lucas/AEN

Em sua terceira edição, o Show Rural Coopavel de Inverno se transforma na maior vitrine brasileira para variedades de sementes e produtos destinados às culturas para os meses frios do ano. De olho nisso, expositores farão lançamentos durante o evento, de 23 a 25 de agosto, em Cascavel, no Oeste do Paraná, mostrando aos visitantes o melhor resultado de suas pesquisas e investimentos.

Seis das 23 empresas e órgãos de pesquisa que estarão presentes na mostra de tecnologias confirmaram lançamentos. São elas: Corteva, OR Sementes, Biotrigo, Syngenta, Basf e Bionat. “Elas vão apresentar novidades para um público ávido por novas informações sobre as culturas de inverno que, devido aos avanços das tecnologias nos últimos anos, apresentam-se como excelentes opções de investimento e retorno”, destaca o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, convidando a todos a prestigiar o evento.

Lançamentos

A Corteva vai apresentar o inseticida Closer, destinado ao controle de pulgões, o fungicida Aproach Power para controle do complexo de manchas e ferrugem da cultura e também o herbicida Paxeo, desenvolvido para controlar plantas daninhas. A OR Sementes trará as cultivares de trigo ORS Soberano e ORS Premium. A Biotrigo terá entre suas novidades no Show Rural Coopavel de Inverno as sementes de trigo TBIO Motriz e TBIO Capaz.

A Syngenta lançará o Miravis, produto de uma nova geração de fungicidas que proporciona maior poder intrínseco de controle e amplo espectro de ação. A Basf vai trazer o Agrega, programa de relacionamento no qual o produtor ganha pontos na compra de itens da empresa que podem ser trocados por produtos e serviços. Por fim, a Bionat lançará o Sprinter, novo produto biológico desenvolvido para auxiliar no arranque das plantas.

Gratuito

O evento terá outras novidades, como programações nas áreas da inovação tecnológica no Espaço Impulso e no Centro Tecnológico de Avicultura, atividades especialmente destinadas à mulher agricultora e uma palestra diária, com início sempre às 15h, com o agrônomo e analista de mercados Vlamir Brandalizze. Vlamir falará, no auditório do Paraná Cooperativo, sobre Um olhar sobre o mercado de grãos. As cultivares de trigo seguem como sensação do evento. Das 40 apresentadas, 29 serão de trigo – as outras de aveia, triticale e plantas de cobertura.

A abertura dos portões do Show Rural Coopavel de Inverno será, diariamente, das 8h30 às 16h30. Os visitantes não pagarão nada para acessar o parque e também poderão utilizar o estacionamento gratuitamente. O restaurante do parque vai funcionar durante os três dias de evento, o que trará mais comodidade aos agricultores, filhos de agricultores, técnicos, acadêmicos e outros interessados nas culturas de inverno.

Fonte: Ascom
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Mato Grosso aumenta exportação de carne bovina para o Reino Unido

Até o mês de julho, o Estado mato-grossense já acumulava 1,83 milhão de toneladas em equivalente de carcaça (TEC) embarcadas.

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Foto: Arquivo/Claudio Neves

Mato Grosso tem aumentado as exportações de carne bovina para o Reino Unido desde o Brexit, processo de saída dos países britânicos do Bloco Econômico da União Europeia. A maior participação das importações do Reino Unido da carne mato-grossense se elevou em 439,5% no comparativo de 2021 ante a 2020.

Em 2022, até o mês de julho, já se acumulam 1,83 milhão de toneladas em equivalente de carcaça (TEC) embarcadas. Os dados constam no boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que apontam que fatores como as mudanças nas taxas para produtos agrícolas também influenciaram neste movimento.

Apesar disso, o mercado chinês continua liderando com folga as compras da carne mato-grossense, que seguiram acima do patamar de 30 mil TEC no respectivo mês.

Ao todo, incluindo os demais países que importam carne de Mato Grosso, foram embarcadas 46,51 mil toneladas em equivalente carcaça durante o mês de julho – e as exportações mato-grossenses de carne bovina alcançaram o segundo maior volume de 2022.

Fonte: Ascom Acrimat
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Importância da biosseguridade interna abre debates do 2º dia do 14º SBSS

Programação segue no período da tarde, a partir das 14 horas, com as palestras do Painel Sanidade.

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Nelson Morés abriu a programação de palestras desta quarta-feira - Fotos: Divulgação/Nucleovet

Limpeza e desinfecção das instalações das granjas são de extrema importância para garantir a biosseguridade na produção. Esse tema abriu a programação científica do segundo dia do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). O evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), acontece no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), com transmissão on-line ao vivo. Paralelamente acontece a 13ª Brasil Sul Pig Fair.

Especialista abordou diversos aspectos em relação à limpeza das instalações

O médico-veterinário e consultor autônomo na área de sanidade de suínos, Nelson Morés, palestrou sobre “Biosseguridade: está na hora de parar com o ‘faz de conta’. Será que compreendemos o significado dos desafios sanitários? Uma visão de dentro da granja”. O especialista abordou diversos aspectos em relação à limpeza das instalações e reforçou a necessidade de todas as pessoas que trabalham na granja conhecerem os processos, saberem para que servem e sua importância. Morés explanou sobre a biosseguridade interna, ou seja, as medidas direcionadas a controlar a proliferação e disseminação de patógenos no rebanho. “A biosseguridade interna é o ponto mais importante para a redução no uso de antimicrobianos nas granjas”, frisou.

O palestrante explicou que os patógenos se disseminam pelo movimento de animais, dos funcionários, pelos equipamentos de uso interno e por vetores, como moscas e ratos. Para inativá-los, é preciso privá-los das necessidades básicas, ou seja, de alimentação, de água e de esconderijos. Para isso, a limpeza diária, com uso de detergente, desinfetantes e realização do vazio sanitário são ações fundamentais, além da drenagem e secagem das instalações. “Isso é essencial para baixar a pressão infectiva no ambiente”, destacou.

Morés enfatizou que os principais pontos relacionados à biosseguridade interna são a produção em lotes com vazio sanitário adequado; manter um bom sistema de limpeza e desinfecção das instalações; combate a insetos e roedores; fluxo de animais (“jamais retroceder”), fluxo de pessoas dentro dos galpões, salas e baias; uso de equipamentos compartilhados entre as salas; manejo de animais doentes; e a higiene diária das instalações.

Em todos esses processos podem acontecer falhas, que estão relacionadas a diversos fatores, como estrutura, desconhecimento técnico dos produtores, dosagem e volume incorretos do detergente e desinfetante, ausência ou uso inadequado de baias/sala hospital, entre outros. Por isso, é essencial treinar os funcionários sobre biosseguridade, a exemplo das rotas de eliminação e transmissão de patógenos, as condições ambientais para a sobrevivência dos agentes infecciosos e como as pessoas podem se tornar transmissores devido ao uso inadequado de equipamentos.

“A forma mais eficiente de manter a saúde dos animais é a quebra do ciclo de infecção e a redução da pressão infectiva. Também é preciso lembrar que a biosseguridade interna, juntamente com programa adequado de vacinação e controle de fatores de risco, são fundamentais para a manutenção da saúde dos rebanhos e para a utilização racional de antimicrobianos”, concluiu Morés.

Redução da pressão de infecção

Palestrante Anne Caroline de Lara explicou que um programa básico deve seguir as etapas de limpeza seca, limpeza úmida, desinfecção e vazio sanitário

Na sequência, a médica-veterinária, doutora Anne Caroline de Lara explanou sobre “Estratégias de redução da pressão de infecção em um sistema de produção: entendendo e aplicando programas de limpeza e desinfecção”. Ela frisou que a persistência dos agentes patogênicos está ligada a características de estabilidade e transmissão. “Considerando que muitas doenças são dose-dependende, quanto menor a exposição desses agentes aos animais, menor a probabilidade de doença clínica. Portanto, o correto manejo de ambiência e a redução da pressão de infecção são fatores importantes para que o animal possa desempenhar o melhor de seu potencial”, realçou.

Ela acrescentar que um programa básico de limpeza e desinfecção tem custo muito inferior quando comparado aos custos com tratamentos usando antimicrobianos, sem considerar o prejuízo com queda no desempenho zootécnico. “Também deve se considerar a demanda por redução do uso de antimicrobianos, por exigência de mercados e de consumidores”, complementou.

Anne explicou que um programa básico deve seguir as etapas de limpeza seca, limpeza úmida, desinfecção e vazio sanitário. A limpeza seca consiste em retirar resíduos mais grosseiros e na limpeza úmida deve-se utilizar água sob alta pressão e baixa vazão. O uso de detergentes é imprescindível para a remoção da matéria orgânica, incluindo os locais com mais difícil acesso, como superfícies mais porosas ou com defeitos, como rachaduras e frestas. A especialista enfatizou a importância de seguir a recomendação do fabricante com relação à dose de aplicação, concentração e tempo de contato de cada produto. Além disso, Anne observou que a qualidade da água utilizada interfere na ação do desinfetante.

Anne Caroline de Lara explanou sobre estratégias de redução da pressão de infecção

De acordo com a palestrante, o vazio sanitário tem o objetivo de complementar o processo de desinfecção. “Para que o vazio sanitário traga benefícios, todas as etapas anteriores devem ser realizadas com o máximo critério”, salientou, ao acrescentar que ao perceber problemas quanto a patógenos, é preciso reavaliar o processo, pois os programas devem ser completos e realizados com eficiência, incluindo limpeza, desinfecção, vazio sanitário e controle de vetores. “O ponto chave é a remoção da matéria orgânica e do biofilme”, reforçou, ao acrescentar que o treinamento das equipes para atender as premissas de um bom protocolo de limpeza e desinfecção é fundamental e que sempre surgem novas ferramentas, que devem ser associadas às medidas básicas.

Inscrições

As inscrições para o 14º SBSS estão no terceiro lote. O investimento é de R$ 600 (para o evento presencial) e R$ 500 (virtual) para profissionais e R$ 460 (presencial) e R$ 400 (virtual) para estudantes. Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes.

O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair, que ocorre em paralelo ao 14º SBSS, é gratuito, tanto presencial quanto virtual. As inscrições ainda podem ser feitas pelo site www.nucleovet.com.br.

Somando forças

O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc). O Jornal O Presente Rural é veículo de comunicação oficial do evento.

Programação Científica do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura:

Quarta-feira (17)

Painel Sanidade (Jurij Sobestiansky)

14h às 14h40 – Peste Suína Africana: como está o cenário mundial atual?

Palestrante: Leandro Hackenhaar

14h45 às 16h – Mesa Redonda: Agentes respiratórios? Estamos dando a real importância aos diagnósticos?

Palestrantes: Danielle Gava, David Barcellos e Karine Takeuti

Moderador: Geraldo Alberton

16h às 16h20 – Intervalo

16h20 às 17h – Estratégias de diagnóstico e controle de meningite estreptocócica: como enfrentar este agente e sua diversidade antigênica?

Palestrante: Rafael Frandoloso

17h05 às 17h45 – Resistência bacteriana: uma pandemia silenciosa!

Palestrante: Jalusa Deon Kich

17h45 às 18h05 – Questionamentos

18h15 às 19h15 – Evento Paralelo Zoetis

19h15 – Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (18)

Painel Nutrição e Reprodução

08h às 08h40 – Efeito da matéria-prima no desempenho e saúde intestinal dos suínos

Palestrante: Gabriel Cipriano Rocha

08h45 às 09h25 – Imunonutrição: como manejar a imunidade através da nutrição

Palestrante: Breno Castelo Beirão

09h25 às 09h45 – Questionamentos

09h45 às 10h05 – Intervalo

10h05 às 10h45 – Perdas reprodutivas na produção de suínos: diagnóstico situacional e alternativas de correção

Palestrante: Rafael Ulguim

10h50 à 11h30 – Prolapsos uterinos: fatores predisponentes e abordagem para o controle

Palestrante: Augusto Heck

11h30 às 11h50 – Questionamentos

12h – Sorteios e encerramento

Fonte: Ascom Nucleovet
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