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Preços da carne suína na China, já em nível recorde, devem subir mais e mais rápido

Preços da carne suína no varejo subiram 84% na comparação anual

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Arquivo/OP Rural

Os preços já recorde da carne suína na China devem subir mais rapidamente nas próximas semanas, disseram analistas nesta terça-feira (15), mesmo com dados oficiais mostrando que a carne mais popular do país já pressionou a inflação ao consumidor para máxima em seis anos.

O índice de preços ao consumidor na China (CPI) subiu 3% em setembro na comparação anual, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas, maior ritmo de alta desde outubro de 2013.

Os preços dos alimentos subiram, principalmente devido à elevação dos valores da carne de porco após a disseminação da mortal peste suína africana pelo país, o que reduziu em 41% o rebanho de suínos chinês, segundo informado pelo governo na segunda-feira.

Os preços da carne suína no varejo subiram 84% na comparação anual, para 43,4 iuanes por quilo na semana encerrada em 2 de outubro, segundo dados do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais.

A disparada nos preços da carne suína perdeu ritmo nas semanas antes de um feriado nacional em outubro, uma vez que Pequim liberou 30 mil toneladas de carne suína congelada de suas reservas.

Mas a alta nos preços deve acelerar de novo, com os preços dos porcos vivos disparando após a pausa do feriado do Dia Nacional, disse o executivo chefe da consultoria China-America Commodity Data Analytics, Jim Huang.

Os preços dos suínos vivos saltaram de uma média nacional de 27 iuanes por kg em setembro para 31 iuanes por kg na primeira semana de outubro e atingiram 35 iuanes por kg na segunda-feira (14).

Na populosa província de Guangdong, no sul da China, os preços atingiram 40 iuanes por kg na semana passada, com margens para os agricultores locais agora em 3.000 iuanes por suíno. “Toda semana é um novo recorde”, disse Huang, apontando que os preços ganham força com a recomposição de estoques após o feriado.

Outras liberações de reservas estatais teriam impacto limitado, uma vez que os volumes ainda detidos por Pequim são relativamente pequenos, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank. “O quarto trimestre é a alta temporada (de consumo de carne suína), ainda há espaço para novos aumentos”, disse ela.

Fonte: Reuters
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Notícias Etanol

Resíduo da produção de etanol pode virar fertilizante agrícola

As indústrias de etanol poderiam comercializar esse subproduto e gerar uma renda extra a partir do tratamento dos seus resíduos.

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Um dos grandes problemas da indústria da cana-de-açúcar no Brasil, o excesso de resíduos gerado para a extração do etanol, pode deixar de ser uma pedra no sapato do setor e se tornar uma solução mais sustentável para a agricultura.

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram uma técnica para a tratar a chamada vinhaça de cana, líquido resultante do processo de produção do álcool que é nocivo ao ambiente, podendo contaminar cursos d’água e gerar mau odor.

Em estudo publicado na edição de janeiro do Journal of the Brazilian Chemical Society, os cientistas descreveram a técnica inédita de carbonização hidrotérmica, que consegue converter esse resíduo em água e carvão hidrotérmico para uso como fertilizante agrícola. Os pesquisadores testaram os efeitos da carbonização hidrotérmica no tratamento da vinhaça de cana em diferentes reações.

Essa reação termoquímica ocorre em meio aquoso e a elevadas pressões e temperaturas. A variação de temperaturas (entre 100ºC e 200ºC) e tempo de reação nos testes (entre 12h e 48h) influenciaram nos processos. Experimentos conduzidos a 200ºC e 8,3% de acidez foram os mais eficientes para gerar materiais sólidos. Uma das reações termoquímicas promoveu redução de 70% da quantidade de carbono na água, tornando-a menos agressiva ao meio ambiente.

Nada se perde, tudo se transforma

A pesquisadora Laís Fregolente destaca que a técnica de carbonização hidrotérmica pode ser implementada pela indústria de forma direta após o processo de destilação do etanol. “Aproveitamos assim somente os benefícios da aplicação da vinhaça, já que o processo de carbonização produz um material rico em carbono e nutrientes que pode servir como fertilizante agrícola”, comenta a pesquisadora. As indústrias de etanol poderiam comercializar esse subproduto e gerar uma renda extra a partir do tratamento dos seus resíduos.

O diferencial da pesquisa está em mostrar que a biomassa da vinhaça – de 10 a 18 litros do poluente são gerados por cada litro de etanol produzido – pode ser transformada em um material sólido com valor agregado, o que ainda não havia sido feito por outros estudos. O tratamento proposto pode também contribuir com a recuperação de solos pobres, degradados ou até mesmo de regiões afetadas pelo despejo do poluente.

Outros experimentos estão sendo feitos para encontrar a melhor forma de aplicação do carvão hidrotérmico gerado neste processo. Os próximos passos destes estudos são elaborar uma planta piloto para testar os efeitos do carvão diretamente no solo, já que esse primeiro estudo foi feito em escala de laboratório.

As informações são da Agência Bori

Fonte: Assessoria
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Notícias Prêmio

Prêmio FACTA “Profissional do ano” está com indicações abertas

Profissionais ligados à avicultura poderão recomendar um nome para receber a condecoração

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Divulgação

O Prêmio FACTA “Profissional do ano” está com indicações abertas até o dia 31 de março. Profissionais ligados à avicultura poderão recomendar um nome, justificando a sugestão e apresentando o currículo resumido do candidato. As normas e o formulário podem ser encontrados no site do evento http://www.facta.org.br/conferencia2020/premio-facta/.

A entrega do Prêmio será feita no primeiro dia da Conferência FACTA WPSA-Brasil 2020, durante a abertura do evento, que ocorrerá entre os dias 12 e 14 de maio, na Expo D. Pedro, em Campinas (SP).

Desde 2006 a Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia Avícolas (FACTA) destaca, anualmente, um profissional da avicultura brasileira, como forma de valorizar, difundir e agradecer o trabalho daqueles que, ao desempenharem sua atividade profissional, contribuem para o desenvolvimento do país e para a formação técnica e ética das novas gerações de profissionais da avicultura industrial brasileira e mundial.

Para mais informações e inscrição, acesse www.facta.org.br/conferencia2020.

Serviço:

Conferência FACTA WPSA-Brasil 2020

Data: 12, 13 e 14 de maio de 2020

Hora: 8h

Local: Expo D. Pedro – Av. Guilherme Campos, 500, Bloco II (Anexo ao Parque D. Pedro Shopping) – Campinas (SP).

Tel.:  (19) 3255-8500

E-mail: facta@facta.org.br

Inscrições: http://www.facta.org.br/conferencia2020/.

Sobre a FACTA

A Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia Avícolas (FACTA) é uma organização civil sem fins lucrativos, fundada em 10 de agosto de 1989, incorporando e ampliando atividades técnicas e científicas originalmente desenvolvidas por sua idealizadora e criadora, a APINCO – Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte.

Tendo como foco principal o fomento e a difusão de novos conhecimentos e tecnologias aplicáveis ao desenvolvimento sustentável da avicultura, a FACTA atende seus objetivos realizando eventos de atualização técnica, aperfeiçoando mão de obra operacional e técnica por meio de cursos específicos, divulgando conhecimentos avícolas através de publicações especializadas e estimulando a evolução técnica, científica e tecnológica da atividade pela dotação de prêmios de estímulo.

Para mais informações acesse: www.facta.org.br.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Interno

Queda no consumo pressiona preços da carne suína

Mercado brasileiro de suínos apresentou queda dos preços no atacado ao longo da semana

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de suínos apresentou queda dos preços no atacado ao longo da semana. A tendência ainda indica para menor espaço para reajustes, em linha com o arrefecimento do consumo no decorrer da segunda quinzena do mês. A avaliação é do analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Além disso, acrescenta Iglesias, os preços da carne bovina permanecem em queda, o que costuma resultar em desdobramentos sobre as proteínas concorrentes. “Por fim, seguem as preocupações em torno dos custos de nutrição animal, observando o recente comportamento dos preços no mercado doméstico”, completa o analista.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 76 milhões em janeiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 7,6 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 30,7 mil toneladas, com média diária de 3,1 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.472,80.

Em relação a janeiro, houve ganho de 9,7% na receita média diária, alta de 14,1% no volume diário e recuo de 3,9% no preço. Na comparação com fevereiro de 2019, houve aumento de 67,6% no valor médio diário exportado, ganho de 34% na quantidade média diária e elevação de 25% no preço.

2019

Para a carne suína o desempenho em 2019 foi singular. Os embarques só não foram mais volumosos porque o Brasil esbarrou na incapacidade de expandir a produção para atender o mercado chinês. Nesse quesito Estados Unidos e União Europeia absorveram as maiores fatias de mercado.

O Brasil exportou em torno de 730 mil toneladas de carne suína, 100 mil toneladas a mais em relação a 2018, apresentando um crescimento de 15,9%. Em termos de receita também houve mais robustez, com um crescimento de quase 32% na comparação com 2018, com receitas superiores a US$ 1,5 bilhão.

Fonte: Agência SAFRAS
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