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Preço pago ao produtor de leite chega a R$ 2,13/litro, segundo Cepea

Preço médio deste mês está 51,4% superior ao registrado em setembro do ano passado

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Divulgação/Embrapa

O preço do leite captado em agosto e pago ao produtor em setembro aumentou 9,7% frente ao mês anterior (ou 18 centavos) e chegou a R$ 2,1319/litro na “Média Brasil” líquida, renovando, portanto, o recorde real da série histórica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Assim, o preço médio deste mês está 51,4% superior ao registrado em setembro do ano passado, em termos reais (dados deflacionados pelo IPCA de agosto/20).

De acordo com pesquisas do Cepea, o preço do leite no campo registra alta acumulada de 56,4% desde o início deste ano. Essa expressiva valorização é explicada pela maior concorrência das indústrias de laticínios pela compra de matéria-prima, já que a produção de leite segue limitada.  Mesmo com os preços do leite elevados, a produção tem crescido pouco em relação à demanda e o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L) registrou avanço de 3,9% de julho para agosto.

O aumento das cotações ao produtor entre março e agosto é um fator sazonal, já que a captação de leite é prejudicada pela baixa disponibilidade de pastagens, em decorrência da diminuição das chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste. Mas, neste ano, a situação foi agravada.

Do lado da produção, deve-se destacar que as condições climáticas estiveram mais severas em 2020, com destaque para a estiagem no Sul do País, que impactou negativamente sobre a atividade leiteira. Também é preciso dizer que o aumento nos custos de produção em relação ao ano anterior tem dificultado os investimentos na produção. Somado a isso, a atípica queda de preços ao produtor em maio (diante das incertezas no mercado início da pandemia) deixou os pecuaristas mais cautelosos – muitos secaram as vacas ou diminuíram os investimentos. Essas ações no passado dificultaram a retomada do crescimento da produção, já que a atividade leiteira é diária e seu planejamento tem efeitos tanto imediatos quanto nos meses posteriores.

Outro motivo é a redução considerável dos estoques de derivados lácteos. Isso está atrelado à recuperação do consumo, ancorado nos programas de auxílio emergencial. Há, também, que se destacar que, no primeiro semestre, o volume de importações de lácteos foi enxuto, devido à desvalorização do Real frente a moedas estrangerias – o que contribuiu para a demanda superar a oferta e para a concorrência acirrada das indústrias de laticínios na compra de matéria-prima.

Expectativa

De acordo com agentes de mercado, o movimento de alta no campo deve perder força nos próximos meses. Isso porque o final da entressafra se aproxima com o início da primavera e com condições climáticas mais favoráveis para a produção leiteira. Além disso, a indústria tem aumentado as importações de lácteos, visando diminuir a disputa pela compra de matéria-prima. Como consequência dessa expectativa de maior disponibilidade de leite e derivados, pesquisas do Cepea mostram que o preço médio do leite spot em Minas Gerais se elevou apenas 0,2% na primeira quinzena de setembro e recuou 5,5% na segunda quinzena do mês, chegando a R$ 2,61/litro.

O acompanhamento diário das negociações de derivados durante a primeira quinzena de setembro também indicou desaceleração dos preços, devido à pressão dos canais de distribuição e ao endurecimento das negociações. Na parcial de setembro (considerando-se preços até o dia 29), as quedas nos valores médios da muçarela e do leite UHT negociados no estado de São Paulo foram de respectivos 1,5% e de 3,3%. Assim, existe uma tendência de estabilidade-queda para o preço do leite captado em setembro e a ser pago em outubro.

Fonte: Cepea
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Notícias Safra de inverno

Outubro tem avanço da colheita de trigo e preços em alta no Brasil

Mercado brasileiro permanece com as cotações em alta, apesar das recentes quedas nos preços internacionais

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O mercado brasileiro permanece com as cotações em alta, apesar das recentes quedas nos preços internacionais00. O mês de outubro foi de avanço dos trabalhos de colheita nos principais estados produtores do Brasil e na Argentina. Após várias semanas, o déficit hídrico foi aliviado no país vizinho.

No Brasil, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) realizou, no último dia 22, a primeira audiência pública para a discussão sobre uma eventual aprovação, ou não, do uso comercial do trigo transgênico no Brasil. Alguns participantes também trataram da possibilidade de cultivo da tecnologia no país.

O debate foi iniciado após a aprovação, na Argentina, do uso comercial da variedade geneticamente modificada HB4, da Bioceres, condicionada, porém, ao aceite do Brasil em importar o produto do país vizinho. Segundo o presidente da CTNBio, Paulo Barroso, a audiência é apenas o primeiro passo de uma longa discussão e serve para a coleta de informações para deliberar com base nas atribuições da Comissão, que são: avaliação de riscos fitossanitários, riscos à saúde humana e ao meio ambientes.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020 de trigo no Paraná atinge 90% da área cultivada de 1,114 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 8%. A ceifa está mais rápida em relação ao mesmo período do ano passado, quando atingia 87% da área. Na semana passada a colheita estava em 84%.

Conforme o Deral, 82% das lavouras de trigo do estado estão em boas condições, 17% em situação média e 1% em condições ruins. Na semana passada, 79% das lavouras cultivadas no estado estavam em condições boas de desenvolvimento, 19% em situação média e 2% apresentavam um quadro ruim. No mesmo período em 2019, 78% das lavouras apresentavam boas condições, 20% médias e 2% ruins. As lavouras se dividem entre as fases de frutificação (26%) e maturação (74%).

Em relatório mensal de outubro, o Deral indicou a produção em 3,127 milhões de toneladas, 46% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019. A área cultivada deve ficar em 1,117 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 9%. A produtividade média é estimada em 2.798 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

Rio Grande do Sul

A colheita do trigo atinge 60% da área no Rio Grande do Sul. O avanço semanal foi de 29 pontos percentuais. Em igual período do ano passado, os trabalhos chegavam a 42%. A média dos últimos cinco anos é de 46%. A ausência de chuvas durante mais uma semana favoreceu a colheita que, em números absolutos, chegou a 550 mil hectares. Além disso, a falta de chuvas também acelerou o ciclo da cultura. Até o momento, 30% das lavouras estão em maturação e 10% em enchimento de grãos.

Argentina

A colheita de trigo atinge 6,1% da área na Argentina. Segundo boletim semanal da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os trabalhos avançaram 3,1 pontos percentuais na semana e estão 2,6 pontos adiantados em relação ao ano passado. A Bolsa projeta a produção em 16,8 milhões de toneladas. Na última semana, caiu o percentual de lavouras em déficit hídrico e em más condições.

Conforme o documento, 41% das lavouras estão em situação de regular a ruim. Na semana passada, eram 50%. Em igual período do ano passado, 23% da área estava nessa situação. As lavouras com condição de excelente a boa passaram de 10 para 14%. Nesta semana, 37% das lavouras estão em situação de déficit hídrico. Na semana passada, eram 53% e, no ano passado, 35%. A área fica em 6,5 milhões de hectares.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Preço do suíno sobe mais de 16% no Centro-Sul em outubro

Mercado brasileiro de carne suína terminou outubro acumulando um forte movimento de valorização nos preços

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Divulgação/Agência Brasil

O mercado brasileiro de carne suína terminou outubro acumulando um forte movimento de valorização nos preços, superior a 16% para o quilo vivo. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a oferta de suínos ajustada frente à demanda e o abate de animais com pesos mais leves contribuíram para o ajuste na disponibilidade interna ao longo do mês e o avanço nas cotações.

Outro ponto importante que explica o quadro de preços elevados no país, segundo Maia, é o forte ritmo de exportações, puxado pelas compras da China principalmente, enxugando a oferta nacional.

Outubro foi marcado também por fortes altas nos preços do farelo de soja e do milho. “Os produtores de milho optam pela retenção da oferta, avaliando as previsões climáticas para o plantio e a volatilidade na movimentação cambial. Essa foi a maior queixa do produtor ao longo do mês, que viu o custo dos insumos utilizados na nutrição animal subir muito”, pontua.

Para novembro, a perspectiva é que a demanda por carne suína ganhe fôlego no decorrer da primeira quinzena, com a entrada da massa salarial na economia. “Além disso, o preço da carne bovina, que apresenta significativa alta, pode estimular a busca pelos cortes suínos”, acrescenta.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou 16,14% ao longo do mês, de R$ 6,83 para R$ 7,94. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado passou de R$ 12,29 para R$ 13,59, aumento de 10,58%. A carcaça registrou um valor médio de R$ 13,35, ante os R$ 11,29 praticados no final de setembro, com valorização de 18,27%.

As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 160,250 milhões em outubro (16 dias úteis), com média diária de US$ 10,015 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 66,874 mil toneladas, com média diária de 4,179 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.396,30.

Na comparação com outubro de 2019, houve avanço de 48,97% no valor médio diário exportado, ganho de 46,94% na quantidade média diária e alta de 1,38% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 152,00 para R$ 181,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 4,75 para R$ 5,30. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 7,40 para R$ 9,00.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração passou de R$ 4,90 para R$ 5,50. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 7,85 para R$ 9,40. No Paraná o quilo vivo subiu de R$ 7,60 para R$ 9,00 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo aumentou de R$ 5,00 para R$ 5,45.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração passou de R$ 5,10 para R$ 5,90, enquanto em Campo Grande o preço mudou de R$ 6,80 para R$ 7,50. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 7,90 para R$ 9,30. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno aumentou de R$ 8,20 para R$ 9,50. No mercado independente mineiro, o preço teve elevação de R$ 8,30 para R$ 9,60. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado subiu de R$ 4,80 para R$ 5,30. Já em Rondonópolis a cotação avançou de R$ 6,80 para R$ 7,90.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Com demanda firme, mercado de frango registra boa alta em outubro

Mercado brasileiro de frango vivo fecha a última semana de negócios de outubro com preços em alta

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ave de corte
Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de frango vivo fecha a última semana de negócios de outubro com preços em alta. O analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, ressalta que esse movimento de valorização foi inferior se comparado às proteínas concorrentes, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes negociados no atacado e na distribuição, uma vez que o setor deve registrar no mês um alojamento recorde de frangos.

“O avanço dos custos de nutrição animal foi um fator marcante ao longo do mês, por conta comportamento de alta do milho e do farelo de soja. Para a primeira quinzena de novembro a tendência é de continuidade do movimento de valorização nos preços do frango, em linha com a entrada dos salários, que é um relevante fator motivador da reposição ao longo da cadeia produtiva”, sinaliza.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram mudanças para os cortes congelados de frango ao longo de outubro. O quilo do peito no atacado passou de R$ 6,20 para R$ 6,60, o quilo da coxa de R$ 6,80 para R$ 7,35 e o quilo da asa de R$ 13,60 para R$ 13,90. Na distribuição, o quilo do peito subiu de R$ 6,40 para R$ 6,80, o quilo da coxa de R$ 6,90 para R$ 7,55 e o quilo da asa de R$ 13,80 para R$ 14,00.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nos preços durante o mês. No atacado, o preço do quilo do peito avançou de R$ 6,30 para R$ 6,70, o quilo da coxa de R$ 6,90 para R$ 7,45 e o quilo da asa de R$ 13,70 para R$ 14,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito aumentou de R$ 6,50 para R$ 6,90, o quilo da coxa de R$ 7,00 para R$ 7,65 e o quilo da asa de R$ 13,90 para R$ 14,10.

Para Iglesias, as exportações permanecem em bom nível em outubro, com a China absorvendo volumes substanciais de proteína animal brasileira. As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 332,637 milhões em outubro (16 dias úteis), com média diária de US$ 20,789 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 246,189 mil toneladas, com média diária de 15,387 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.351,10.

Na comparação com outubro de 2019, houve baixa de 14,05% no valor médio diário, ganho de 1,16% na quantidade média diária e retração de 15,04% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo passou de R$ 4,15 para R$ 4,30. Em São Paulo o quilo vivo avançou de R$ 4,10 para R$ 4,25.

Na integração catarinense a cotação do frango mudou de R$ 3,50 para R$ 3,80. No oeste do Paraná o preço na integração subiu de R$ 3,85 para R$ 4,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 3,85 para R$ 4,00.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango subiu de R$ 4,00 para R$ 4,10. Em Goiás o quilo vivo aumentou de R$ 4,00 para R$ 4,10. No Distrito Federal o quilo vivo avançou de R$ 3,95 para R$ 4,20.

Em Pernambuco, o quilo vivo aumentou de R$ 4,75 para R$ 5,00. No Ceará a cotação do quilo subiu de R$ 4,75 para R$ 5,00 e, no Pará, o quilo vivo avançou de R$ 4,80 para R$ 5,20.

Fonte: Agência SAFRAS
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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