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Preço do suíno vivo recua quase 7% em janeiro com demanda interna e externa mais fraca
Dados do Cepea apontam desequilíbrio entre oferta e procura, mesmo com ritmo de abates semelhante ao de dezembro.

Depois de atravessarem o último trimestre do ano passado em estabilidade, os preços do suíno vivo apresentaram forte queda em janeiro, apontam dados do Cepea. A pressão sobre as cotações veio sobretudo do desaquecimento das demandas interna e externa. Pesquisadores do Cepea ressaltam que esse movimento de baixa já é tipicamente observado em janeiro, quando a demanda doméstica costuma diminuir, por conta dos maiores gastos no período.
Neste ano, verificou-se também retração da demanda externa, o que reforçou as quedas de preços. Segundo dados da Secex, a média de embarques na parcial de janeiro foi de 4,9 mil toneladas, contra 5,4 mil toneladas em dezembro.
Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que os abates em janeiro estiveram em ritmo similar ao observado em dezembro, o que, somado à demanda retraída, acabou resultando em forte desequilíbrio entre disponibilidade e procura em janeiro.
Na praça SP-5, o suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 8,24/kg em janeiro, baixa de 6,9% frente à de dezembro. Trata-se da queda mais intensa no preço do suíno vivo desde janeiro/25 (em valores reais), quando o animal registrou forte desvalorização de 13,3% frente a dezembro/24.

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Paraguai revisa safra de soja para mais de 11,5 milhões de toneladas e projeta recorde histórico
Produtividades acima da média e clima favorável elevam estimativas e reforçam cenário de ampla oferta regional.

A estimativa de produção da safra principal de soja no Paraguai foi revisada de 9,65 milhões para 10,14 milhões de toneladas, colocando o ciclo atual entre os melhores já registrados no país. Caso a safrinha alcance um volume próximo de 1,39 milhão de toneladas, a produção total pode chegar a 11,53 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde histórico.
As perspectivas favoráveis começaram a se confirmar com o avanço da colheita em janeiro. Impulsionados pelos bons níveis de chuvas registrados em dezembro, os primeiros resultados de campo indicam produtividades acima da média histórica, reforçando o cenário de produção elevada.
“O principal destaque deste início de colheita tem sido o desempenho produtivo acima do esperado, o que nos levou a revisar para cima os rendimentos médios na maior parte dos departamentos produtores”, ressalta a analista de Inteligência de Mercado, Larissa Barboza Alvarez.

As revisões mais expressivas ocorreram nos principais polos agrícolas do país. No noroeste da Região Oriental, Alto Paraná teve seu rendimento médio ajustado para 3,6 toneladas por hectare, enquanto Canindeyú alcançou 3,5 t/ha. Já na faixa centro-sul, Caaguazú e Itapúa elevaram suas produtividades para 3,4 t/ha. Também foram observados ajustes positivos em Guairá, Caazapá, San Pedro e Paraguarí.

Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado: “Em anos normais, o Sul lidera a colheita, mas, nesta safra, as condições climáticas prolongaram o ciclo vegetativo nessa região”
Outro ponto de atenção é o ritmo da colheita. No final de janeiro, entre 20% e 30% da área havia sido colhida em nível nacional. Chama a atenção o maior avanço na região norte da Região Oriental em relação ao sul, um comportamento considerado atípico. “Em anos normais, o Sul lidera a colheita, mas, nesta safra, as condições climáticas prolongaram o ciclo vegetativo nessa região”, explica Larissa. A expectativa é que o pico dos trabalhos ocorra nas duas primeiras semanas de fevereiro, com conclusão até o final do mês.
No mercado, o cenário de oferta elevada começa a pressionar os preços. Apesar de o ritmo de comercialização antecipada seguir em linha com a média dos últimos três anos — com 33,6% da produção já negociada —, os basis registram queda. Desde meados de janeiro, os valores em Assunção recuaram de cerca de USD -23 por tonelada, no início de dezembro, para patamares próximos de USD -40 por tonelada.
Esse movimento tende a se intensificar com o avanço da colheita regional. Na segunda-feira, 2 de fevereiro, a StoneX revisou para cima sua estimativa de produção de soja no Brasil para a safra 2025/26, elevando o volume para 181,6 milhões de toneladas. “Com os ajustes observados no Paraguai e em outros países da América do Sul, o mercado caminha para um cenário de ampla oferta nos próximos meses, o que deve seguir influenciando as dinâmicas de preços”, conclui a analista.
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Agrishow 2026 vai destacar avanço da digitalização no campo
Feira reúne soluções em automação, sensores e análise de dados que ampliam o controle das operações e apoiam decisões técnicas e de gestão nas propriedades rurais.

Sistemas de automação, sensores e análise de dados passaram a integrar as operações agrícolas, ampliando o controle das atividades no campo e apoiando decisões técnicas e de gestão. Esse movimento se consolida na Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, que reúne soluções voltadas à digitalização da produção agrícola. A 31ª edição do evento ocorrerá de 27 de abril a 01º de maio, em Ribeirão Preto (SP).
Dados da Pesquisa SAE Brasil Caminhos da Tecnologia no Agronegócio indicam que o uso de ferramentas digitais já está presente em grande parte das propriedades rurais. Segundo o levantamento, 91% dos produtores utilizam GPS nas operações agrícolas, 85% adotam aplicativos de gestão financeira, 76% recorrem a imagens de satélite e aplicativos de gestão agronômica e 70% utilizam práticas de agricultura de precisão. “A tecnologia passou a ter um papel mais estruturado dentro da propriedade. Ela organiza a operação, gera informação e permite que o produtor dedique mais tempo à gestão e ao planejamento da fazenda”, afirma João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow.
Na prática, tratores, pulverizadores e colheitadeiras operam com sistemas que monitoram parâmetros como velocidade, taxa de aplicação, consumo de insumos e desempenho operacional. As informações são registradas automaticamente e transformadas em dados que ajudam a acompanhar a execução das atividades, identificar desvios e orientar ajustes ao longo da safra.
O uso de drones também integra esse conjunto de soluções. Segundo a Pesquisa SAE Brasil, essa tecnologia aparece em 61% das propriedades pesquisadas, com aplicações que vão do monitoramento das lavouras à pulverização localizada, além do apoio à identificação de pragas, falhas de plantio e estresse das culturas. “O fluxo de dados em tempo real garante o que há de mais precioso no campo: a previsibilidade. Ao digitalizar processos, o produtor mitiga riscos, otimiza recursos e eleva a régua da produtividade brasileira a patamares globais”, diz Marchesan.
Além das soluções aplicadas diretamente às máquinas, a Agrishow apresenta plataformas digitais que integram dados de campo, reunindo informações sobre produtividade, custos operacionais, manutenção de equipamentos e histórico das áreas cultivadas. Essa integração permite uma visão mais ampla da propriedade e reduz a dependência de controles manuais e registros dispersos. “A Agrishow é o epicentro dessa transformação. O que mostramos aqui é a transição definitiva da agricultura reativa para a agricultura de precisão, em que cada decisão é baseada em dados e cada hectare é potencializado pela inteligência”, afirma o presidente da feira.
Inscrições
Os ingressos para a Agrishow 2026 começaram a ser vendidos em 26 de janeiro, no site oficial do evento (colocar link agrishow.com.br). O primeiro lote tem valor de R$ 75,00 por dia, e conta com opção de meia-entrada a partir de R$ 37,50. No ato da compra, o visitante deverá escolher o dia da semana da visitação.
Também será possível adquirir antecipadamente o ticket de estacionamento, com valores a partir de R$ 75,00, além de pacotes para o estacionamento VIP, disponíveis por R$ 580,00 para os cinco dias de evento. Na bilheteria, durante a realização da feira, entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, o valor da entrada será de R$ 150,00.
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Nucleovet e CRMV-SC alinham parcerias e projetos para o Oeste catarinense
Encontro destacou apoio mútuo em eventos, aproximação com novos profissionais e tratou da implantação de uma sede própria do Conselho na região Oeste de Santa Catarina.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Santa Catarina (CRMV-SC) realizou, na última terça-feira (03), uma visita institucional ao Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), em Chapecó. O encontro teve como objetivo fortalecer a parceria institucional entre as duas entidades, que mantêm uma relação próxima e colaborativa há vários anos.

O encontro teve como objetivo fortalecer a parceria institucional entre as duas entidades, que mantêm uma relação próxima e colaborativa há vários anos
Representando o Conselho estiveram o zootecnista e conselheiro efetivo Amir Dalbosco e o presidente do CRMV-SC, Moacir Tonet. Pelo Nucleovet, participaram da reunião a presidente da entidade, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o presidente do Conselho Deliberativo Tiago José Mores e a 1ª tesoureira Claudia Moita Zechlinski dos Santos. “Essa reunião foi uma visita institucional. O CRMV e o Nucleovet possuem uma grande parceria. O presidente do Conselho aproveitou para comunicar as boas-vindas à nova diretoria, me parabenizar pela gestão e, principalmente, para reforçar essa parceria que já existe”, destacou.
Durante o encontro, também foi reforçado o apoio mútuo entre as instituições em ações e eventos ao longo do ano. “Nós temos grande apoio do CRMV, que contribui com patrocínios para os nossos eventos, e o Nucleovet também apoia as ações e eventos promovidos pelo Conselho”, explicou a presidente.
Outro ponto abordado na reunião foi o convite oficial para que o Nucleovet participe das solenidades de entrega das carteiras profissionais aos novos médicos-veterinários e zootecnistas formados em Santa Catarina. “O presidente do Conselho enfatizou a importância da participação do Nucleovet nesses momentos. A ideia é que, sempre que possível, eu esteja presente nessas entregas para apresentar o que é o Nucleovet e aproximar os novos profissionais da entidade”, afirmou Aletéia.
Nova sede do CRMV-SC em Chapecó

Também foi reforçado o apoio mútuo entre as instituições em ações e eventos ao longo do ano
Durante a visita, os representantes do CRMV-SC também trataram de um tema estratégico para a atuação do Conselho no oeste catarinense: a aquisição de uma sede própria em Chapecó. Atualmente, o Conselho atua em espaços alugados, mas a intenção é investir em um prédio próprio que contemple salas administrativas e espaços para capacitação e treinamentos.
De acordo com Aletéia, o presidente do CRMV-SC solicitou apoio institucional do Nucleovet para esse novo projeto. “A entidade visitou algumas salas e compartilhou a intenção de adquirir um novo prédio para o Conselho. A ideia é estruturar um espaço próprio, com salas de treinamento, especialmente considerando o crescimento da equipe, que deve passar para oito funcionários com a realização de um novo concurso”, explicou.
A escolha de Chapecó como sede ampliada do CRMV-SC está diretamente ligada à concentração de profissionais na região. “Além da sede em Florianópolis, a maior estrutura do Conselho deverá ficar em Chapecó, já que o oeste concentra o maior número de médicos-veterinários e zootecnistas do estado. Isso reforça a importância da região e o papel das entidades locais”, completou a presidente do Nucleovet.



