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Preço eleva a 8% antecipação de venda da soja

Negociação antecipada corresponde ao dobro registrado no mesmo período do ano passado e indica avanço na comercialização do grão que corresponde à maioria dos produtos agrícolas

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A colheita da safra 2015/16 mal terminou no Brasil, mas os produtores aproveitaram Chicago trabalhando acima de US$ 10 para reforçar as vendas dasafra 2016/17, que começa a ser plantada em setembro.Até o fim de abril, 8% da produção potencial da safra nova estava negociada, contra 2% no fim de março e 4% um ano atrás, no início das vendas da safra 2015/16. O mercado disponível também foi agitado em abril, o que fez a comercialização da safra atual passar de 60% para 69% em um mês, ante 61% um ano atrás.

Preço interno em alta

Os valores da soja em grão seguem em alta no Brasil, impulsionados pelas maiores demandas doméstica e internacional e também pela retração de vendedores, cautelosos para novos negócios no spot. O início dessa recuperação de preços foi verificado na segunda quinzena de abril, quando agentes se atentaram ao clima desfavorável na Argentina e a demanda por farelo de soja brasileiro começou a crescer.

Assim, as cotações do grão no Paraná (Indicador) retomaram os patamares do início de janeiro. Entre 29 de abril e 6 de maio, no Paraná, a média refletida no Indicador Cepea/Esalq subiu 1,86%, a R$ 78,64 a saca de 60 quilos na sexta-feira, 6.

Esse cenário também é verificado na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Quanto às exportações, a demanda aquecida tem levado ao embarque de volumes significativos. Em abril, foram exportadas 10,85 milhões de toneladas de soja em grão, volume recorde, 20% acima do exportado em março e 54% superior ao de abril/15.

Caso o cenário perdure, o Brasil poderá, mais uma vez, embarcar volume recorde e liderar as exportações mundiais da commodity.

Na safra nova, a Região Centro-Oeste saiu na frente e tem 12% negociado. O rali de alta em Chicago impulsionou as vendas em reais e em dólar. Com a colheitafinalizada e os preços em alta, as vendas da soja 2015/16 chegaram a 79%. Em Mato Grosso, o preço médio para fevereiro de 2017 ficou em US$ 16,80 em Sorriso, com alta mensal de 9%. Em Campo Verde, a saca para fevereiro de 2017 com pagamento em março de 2017 saiu por R$ 71,00. No spot, essa praça teve negócios a R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), a saca chegou a rodar por R$ 72,00 para fevereiro de 2017 com pagamento em março de 2017 e por R$ 70,00 no disponível. Em Maracaju (MS), a soja para março de 2017 e pagamento em abril de 2017 saiu por R$ 70,00. Em Dourados (MS), o preço médio no spot ficou em R$ 65,20, com alta mensal de 7%.

S, SE e N/NE

No Sul, as vendas antecipadas estão em 5% e foram mais expressivas no Paraná, que teve vendas em forma de troca por insumos e para travar custos. Em Cornélio Procópio, a saca para fevereiro-março 2017 e pagamento em abril de 2017 saiu por R$ 80,00. Da safra 2015/16, 48% foi comercializado no Sul. No interior do Rio Grande do Sul, a soja spot chegou a rodar por R$ 76,00. No Sudeste, a comercialização da safra nova está em 3%. Em Unaí (MG), vendas para março-abril de 2017 saíram a R$ 72,50. Em Uberlândia (MG), o spot rodou a R$ 70,00.

No Norte/Nordeste, a dificuldade em obter crédito de custeio fez os produtores iniciarem as vendas mais cedo, e 4% da safra 2016/17 estava negociada no fim de abril. No oeste da Bahia, a saca para abril de 2017 com pagamento em maio de 2017 saiu por até R$ 76,00. Em Uruçuí (PI), negócios para abril 2017 foram feitos a US$ 20,50. No disponível, pouca coisa rodou. Mas, por conta da quebra de safra, o índice passou de 71% no fim de março para 93%.

Produção do Brasil cai

A continuidade do tempo seco no Matopiba e um novo corte na produtividade de Mato Grosso fez a AgRural reduzir mais uma vez a estimativa de produção de sojana safra 2015/16 do Brasil.

Calculada em 97,6 milhões de toneladas em abril, a produção caiu para 96,7 milhões – 0,5% acima da safra 2014/15, apesar da área 2,9% maior.

Fonte: CNA

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Bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento afeta agro e atinge Ministério da Agricultura

Corte de R$ 124,1 milhões no Mapa gera preocupação com políticas públicas e apoio ao produtor rural.

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Foto: Shutterstock

O setor agropecuário, principal responsável pelo superávit nacional nos últimos anos, será novamente impactado negativamente pela decisão do governo federal de bloquear R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026. Deste montante, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) teve R$ 124,1 milhões bloqueados, entrando no grupo das pastas mais afetadas. A medida ocorre em função de os gastos previstos da máquina pública federal terem ultrapassado o limite de despesas do arcabouço fiscal.

“Essa medida do governo federal é mais uma prova do descontrole nos gastos públicos. A situação fica ainda pior porque vai prejudicar o setor agropecuário, que segura a balança comercial há anos, e vai deixar milhares de produtores rurais desamparados”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Mais uma vez, a situação de mudanças no orçamento da União traz incertezas para o setor agropecuário. No dia 31 de dezembro de 2025, o governo federal já havia publicado a Lei 15.321, que estabelecia as diretrizes do Orçamento de 2026 (LDO 2026). Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, entre outros pontos, o dispositivo que impedia o contingenciamento de despesas com a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Ou seja, não há garantia de recursos para a subvenção ao PSR.

No mês passado, o Sistema FAEP, em conjunto com outras entidades do agronegócio paranaense, encaminhou documento solicitando R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27. Dentro deste valor, o pedido é de R$ 4 bilhões para fortalecer o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além da implementação de uma subvenção diferenciada para culturas predominantes em cada região, como soja, milho e trigo, mais vulneráveis a eventos climáticos adversos.

“Certamente, esse bloqueio vai ter reflexos no meio rural, com cortes em políticas públicas essenciais para os nossos produtores rurais. O governo federal precisa começar a levar a sério o setor agro e o seguro rural, ferramenta importante para o os agricultores, principalmente diante das recorrentes intempéries climáticas, que geram perdas significativas no meio rural”, alerta Meneguette.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Acordo UE-Mercosul abre oportunidade para agro reposicionar sua imagem no exterior

Em vigor de forma provisória a partir de maio, acordo amplia acesso ao mercado europeu e reforça a importância de rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade na percepção dos produtos brasileiros.

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Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

A entrada em vigor provisória do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e os países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, a partir de 1º de maio, inaugura um novo ciclo para o agronegócio brasileiro que vai além do ponto de vista comercial, e, sobretudo, de posicionamento. Em um mercado cada vez mais orientado por critérios de origem, sustentabilidade e transparência, o desafio passa a ser também de narrativa.

Conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília, Damian Vicente Lluna: “O consumidor europeu valoriza cada vez mais a origem e as condições de produção. A capacidade de demonstrar esses atributos será fundamental para acessar e ampliar espaço nesse mercado” – Foto: Divulgação

Durante o encontro do ABMRA Ideia Café da última terça-feira (31), promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), o conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília, Damian Vicente Lluna, destacou que o acordo chega em um momento de reconfiguração das relações comerciais globais e de maior exigência por parte do consumidor europeu. Nesse contexto, a forma como o agro brasileiro se apresenta ao mundo tende a ser tão determinante quanto sua competitividade produtiva.  “Há uma oportunidade clara de fortalecer a confiança no produto brasileiro. O investimento em rastreabilidade e em novas certificações podem transformar a percepção do agro no mercado europeu”, afirmou.

Nos últimos anos, a imagem dos produtos agropecuários brasileiros no exterior foi impactada por debates relacionados ao desmatamento e às práticas ambientais. Embora avanços recentes tenham contribuído para reduzir esse ruído, o cenário ainda exige uma atuação mais estruturada por parte do setor para consolidar uma percepção positiva.

Foto: Divulgação

Nesse novo contexto, três pilares passam a orientar a comunicação do agro brasileiro no exterior, de acordo com Damian Lluna. “Mostrar a capacidade de rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade pode gerar mais proximidade com o consumidor europeu. Comprovar a origem dos produtos, garantir transparência ao longo da cadeia produtiva e evidenciar práticas alinhadas às exigências ambientais deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico de acesso ao mercado europeu”, destacou.

Segundo Lluna, a tendência é que a abertura comercial venha acompanhada de uma demanda crescente por comprovação dessas práticas, por meio de sistemas mais robustos de controle e certificação. “O consumidor europeu valoriza cada vez mais a origem e as condições de produção. A capacidade de demonstrar esses atributos será fundamental para acessar e ampliar espaço nesse mercado”, disse.

Na avaliação do presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, o momento exige uma mudança de postura por parte do setor. “Estamos diante de uma oportunidade de reposicionar o agro brasileiro não apenas como fornecedor, mas como uma marca global. Isso passa, necessariamente, por uma comunicação mais estratégica e alinhada às demandas do mercado internacional”, frisou.

Com a entrada em vigor do acordo, o desafio passa a ser duplo na captura das oportunidades comerciais e no avanço do posicionamento internacional do setor. “Nesse cenário, a consolidação de uma narrativa consistente apoiada por dados e evidências tende a ser determinante para ampliar a competitividade e sustentar o acesso a mercados mais exigentes”, completou Nicodemos.

Fonte: Assessoria ABMRA
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Jorge Viana conduz transição e apresenta nova Diretoria Executiva da ApexBrasil

Em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, presidente anuncia mudanças na liderança da Agência e indica Laudemir Müller e Maria Paula Veloso para a nova etapa da gestão.

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Para a sucessão, Viana indicou, Laudemir Müller para a presidência - Fotos: Divulgação/ApexBrasil

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, anunciou em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, realizada na quarta-feira (1º), que deixará o comando da agência a partir desta quinta-feira (02). Na mesma reunião, foi comunicada a saída de Ana Paula Repezza, diretora de Negócios, que também se desligará nos próximos dias por novos compromissos profissionais.

Viana indicou Maria Paula Veloso para a Diretoria de Negócios

Para a sucessão, Viana indicou dois nomes do quadro técnico da própria agência: Laudemir Müller para a presidência e Maria Paula Veloso para a Diretoria de Negócios.

Segundo Viana, a transição foi organizada para manter a continuidade das atividades. “Vamos deixar organizado, ainda no dia de hoje, toda a sucessão aqui na Apex”, afirmou, acrescentando: “Saio hoje da Apex, mas não tenho dúvida de que a Apex não vai sair de mim”.

A decisão ocorre após Viana se colocar se colocar como pré-candidato para disputar uma vaga no Senado pelo Acre.

Nova gestão

Indicado para assumir o cargo de presidente da Agência, Laudemir André Müller integra o quadro da ApexBrasil desde 2010 e, desde 2023, é gerente de Agronegócios da Agência. Economista e mestre em Desenvolvimento e Agricultura, também tem trajetória no Governo Federal, com passagens pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e pela Secretaria-Geral da Presidência da República.

Maria Paula passa a compor a nova Diretoria Executiva da ApexBrasil à frente da Diretoria de Negócios. Gerente de Indústria e Serviços da Agência, ela lidera hoje uma das áreas mais estratégicas da Casa, responsável pela articulação e execução de convênios com entidades brasileiras representativas da indústria e de serviços. Na ApexBrasil desde 2007, construiu sua trajetória em iniciativas voltadas à exportação, à qualificação empresarial, ao design e à inovação.

Ao comentar a nova composição, Viana ressaltou que a escolha busca preservar o ritmo de trabalho e dar continuidade ao fortalecimento institucional da Agência. Na mesma oportunidade, Müller destacou sua ligação de longa data com a Agência e o compromisso de dar continuidade ao trabalho construído nos últimos anos. “Eu sou da ApexBrasil, essa é a minha casa”, enfatizou.

Ele ressaltou também que a Agência vive hoje o seu melhor momento, resultado direto, segundo ele, da capacidade de Jorge Viana e Ana Paula Repezza de fortalecer institucionalmente a Casa, ampliar sua articulação e projetar a atuação da ApexBrasil. Ao agradecer a confiança, reforçou ainda que pretende seguir nessa mesma direção. “Coloco-me à disposição, junto com a Maria Paula e com o Floriano, para seguir o trabalho que vem sendo feito pela atual gestão”, salientou.

Fonte: Assessoria ApexBrasil
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