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Preço do leite recua para R$ 2,66 por litro, enquanto importações crescem 28%

Cepea identifica mercados regionais distintos: oferta limitada sustenta preços no Sudeste e Centro-Oeste, enquanto a recuperação da produção derruba cotações no Sul.

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Foto: Isabele Kleim

O preço do leite pago ao produtor manteve-se praticamente estável em maio de 2026, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na chamada “Média Brasil”, o valor ficou em R$ 2,6617 por litro, com recuo de 0,45% em relação a abril. Na comparação com maio de 2025, o preço está 3,8% menor em termos reais, considerando a correção pelo IPCA.

O comportamento dos preços foi diferente entre as regiões produtoras. No Sudeste e no Centro-Oeste, as cotações continuaram em alta, sustentadas pela menor oferta de leite, reflexo da sazonalidade e da redução dos investimentos por parte de produtores após as margens mais apertadas registradas em 2025. Com isso, a disputa entre os laticínios pela matéria-prima permaneceu aquecida.

Foto: Juliana Sussai

No Sul do País, o cenário foi oposto. A melhora das condições climáticas, o bom desenvolvimento das pastagens de inverno e a recuperação da produção aumentaram a oferta de leite, pressionando os preços pagos ao produtor.

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) avançou 0,07% entre abril e maio na Média Brasil. No acumulado de 2026, porém, o indicador registra retração de 13,7%.

Os custos de produção também apresentaram mudança em maio. O Custo Operacional Efetivo (COE) recuou 1,39%, registrando a primeira queda do ano. Mesmo assim, o indicador ainda acumula alta de 1,8% em 2026, impulsionado pelo aumento das despesas com nutrição animal, sanidade e operações mecanizadas.

Foto: Fernando Dias

No mercado de derivados, pesquisa do Cepea realizada com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) mostra que o preço do leite UHT caiu 7,56% em maio na comparação com abril. Já a muçarela e o leite em pó tiveram estabilidade, com leves altas de 0,12% e 0,13%, respectivamente. Segundo o Cepea, na primeira quinzena de junho o movimento de queda dos preços dos derivados lácteos ganhou força.

No comércio exterior, as importações brasileiras de lácteos cresceram 3,58% em maio, totalizando 226,21 milhões de litros em Equivalente-Leite (EqL), volume 28% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. As exportações também aumentaram em relação a abril, com alta de 45,33% e volume de 5,81 milhões de litros EqL. Na comparação anual, entretanto, os embarques ficaram 21,42% abaixo dos registrados em maio do ano passado.

Para junho, a expectativa do Cepea é de manutenção das diferenças entre as principais bacias leiteiras. A tendência é de continuidade da pressão sobre os preços no Sul, enquanto Sudeste e Centro-Oeste devem manter um mercado mais firme, caminhando para a estabilidade.

Fonte: Assessoria Cepea

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Feicorte atrai delegações de mais de 20 países e movimenta cadeia da carne

Evento reuniu cerca de 20 mil pessoas, promoveu intercâmbio técnico, leilões, exposição de animais e anunciou expansão internacional para 2027.

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Fórum Feicorte focou nas oportunidades e lucratividade da pecuária brasileira - Fotos: Feicorte/Agência Result

A Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte)  encerrou sua 22ª edição, a terceira em Presidente Prudente (SP), estabelecendo-se como referência na integração dos diferentes elos da cadeia produtiva. A feira reuniu cerca de 20 mil pessoas entre os dias 23 e 26 de junho, conectando genética, tecnologia, negócios, gastronomia e conteúdo técnico em uma programação voltada à competitividade global.

Exposição reuniu cerca de 700 animais em Presidente Prudente

Para a presidente da Feicorte e CEO da Verum, Carla Tuccilio, o evento cumpriu o papel de centralizar as principais discussões do setor. “Foi uma edição com sucesso, muitas ativações novas e conteúdo de excelência comandado por especialistas brasileiros e internacionais. Tivemos a presença de muitos pecuaristas e conseguimos criar novamente o grande ponto de encontro da cadeia produtiva da carne”, destacou, informando que a feira movimentou cerca de seis toneladas de carne em experiências gastronômicas ao longo dos quatro dias de evento e reuniu 130 expositores.

O diretor-executivo da Feicorte e presidente do Instituto Brasileiro de Inovação, Cultura e Qualidade do Agro e Pecuária (IBIQPEC), Ailton Barbosa, reforçou a relevância desse ecossistema tanto no mercado externo quanto na economia local. “A feira se consolidou como um polo de relacionamento institucional ao receber delegações, empresas e representantes de mais de 20 países, como Uruguai, Paraguai, Bolívia, China, EUA, Canadá, África do Sul, Equador, Colômbia, Argentina e Portugal, entre outros. Ao mesmo tempo, o evento gerou impacto direto na região de Presidente Prudente, com a criação de mais de mil empregos diretos e indiretos durante a sua preparação e execução”, pontuou o dirigente.

Com os resultados consolidados, a organização anunciou o planejamento estratégico para as próximas temporadas. A grade internacional terá continuidade com a realização da segunda edição da Feicorte Paraguai, agendada para março de 2027. Já a próxima Feicorte Brasil está confirmada para junho de 2027, em local a ser definido.

Palestras do Fórum Feicorte discutem mercado e eficiência produtiva

Ovinos Suffolk estiveram expostos nos quatro dias de evento

O intercâmbio de conhecimento técnico foi o pilar do Fórum Feicorte, que nesse ano trabalhou sob o tema “O Boi Brasileiro – Um Mundo de Oportunidades”. O debate contou com a participação de quatro palestrantes internacionais vindos de países como África do Sul, Canadá, Estados Unidos e Paraguai, que apresentaram tecnologias de ponta e inspiraram a evolução do rebanho nacional. A programação acadêmica incluiu ainda a realização do 4º Simpósio ReprodOeste, promovido em parceria com a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).

O curador de conteúdo do Fórum Feicorte, Diede Loureiro, pontuou que a grade de palestras foi estruturada para responder às necessidades reais do produtor diante das instabilidades climáticas e de mercado. “A Feicorte se posiciona estrategicamente no meio do ano, momento em que o produtor tem o balanço do primeiro semestre e precisa se planejar para o segundo, atuando como uma base essencial de dados técnicos para a tomada de decisões na fazenda”, complementou Loureiro.

Diversidade genética reúne cerca de 700 animais nos pavilhões

Mais de 20 mil pessoas passaram pela Feicorte em junho

A ocupação total dos pavilhões do Recinto de Exposições Jacob Tosello reuniu cerca de 700 animais entre bovinos e ovinos, que passaram por um controle zootécnico e parasitário rigorosos. Com 12 raças diferentes em exposição (Angus, Bonsmara, Brahman, Brangus, Canchim, Caracu, Nelore, Santa Gertrudis, Sindi, Texas Longhorn, Wagyu e o cordeiro Suffolk), a Feicorte reafirmou seu papel como vitrine da genética de qualidade do rebanho brasileiro.

O reflexo prático desse trabalho de seleção no campo foi levado diretamente ao prato do consumidor na tradicional degustação Beef Hour das Raças, que nesta edição reuniu 18 estações de proteínas. O público pôde conferir o sabor da carne das raças Nelore, Tabapuã, Brahman, Sindi, Gir, Guzerá, Brangus, Senepol, Angus, Bonsmara, Montana, Wagyu, Caracu, Canchim e Texas Longhorn, além da carne de búfalo e de cordeiro da raça Suffolk.

Pistas de julgamento definem campeonatos de rústicos e de elite

As avaliações em pista movimentaram criadores de diversos estados. De forma inédita no estado de São Paulo, a feira sediou o julgamento de animais rústicos das raças Angus e Ultrablack. No campeonato Angus de fêmeas, a Grande Campeã foi a TAT TEI1655, de Valdomiro Poliselli Júnior (Mococa-SP), enquanto o prêmio de Grande Campeão de machos foi para o touro TAT FIV797, de Rodrigo Arnt e Nilo Arnt (Tibagi-PR). Na raça Ultrablack, o criador Valdomiro Poliselli Júnior venceu os dois campeonatos principais com a fêmea TAT FIV253 e o macho TAT FIV220.

18 estações demonstraram variedade de sabores na Beef Hour das Raças

No julgamento de ovinos Suffolk, sob a condução do juiz irlandês Patrick O’Keefe, os títulos de Grande Campeão e Grande Campeã na categoria Puro de Origem (PO) foram para os animais DO Contestado IA F427 e DO Contestado F457, ambos da Fazenda Flor do Pago, de Irani (SC).

Na pista do Wagyu, o jurado Willian Koury avaliou 20 exemplares de alta padronização. O criatório da Party Participações, de Americana (SP), conquistou os principais prêmios com a fêmea Morgana 1923 Guidara FIV (Grande Campeã) e o macho Delicado 52 PWI FIV (Grande Campeão). O título de Reservado Grande Campeão de machos ficou com Ares 3351 GUIDARA FIV, do Rancho Santa Bárbara (SP

O julgamento Nacional do Santa Gertrudis, avaliado por Marcelo Moura, consagrou os animais do criatório Santa Gertrudis da Malagueta, com Vaticano da Malagueta como Grande Campeão e Melissa da Monte Sião como Grande Campeã.

Na raça Sindi, o touro de 35 meses e 953 kg, Saudoso da Estiva, garantiu o título de Grande Campeão da Feicorte 2026 após comentários elogiosos do árbitro José Jacinto sobre a qualidade de sua carcaça e aprumos.

Leilões registram pista limpa e movimentam mercado de genética

A agenda de negócios foi marcada por liquidez absoluta em diferentes espécies. O 3º Leilão Confraria da Carcaça Nelore abriu os trabalhos com o recinto lotado por 120 pecuaristas e faturamento que registrou médias de R$ 56 mil para fêmeas e R$ 72 mil para machos, espalhando reprodutores e matrizes para compradores de 14 estados. Na quarta-feira, o Leilão CV Nelore Mocho, liderado pelo pecuarista Carlos Viacava, comercializou 52 touros para 28 compradores de seis estados, gerando um faturamento total de R$ 943.220,00 e média de R$ 18.138,84 por animal.

Ailton Barbosa e Carla Tuccilio

Na quinta-feira, as fêmeas Nelore PO foram o destaque do 3º Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas, que superou o clima frio da região e encerrou a noite com pista limpa e média superior a R$ 21 mil por lote.  A equinocultura também mostrou força com o 3º Leilão Feicorte – Quarto de Milha e Paint Horse, organizado por Celso Cuba e Celso Luís Cuba, que vendeu 21 exemplares para criadores e competidores de sete estados brasileiros.

O encerramento oficial dos negócios, na noite de sexta-feira, contou com a terceira edição do Leilão Pecuária Solidária. O remate beneficente, por meio de doações de touros, cavalos, sêmen e insumos agrícolas, movimentou o sistema de redoação na pista para alcançar uma arrecadação parcial estimada em cerca de R$ 400 mil. O montante será integralmente revertido ao Núcleo Ttere, instituição de Presidente Prudente que trabalha no desenvolvimento e inclusão de pessoas com deficiência.

Inovações ampliaram o alcance da feira

O Shopping Seleção Feicorte estreou nessa edição como uma plataforma de venda direta de animais de alta performance, em parceria com a Central Leilões. Disponibilizando 48 machos e sete fêmeas de cinco raças diferentes, a ferramenta permitiu que os compradores analisassem dados científicos de conformação frigorífica antes da compra de pacotes genéticos.

O redesenho da planta geral da feira no Recinto de Exposições Jacob Tosello também permitiu a introdução de novos modelos de negócios e convivência, como o Boulevard Feicorte, área aberta instalada junto ao credenciamento que reuniu expositores tanto institucionais quanto de artigos como roupas, calçados, veículos aquáticos e gastronomia.

Essa estrutura de convivência fez a conexão direta com a área de dois mil metros quadrados dedicada à Rede ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), que em sua terceira edição demonstrou como a combinação dessas atividades recupera áreas e eleva a produtividade. O espaço uniu os esforços da própria Rede ILPF, da CATI, do ITESP e de marcas associadas para aproximar produtores, técnicos e estudantes das tecnologias que transformam o setor.

A conexão entre a cadeia produtiva e a sociedade urbana foi antecipada logo no domingo (22) com a realização da 1ª Feicorte Run Sportime. A corrida e caminhada reforçaram o papel da carne vermelha na manutenção da saúde e atraíram cerca de 700 inscritos, que foram recebidos na linha de chegada com uma degustação “open” de churrasco.

Fonte: Assessoria Feicorte
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Exigências de mercado ampliam importância do bem-estar animal na pecuária

Sustentabilidade, rastreabilidade e certificações passam a influenciar decisões de compra e acesso a mercados internacionais.

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Foto: Divulgação/Minerva Foods

A competitividade da pecuária moderna está cada vez mais associada à adoção de práticas mais eficientes no campo. Sustentabilidade, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental passaram a ter maior peso nas exigências de mercados internacionais, nas regras regulatórias e nas decisões de compra da cadeia da carne bovina.

Nesse contexto, o bem-estar animal deixou de ser tratado apenas como uma questão ética e passou a integrar estratégias de produtividade, eficiência operacional e acesso a mercados.

Artigo escrito por Tâmara Borges, gerente global de Bem-Estar Animal da Minerva Foods – Foto: Divulgação

Há consenso técnico de que animais submetidos a manejo adequado apresentam menor nível de estresse, melhores índices sanitários, menor perda operacional e maior desempenho produtivo. O chamado manejo racional envolve técnicas que reduzem o estresse dos bovinos, utilizam o comportamento natural dos animais e buscam facilitar sua movimentação, ao mesmo tempo em que aumentam a segurança dos trabalhadores.

Grande parte desses resultados depende diretamente da capacitação das equipes envolvidas nas propriedades rurais e nas unidades industriais. Rotinas organizadas, com menor nível de estresse e maior controle operacional, tendem a melhorar o fluxo de manejo e a produtividade.

Por outro lado, práticas inadequadas ainda impactam o desempenho da atividade. Situações como gritos, sons intensos, agressividade no manejo, movimentações bruscas e superlotação de currais aumentam a reatividade dos animais e dificultam as operações. Estruturas inadequadas, excesso de estímulos externos e falhas no acesso à água e alimentação também afetam o bem-estar e a eficiência produtiva.

Boas práticas

O avanço das boas práticas depende de uma integração entre ambiente, manejo e capacitação de pessoas, além da adoção contínua de melhorias ao longo da cadeia produtiva.

Foto: Shutterstock

No mercado internacional, compradores e grandes redes varejistas vêm ampliando exigências relacionadas à rastreabilidade, sustentabilidade e bem-estar animal. Para países exportadores como o Brasil, essas demandas são consideradas um fator relevante para manutenção de competitividade e acesso a mercados mais exigentes.

Nos últimos anos, empresas do setor passaram a ampliar programas de treinamento, auditoria e monitoramento de fornecedores. Em 2024, mais de 7,8 mil pessoas, entre colaboradores, pecuaristas e motoristas, participaram de capacitações voltadas a boas práticas de manejo. Em 2025, esses treinamentos foram ampliados para outras cadeias de proteína animal, incluindo ovinos, suínos, frangos, pescado e leite como ingrediente.

Atualmente, cerca de 66,5% da cadeia global de fornecedores está mapeada, o que amplia o nível de rastreabilidade e permite maior controle e acompanhamento das práticas adotadas na produção.

Iniciativas

Entre as iniciativas adotadas, estão programas de acompanhamento técnico e troca de informações com fornecedores, com foco em boas práticas de

manejo e melhoria contínua de processos. Essas ações incluem monitoramento de indicadores, visitas técnicas e atividades de capacitação.

Também vêm sendo adotados protocolos e certificações internacionais voltados ao bem-estar animal e à conformidade das operações. Entre as ferramentas utilizadas estão auditorias técnicas,

Foto: Divulgação

monitoramento operacional e certificações alinhadas a padrões globais.

Na indústria, unidades de processamento de bovinos possuem certificações específicas em bem-estar animal e passam por auditorias periódicas de conformidade com protocolos internacionais. Na etapa de produção primária, certificações como Global Animal Partnership (GAP) e Welfair são aplicadas em algumas operações, com base em critérios que envolvem alimentação, alojamento, saúde e comportamento dos animais.

Na produção orgânica, critérios adicionais incluem rastreabilidade, restrição ao uso de antibióticos e hormônios e atendimento a indicadores específicos de bem-estar animal. Esse tipo de produção representa parte da cadeia produtiva certificada.

Em termos gerais, o avanço do bem-estar animal está ligado às exigências de sustentabilidade e competitividade da pecuária brasileira. O setor tem direcionado esforços para qualificação de mão de obra, melhoria de processos produtivos e adoção de certificações, com o objetivo de atender às demandas de mercado e fortalecer a cadeia de produção de carne bovina.

Fonte: Artigo escrito por Tâmara Borges, gerente global de Bem-Estar Animal da Minerva Foods.
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Expoleite reúne cerca de 250 animais da raça Holandesa em julgamentos durante três dias de feira

Exposição também terá recorde de participantes no Clube de Bezerras e expectativa de receber 30 mil visitantes.

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Foto: Analice Lopes

Entre os dias 02 e 04 de julho acontece em Arapoti (PR), durante a 52ª edição da Expoleite, uma das principais exposições de caráter competitivo de rebanhos da raça Holandesa no país. O Julgamento da Raça Holandesa apresentará neste ano cerca de 250 exemplares das variedades “preto & branco” (HPB) e “vermelho & branco” (HVB). Na pista, os animais são acompanhados pelos puxadores e desfilam para serem avaliados nos critérios determinados pelo júri especializado.

Foto: Giovanna Santolin

A Expoleite, promovida anualmente pela Capal Cooperativa Agroindustrial, é reconhecida como uma das mais importantes vitrines da robustez e evolução genética do país, evidenciando a excelência dos rebanhos criados na região dos Campos Gerais. Erik Bosch, presidente do Conselho de Administração da Capal, ressalta que além de expor a excelência genética, os julgamentos também têm um caráter social. “Os animais e o julgamento em pista chamam a atenção e aproximam o público da realidade do campo”, pontua.

Os animais participantes provêm de criadores das cidades paranaenses de Arapoti, Castro, Carambeí e Itapetininga. A competição é oficializada pela Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) e faz parte do prestigiado Circuito Nacional da Raça Holandesa.

Juiz de pista

O jurado responsável pelas avaliações desta edição é o canadense Mike West, natural de Ontário. Com uma trajetória consolidada, West tem vasta experiência em avaliações de exposições regionais, estaduais e internacionais, tendo atuado em países como Japão, Austrália, Brasil, Rússia, México, Colômbia, Equador e Costa Rica.

Atualmente exerce o cargo de gerente de Desenvolvimento de Produto na Semex Alliance, onde é responsável pela prospecção e aquisição de touros, mantendo contato direto com criadores parceiros para o fornecimento de genética. Além disso, atua como analista de touros, oferece suporte à equipe de campo e colabora com o setor de marketing na coordenação de registros fotográficos dos reprodutores e de suas respectivas progênies.

Os julgamentos acontecem durante os três dias de feira. Na quinta-feira (02), às 14h, acontece o julgamento Gado VB e PB Jovem. Na sexta-feira (03), os visitantes poderão conferir, às 13h, o Clube de Bezerras e na sequência, às 15h, o julgamento Gado VB Adulto. No último dia da Expoleite (04), acontece às 9h a primeira etapa da Copa dos Apresentadores, tradicional competição de apresentação de gado jovem que integra o circuito das cooperativas do grupo Unium (Capal, Frísia e Castrolanda), e às 14h o julgamento Gado PB Adulto.

Clube de Bezerras

O Clube de Bezerras chega à 52ª Expoleite com recorde de participantes. Nesta edição, o projeto reúne 15 crianças e adolescentes, na faixa etária de 7 a 14 anos, divididos em duas categorias: a Júnior, com 10 integrantes de 7 a 10 anos, e a Sênior, com 5 integrantes de 11 a 14 anos.

As atividades realizadas início logo no começo do ano e englobam visitas mensais às propriedades e encontros técnicos com os jovens. Durante esse processo, os participantes recebem instruções detalhadas sobre saúde, manejo, nutrição, desenvolvimento e a preparação adequada dos animais para exposição.

A experiência pedagógica vai além da apresentação oficial na feira. O Clube funciona como uma porta de entrada para que as crianças acompanhem de perto o ciclo da leiteira pecuária, entendendo na prática a importância da sucessão e da continuidade no campo.

Segundo Letícia Ianke, técnica da equipe Capal responsável pelo acompanhamento do Clube de Bezerras, os resultados positivos do projeto são coletados no longo prazo. “A gente tem filhos de cooperados que fizeram o clube e hoje trabalham nas propriedades”, afirma. Em cada encontro, visita técnica e na apresentação na Expoleite, as crianças constroem uma relação mais próxima com os animais, com a propriedade e com a história da família na pecuária leiteira.

A 52ª Expoleite conta com cerca de 120 expositores e a expectativa é atrair um público de 30 mil pessoas.

Fonte: Assessoria Capal Cooperativa Agroindustrial
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