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Preços da arroba e da carne bovina seguem pressionados

Segundo pesquisadores do Cepea, alguns frigoríficos com escalas mais alongadas estiveram até mesmo fora das compras no início desta semana.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A demanda pós-carnaval não reagiu, e as cotações tanto dos animais quanto da carne seguem pressionadas.

Segundo pesquisadores do Cepea, alguns frigoríficos com escalas mais alongadas estiveram até mesmo fora das compras no início desta semana.

Nesse cenário, os preços maiores foram deixando de ser praticados, e as médias regionais foram sendo reajustadas negativamente.

No front externo, as exportações de carne bovina in natura registraram ritmo forte nos primeiros 10 dias úteis de fevereiro.

De acordo com dados da Secex, os embarques diários registram média de 10,49 mil toneladas, totalizando 104,91 mil toneladas já embarcadas em fevereiro.

No mesmo mês do ano passado, o volume diário foi de 7,02 mil toneladas, somando 126,39 mil toneladas no período.

Se mantido esse ritmo até o final do mês, as exportações podem se aproximar das 200 mil toneladas em fevereiro.

Fonte: Assessoria Cepea

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Seapi emite alerta para raiva herbívora no Rio Grande do Sul

Focos confirmados em Piratini mobilizam reforço na vacinação e no controle de morcegos transmissores em municípios vizinhos.

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Foto: Fernando Dias/Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul emitiu nesta quinta-feira (26) alerta sanitário para raiva dos herbívoros no município de Piratini e nas cidades vizinhas Herval, Pedro Osório, Cerrito, Pinheiro Machado e Canguçu. A medida ocorre após a confirmação de focos da doença em Piratini.

De acordo com o órgão, o alerta considera o registro de elevado número de agressões a animais de produção na região e o fato de que ainda não foram localizados e identificados os refúgios de morcegos hematófagos, conhecidos como morcegos-vampiros, responsáveis pela transmissão do vírus.

A estratégia de enfrentamento envolve duas frentes: controle populacional dos morcegos transmissores e vacinação dos rebanhos. O coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da Seapi, Wilson Hoffmeister, reforça a necessidade de vacinação e revacinação dos animais suscetíveis, além da comunicação imediata sobre possíveis abrigos dos morcegos.

Foto: Fernando Dias/Seapi

A orientação técnica aos produtores é que, ao identificarem refúgios, não realizem captura por conta própria. A recomendação é informar a Inspetoria ou o Escritório de Defesa Agropecuária do município. Troncos ocos, cavernas, fendas em rochas, túneis, furnas e construções abandonadas estão entre os locais comumente utilizados pela espécie transmissora, a Desmodus rotundus.

A captura e o controle dos morcegos são atribuições exclusivas dos Núcleos de Controle da Raiva do Estado, cujas equipes são capacitadas e vacinadas contra a doença. A atuação é desencadeada mediante laudo positivo para raiva em herbívoros ou quando são constatados índices elevados de mordeduras em bovinos, equinos, ovinos e suínos em determinada área.

A Secretaria mantém orientações atualizadas sobre prevenção e manejo da doença no âmbito do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros, disponíveis em seu portal oficial.

Fonte: O Presente Rural
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Fundesa-RS propõe nova tabela de indenizações da pecuária leiteira

Reajuste de 8% nos valores para casos de abate sanitário por brucelose e tuberculose eleva indenizações para faixa entre R$ 1.636 e R$ 4.548 por animal e segue para deliberação final em março.

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Foto: Divulgação

O Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira (CTOPL) do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS aprovou reajuste de 8% na tabela de indenizações pagas a produtores que tiverem animais sacrificados ou destinados a abate sanitário após diagnóstico positivo para brucelose ou tuberculose.

A decisão foi tomada em reunião híbrida realizada no último dia 13, na Casa do Fundesa-RS, e representa atualização dos valores frente ao custo de reposição dos animais e à necessidade de manter a adesão dos produtores aos programas sanitários.

Com o reajuste, o menor valor de indenização passa a ser de R$ 1.636,00, destinado a animais sem registro, na faixa de zero a 12 meses. No topo da tabela, o valor alcança R$ 4.548,00, aplicado a animais com registro puro de origem, entre 25 e 36 meses de idade.

A atualização busca preservar o equilíbrio econômico do produtor em casos de eliminação compulsória de animais positivos, instrumento considerado estratégico para o controle de doenças que impactam tanto a saúde animal quanto a saúde pública. A indenização é um dos pilares dos programas de erradicação, ao reduzir a resistência à notificação e ao descarte sanitário.

Após a consolidação técnica, a nova tabela será encaminhada ao Conselho Deliberativo do fundo, que deve apreciar os valores em reunião prevista para o dia 10 de março. Somente após essa etapa os novos parâmetros passam a vigorar oficialmente.

A medida ocorre em um contexto de manutenção das políticas estaduais de defesa sanitária, que exigem rastreabilidade, testagem periódica e eliminação de focos para garantir status sanitário e acesso a mercados.

Conforme a vice-presidente do CTOPL, Ana Groff, o percentual sugerido é superior ao reajuste da UPF (Unidade Padrão Fiscal) do Rio Grande do Sul, critério adotado no anos anteriores, e também maior do que a inflação no período.

Os conselheiros não descartam uma revisão dos valores após avaliação da implantação da tabela atualizada. Os novos valores têm o objetivo de trazer mais robustez ao fundo que tem se destacado em alto aporte para a indenização de produtores ao longo de sua existência. “Desde o início das indenizações, o Fundesa já indenizou produtores em mais de R$53 milhões”, afirma o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

A medida visa dar mais segurança ao produtor e estimular os testes e a eliminação de animais doentes.

Todo o trabalho do Fundesa segue o recomendado pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), que estabelece protocolos obrigatórios para garantir a sanidade do rebanho e a segurança dos alimentos.  Para ter direito às indenizações, o pecuarista deve estar em dia com suas contribuições e apresentar o laudo oficial emitido pelo médico veterinário habilitado e a comprovação do abate em estabelecimento com inspeção oficial. A contribuição do setor leiteiro é recolhida pela indústria.

Fórum vai debater sanidade para acesso a mercados

Outro tema abordado na reunião do CTOPL foi a realização de um evento durante a Expoleite Fenasul para abordar a responsabilidade compartilhada para o controle das duas doenças no rebanho leiteiro gaúcho. O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul é reconhecido como atuante no trabalho junto aos produtores para reduzir a presença de brucelose e tuberculose na produção e o evento deverá ter na pauta as exigências para acesso a novos mercados, medida que será importante para melhorar as condições de preço e liquidez ao produtor.

Conforme o presidente do CTOPL, Marcos Tang, também presidente da Gadolando, o evento tem o foco no papel das indústrias no estímulo à prevenção. O evento será realizado no dia 14 de maio, das 13h30 às 17 horas, na casa do Fundesa, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A Expoleite Fenasul será realizada de 13 a 17 de maio.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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Preço de referência do leite sobe quase 2% no Rio Grande do Sul

Indicador projetado para fevereiro alcança R$ 2,0966 e reforça debate sobre competitividade e custos da cadeia frente a concorrentes internacionais.

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Foto: Juliana Sussai

O valor de referência do leite projetado para fevereiro no Rio Grande do Sul ficou em R$ 2,0966, conforme divulgação realizada nesta quinta-feira (26) durante reunião virtual do Conseleite. O indicador representa alta de 1,98% em relação à projeção de janeiro, que havia sido estimada em R$ 2,0560.

O resultado consolidado de janeiro fechou em R$ 2,0382, avanço de 2,64% frente a dezembro, quando o valor havia sido de R$ 1,9857. A sequência de reajustes sinaliza recuperação gradual na remuneração ao produtor.

Foto: Carolina Jardine

De acordo com o coordenador do conselho, Kaliton Prestes, a expectativa é que o ajuste tenha reflexo positivo na rentabilidade da atividade. “O custo da produção láctea no Brasil é alto em comparação a outros países como a Argentina. Temos uma perda importante de competitividade. Mas não podemos avaliar isso olhando apenas para o produtor. A margem é apertada e essa análise de competitividade do leite precisa ser feita de forma global”, afirmou.

Para ele, o momento exige aprofundar a discussão sobre a inserção da cadeia brasileira no mercado internacional e os entraves logísticos que impactam o setor.

Os valores de referência são divulgados mensalmente e calculados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), a partir de dados repassados pelas indústrias sobre a movimentação dos primeiros 20 dias de cada mês.

Fonte: Assessoria Sindilat/RS
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