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Preço recorde do suíno no mercado doméstico e volumes exportados até setembro já superam total de 2019

No acumulado destes nove meses o Brasil já atingiu o recorde histórico anual de exportações, com quase 20 mil toneladas a mais que todo o embarque do ano passado

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Arquivo/OP Rural

Embora tenha havido uma redução das exportações de carne suína em setembro em relação aos meses anteriores (tabela 1), com 76.054 toneladas de carne in natura embarcadas, no acumulado destes nove meses o Brasil já atingiu o recorde histórico anual de exportações, com quase 20 mil toneladas a mais que todo o embarque do ano passado (657 mil toneladas). As projeções indicam que até o final do ano o Brasil irá exportar mais de 900 mil toneladas. Sem dúvida, este recorde de embarques tem contribuído muito para manter o preço do suíno vivo e das carcaças em patamares elevados. A produção também aumentou expressivamente, conforme já apontou o IBGE no primeiro semestre do ano, o mercado interno está com a demanda aquecida e espera-se no mínimo a manutenção do consumo per capita brasileiro este ano.

Tabela 1. Volumes exportados totais e para China de carne suína brasileira in natura de janeiro a setembro de 2020 e dados mensais de 2019 (em toneladas). Fonte MDIC.

Um ponto de atenção no mercado interno é a redução do auxílio emergencial de 600 para 300 reais que deve afetar o consumo de alimentos em geral, porém, como no quarto trimestre as indústrias e o varejo tradicionalmente aumentam a estocagem de carnes em preparação para as vendas de final de ano, pode ser que até a virada de 2020 para 2021 não se perceba a redução da demanda e não ocorra recuo dos preços das carnes, pelo contrário, nas últimas semanas o preço do suíno tem subido (gráfico 1), com a oferta evidentemente reduzida em relação à procura. Além disso, a “safra” do boi gordo de pasto só deve iniciar no início do ano que vem, com certo retardo em relação a anos anteriores em função do atraso das chuvas no centro-sul do Brasil.

Gráfico 1. Evolução preço do suíno vivo (R$/kg vivo), em cinco estados (MG, SP, PR, RS e SC), nos últimos 60 dias (até 26/10/2020). Fonte: CEPEA.

A propósito do boi gordo, cuja arroba já ultrapassou a marca de 270 reais em algumas praças (Gráfico 2), segundo o CEPEA, a relação de troca de arrobas de boi gordo por animais de reposição (bezerro entre 8 e 12 meses) no estado de São Paulo, houve redução no poder de compra dos produtores. Na parcial de outubro, pecuaristas paulistas precisam de cerca de 8,9 arrobas para a compra de um bezerro, contra 8,7 arrobas em outubro de 2019, ou seja, diminuição de 2,5% no poder de compra. Considerando-se toda a série histórica do CEPEA, a média da relação de troca é de 7,69 arrobas por bezerro, ou seja, a relação atual está quase 16% superior. Este é mais um indicativo de que o preço do boi deve se manter em alta o que também contribui para a alta do preço do suíno.

Gráfico 2. Evolução do preço da @ do boi gordo, no estado de São Paulo, nos últimos 60 dias (até 26/10/2020). Fonte: CEPEA.

Por outro lado, o frango, embora também tenha aumentado o preço nos últimos meses, segundo levantamento do Cepea, em setembro teve a maior diferença percentual em relação às carnes de boi e suína desde que se começou a avaliar em 2004 (gráfico 3), indicando que a carne suína de fato vem conquistando espaços no mercado doméstico, mesmo com o preço em alta.

Gráfico 3. Valor do kg (R$) das carcaças bovina, suína e de frango no atacado da grande São Paulo de set/19 a set/20. No último mês a diferença proporcional entre o frango e as demais carnes foi a maior desde o início da avaliação em 2004 pelo CEPEA (fonte).

Custo de produção elevado e China provocando boom mundial de comodities

Se o preço de venda do suíno bate recordes históricos no Brasil, não é diferente com os principais insumos: milho e farelo de soja. O custo de produção não para de subir. Levantamentos realizados pela EMBRAPA- suínos e aves, indicam alta no custo de produção da ordem de mais de 42% no estado do Paraná, por exemplo, sendo que no quesito alimentação dos animais a alta foi de mais de 60% em setembro de 2020, quando comparado com setembro de 2019.

Assim como nas carnes, o real desvalorizado, o aumento da demanda chinesa e baixa disponibilidade de produto no mercado doméstico, seja por escassez de produto no caso da soja ou por falta de oferta no caso do milho, além do atraso do plantio da safra 2020/21, têm determinado uma “tempestade perfeita”, levando o milho e a soja a uma escalada de alta duradoura e extremamente preocupante (gráficos 4 e 5).

Gráfico 4. Evolução preço do milho (R$/saca de 60 kg), nos últimos 60 dias (até 26/10/2020). Fonte: CEPEA.

Gráfico 5. Evolução do preço da soja no Paraná (R$/saca de 60 kg), nos últimos 60 dias (até 26/10/2020). Fonte: CEPEA.

A CONAB divulgou em 08 de outubro o primeiro levantamento de grãos da safra 2020/21. A produção de soja foi projetada em 133,7 milhões de toneladas e a colheita total de milho deve atingir 105,2 milhões de toneladas, volumes recordes. A comercialização antecipada de grãos também vem batendo recorde no Brasil. Segundo o IMEA, a negociação antecipada da safra de soja 2020/21 de Mato Grosso, que está sendo plantada, atingiu no fim de setembro 60,4% do volume esperado, enquanto que 51% do milho mato-grossense da mesma safra já tem destinação definida. Com antecipação da comercialização de parte da safra de grãos até 2022 (alguns analistas de mercado falam em sondagens até para 2023) o setor tem que ampliar a visão dos insumos para o longo prazo. Outro ponto de atenção é o clima. Como houve atraso no plantio da primeira safra, devido à estiagem no centro-sul do Brasil, pode haver comprometimento da janela ideal de plantio da segunda safra, que responde por mais de 70% da produção de milho do país.

Neste contexto, o custo de produção em patamares elevados para os próximos anos é certo, porém a manutenção das carnes em patamares elevados nem tanto. Além das questões relacionadas a renda dos brasileiros na crise pós-pandemia, no mercado externo, a China já demonstra recuperação muito rápida do plantel de matrizes suínas, com impacto significativo na produção própria de carne já previsto para o ano que vem e maior demanda por grãos para alimentar esta retomada. Ou seja, a recuperação do rebanho suíno chinês, num primeiro momento aumenta o apetite da China pelos insumos (soja e milho), posteriormente, a produção lá volta a crescer e reduz a demanda por importação de carnes. Ainda é cedo para estimar quando exatamente isso vai acontecer. O USDA prevê um crescimento na produção de carne suína na China da ordem de em 9% em 2021. No entanto, com 41,5 milhões de toneladas, a produção ainda será quase 25% inferior aos níveis anteriores à PSA (Peste suína africana), desencadeada em meados de 2018. O fato é que a recuperação do plantel de matrizes suínas chinesas é evidente. Segundo o MBAgro, o número de matrizes que antes da PSA era de 35 milhões (em setembro de 2019) com as medidas de controle (sacrifício dos plantéis afetados pela PSA) caiu até 19 milhões, agora já está em 24 milhões de matrizes, com maior tecnificação que o perfil anterior.

Quanto à produção, ainda segundo o MBAgro, dados do governo chinês, apontam que a produção de carne suína da China aumentou 18% no terceiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, para 8,4 milhões de toneladas. Foi o primeiro trimestre desde o intervalo julho-setembro de 2018 a mostrar um aumento de produção da proteína no comparativo anual. Apesar deste crescimento da produção no último trimestre, a China ainda tem muito a recuperar, o que pode ser percebido pela importação elevada de carne suína por parte daquele país que nos primeiros nove meses de 2020, chegou a 3,29 milhões de toneladas (Reuters/MARA-China), um aumento de 132,2% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que o Brasil representou ao redor de 11% deste volume somente. Se por um lado a recuperação da produção de carne suína pela China ainda está longe, por outro, aumentou o consumo de soja e milho para atender a retomada do rebanho de matrizes. Estima-se que para converter toda a suinocultura chinesa para produção em alta tecnologia são necessários cerca de 30 milhões de toneladas adicionais de soja anualmente no consumo da China. O volume de importação de soja responde por aproximadamente 90% do consumo doméstico chinês e não há espaço para o país elevar a produção interna. Ou seja, a necessidade de importação da oleaginosa seguirá crescendo.

Inflação também preocupa

Além da alta do custo do milho, farelo de soja e outros insumos atrelados ao dólar como vitaminas, aminoácidos e medicamentos veterinários, causa preocupação no setor também a pressão inflacionária na economia de modo geral. De acordo com dados divulgados pela FGV em 20 de outubro, na segunda prévia do mês, o Índice Geral de Preços Mercado (IGPM) acumula alta de 17,74% no ano de 2020 e elevação de 20,56% nos últimos 12 meses. O índice é o principal indexador de tarifas públicas e de determinados serviços. A maior parte do IGPM refere-se a preços no atacado, que costuma antecipar as variações de preços no varejo. A valorização das comodities agrícolas, desvalorização cambial do real e o déficit fiscal do governo em crescimento, são outros fatores que preocupam para determinar a pressão inflacionária sobre outros índices, como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) que atingiu a marca de 0,64%, em setembro, sendo esta a maior taxa registrada para este mês desde 2003, quando o indicador foi de 0,78%.

Mensagem final aos suinocultores

É preciso manter-se atento ao clima e à evolução do plantio da primeira safra. Aproveitar o bom momento de preço do suíno deste final ano que, embora com custo elevado, tem determinado margem positiva na atividade. A possibilidade da suspensão do auxílio emergencial em 2021 e dependência cada vez maior das exportações, principalmente para a China, pedem cautela no planejamento. Não é hora de aumentar a produção, mas sim reinvestir nas granjas, buscando a sustentabilidade no longo prazo e montar estratégias de compra antecipada de insumos, ponto cada vez mais importante na viabilidade da suinocultura brasileira.

Fonte: Assessoria ABCS
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Notícias Vacinação

Febre aftosa: 2ª etapa da campanha de vacinação alcança mais de 98% do rebanho nacional

Cerca de 76 milhões de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade foram imunizados

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Divulgação/MAPA

Durante a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa de 2020, 98,36% do rebanho brasileiro foram imunizados, o equivalente a 76 milhões de bovinos e bubalinos vacinados com até 2 anos de idade.

Das 22 unidades da Federação que adotam a vacinação, foram contabilizados os dados de 21, faltando apenas a Paraíba, que ainda não enviou o relatório com os dados finais. Em razão da pandemia da Covid-19, o prazo da vacinação e envio da declaração pelo produtor ao órgão de defesa sanitária animal do seu estado foi prorrogado em 13 estados.

“A porcentagem alcançada na etapa é satisfatória, atinge os índices estabelecidos no Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa) e mostra o comprometimento do setor em manter o status de área livre com vacinação”, destaca o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes.

Retirada da vacinação

Conforme o Plano Estratégico do Pnefa 2017-2026, o Brasil segue executando as ações para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação.

Em 2020, o Mapa reconheceu seis estados brasileiros – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, regiões do sul do Amazonas e do noroeste do Mato Grosso – como livres de febre aftosa sem vacinação.

O reconhecimento nacional pelo Mapa é um dos passos para alcançar o reconhecimento internacional junto à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). O pleito brasileiro segue em avaliação e a expectativa é a OIE conceder esse reconhecimento para esses estados em maio deste ano.

 Atualmente, no Brasil, apenas Santa Catarina é considerada, internacionalmente, como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Fonte: MAPA
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Notícias Santa Catarina

FAESC analisa medidas de apoio ao setor leiteiro

Resoluções emergenciais concedem crédito para produtores, cooperativas e indústrias

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“Na cadeia leiteira é preciso equilíbrio”. A afirmação é do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Enori Barbieri, ao analisar as medidas emergenciais anunciadas pelo Governo Federal para conter a crise do setor de lácteos no País.

As Resoluções n°4.890/2021 e 4.896/2021 do Conselho Monetário Nacional (CMN) liberam a concessão de crédito de custeio aos produtores e o financiamento a cooperativas e indústrias para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP). As medidas concedem prazo de até dois anos para retenção de matrizes bovinas de leite nas propriedades e limite de até R$ 65 milhões – com taxa de juros de 6% ao ano e prazo de reembolso de até 240 dias – para beneficiamento ou industrialização do produto. Produtores e empresários têm até o dia 30 de junho de 2021 para contratar os recursos.

“São medidas emergenciais importantes para auxiliar os produtores e a indústria na mitigação dos impactos da crise no setor, em função dos elevados custos de produção e queda no preço do leite”, avalia Barbieri ao destacar, no entanto, que as ações não resolvem o problema da cadeia produtiva.

“A queda no consumo no País e a alta nos custos derrubaram entre 15% a 20% do preço do leite ao produtor, que está recebendo em torno de R$ 0,30 a menos por litro. Esses fatores também impedem a indústria de aumentar os preços nas gôndolas e pagar melhor os produtores. As medidas anunciadas dão condições da indústria socorrer os produtores momentaneamente, porém são empréstimos que não resolvem o problema. Nesta cadeia, é preciso equilíbrio”, aponta o dirigente.

Barbieri cita a redução dos custos de produção e o aumento do consumo no País como ações importantes a médio e longo prazos. “É fundamental que o consumidor tenha poder de compra, os produtores consigam cobrir seus custos e a indústria mantenha competitividade”, sublinha.

Fonte: Assessoria
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Notícias Opinião

Agronegócio: a vocação do Brasil pujante

Os dados do Caged mostram claramente onde estão as oportunidades de emprego e desenvolvimento do nosso país: na Indústria e no Agro

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Artigo escrito por Jacyr Costa Filho, membro da diretoria do Grupo Tereos e presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp 

Em 2020, diversos setores econômicos passaram por grandes transformações, algumas muito impactantes, como o encerramento de operações e, consequentemente, fechamento de postos de trabalho, redução de investimentos e outros reflexos que atingiram a engrenagem do país e contribuíram para a sua desaceleração, em um ambiente atípico em função da pandemia de Covid-19. Começamos um novo ano e tivemos notícias preocupantes no âmbito econômico, como o encerramento das operações fabris da Ford e a eliminação de três mil empregos diretos.

Em um país emergente como o Brasil, que tem uma forte industrialização, presença de empresas multinacionais, crescimento do setor terciário, condições medianas de desenvolvimento econômico e humano, o emprego é uma necessidade premente. O fechamento de postos de trabalho é uma questão importante para ser debatida e analisada. Após o anúncio de encerramento da Ford, uma empresa comprou os ativos e comunicou que transformará a antiga fábrica da montadora em empreendimento imobiliário, de comércio e logística. Com isso abrirá 4 mil vagas de trabalho.

Apesar de ser uma ótima notícia, fica a reflexão: as quatro mil oportunidades em comércio e construção civil que serão criadas substituirão os três mil postos ocupados por profissionais especializados em tecnologia e mecânica? Qualquer novo posto de trabalho deve ser celebrado, é claro, pois gera desenvolvimento pessoal e para o País. Entretanto, nesse caso, teremos profissionais capacitados que dificilmente encontrarão novas oportunidades em outros segmentos que demandem o conhecimento acumulado, que não deveria ser perdido. Então, é importante pensarmos: afinal, qual é a vocação do Brasil para crescer e gerar empregos?

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, o Brasil abriu mais de 142 mil vagas de emprego com carteira assinada em 2020. De acordo com o mesmo levantamento, houve saldo positivo em alguns setores, como a indústria geral, com mais de 95 mil postos, e a agricultura, que envolve pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, ultrapassando 61 mil postos.

Os dados do Caged mostram claramente onde estão as oportunidades de emprego e desenvolvimento do nosso país: na Indústria e no Agro. Os dois setores têm uma forte sinergia entre si, principalmente a agroindústria com as montadoras de veículos e equipamentos agrícolas, peças e insumos. Ambos caminham juntos e fazem parte de uma grande cadeia de valor. Segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), com base nos dados de 2019 do Ministério da Economia, o país conta com mais de 319 mil estabelecimentos industriais e quase 7 milhões de vínculos empregatícios, sendo mais de 128 mil empresas da agroindústria, que empregam quase três milhões de pessoas.

Na região administrativa de São José do Rio Preto, formada por 96 municípios, são mais de 4 mil estabelecimentos industriais, que empregam quase 92 mil trabalhadores. Destes estabelecimentos, mais de mil são do setor agroindustrial e contam com quase 55 mil postos de trabalho. Mais da metade dos empregados da região estão ligados ao agronegócio.

Para nos destacarmos ainda mais na seara mundial, devemos incentivar o desenvolvimento tecnológico em nossa maior vocação: o setor agroindustrial. Se o Brasil tem oferecido há décadas os principais fatores para uma boa agricultura – terra, sol e água, é na indústria que podemos reduzir a nossa dependência externa de insumos importados e gerar mais empregos e renda. Afinal, o agronegócio já representa 21% do nosso Produto Interno Bruto (PIB), tem uma grande demanda por tecnologia, equipamentos, insumos e ferramentas e tem recebido investimentos por meio de empresas inovadoras que olham o futuro.

Para isso, é fundamental ter uma mão de obra qualificada e especializada. Aqui temos bons exemplos, como a mecanização da colheita da cana-de-açúcar ocorrida nos anos 2000. Na época, o setor sucroenergético capacitou colaboradores para que pudessem operar os equipamentos na colheita. A evolução tecnológica trouxe ganhos relevantes de eficiência e de menor impacto ambiental. Esse é apenas um dos muitos cases de sucesso da cadeia de valor do agronegócio, formada por insumos, implementos, biocombustíveis – uma verdadeira propulsora de empregos.

Outro exemplo de integração entre o agro e a indústria está na sinergia entre os setores sucroenergético e o automobilístico, iniciada com o lançamento do PróÁlcool (Programa Nacional do Álcool), que desenvolveu uma grande e inovadora tecnologia nacional: o uso do etanol como combustível limpo e sustentável e depois, nos anos 2000, com o carro flex fuel. Essa integração foi responsável por constituir uma importante agroindústria no interior do país e desenvolver uma tecnologia automotiva ímpar no mundo, além de inúmeros postos de trabalho. Precisamos nos preparar agora, para crescer ainda mais no futuro. A expectativa é que a indústria de transformação brasileira cresça 2,9% nos próximos 10 anos, em média. No caso da agroindústria, a projeção é de um crescimento de 3,6% em média no período, segundo a Fiesp. Vamos aproveitar a nossa estrutura e continuar girando a roda da nossa economia gerando empregos, renda, tecnologia e desenvolvimento. O principal já sabemos: a vocação do Brasil é a agroindústria, na qual está inserida a agroenergia.

Fonte: Assessoria
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