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Preço do suíno cai até 30% e produtor já trabalha no prejuízo

Abate cresce 5,5% no primeiro trimestre, exportações aumentam 15,3% e mercado interno absorve excesso de oferta. Em abril, atividade independente entrou no vermelho nos três estados do Sul.

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Foto: Ari Dias

Os dados preliminares do IBGE para o primeiro trimestre de 2026 mostram um cenário contraditório para a suinocultura brasileira. O número de animais abatidos cresceu 5,49% em relação ao mesmo período do ano passado, o equivalente a quase 800 mil cabeças a mais no mercado. Apesar disso, o peso médio das carcaças recuou quase 2,5 quilos e limitou o crescimento efetivo da produção de carne a 2,64%, o que corresponde a 35,2 mil toneladas adicionais. (Ver tabela 1)

Tabela 1 – Abate de suínos no primeiro trimestre de 2026 x 2025, em cabeças e toneladas de carcaças e peso médio das carcaças. Dados do primeiro trimestre de 2026 são preliminares (sujeitos a alteração) Elaborado por Iuri Machado, com dados do IBGE.

Ao mesmo tempo, as exportações de carne suína in natura avançaram 15,3% no trimestre, com embarque adicional de 44,5 mil toneladas na comparação anual. O desempenho externo praticamente absorveu todo o incremento da produção brasileira, mantendo a disponibilidade interna em patamar semelhante ao de 2025, com leve retração de 0,9% (ver tabela 2).

Mesmo assim, os preços pagos ao produtor despencaram no período, indicando que a pressão sobre o mercado pode estar mais relacionada ao enfraquecimento da demanda doméstica e ao aumento da oferta imediata de animais para abate do que propriamente a um excedente estrutural de carne no país

Tabela 2 – Produção, exportação (in natura) e disponibilidade interna de carne suína no primeiro trimestre de 2026 x 2025, em toneladas, e variação percentual de um ano para outro. Dados de produção do primeiro trimestre de 2026 são preliminares (sujeitos a alteração) Elaborado por Iuri Machado, com dados do IBGE e Secex.

Mesmo com as exportações absorvendo praticamente todo o crescimento da produção brasileira de carne suína no primeiro trimestre, os preços pagos ao produtor registraram forte queda no período. A principal explicação do lado da oferta está no aumento expressivo do número de animais enviados ao abate. Foram quase 800 mil suínos abatidos a mais nos três primeiros meses de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado. Apenas em março, o incremento foi de 462,6 mil cabeças, alta de 9,46% sobre março de 2025.

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O volume adicional de animais no mercado pressionou as cotações, mesmo com o crescimento das exportações. Ainda assim, agentes do setor avaliam que a retração dos preços não pode ser atribuída apenas ao aumento da oferta. O enfraquecimento da demanda doméstica também contribuiu para o cenário de desvalorização do suíno vivo.

Nos estados de São Paulo e Minas Gerais, a média dos preços pagos pelo suíno vivo no primeiro trimestre caiu 12,6% e 15,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025 (ver gráfico 1). Em abril, o movimento de baixa se intensificou. Segundo dados do Cepea, Minas Gerais fechou o mês com média de R$ 5,94 por quilo vivo, queda de 28,3% frente aos R$ 8,34 registrados um ano antes. Em São Paulo, a cotação média caiu de R$ 8,41 para R$ 5,89 por quilo, recuo de 30%. Em maio, até o dia 22, os preços seguiram em trajetória de baixa, com médias de R$ 5,72 em Minas Gerais e R$ 5,43 em São Paulo.

O movimento ocorre mesmo em um contexto de exportações aquecidas. Em abril, o Brasil embarcou 121,4 mil toneladas de carne suína in natura, volume 9,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Gráfico 1 – Média mensal do preço do suíno vivo para abate (R$/kg) em São Paulo e Minas Gerais nos primeiros três meses do ano de 2025 e 2026 e média de cada trimestre. Elaborado por Iuri Machado, com dados do Cepea.

Outro dado que chamou atenção nos números preliminares do IBGE foi a combinação entre forte aumento do abate e redução do peso médio das carcaças. No primeiro trimestre de 2026, o peso médio ficou em 89,6 quilos, abaixo da marca de 90 quilos pela primeira vez desde o início de 2021.

Para analistas do setor, o movimento indica uma antecipação na venda de animais pelas granjas, numa espécie de

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ajuste de estoques diante da deterioração dos preços. A leitura do mercado é que o crescimento do abate estaria mais relacionado ao escoamento acelerado de animais do que propriamente a uma expansão estrutural do plantel de matrizes ou a ganhos relevantes de produtividade. Os dados ainda são preliminares e podem sofrer pequenos ajustes na consolidação final do IBGE.

Enquanto a oferta interna de carne suína permaneceu praticamente estável no primeiro trimestre, a disponibilidade doméstica de carne bovina e de frango aumentou de forma significativa. Juntas, as duas proteínas ampliaram a oferta ao mercado brasileiro em mais de 180 mil toneladas na comparação anual, volume equivalente a um acréscimo projetado de cerca de 3,5 quilos por habitante ao ano.

O aumento da produção de proteínas concorrentes ocorreu mesmo em um cenário de exportações aquecidas para as երեք carnes. Com maior disponibilidade principalmente de carne de frango no mercado interno, o consumo doméstico ganhou alternativas mais competitivas, fator que também contribuiu para pressionar as cotações do suíno vivo ao longo do início de 2026.

Com relação de troca em queda produtor opera no vermelho

Mesmo com perspectiva de ampla oferta de milho no mercado brasileiro, a deterioração do preço do suíno levou os produtores independentes a operar no prejuízo em 2026. A relação de troca entre o valor recebido pelo animal e os principais insumos da ração segue em queda há oito meses consecutivos, pressionando as margens da atividade.

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No mais recente levantamento de safra, a Conab revisou para cima a produção de milho verão 2025/26, estimada agora em 28,46 milhões de toneladas, volume 14% superior ao da temporada passada e 2% acima da projeção divulgada em abril. Segundo o Cepea, os elevados estoques de passagem no início do ciclo já indicavam um cenário de abastecimento confortável para consumidores do cereal. (ver gráfico 2)

Para a segunda safra, a Conab reduziu a previsão em cerca de 700 mil toneladas diante das perdas esperadas principalmente em Goiás e Minas Gerais. Ainda assim, a estimativa total para a safra brasileira de milho 2025/26 permanece acima de 140 milhões de toneladas, considerando as três colheitas do período. Com isso, as cotações do cereal seguem relativamente estáveis, com leve tendência de queda.

O problema, segundo analistas do setor, é que a redução nos custos da alimentação animal não foi suficiente para compensar a forte desvalorização do suíno vivo. Mesmo com milho e farelo de soja mais acomodados, a perda de receita nas granjas deteriorou rapidamente a relação de troca e levou produtores independentes a operar no vermelho já em abril.

Gráfico 2 – Preço médio mensal do Milho (R$/SC 60kg) em Campinas (SP), nos últimos 12 meses, até dia 22/05/2026. Fonte: Cepea

Mesmo com a queda nas cotações do milho e do farelo de soja ao longo de 2026, a redução contínua do preço pago pelo suíno vivo deteriorou ainda mais a rentabilidade da atividade. A relação de troca entre o valor recebido pelo produtor e os custos da ração acumulou em maio o oitavo mês consecutivo de queda.

Na prática, o recuo dos insumos não foi suficiente para compensar a forte desvalorização do animal no mercado. Com menor poder de compra, o produtor passou a entregar mais quilos de suíno para adquirir a mesma quantidade de milho e farelo de soja, cenário que intensificou a pressão financeira sobre as granjas independentes. (ver gráfico 3)

Gráfico 3 – Relação de troca Suíno : Mix milho + farelo de soja (R$/kg) em São Paulo, de janeiro de 2025 a 22 de maio de 2026. Relação de troca considerada ideal, acima de R$ 5. Composição do Mix: para cada quilograma de Mix, 740 gramas de milho e 260 gramas de farelo de soja. Média de maio de 2026. Elaborado por Iuri Machado, com dados do Cepea. Preços no estado de São Paulo.

Os dados de abril acenderam um sinal de alerta para a suinocultura independente. Pela primeira vez em muitos meses, o cruzamento entre os custos de produção calculados pela Embrapa e as cotações do suíno vivo levantadas pelo Cepea mostrou resultado negativo para a atividade nos três estados do Sul do país.

A combinação entre preços deprimidos do animal e deterioração da relação de troca levou produtores a operar no vermelho, mesmo em um cenário de custos relativamente mais estáveis para alimentação. O resultado evidencia o estreitamento das margens da atividade e reforça a pressão financeira enfrentada pelas granjas independentes em 2026. ( ver tabela 3).

Tabela 3 – Custos totais (ciclo completo), preço de venda e lucro/prejuízo estimados, mensais, nos três estados do Sul (R$/kg suíno vivo vendido) de janeiro a dezembro de 2025, janeiro a abril de 2026 e a média anual de 2024. Destaque para o mês de abril, com os três estados apresentando prejuízo na atividade. Elaborado por Iuri Machado, com dados da Embrapa (custos) e do Cepea (preço do suíno).

O cruzamento entre os dados preliminares de abate do IBGE e os volumes exportados no primeiro trimestre de 2026 indica que não houve excesso de oferta de carne suína no mercado brasileiro em relação ao mesmo período do ano

Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes: “O produtor independente já opera no vermelho e aguarda uma reação nas cotações do suíno para voltar a trabalhar com margens positivas” – Foto: Divulgação/ABCS

passado. Em toneladas, o crescimento das exportações praticamente absorveu o aumento da produção, reforçando a avaliação de que a forte queda do preço pago ao produtor está mais associada ao enfraquecimento da demanda doméstica do que a um desequilíbrio estrutural de oferta.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, o cenário dos custos de alimentação ainda inspira cautela. Segundo ele, mesmo com as perdas previstas para a segunda safra de milho, o abastecimento nacional segue confortável, fator que tem mantido as cotações do cereal relativamente estáveis. A preocupação do setor está concentrada no desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que ainda enfrenta risco climático e pode pressionar os preços internacionais para cima. “O produtor independente já opera no vermelho e aguarda uma reação nas cotações do suíno para voltar a trabalhar com margens positivas”, afirmou Lopes.

Fonte: O Presente Rural com ABCS

Suínos

Da creche à sustentabilidade, 6º Encontro Técnico Abraves-SP apresenta estratégias para aumentar eficiência das granjas

Evento em Pirassununga (SP) vai discutir manejo de leitões leves, sanidade, nutrição e sistemas de produção para apoiar decisões técnicas na suinocultura.

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Foto: Divulgação

Melhorar a produtividade sem comprometer a sanidade do rebanho exige decisões técnicas em todas as etapas da produção. Manejo de leitões, nutrição, biosseguridade e gestão dos sistemas de criação estão entre os fatores que determinam o desempenho das granjas e influenciam diretamente os custos e os resultados da atividade.

Diante desse cenário, a atualização técnica tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante para médicos-veterinários, zootecnistas, consultores e produtores, que precisam incorporar novos conhecimentos à rotina das granjas.

Esses temas estarão em debate no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que será realizado em 09 de setembro, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo profissionais da cadeia suinícola para discutir soluções aplicáveis aos sistemas de produção.

Entre os destaques da programação está a palestra do médico-veterinário Vinícius Cantarelli, que abordará estratégias de manejo de leitões leves na fase de creche, uma etapa decisiva para o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.

O médico-veterinário Caio Abércio da Silva discutirá a sustentabilidade dos sistemas de produção, apresentando abordagens voltadas à eficiência técnica, econômica e ambiental da suinocultura.

Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e prática de campo, oferecendo aos participantes ferramentas para aprimorar a tomada de decisão nas granjas.

A programação completa e as inscrições estão disponíveis aqui.

Fonte: Assessoria ABRAVES
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Suínos

Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína

Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.

De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.

Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.

Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].

Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.

Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.

O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.

Raça Landrace

No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.

A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.

É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.

Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.

Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.

Fonte: Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
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Suínos

Pig Fair destaca tecnologias para impulsionar a produtividade na suinocultura

Feira paralela ao Simpósio Brasil Sul reunirá empresas, pesquisadores, técnicos e produtores entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó.

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Foto: Divulgação

Tecnologia, inovação e geração de negócios marcarão a 17ª Brasil Sul Pig Fair, feira paralela ao 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo mais de 50 empresas nacionais e multinacionais que apresentarão as principais tendências, produtos, serviços e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da suinocultura.

A Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de biosseguridade, diagnóstico, genética, nutrição, vacinas, aditivos, equipamentos, automação, ambiência e tecnologia, proporcionando aos participantes contato direto com soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das granjas. Além da exposição de produtos e serviços, a feira se destaca como um ambiente estratégico para networking, troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre empresas, pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da agroindústria.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a Pig Fair complementa a programação científica do Simpósio ao aproximar o conhecimento técnico das soluções disponíveis no mercado. “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos. Essa interação entre indústria, pesquisa e campo é um dos grandes diferenciais do SBSS”, afirma.

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a integração entre a programação técnica e a feira fortalece o papel do evento como um ambiente de atualização completa para os profissionais da cadeia produtiva. “Enquanto o Simpósio apresenta as principais discussões científicas e tendências do setor, a Pig Fair permite que os participantes conheçam, na prática, as soluções que estão sendo desenvolvidas pelas empresas. É um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de oportunidades para toda a suinocultura”, ressalta.

Os expositores também preparam lançamentos e novidades para esta edição, reforçando a Pig Fair como uma vitrine das principais inovações do mercado. Durante os três dias de evento, os congressistas poderão visitar os estandes, conhecer novas tecnologias, compartilhar experiências e ampliar o networking com profissionais de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.

SBSS

As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologias e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Programação geral

•  18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

•  17ª Brasil Sul Pig Fair

Terça-feira (11)

WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA

9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa

• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático

• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética

• Interações e associações de drogas antimicrobianas

Palestrante: Everson Zotti

9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico

• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?

• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)

• Aprendizado com falhas diagnósticas

Palestrante: Edison Magalhães

10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis

• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”

• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos

• O que realmente é necessário para resolver o problema

Palestrante: Augusto Heck

11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento

• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)

• Como monitorar a efetividade do tratamento

• Tecnologias para detecção precoce de falhas

Palestrante: Luiz Carlos Giongo

11h30 – Mesa Redonda

13h30 – Abertura da Programação Científica

Painel Produção – A BASE

13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade

Palestrante: Rafael Ulguim

14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)

Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann

14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)

Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa

15h25 às 15h55 – Mesa Redonda

16h00 às 16h30 – Coffee break

16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína

Palestrante: Luis Rua

17h10 às 17h30 – Perguntas

17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS

18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.

Palestrante: Marcos Jank

20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR

Quarta-feira (12)

Painel Biovigilância – Gestão Integrada

08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação

Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila

08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos

Palestrante: Alisson Mezzalira

09h20 as 09h50 – Mesa Redonda

09h50 às 10h20: Coffee Break

Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades

10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão

Palestrante: Jose Soto

10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária

Palestrante: Andres Gomez

11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade

Palestrante: Ricardo Rauber

12h00 às 12h30 – Mesa Redonda

12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço

12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade – Saúde Respiratória

14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação

Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske

15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel

Palestrantes: Luciano Brandalise

15h30 às 16h00: Coffee Break

16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle

Palestrante: Ricardo Yuti Nagae

16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura

Palestrante: Lederson Trindade de Lima

17h35 às 18h00 – Mesa Redonda

18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)

20h00: Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (13)

08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional

Palestrante: Bruno Silva

09h10 às 09h30 – Perguntas

9h30 às 10h00 – Coffee Break

Painel Pessoas – Gestão e Performance

10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados

Palestrante: Creici Lamonato

10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance

Palestrante: Rogério Facin

11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação

Palestrante: Anderson Queirós

11h45 às 12h15 – Mesa Redonda

12h15 – Sorteio de brindes e encerramento

Fonte: Assessoria Nucleovet
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