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Preços ao produtor rural caem 9,79% no 1º trimestre
Queda foi puxada por grãos, leite, ovos e suínos, enquanto a arroba bovina registrou valorização no período.

Os preços pagos aos produtores agropecuários registraram queda no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. O recuo foi de 9,79%, segundo o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA), calculado pelo Cepea/Esalq-USP.
A retração só não foi mais intensa devido à valorização da arroba bovina, que apresentou média superior à registrada no primeiro trimestre de 2025.
O movimento acompanha um cenário de recuo mais amplo nos preços, inclusive no mercado internacional. No mesmo período, o índice global de alimentos do FMI caiu 14,29% em reais. Já os preços industriais recuaram 2,55%, enquanto o real se valorizou 10,12% frente ao dólar.
Segundo o Cepea, a queda mais moderada dos preços no mercado interno, em relação ao cenário externo, indica maior resiliência doméstica. A valorização do câmbio também contribuiu para reduzir custos de insumos importados, enquanto a queda nos preços industriais ajudou a conter despesas de produção.
A retração do IPPA foi puxada principalmente pelos grupos de grãos, cana e café, hortifrutícolas e pecuária. O índice de grãos recuou 9,85%, o de cana e café caiu 16,61%, hortifrutícolas tiveram baixa de 14% e a pecuária registrou queda de 5,73%.
Entre os grãos, houve desvalorização generalizada no período. O arroz liderou as quedas, com recuo de 39,83%, seguido por trigo (-18,24%), milho (-15,35%), algodão (-14,59%) e soja (-4,15%).
Na pecuária, os preços também caíram para a maioria dos produtos, com destaque para leite (-22,97%), ovos (-22,2%), suíno (-13,10%) e frango (-10,68%). A exceção foi a arroba bovina, que apresentou alta de 5,9% no período.

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Mapa define regras para credenciamento de empresas em monitoramento de grãos
Instituições devem apresentar metodologia detalhada com uso de inteligência artificial para participar dos testes.

As instituições que prestam serviços em sistemas de verificação agrícola, monitoramento e conformidade de grãos, e que desejam se credenciar conforme a Portaria SDI/MAPA nº 739, devem submeter, previamente, a metodologia detalhada a ser utilizada no teste de bancada para a classificação de culturas e cálculo de produtividade. A metodologia será analisada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Foto: Secom
A metodologia, que deve ser enviada por e-mail em língua portuguesa, precisa incluir uma descrição com todos os passos de processamento nos quais os arquivos passarão, desde a entrada até a saída com os resultados. Além disso, deverão ser adicionados diagramas que ilustrem detalhadamente o fluxo de infraestrutura do ambiente utilizado, bem como um relatório de acurácia dos modelos de inteligência artificial, com os seguintes indicadores: R² (coeficiente de determinação) e Score CV (pontuação de validação cruzada).
O documento cadastrado deverá ser assinado pelo responsável legal da empresa, acompanhado de uma declaração de responsabilidade, referente a utilização do mesmo processo detalhado durante o teste de bancada. Vale ressaltar que não serão permitidas alterações na metodologia após a sua submissão.
Os testes poderão ser agendados para ocorrerem no período de 22 de abril a 22 de maio de 2026. A documentação necessária para os testes de prova de conceito e dúvidas deverão ser enviadas para o e-mail infraestrutura.VMG@agro.gov.br até o dia 15 de maio de 2026.
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SIAVS 2026 destaca nutrição animal como motor da eficiência no agro
Evento reúne empresas com tecnologias voltadas à produtividade custo e qualidade na produção de proteínas.

O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026), que será realizado de 04 a 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), destacará o papel estratégico da nutrição animal na evolução da cadeia produtiva. Em um cenário cada vez mais orientado por eficiência e precisão, o segmento chega ao evento com soluções que impactam diretamente produtividade, custo e qualidade dos alimentos.
Apenas do segmento de nutrição animal são quase 40 empresas, incluindo fabricantes de rações, premixes, núcleos, aditivos e ingredientes. O grupo reúne empresas com atuação nacional e internacional, apresentando tecnologias aplicadas à produção de aves, suínos, bovinos e outras proteínas.
As soluções refletem uma nova etapa da produção animal, mais orientada por dados, controle e desempenho. Entre os destaques estão formulações de alta precisão, aditivos funcionais, estratégias para ganho de conversão alimentar e ferramentas que ampliam a eficiência nutricional em diferentes sistemas produtivos.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “A nutrição animal é um dos pilares da eficiência produtiva” – Foto: Divulgação/Alimenta
Mais do que um insumo, a nutrição se consolida como vetor de competitividade. No SIAVS, essas tecnologias estarão inseridas em um ambiente que integra toda a cadeia produtiva, permitindo que produtores e agroindústrias visualizem, de forma prática, como a nutrição se conecta ao resultado final.
Essa integração fortalece o posicionamento do evento como espaço de negócios e de atualização técnica, ao aproximar empresas de nutrição de seus clientes diretos, produtores, cooperativas e agroindústrias, em busca de soluções aplicáveis ao dia a dia da produção. “A nutrição animal é um dos pilares da eficiência produtiva. O SIAVS reúne essas soluções em um ambiente que favorece a troca de conhecimento e a geração de negócios”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
A programação técnica do evento também abordará temas relacionados ao segmento, com discussões sobre inovação, eficiência produtiva, sustentabilidade e tendências de mercado.
O SIAVS 2026 ocupará 45 mil metros quadrados, crescimento de 65% em relação à edição anterior, e deverá reunir centenas de empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países.
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Brasil e IICA reforçam parceria para projetos de agricultura sustentável
Reunião no Mapa discutiu ampliação da cooperação técnica e novas iniciativas internacionais no setor.

Na quarta-feira (22), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se com representantes do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para tratar do fortalecimento da parceria técnico-científica entre o Brasil e o organismo internacional, com foco na continuidade e ampliação de projetos voltados à agricultura sustentável.
O IICA é o organismo especializado em agricultura e desenvolvimento rural do Sistema Interamericano, vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA). Fundado em 1942, reúne 34 países membros e atua por meio de cooperação técnica, capacitação e transferência de conhecimento.
Durante o encontro, o representante do IICA no Brasil, Gabriel Delgado, apresentou os projetos em andamento e as iniciativas em desenvolvimento pelo Instituto. Ele destacou que o ministro André de Paula exerce atualmente a presidência da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), instância máxima de governança do IICA, composta pelos ministros da Agricultura dos países membros e responsável por definir diretrizes estratégicas, plano de trabalho e orçamento da instituição.
Entre as ações em curso com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi destacada a criação de uma plataforma voltada ao fortalecimento institucional de sistemas agropecuários em outros países, com potencial participação da Embrapa como parceira estratégica. A proposta busca ampliar a oferta de serviços técnicos, fortalecer a cooperação internacional e aproximar organismos multilaterais, setor privado e novos modelos de financiamento.
Os participantes também ressaltaram o papel do IICA como articulador regional, especialmente no Cone Sul, contribuindo para a construção de posicionamentos conjuntos sobre temas estratégicos da agropecuária no cenário internacional.
Outro tema debatido foi a implementação do Hub Regional de Inovação e Agricultura Sustentável das Américas, com sede na Guiana. A iniciativa integra a estratégia de cooperação Sul-Sul entre o Brasil, o IICA e países do Caribe, com o objetivo de criar um centro de excelência em inovação, transferência de tecnologia e capacitação em agricultura sustentável.
Nesse contexto, a Embrapa atuará como principal parceira técnica, responsável pela transferência de tecnologias e conhecimentos desenvolvidos no Brasil, com ênfase em agricultura climaticamente inteligente, sistemas produtivos resilientes e inovação voltada à agricultura familiar. A iniciativa conta ainda com a parceria do Ministério da Agricultura e Pecuária, do Ministério das Relações Exteriores e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).
A articulação regional inicial do Hub será conduzida por representante da Embrapa, que atuará como ponto focal para identificar demandas dos países do Caribe, estruturar ações de capacitação e adaptar tecnologias às condições locais.
Também participaram da reunião o secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares; e a assessora especial Sibelle de Andrade, e pelo IICA o coordenador de Operações do IICA Brasil, Christian Fischer; e o chefe de gabinete da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Paulo Márcio.



