Suínos
Preço do suíno esboça reação em junho, sinalizando melhor demanda
Ao longo do mês, os frigoríficos relataram que a oferta de animais disponível foi boa, fruto do aumento dos volumes de abates de suínos
O mercado brasileiro de carne suína apresentou boa recuperação de preços em junho, tanto para o quilo vivo quanto para os principais cortes no atacado. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, os aumentos mais expressivos ocorreram na primeira metade do mês, período de maior demanda, quando os consumidores apresentavam maior poder de compra. “O repasse dos custos de produção também ajudou no aumento das cotações, assim como a queda das temperaturas em boa parte do país, o que acelerou o consumo”, comenta.
Ao longo do mês, os frigoríficos relataram que a oferta de animais disponível foi boa, fruto do aumento dos volumes de abates de suínos. “Esse fator acabou impossibilitando um aumento mais forte dos preços. Segundo dados preliminares levantados por SAFRAS & Mercado, sujeitos a alterações, no acumulado dos cinco primeiros meses de 2016 os abates de suínos sinalizaram um aumento de 6,5% se comparado a igual período de 2015, totalizando 15,436 milhões de cabeças”, informa.
Maia destaca que a média de preços do suíno vivo no Centro-Sul em junho avançou 10,85% em relação ao final de maio, passando de R$ 3,20 para R$ 3,54. No atacado, a média de preços dos cortes de pernil com osso atingiu R$ 7,18, 6,7% acima dos R$ 6,73 registrados no encerramento de maio. A média de preços do quilo da carcaça ficou em R$ 6,09, avançando 9,4% em relação ao valor médio praticado na última semana de maio, de R$ 5,57.
Conforme Maia, o alto custo de produção segue preocupando o suinocultor brasileiro. Por conta disso, novos ajustes nos preços se fazem necessários para manter a rentabilidade da atividade.
O analista ressalta que a exportação vem apresentando excelente resultado em junho. Até a quarta semana do mês foram exportados 44,1 mil toneladas de carne suína in natura, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior. “Se este ritmo for mantido, os embarques finais devem fechar em torno de 54 mil toneladas para o produto in natura. O volume total deve chegar a 60 mil toneladas”, projeta. “Fazemos o alerta, no entanto, que a valorização do real frente ao dólar pode acabar interferindo na exportação daqui para frente, uma vez que torna o produto brasileiro menos atraente no mercado internacional”, sinaliza.
A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo foi cotada a R$ 71,00, alta de R$ 2,00 frente ao final de maio, quando era cotada a R$ 69,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 2,85 para R$ 2,90, enquanto no interior a cotação avançou de R$ 3,26 para R$ 3,44. Em Santa Catarina o preço do quilo avançou de R$ 2,87 para R$ 3,02 na integração. No interior, a cotação subiu de R$ 3,14 para R$ 3,45. No Paraná o quilo vivo subiu de R$ 3,15 para R$ 3,70 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo avançou de R$ 2,99 para R$ 3,40.
Em Goiânia, o preço teve elevação de R$ 3,55 para R$ 4,20. No interior de Minas Gerais o quilo passou de R$ 3,70 para R$ 4,40. No mercado independente mineiro a cotação subiu de R$ 3,45 para R$ 4,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis subiu de R$ 2,98 para R$ 3,42. Já na integração do estado a cotação teve elevação de R$ 2,80 para R$ 3,00.
Fonte: SAFRAS & Mercado

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





